Salve João, Agora sim, estamos em perfeito acordo, e claro, você tem razão-- algo sempre se conclui, na pior das hipóteses, que não se conclui nada :-)
Abs Waltet Em 10/08/2013 11:50, "Joao Marcos" <[email protected]> escreveu: > > Salve, Walter: > > Antes de tudo, uma correção: na minha mensagem anterior, por "aM" > obviamente eu queria escrever "dA", na premissa [b2]. > > Se você usar o procedimento de tradução explicado na outra mensagem, e > interpretar as duas sentenças iniciais ditas pelos suspeitos como uma > admissão de "culpa exclusiva", então [b1] e [b2] se transformam > respectivamente em > [b1]* (dM <-> (cM&~cA)) > [b2]* (aM <-> (cA&~cM)) > > Neste caso haverá duas valorações que satisfazem simultaneamente > [b1]*, [b2]* e [b3], e a partir delas podemos concluir que Mori é > culpado. Sobre Art podemos neste caso concluir que ele é Falseoso, e > é culpado se e somente se Mori for um Veritoso. > > Sobre: > > > [...] e nada se concluiria > > permita-me discordar: é _sempre_ possível concluir *alguma coisa*! > > Abraços, JM > > > 2013/8/10 Walter Carnielli <[email protected]>: > > Joao, > > > > sua análise é clara, distinta, correta e elementar, como o problema merece. > > Contudo, imagine que o crime tenha sido cometido por ambos (a quatro > > mãos) e quando cada um tenha dito > > "eu sou o culpado", se entenda (como é plausível numa confissão), > > "sou o único culpado", isto é, "a culpa é minha". > > > > Nesse caso, ambos poderiam ser mentirosos, e nada se concluiria. A > > certeza de Holmes garantiria que isto > > não foi o caso, isto é, que o crime só foi cometido por um e somente > > um deles. > > > > É claro que essa é uma bobagem sobre a qual não vale a pena perder > > tempo, mas eu sempre creio > > que é melhor explicitar as premissas que se puder, > > > > abs > > > > Walter > > > > > > Em 10 de agosto de 2013 11:15, Joao Marcos <[email protected]> escreveu: > >> O problema proposto por Luis Rosa e Mayra Moreira *não* depende de > >> assumirmos premissas adicionais, *nem* de acreditarmos no que disse > >> Holmes. > >> > >> (1) Formalização do problema. > >> (a) Considere as seguintes sentenças: > >> dM = "Mori é Veritoso" > >> dA = "Art é Veritoso" > >> cM = "Mori é culpado" > >> cA = "Art é culpado" > >> (b) Dados, onde <->, ~ e v representam a bi-implicação, a negação e a > >> disjunção clássicas: > >> Mori diz que é culpado. > >> [b1] (dM <-> cM) > >> Art diz que é culpado. > >> [b2] (dA <-> cA) > >> Mori diz que pelo menos um dos dois não é culpado. > >> [b3] (dM <-> (~cM v ~cA)) > >> > >> (2) Verificação semântica > >> Há apenas uma valoração que satisfaz simultaneamente as premissas > >> [b1], [b2] e [b3], valoração esta que satisfaz dM e cM, e falsifica dA > >> e cA. Assim, Mori é de fato o único assassino (e, obviamente, o único > >> Veritoso da estória). > >> > >> * * * > >> > >> Seguem algumas variantes interessantes do problema acima, que não > >> valem nenhum prêmio da revista Coquetel: > >> > >> (V1) O que Holmes poderia ter concluído se a segunda sentença de Mori > >> tivesse sido, ao invés: "Se eu for culpado, então Art também é > >> culpado"? > >> > >> (V2) O que Holmes poderia ter concluído se a segunda sentença de Mori > >> tivesse sido: "Sou culpado se e somente se Art também for"? > >> > >> (V3) O que Holmes poderia ter concluído se a segunda sentença de Mori > >> tivesse sido simplesmente: "Art é inocente"? > >> > >> (V4) O que Holmes poderia ter concluído se a segunda sentença de Mori > >> tivesse sido: "Somos ambos culpados"? > >> > >> (V5) Que frase poderia ter sido dita por Mori para que Holmes > >> concluísse que nenhum dos dois suspeitos é culpado? > >> > >> * * * > >> > >> Quem gosta de problemas do gênero, e quer entender melhor como > >> resolvê-los usando Lógica Proposicional pode ler mais a respeito em: > >> http://www.dimap.ufrn.br/~jmarcos/courses/LAaC/Trad-LCP/Smullyan_Cap3-7.pdf > >> e conferir as soluções formalizadas em: > >> http://www.dimap.ufrn.br/~jmarcos/courses/LAaC/Trad-LCP/Smullyan_Cap3-7_respostas.pdf > >> > >> * * * > >> > >> JM > >> > >> > >> 2013/8/8 Walter Carnielli <[email protected]>: > >>> Ola Andrea, > >>> > >>> sim, é elementar, mas tem-se que assumir uma premissa (que não é > >>> óbvia): a de que o crime não foi praticado a quatro mãos. > >>> Se fosse, Mori poderia estar dizendo uma falsidade. Contudo, como > >>> Holmes diz : "Não precisam dizer mais coisa > >>> alguma. O caso está resolvido", e acreditamos nisso, esta premissa é > >>> verdadeira, e o resto segue como vc mostra. > >>> > >>> Mas você não vai ganhar o livro, porque eu já escrevi ao e-mail > >>> indicado dando a solução 24 horas antes :-) > >>> > >>> Abs > >>> > >>> Walter > >>> > >>> Em 7 de agosto de 2013 15:42, Andrea Loparic <[email protected]> escreveu: > >>>> Mori diz: "Pelo menos um de nós não é o assassino" ; ergo: Mori , > >>>> que fala a verdade, é o assassino e Art, embora mentiroso, é inocente. > >>>> > >>>> Como se chega a essa conclusão? > >>>> 1) Uma vez que cada um deles diz que é culpado, como um deles sempre > >>>> mente, tem que haver um mentiroso não culpado; assim, a sentença > >>>> pronunciada por Mori é verdadeira > >>>> 2) Uma vez que cada um deles diz que é culpado, como um deles sempre > >>>> fala a verdade, tem que haver dizendo que é culpado que fala a verdade; > >>>> 3) Como a sentença de Mori é verdadeira, é Mori quem fala a verdade e como > >>>> quem fala a verdade é o culpado, Mori é o único assassino. > >>>> > >>>> Elementar! > >>>> Mandem o livro para > >>>> Andrea M. A. de Campos Loparic > >> [...] > >>>> > >>>> > >>>> Em 6 de agosto de 2013 08:08, rodrigo cid <[email protected] >escreveu: > >>>> > >>>>> < > >>>>> http://1.bp.blogspot.com/-ykopHgN6nz8/UgBnV_I4FAI/AAAAAAAAAxw/l2WpAfeeePo/s1600/Marca+Coquetel_RGB.png > >>>>> > > >>>>> < > >>>>> http://3.bp.blogspot.com/-C_4u_t-HlAg/TjCj-sHyV_I/AAAAAAAAAUk/rlbMuTKmrZQ/s150/%2521+coruja+logo+investigacao+filosofica.jpg > >>>>> >< > >>>>> http://3.bp.blogspot.com/-C_4u_t-HlAg/TjCj-sHyV_I/AAAAAAAAAUk/rlbMuTKmrZQ/s150/%2521+coruja+logo+investigacao+filosofica.jpg > >>>>> > > >>>>> > >>>>> *Desafio Sherlock > >>>>> Holmes< > >>>>> http://investigacao-filosofica.blogspot.com.br/2013/08/desafio-sherlock-holmes-por-blog-if_6.html > >>>>> > > >>>>> * > >>>>> > >>>>> * > >>>>> * > >>>>> Prezados leitores do Blog Investigação Filosófica, > >>>>> > >>>>> > >>>>> É com grande prazer que anunciamos a promoção conjunta do Blog IF e da > >>>>> Coquetel. A editora está lançando uma coleção de livros do Sherlock Holmes > >>>>> sobre dedução e raciocínio lógico e deseja premiar os nossos leitores mais > >>>>> astutos. Propomos uma série de 3 desafios mentais. O primeiro que responder > >>>>> a qualquer um dos desafios recebe um dos livros da coleção gratuitamente em > >>>>> sua casa. O primeiro desafio foi sugerido por membros do blog e os outros > >>>>> dois serão retirados dos livros *A arte de dedução de Sherlock Holmes*. > >>>>> > >>>>> > >>>>> < > >>>>> http://1.bp.blogspot.com/-bz5kZ07toA0/UgBlPiiYKsI/AAAAAAAAAxY/IDzhivcE8tw/s1600/APRENDA+A+PENSAR+COMO+SHERLOCK+livro+1a+capa.jpg > >>>>> > > >>>>> > >>>>> < > >>>>> http://2.bp.blogspot.com/-90Y6hrjmkoU/UgBlNjr_HFI/AAAAAAAAAxQ/EKLSe2_u1T0/s1600/A+ARTE+DA+DEDU%C3%87%C3%83O+DE+SHERLOCK+HOLMES+livro+volume+1.jpg > >>>>> > > >>>>> > >>>>> > >>>>> > >>>>> < > >>>>> http://1.bp.blogspot.com/-Bdod7JgHutM/UgBlR-Eto0I/AAAAAAAAAxg/0HjB3hP7tzg/s1600/A+ARTE+DA+DEDU%C3%87%C3%83O+DE+SHERLOCK+HOLMES+livro+volume+2.jpg > >>>>> > > >>>>> > >>>>> *Enigma 1* > >>>>> > >>>>> > >>>>> Há uma série de puzzles clássicos envolvendo um tipo de cenário propício > >>>>> para raciocínios dedutivos. Em tal cenário, há dois tipos de personagens > >>>>> cruciais para a formulação dos enigmas lógicos: um grupo de personagens que > >>>>> *somente* fala verdades e um grupo de personagens que *somente *fala > >>>>> falsidades. Na literatura de língua inglesa, chama-se personagens da > >>>>> primeira categoria 'Knights' e personagens da segunda categoria 'Knaves'. > >>>>> Aqui, chamaremos os primeiros de 'Veritosos' e os outros de 'Falseosos'. > >>>>> Veritosos sempre falam a verdade, Falseosos sempre mentem. Ao lugar > >>>>> habitado por estes tipos de sujeitos, e somente tais tipos de sujeitos, > >>>>> chamaremos 'Ilha dos Extremos'. Aqui está um exemplo de puzzle neste > >>>>> cenário: > >>>>> > >>>>> > >>>>> > >>>>> Você está na Ilha dos Extremos e encontra um habitante da ilha, mas não > >>>>> sabe dizer se ele é um Veritoso ou um Falseoso. Que pergunta você pode > >>>>> fazer a ele para descobrir em qual categoria ele se encontra? > >>>>> > >>>>> > >>>>> Note que, se você perguntar a este habitante: "Você é Veritoso?", ele vai > >>>>> responder afirmativamente, não importando a qual categoria ele pertence. Se > >>>>> ele é Veritoso, ele sempre diz a verdade, e responde "Sim, sou Veritoso" > >>>>> neste caso. Se ele é Falseoso, ele sempre mente, e igualmente responde > >>>>> "Sim, sou Veritoso" neste caso. A solução consiste em fazer uma pergunta > >>>>> sobre a qual você já sabe a resposta. Por exemplo, você pode perguntar: "É > >>>>> verdade que estou lhe fazendo uma pergunta?". Se o sujeito responder "Sim" > >>>>> ele é um Veritoso, se responder "Não" é um falseoso. > >>>>> > >>>>> > >>>>> No que segue lhes apresentamos um caso em que Sherlock Holmes e John Watson > >>>>> vão para a Ilha dos Extremos: > >>>>> > >>>>> > >>>>> Sherlock Holmes e John Watson foram chamados para investigar um assassinato > >>>>> > na Ilha dos Extremos: um lugar em que, para todo habitante, ou ele sempre > >>>>> > fala algo verdadeiro, ou ele sempre diz algo falso. A missão de Holmes é > >>>>> > descobrir se dois suspeitos que habitam a Ilha, Mori e Art, são ou não os > >>>>> > assassinos, sendo que ambos afirmaram ter cometido o crime. Durante o > >>>>> > interrogatório, Mori diz o seguinte: "Pelo menos um de nós não é o > >>>>> > assassino". Holmes diz sem embargo: "Não precisam dizer mais coisa > >>>>> alguma. > >>>>> > O caso está resolvido." Watson pergunta a Holmes um pouco confuso: "Como > >>>>> > descobriu tão rápido, Holmes?" Holmes responde: "Elementar, meu caro > >>>>> > Watson...". > >>>>> > > >>>>> > >>>>> E você, caro leitor, sabe como Holmes chegou a uma conclusão? O primeiro a > >>>>> solucionar e explicar corretamente como Sherlock desvendou o enigma > >>>>> receberá o primeiro volume de "Aprenda a pensar como Sherlock". Assim que > >>>>> for pertinente, estaremos postando aqui a solução. > >>>>> > >>>>> > >>>>> [Desafio criado por Luis Rosa e Mayra Moreira.] > >>>>> > >>>>> > >>>>> Envie sua solução do enigma para [email protected] > >>>>> > >>>>> > >>>>> Outras publicações da Coquetel: http://coquetel.uol.com.br/ > >>>>> > >>>>> E seu facebook: https://www.facebook.com/revistascoquetel > >> _______________________________________________ > >> Logica-l mailing list > >> [email protected] > >> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l > > > > > > > > -- > > ----------------------------------------------- > > Prof. Dr. Walter Carnielli > > Director > > Centre for Logic, Epistemology and the History of Science – CLE > > State University of Campinas –UNICAMP > > 13083-859 Campinas -SP, Brazil > > Phone: (+55) (19) 3521-6517 > > Fax: (+55) (19) 3289-3269 > > Institutional e-mail: [email protected] > > Website: http://www.cle.unicamp.br/prof/carnielli > > > > -- > http://sequiturquodlibet.googlepages.com/ _______________________________________________ Logica-l mailing list [email protected] http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
