Adolfo Neto Associate Professor - Federal University of Technology, Paraná Web: *https://adolfont.github.io/ <https://adolfont.github.io/>* Mestrado em Computação Aplicada: http://www.ppgca.ct.utfpr.edu.br
Em seg., 24 de ago. de 2026, 19:43, Márcio Palmares < [email protected]> escreveu: > Oi, Adolfo... > > Acho que você deve estar certo... Provavelmente a definição de papagaio > estocástico é robusta, resiste à crítica. > Não é uma questão de resistir a críticas. É só uma definição. > > Tudo bem. Eu não estou brigando com nomes... Podemos manter "papagaio > estocástico", desde que saibamos reconhecer que papagaios estocásticos, > quando devidamente conduzidos por humanos, empurrados ou direcionados por > humanos, ajudam a produzir conhecimento. Ajudam a obter conhecimento novo, > inédito, relevante. E exibem "movimentos" que poderíamos chamar de > criativos, engenhosos, inteligentes. Mesmo sendo papagaios estocásticos. > OK. > Isso é inédito, pois quando você escreve e roda um programa comum, de > certo modo todas as saídas do programa já são conhecidas por você. Escrevi > um > Se um programa tem um grau de aleatoriedade, não. Mas acho que nunca antes o não determinismo foi tão relevante quanto agora, com LLMs. programinha aqui que faz certos cálculos envolvendo certos objetos, > cálculos que seriam tediosos. Todas as saídas são previsíveis... Não há > novidades. Totalmente diferente é a situação em que você obtém algo > genuinamente novo a partir do seu trabalho com uma máquina. Não importa que > seja um papagaio estocástico. Importa que ela realiza um trabalho > científico (empurrada por um humano) que é altamente relevante, ao menos > tão relevante quanto a obtenção de uma tese de doutorado típica. > Exatamente. O que me chateia é quando a pessoa usa isso que você escreveu pra dizer "não é mais um papagaio estocástico", como se a definição impedisse que isso aconteça. > Na contramão disso que eu estou dizendo, uma opinião contrária, está esse > artigo aqui do Prof. Adonai: > > > https://adonaisantanna.blogspot.com/2026/08/o-emprego-de-ia-em-matematica.html?m=1&fbclid=IwY2xjawT5pLNwZG9mBWV4dG4DYWVtAjExAGJyaWQRMTR4c1JsdnZ0cHNBVllOMU9zcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEe-o_s_S4dg2WPPou1LynezzCFkVpEg7jaLbmLBpawPA_u5OW6WGLVVw0_S-Q_aem_lxcy9UOBphX0-iMyWZxmGQ > Adonai tá ativo ainda? Nunca mais tinha ouvido nada dele. > Eu discordo de algumas passagens, mas recomendo a leitura, porque é uma > opinião que está formulada com bastante clareza. > > Algumas sentenças impactantes do artigo: > > > 1. IAs não operam com semânticas. Nada que uma IA lê ou vê ou ouve tem > significado no sentido usual de semântica de linguagens naturais. > > Verdade. > 1. Não há criatividade em qualquer IA. > > Verdade > 1. Quando uma IA está "pensando", ela está simplesmente realizando > operações entre vetores e matrizes. Tais operações > > Verdade > 1. recebem como entrada informações que já estão de algum modo > disponíveis em bancos de dados ou até mesmo na internet. > > Verdade, o que não impede que a saída seja algo nunca visto. > 1. IA é apenas uma calculadora com esteroides. > > Nenhuma analogia é perfeita. Essa faz pouco sentido pra mim. > Eu tenho a impressão de que as evidências empíricas questionam essas > afirmações... > Dá pra conciliar quase tudo o que você escreveu com o que ele escreveu. > Abraços, > > M. > > > Em sex., 21 de ago. de 2026 às 08:05, Adolfo Neto <[email protected]> > escreveu: > >> Correção: >> >> Eu queria entender onde, considerando a definição publicada de papagaios >> estocásticos, >> os resultados recentes de matemática obtidos por humanos com ajuda >> significativa de IA >> permitem dizer que os produtos usados para obter estes resultados não são >> papagaios estocásticos. >> >> Poderia ser mais específico aqui? >> >> On Fri, Aug 21, 2026 at 7:49 AM Adolfo Neto <[email protected]> wrote: >> >>> >>> >>> On Thu, Aug 20, 2026 at 11:16 PM Márcio Palmares < >>> [email protected]> wrote: >>> >>>> Eu caí na brincadeira, Adolfo! >>> >>> >>> Desculpa, Márcio. O certo era eu ter avisado antes. My mistake. >>> >>> >>> >>>> >>>> Estava até me perguntando sobre se além de computação teórica você >>>> teria estudado física ou engenharia elétrica para estar tão bem informado >>>> sobre o tema, hahaha... >>>> >>> >>> Será que eu estava bem informado? Não tenho ideia, não li. Se você leu e >>> entende dos assuntos, confio em você. >>> >>> >>> >>>> >>>> Agora já não sei mais se minha ideia original era razoável e foi >>>> corrompida pelo ChatGPT ou se eu realmente disse uma besteira, mas não >>>> importa, era só um exemplo de tecnologia revolucionária que regrediu ou >>>> entrou em declínio... Poderíamos escolher qualquer outro exemplo. >>>> >>>> É possível que a tecnologia atual dos LLMs regrida? Sim, certamente. >>>> Por diversos motivos. >>>> >>>> Mas o problema de fundo aqui não é econômico, sociológico ou político... >>>> >>>> É mais epistêmico, mais filosófico: criamos um tipo de máquina que, >>>> devidamente supervisionada ou empurrada por humanos, produz conhecimento >>>> científico. >>>> >>> >>> Sim. >>> >>> >>> >>>> >>>> Mesmo que a tecnologia atual desmorone amanhã ou depois, ela será >>>> reinventada ou remodelada ou imitada e em pouco tempo teremos outra coisa >>>> similar... >>>> >>> >>> Não tenho tanta certeza, mas prever o futuro não é o forte de ninguém. >>> Eu tinha um livro do Bill Gates de muitos anos atrás em que ele previa >>> várias coisas sobre o futuro. De vez em quando alguém lembra do que ele >>> acertou, aí vem alguém e lembra de algo que ele errou. >>> >>> >>> >>>> >>>> Agora, sobre ceticismo. >>>> >>>> Eu sou um admirador do Nicolelis. Teve um dia, durante a pandemia, que >>>> ouvi um pronunciamento dele em que ele formulou um conjunto de medidas para >>>> enfrentar a pandemia (uma delas incluía fechar o espaço aéreo brasileiro). >>>> Ele tinha razão em tudo. E naquele momento ele falou como um estadista. Ele >>>> só não tinha o poder em mãos para materializar aquela política, pequeno >>>> detalhe. Mas ele se colocou diante da História e disse: este é o caminho a >>>> ser seguido. >>>> >>>> Eu vejo que o Nicolelis, agora, continua certo em tudo o que ele diz >>>> sobre o aspecto político, econômico, social, relativo à inteligência >>>> artificial (NINA, segundo ele: Nem Inteligente, Nem Artificial.) >>>> >>>> Mas ele está errado do ponto de vista matemático, lógico, técnico: >>>> essas criaturas não são meros papagaios estocásticos, não são meros >>>> >>> >>> Eu queria entender onde na definição de papagaio estocástico é possível >>> dizer que os resultados recentes de matemática obtidos por humanos com >>> ajuda significativa de IA é possível dizer que os produtos usados para >>> obter estes resultados não são papagaios estocásticos. Poderia ser mais >>> específico aqui? >>> >>> >>> >>> >>>> regurgitadores de texto, não são meros previsores da próxima palavra. >>>> >>>> >>> Não, de fato. São previsores de próximo token. E os usuários não lidam >>> diretamente com os LLMs, mas sim com harnesses (sistemas não >>> probabilísticos, em geral) que têm interface com o LLM. >>> Isso ficou bem claro na discussão recente das marcas d'água da empresa >>> que dá prejuízo menor hoje em dia (e que não está ligando tanto para >>> matemática quanto a empresa de prejuízo maior). >>> >>> >>> >>>> E basta fazer uma experiência. >>>> >>> >>> Não, não basta. Não quando há uma definição suficientemente clara num >>> artigo. Não para este conceito de papagaio estocástico. >>> Infelizmente muita gente inventou novos significados para o termo. >>> Mas a própria Emily já explicou várias vezes que esta foi somente uma >>> analogia que ela usou. >>> Ela tem também a do polvo com o cabo, conhece? >>> >>> >>> >>>> >>>> Assim é que resolvemos controvérsias, em última instância. >>>> >>>> Você tem que fazer o experimento. >>>> >>>> Lembrei de uma passagem do Richard Dawkins, acho que é do "Relojoeiro >>>> Cego". >>>> >>>> Ele discute dois tipos de evidência empírica que aparecem às vezes >>>> confrontando a ciência e qual seria a melhor maneira de reagir a elas. >>>> >>>> O primeiro tipo é aquele gênero de evidência meio bruta, dados >>>> imediatos, que podem abalar certas convicções. O exemplo que ele dá aqui >>>> seria a existência do Monstro do Lago Ness. Se alguém dissesse possuir uma >>>> prova da existência do Monstro do Lado Ness, embora isso fosse contrariar >>>> brutalmente nossas convicções sobre o mundo, Dawkins diz: >>>> >>>> --- Eu aceitaria como evidência conclusiva ver com meus próprios olhos. >>>> Nada além disso. >>>> >>>> Ou seja, ele certamente sairia perturbado, mas bastaria ver para crer. >>>> >>>> Um segundo tipo de suposta evidências contrária às convicções da >>>> ciência é aquele que causa o desmoronamento do empreendimento científico ou >>>> de alguns de seus edifícios. >>>> >>>> Esse gênero de suposta evidências deve vir acompanhado de mais do que a >>>> simples visão... Precisa ser recebido com mais ceticismo. >>>> >>>> Neutrinos se movendo mais rapidamente que a luz: desabamento de porções >>>> grandes da física moderna. Recomendação? Ceticismo. (O que eram de fato? >>>> Erros de medição.) >>>> >>>> Então, para uma máquina que produz conhecimentos, embora isto possa ser >>>> muito perturbador, eu aceitaria a evidência dos meus próprios olhos: estar >>>> diante da prova, testar, verificar. Isso bastaria para mim. >>>> >>>> Nada perde o sentido, nada desmorona neste novo cenário (nada no >>>> edifício da ciência). >>>> >>>> Então, essa mensagem do Prof. Vinicius é profunda e é da mais alta >>>> relevância porque é o registro desse momento histórico em que, confrontados >>>> com algo aparentemente inacreditável, somos levados a crer nesse algo pela >>>> evidência empírica, pela realização do experimento. >>>> >>>> E há inúmeros experimentos assim sendo realizados por matemáticos ao >>>> redor do mundo... >>>> >>>> Eu acho, Adolfo, que tal como o Nicolelis, você está certo em toda a >>>> sua análise política, econômica, sociológica... Mas não está querendo >>>> aceitar >>>> a evidência empírica que está diante de você... >>>> >>> >>> Que evidência eu não estou aceitando? >>> Sobre as provas matemtáticas, eu não sou capaz de julgar. >>> Sobre os programas que estão sendo gerados com ajuda de IA, eu sei que >>> são úteis. Só acho que utilidade não é o suficiente >>> https://tante.cc/2026/07/15/useful-is-not-sufficient/ >>> >>> Às vezes acho que estamos falando de coisas bem diferentes e um encontro >>> síncrono resolveria as dúvidas. >>> >>>> >>>> Mas veja: pode ser que amanhã ou depois estejamos desempregados, mas >>>> nenhum pedaço do edifício conceitual da ciência moderna vai desabar porque >>>> a humanidade aprendeu a fabricar máquinas que produzem conhecimento. Pelo >>>> contrário, eu vejo essas máquinas como um tributo à inteligência do homem. >>>> >>>> Talvez a universidade desmorone e caia sobre as nossas cabeças, espero >>>> que não, mas nenhum fundamento do pensamento científico está ameaçado... >>>> >>> >>> Não sei se acontecerá. mas sei que tem gente que quer isso, torce por >>> isso. Vide caso Jason Arday. Chegaram a duvidar que ele correu 30 maratonas >>> em 35 dias, algo que qualquer corredor chinfrim como eu já fui sabe que é >>> perfeitamente possível. >>> >>> >>> >>>> >>>> Abraços, >>>> >>>> M. >>>> >>>> >>>> >>>> Em quinta-feira, 20 de agosto de 2026, Adolfo Neto < >>>> [email protected]> escreveu: >>>> >>>>> A mensagem acima foi uma brincadeira. >>>>> Eu li a mensagem do Márcio até o começo do texto do ChatGPT (obrigado >>>>> por avisar). >>>>> >>>>> Fiz um prompt rapidinho e o Gemini no Gmail gerou um baita (em >>>>> quantidade de caracteres) e-mail. >>>>> >>>>> É isso (um produto gera um texto, outro gera outro texto) que quero >>>>> pra Ciência? Não. >>>>> >>>>> É possível que os dois textos mencionados sejam bons ou razoáveis? Sim. >>>>> >>>>> Adolfo Neto >>>>> Associate Professor - Federal University of Technology, Paraná >>>>> Web: *https://adolfont.github.io/ <https://adolfont.github.io/>* >>>>> Mestrado em Computação Aplicada: http://www.ppgca.ct.utfpr.edu.br >>>>> >>>>> >>>>> Em qui., 20 de ago. de 2026 21:10, Adolfo Neto <[email protected]> >>>>> escreveu: >>>>> >>>>>> Olá a todos, >>>>>> >>>>>> Aproveitando a interessante analogia trazida pelo Márcio sobre a >>>>>> energia nuclear e os paralelos com o desenvolvimento da inteligência >>>>>> artificial, vale a pena contextualizar como está esse cenário no Brasil, >>>>>> especificamente com o complexo de Angra dos Reis. >>>>>> >>>>>> O uso da energia nuclear no Brasil para geração de eletricidade >>>>>> concentra-se na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), no Rio >>>>>> de >>>>>> Janeiro, e reflete bem os desafios de planejamento, custos e maturação >>>>>> tecnológica de longo prazo: >>>>>> >>>>>> - Angra 1: Foi a pioneira, conectada à rede no início da década de >>>>>> 1980. Com tecnologia Westinghouse, teve um início conturbado (o que lhe >>>>>> rendeu o apelido de "vagalume" na época), mas há anos opera com altos >>>>>> índices de eficiência e fator de capacidade, sendo fundamental para a >>>>>> estabilidade do sistema elétrico do Sudeste. >>>>>> - Angra 2: Fruto do acordo nuclear Brasil-Alemanha Ocidental >>>>>> firmado nos anos 1970, entrou em operação comercial no ano 2000. Tem uma >>>>>> potência significativamente maior que Angra 1 e consolidou a capacidade >>>>>> técnica nacional na operação de reatores de água pressurizada (PWR). >>>>>> - Angra 3: É o grande símbolo das idas e vindas do programa nuclear >>>>>> brasileiro. As obras foram iniciadas na década de 1980, paralisadas >>>>>> diversas vezes por razões econômicas e políticas, e a usina segue >>>>>> inconclusa. O debate atual gira em torno da viabilidade financeira de sua >>>>>> conclusão frente aos custos de energia de outras fontes. >>>>>> >>>>>> Assim como o Márcio pontuou sobre os EUA, a energia nuclear no Brasil >>>>>> não desapareceu e desempenha um papel estratégico de "energia de base" — >>>>>> aquela que funciona continuamente, independente de fatores climáticos que >>>>>> afetam as hidrelétricas, eólicas e solares. Contudo, a promessa de uma >>>>>> matriz predominantemente nuclear nunca se concretizou, esbarrando no alto >>>>>> custo de capital e nas complexidades regulatórias e de segurança. >>>>>> >>>>>> O paralelo com a IA é excelente: estamos diante de tecnologias de >>>>>> altíssimo impacto e custo, cujo futuro real costuma se acomodar em um >>>>>> patamar mais complexo e híbrido do que o otimismo (ou ceticismo) inicial >>>>>> previa. >>>>>> >>>>>> Abraços, >>>>>> >>>>>> >>>>>> Adolfo Neto >>>>>> Associate Professor - Federal University of Technology, Paraná >>>>>> Web: *https://adolfont.github.io/ <https://adolfont.github.io/>* >>>>>> Mestrado em Computação Aplicada: http://www.ppgca.ct.utfpr.edu.br >>>>>> >>>>>> >>>>>> Em qui., 20 de ago. de 2026 18:39, Márcio Palmares < >>>>>> [email protected]> escreveu: >>>>>> >>>>>>> O ChatGPT não deixa nenhuma afirmação minha inteiramente de pé... >>>>>>> Ele critica todas e acha pontos fracos em todas... Fico com vontade de >>>>>>> dizer: "Cara, eu sou humano, não preciso estar 100% certo, não é assim >>>>>>> que >>>>>>> a vida funciona!". >>>>>>> >>>>>>> Mas dessa vez eu disse uma besteira das grandes mesmo, e ele me >>>>>>> sugeriu corrigir. >>>>>>> >>>>>>> Não existe essa coisa de que a "energia nuclear está meio >>>>>>> abandonada". Em alguns países, talvez. Mas não é uma dinâmica geral. >>>>>>> >>>>>>> Analisando a produção de energia elétrica nos EUA, ele afirma o >>>>>>> seguinte: >>>>>>> >>>>>>> " >>>>>>> >>>>>>> *Primeiro:* se considerarmos cada fonte isoladamente, a nuclear é >>>>>>> praticamente a *segunda grande fonte dos EUA*, atrás apenas do gás >>>>>>> natural. As renováveis só ultrapassam a nuclear quando reunimos várias >>>>>>> tecnologias diferentes numa categoria única. Separadamente, em 2025, a >>>>>>> eólica produziu cerca de *464 TWh*, a solar de grande escala *296 >>>>>>> TWh* e a hidrelétrica *247 TWh*. A nuclear produziu *785 TWh*. >>>>>>> >>>>>>> Ou seja: >>>>>>> E nuclear > E eólica > E solar > E hidrelétrica. >>>>>>> >>>>>>> A nuclear americana, sozinha, produziu aproximadamente *70% mais >>>>>>> eletricidade que toda a eólica americana* e mais de *três vezes* a >>>>>>> hidrelétrica. >>>>>>> >>>>>>> *Segundo:* voltando à nossa comparação com Itaipu, a escala fica >>>>>>> impressionante. Itaipu produziu cerca de *67 TWh em 2024*. O parque >>>>>>> nuclear americano produziu *785 TWh em 2025*. >>>>>>> >>>>>>> Portanto, >>>>>>> 785/67 ≈ 11,7. >>>>>>> >>>>>>> Ou seja, *as usinas nucleares dos EUA produzem, em conjunto, quase >>>>>>> doze Itaipus de eletricidade*. >>>>>>> >>>>>>> Em termos diários: >>>>>>> Itaipu ≈ 0,183 TWh/dia >>>>>>> >>>>>>> contra >>>>>>> nuclear EUA ≈ 2,15 TWh/dia. >>>>>>> >>>>>>> Isso ajuda a colocar a questão histórica no lugar correto. *A >>>>>>> energia nuclear não desapareceu nem se tornou uma curiosidade >>>>>>> tecnológica.* >>>>>>> Nos EUA ela continua sendo um dos pilares da rede elétrica e produz >>>>>>> aproximadamente tanta eletricidade quanto todo o carvão americano. A EIA >>>>>>> inclusive descreve os EUA como possuidores da maior frota comercial de >>>>>>> reatores nucleares do mundo. >>>>>>> >>>>>>> O que aconteceu é mais sutil: *a revolução nuclear não cumpriu as >>>>>>> expectativas gigantescas dos anos 1950–70 de tornar-se rapidamente a >>>>>>> fonte >>>>>>> dominante de eletricidade*. Isso é bem diferente de dizer que a >>>>>>> tecnologia regrediu ou foi abandonada. Essa distinção talvez seja >>>>>>> interessante para a analogia que você estava fazendo com IA. >>>>>>> " >>>>>>> >>>>>>> É isso aí. >>>>>>> >>>>>>> M. >>>>>>> >>>>>>> >>>>>>> Em qui., 20 de ago. de 2026 às 17:42, Márcio Palmares < >>>>>>> [email protected]> escreveu: >>>>>>> >>>>>>>> Li os dois artigos, Bismarck! >>>>>>>> >>>>>>>> Obrigado por compartilhar! Acho que essa vereda filosófica aí é >>>>>>>> promissora... >>>>>>>> >>>>>>>> Hoje assisti também esse vídeo aqui do Cloves, vale muito a pena, >>>>>>>> pois é depoimento pessoal, sincero, certamente reflete o que se passa >>>>>>>> na >>>>>>>> mente de muitos estudantes e mesmo de profissionais: >>>>>>>> >>>>>>>> https://youtu.be/JU3mecWIujc?si=C3zTcttAqePIn6iv >>>>>>>> >>>>>>>> Pena que não podemos ver como está progredindo a discussão na lista >>>>>>>> dos professores do IME-USP! Em épocas de revolução tecnológica, deveria >>>>>>>> haver uma regra: abrir as listas de e-mail e compartilhar todas as >>>>>>>> reflexões! Haha... (Brincadeira.) >>>>>>>> >>>>>>>> O Adolfo mencionou o aspecto da sustentabilidade... Parece que não >>>>>>>> há nada sustentável ou possivelmente duradouro no sistema atual: o >>>>>>>> treinamento é caro, a infraestrutura é toda privada, não houve ainda >>>>>>>> retorno em termos de ganho de produtividade para as empresas, a bolha >>>>>>>> da IA >>>>>>>> tende a estourar em breve, etc. Talvez essa tecnologia regrida, desabe, >>>>>>>> mais ou menos como aconteceu com a energia nuclear... Foi sem dúvida >>>>>>>> uma >>>>>>>> revolução, mas não parece haver nenhuma forma segura de usá-la, então a >>>>>>>> coisa foi meio que abandonada (dá pra fazer bombas, coisas que >>>>>>>> explodem, >>>>>>>> fora isso a coisa é complicada)... Isso pode acontecer com o modelo >>>>>>>> atual, >>>>>>>> uma regressão... Mas o problema propriamente epistêmico, filosófico, >>>>>>>> não >>>>>>>> desaparece: em vez de máquinas que produzem coisas ou outras máquinas, >>>>>>>> os >>>>>>>> seres humanos fabricaram, pela primeira vez, máquinas que produzem >>>>>>>> conhecimento, não de forma totalmente autônoma, e sim num sistema >>>>>>>> híbrido >>>>>>>> com humanos, mas às vezes ao humano foi necessário dizer apenas: >>>>>>>> >>>>>>>> "Fortalecer." >>>>>>>> >>>>>>>> (Essa expressão vai entrar para a História.) >>>>>>>> >>>>>>>> Outro aspecto da discussão que vale a pena considerar. >>>>>>>> >>>>>>>> Talvez exista um aspecto progressivo na situação atual, não tão >>>>>>>> óbvio quanto a enxurrada de novos descobrimentos. >>>>>>>> >>>>>>>> Tem uma história num dos livros do Malba Tahan (eu folheei vários >>>>>>>> tentando reencontrá-la, mas não achei) em que dois matemáticos >>>>>>>> resolvem um >>>>>>>> típico problema de raciocínio lógico diante de um público de >>>>>>>> curiosos... O >>>>>>>> primeiro matemático é misterioso, sacerdotal: ele tenta preservar seu >>>>>>>> status de sábio, faz certos passos do raciocínio dedutivo parecerem >>>>>>>> passes >>>>>>>> de mágica; ele impressiona o público, resolve o problema, sem contudo >>>>>>>> gerar >>>>>>>> uma compreensão sobre a resolução; com isso, ele mantém sua posição >>>>>>>> social. Intervém depois um segundo matemático, este mais iluminista, >>>>>>>> democrático: não está preocupado com status, nada é misterioso na >>>>>>>> exposição >>>>>>>> dele. Ele resolve o problema e o mistério desaparece. >>>>>>>> >>>>>>>> Este primeiro matemático, o misterioso, tem uma gênese social, uma >>>>>>>> história. É um personagem milenar. Dos escribas aos >>>>>>>> astrólogos/astrônomos >>>>>>>> que previam eclipses e eram empregados dos sacerdotes ou reis... Até >>>>>>>> aos >>>>>>>> nossos dias, na figura daquele único professor que ministra aquela >>>>>>>> única >>>>>>>> disciplina pela qual você terá que passar e, se sobreviver, terá >>>>>>>> completado >>>>>>>> o rito de passagem e será reconhecido como membro da comunidade... >>>>>>>> >>>>>>>> Eu acho que essa figura misteriosa, esse detentor dos passaportes, >>>>>>>> aquele professor ao qual todo mundo precisava de algum modo se submeter >>>>>>>> para extrair algo de suas palavras e de sua escrita com a esperança de >>>>>>>> talvez entender o mistério da disciplina específica... Este personagem >>>>>>>> está >>>>>>>> morrendo. Está acabando. Ele agora é só um humano. Não é mais uma >>>>>>>> entidade >>>>>>>> mítica. >>>>>>>> >>>>>>>> Nós tínhamos no curso de matemática da UFPR, no século passado, um >>>>>>>> professor de Análise da velha guarda. Não vou mencionar o nome em >>>>>>>> respeito >>>>>>>> à pessoa. Existia um folclore: "Para passar nas provas do Prof. K (de >>>>>>>> Kafka), você tem que decorar exatamente o argumento que ele apresenta >>>>>>>> nas >>>>>>>> listas de exercícios. Se trocar uma vírgula de lugar, ele anula a >>>>>>>> questão e >>>>>>>> você reprova na disciplina." Formou-se então uma geração de pessoas >>>>>>>> capazes >>>>>>>> de decorar vírgula por vírgula os argumentos oferecidos pelo Prof. K. >>>>>>>> E se >>>>>>>> você não decorasse, reprovaria. Este professor era cercado por uma aura >>>>>>>> mística. Por uma autoridade clerical, sacerdotal, milenar... >>>>>>>> >>>>>>>> Esse personagem acabou. Qualquer pessoa pode agora tirar suas >>>>>>>> dúvidas com uma máquina, não precisa mais se submeter >>>>>>>> (psicologicamente) ao >>>>>>>> rito de passagem. Pode até estar de corpo presente no rito de >>>>>>>> passagem. Mas >>>>>>>> há um caminho alternativo pelo qual ela pode aprender sem sair de lá >>>>>>>> traumatizada... >>>>>>>> >>>>>>>> Talvez este seja um aspecto progressivo da transformação atual... >>>>>>>> Os matemáticos serão vistos a partir de agora como seres humanos, não >>>>>>>> mais >>>>>>>> como entidades meio sobrenaturais às quais os demais mortais >>>>>>>> precisariam se >>>>>>>> submeter. >>>>>>>> >>>>>>>> Abraços, >>>>>>>> >>>>>>>> M. >>>>>>>> >>>>>>>> >>>>>>>> >>>>>>>> >>>>>>>> >>>>>>>> >>>>>>>> Em qui., 20 de ago. de 2026 às 11:13, Bismarck Bório de Medeiros < >>>>>>>> [email protected]> escreveu: >>>>>>>> >>>>>>>>> Bom dia a todos, >>>>>>>>> >>>>>>>>> Achei bem interessante as postagens que vem surgindo aqui acerca >>>>>>>>> das LLM's, bem como muitas das referências usadas nas discussões. >>>>>>>>> Acabei >>>>>>>>> escrevendo algumas impressões (um tanto enviesadas de um ponto de >>>>>>>>> vista >>>>>>>>> mais historicista da ciência) sobre este movimento, com alguma base >>>>>>>>> no que >>>>>>>>> vem sendo falado aqui e discutido em palestras (a do IMPA foi bem >>>>>>>>> interessante) e ensaios (principalmente comentários de Terence Tao e >>>>>>>>> ensaios do Timothy Gowers em seus sites, que achei muito produtivos), >>>>>>>>> tudo >>>>>>>>> com hiperlinks no texto. Não são muito longos, procuro um contexto >>>>>>>>> sobre os >>>>>>>>> avanços, uns pontos a serem observados na mudança na dinâmica e de >>>>>>>>> valores >>>>>>>>> na comunidade devido a ferramenta, outros pontos filosóficos (o que >>>>>>>>> seria >>>>>>>>> um exemplo e no que as LLMs são boas) e alguns paralelos históricos de >>>>>>>>> fundo. Compartilho aqui com todos as duas partes do texto: >>>>>>>>> >>>>>>>>> Notas sobre o uso de LLM's na atividade matemática (parte 1) >>>>>>>>> <https://diarylogician.substack.com/p/notas-filosoficas-acerca-do-uso-de> >>>>>>>>> Notas sobre o uso de LLM's na atividade matemática (parte 2) >>>>>>>>> <https://diarylogician.substack.com/p/notas-sobre-o-uso-de-llms-na-atividade> >>>>>>>>> >>>>>>>>> Abraços! >>>>>>>>> Em quarta-feira, 19 de agosto de 2026 às 16:58:54 UTC-3, Marcelo >>>>>>>>> Finger escreveu: >>>>>>>>> >>>>>>>>>> Talvez esta msg , veiculada nas listas do IME-USP, seja de >>>>>>>>>> interesse aos membros desta lista, como informação para uma das >>>>>>>>>> discussões >>>>>>>>>> que estão rolando na rede. >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> Em particular, não concordo com a afirmação "". >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> []s >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> Marcelo >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> ---------- Forwarded message --------- >>>>>>>>>> From: Vinicius de Oliveira Rodrigues <[email protected]> >>>>>>>>>> Date: Sun, Aug 16, 2026 at 11:25 PM >>>>>>>>>> Subject: A IA nos deu a resposta de um problema de 73 anos, e >>>>>>>>>> agora? >>>>>>>>>> To: professores IME <[email protected]> >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> Prezados colegas, >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> Gostaria de compartilhar uma experiência recente de pesquisa que >>>>>>>>>> me convenceu de que precisamos discutir, com maior urgência, o >>>>>>>>>> impacto da >>>>>>>>>> inteligência artificial sobre a matemática, sobre a formação de >>>>>>>>>> nossos >>>>>>>>>> alunos e sobre a própria organização da pesquisa matemática. Não me >>>>>>>>>> parece >>>>>>>>>> mais adequado tratar esse assunto como algo que talvez venha a >>>>>>>>>> acontecer >>>>>>>>>> nos próximos anos. Está acontecendo agora, e está acontecendo comigo. >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> Na semana passada, eu e Juliane Trianon-Fraga, doutora em >>>>>>>>>> Matemática por este Instituto, chegamos com o GPT-5.6 Sol à solução >>>>>>>>>> de um >>>>>>>>>> problema clássico de topologia: o problema de Wallace, formulado na >>>>>>>>>> década >>>>>>>>>> de 1950, que pergunta, em uma de suas formas, se existe um semigrupo >>>>>>>>>> topológico Hausdorff enumeravelmente compacto, com cancelamento dos >>>>>>>>>> dois >>>>>>>>>> lados, que não seja um grupo. >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> O problema permaneceu aberto por mais de 70 anos. Há uma >>>>>>>>>> literatura extensa em torno dele, com soluções sob hipóteses >>>>>>>>>> adicionais de >>>>>>>>>> teoria dos conjuntos e muitos resultados parciais. Nós mesmos já >>>>>>>>>> havíamos >>>>>>>>>> trabalhado anteriormente com problemas e construções relacionadas em >>>>>>>>>> nossos >>>>>>>>>> doutorados e também posteriormente. >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> Fornecemos ao GPT-5.6 Sol, por meio do ChatGPT Work, links no >>>>>>>>>> arXiv para dois artigos recentes sobre um problema relacionado — a >>>>>>>>>> existência de uma topologia de grupo enumeravelmente compacta sem >>>>>>>>>> sequências convergentes não triviais no grupo abeliano livre de >>>>>>>>>> cardinalidade c. Esse problema tinha ao menos 35 anos. Apesar de ter >>>>>>>>>> fortes >>>>>>>>>> ligações com o Wallace, nunca mencionei ao ChatGPT o problema de >>>>>>>>>> Wallace, >>>>>>>>>> naquela ou em nenhuma interação anterior. Enfim, fornecemos os links >>>>>>>>>> para >>>>>>>>>> os dois artigos e pedimos que ele melhorasse as técnicas que >>>>>>>>>> constavam ali >>>>>>>>>> e resolvesse definitivamente esse outro problema. O modelo respondeu >>>>>>>>>> duas >>>>>>>>>> horas depois dizendo que não havia conseguido, pois as técnicas >>>>>>>>>> precisariam >>>>>>>>>> ser fortalecidas, sem esclarecer muito o que ele quis dizer com >>>>>>>>>> isso. Dei >>>>>>>>>> uma instrução simples mandando-o fortalecer, sem dar nenhuma >>>>>>>>>> instrução >>>>>>>>>> sobre o que ou como. >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> Cerca de 40 minutos depois, o modelo devolveu um resultado >>>>>>>>>> substancialmente mais forte: todo grupo abeliano livre de torção de >>>>>>>>>> cardinalidade continuum admite, em ZFC, uma topologia de grupo >>>>>>>>>> Hausdorff >>>>>>>>>> enumeravelmente compacta sem sequências convergentes não triviais. >>>>>>>>>> Isso >>>>>>>>>> resolve de uma só vez diversas questões abertas da área. E, sem eu >>>>>>>>>> solicitar nada em nenhum momento, ele adicionou que "como corolário >>>>>>>>>> da >>>>>>>>>> construção, construiu um semigrupo de Wallace em ZFC". >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> Eu e Juliane já tínhamos experiência nesse problema, e, >>>>>>>>>> espantados, revisamos cuidadosamente os argumentos. Estamos >>>>>>>>>> convencidos da >>>>>>>>>> correção do argumento e fomos capazes de simplificá-lo >>>>>>>>>> substancialmente em >>>>>>>>>> alguns pontos (com e sem ajuda de IA, nesse processo). Mesmo assim, >>>>>>>>>> cético >>>>>>>>>> com o resultado, solicitei ao próprio modelo que produzisse uma >>>>>>>>>> formalização em Lean 4 da demonstração, de forma incondicional. Após >>>>>>>>>> duas >>>>>>>>>> horas, ele me entregou essa formalização. Checamos se os resultados >>>>>>>>>> estavam >>>>>>>>>> corretamente formulados na formalização, e submetemos o código a >>>>>>>>>> diversas >>>>>>>>>> auditorias, inclusive dos enunciados efetivamente provados e dos >>>>>>>>>> axiomas >>>>>>>>>> utilizados. >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> Sem IA, esse resultado seria um acontecimento extremamente >>>>>>>>>> relevante e reconhecido na área, trazendo bastante prestígio a quem o >>>>>>>>>> obtivesse. Porém, nesse caso, a esmagadora maioria do trabalho foi >>>>>>>>>> realizada pelo modelo em um intervalo de tempo absurdamente curto, a >>>>>>>>>> partir >>>>>>>>>> de instruções humanas muito pouco estruturadas. Por isso, gostaria >>>>>>>>>> que >>>>>>>>>> todos refletissem sobre o impacto sério que essa ferramenta *já está >>>>>>>>>> tendo* >>>>>>>>>> na comunidade. Não estou escrevendo isto para afirmar que “a >>>>>>>>>> matemática >>>>>>>>>> acabou”, nem que matemáticos deixaram de ter trabalho. Discordo >>>>>>>>>> disso — >>>>>>>>>> tenho ideias sobre que direção podemos seguir, e gostaria de ouvir a >>>>>>>>>> dos >>>>>>>>>> colegas e conversar mais a respeito com a comunidade. Mas acho >>>>>>>>>> difícil >>>>>>>>>> olhar para o que aconteceu e concluir que podemos continuar formando >>>>>>>>>> matemáticos* exatamente* como fazíamos até agora, sobretudo na >>>>>>>>>> pós-graduação. Isso levanta questões que considero urgentes para o >>>>>>>>>> IME: >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> * O que deve significar hoje uma tese de doutorado/dissertação de >>>>>>>>>> mestrado? E um projeto de tese/dissertação? >>>>>>>>>> * Como preparar nossos alunos para essa nova realidade? >>>>>>>>>> * Quais as melhores formas de conduzir pesquisa nesse contexto em >>>>>>>>>> que a IA reduz trabalhos de anos em dias? >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> É importante também ter em mente que a IA não para de avançar... >>>>>>>>>> alguns >>>>>>>>>> alunos já têm me procurado espontaneamente, bastante preocupados com >>>>>>>>>> essas >>>>>>>>>> questões. Acredito ter boas ideias sobre como orientar alunos a >>>>>>>>>> partir de >>>>>>>>>> agora, mas entendo que sobretudo o esperado de um mestrado/doutorado >>>>>>>>>> será >>>>>>>>>> decidido pela comunidade, e, por isso, gostaria, com este >>>>>>>>>> e-mail, de fomentar essa discussão. >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> Abaixo, seguem os links do preprint com a solução dos problemas >>>>>>>>>> que expus nesse e-mail. >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> Repositório do GitHub com .tex e os arquivos do Lean: The >>>>>>>>>> Wallace problem and countably compact group topologies on >>>>>>>>>> torsion-free >>>>>>>>>> Abelian groups in ZFC >>>>>>>>>> <https://vo-rodrigues.github.io/wallace-problem-zfc-paper/wallace-preprint.pdf> >>>>>>>>>> Link direto para o PDF: The Wallace problem and countably >>>>>>>>>> compact group topologies on torsion-free Abelian groups in ZFC >>>>>>>>>> <https://vo-rodrigues.github.io/wallace-problem-zfc-paper/wallace-preprint.pdf> >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> Obs.: os em-dash desse e-mail não foram gerados por IA. >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> Abraços, >>>>>>>>>> Vinicius >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> Vinicius de Oliveira Rodrigues >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> Professor Doutor >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> Departamento de Matemática >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> Tel: (11) 2648.6580 >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> Universidade de São Paulo >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> Rua do Matão, 1010 - CEP 05508-090 - São Paulo, SP >>>>>>>>>> <https://www.google.com/maps/search/Rua+do+Mat%C3%A3o,+1010+-+CEP+05508-090+-+S%C3%A3o+Paulo,+SP?entry=gmail&source=g> >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> www.ime.usp.br >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> -- >>>>>>>>>> Para cancelar a inscrição neste grupo, envie um e-mail para >>>>>>>>>> [email protected] >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> -- >>>>>>>>>> Marcelo Finger >>>>>>>>>> Departament of Computer Science, IME-USP >>>>>>>>>> http://www.ime.usp.br/~mfinger >>>>>>>>>> ORCID: https://orcid.org/0000-0002-1391-1175 >>>>>>>>>> ResearcherID: A-4670-2009 >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> Universidade de São Paulo >>>>>>>>>> >>>>>>>>>> Rua do Matão, 1010 - CEP 05508-090 - São Paulo, SP >>>>>>>>>> <https://www.google.com/maps/search/Rua+do+Mat%C3%A3o,+1010+-+CEP+05508-090+-+S%C3%A3o+Paulo,+SP?entry=gmail&source=g> >>>>>>>>>> >>>>>>>>> -- >>>>>>>>> LOGICA-L >>>>>>>>> Lista acadêmica brasileira dos profissionais e estudantes da área >>>>>>>>> de Lógica <[email protected]> >>>>>>>>> --- >>>>>>>>> Você recebeu essa mensagem porque está inscrito no grupo >>>>>>>>> "LOGICA-L" dos Grupos do Google. >>>>>>>>> Para cancelar inscrição nesse grupo e parar de receber e-mails >>>>>>>>> dele, envie um e-mail para [email protected]. >>>>>>>>> Para ver esta conversa, acesse >>>>>>>>> https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/d/msgid/logica-l/f0bba187-5df9-4241-ac05-53381ae9503fn%40dimap.ufrn.br >>>>>>>>> <https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/d/msgid/logica-l/f0bba187-5df9-4241-ac05-53381ae9503fn%40dimap.ufrn.br?utm_medium=email&utm_source=footer> >>>>>>>>> . >>>>>>>>> >>>>>>>> -- >>>>>>> LOGICA-L >>>>>>> Lista acadêmica brasileira dos profissionais e estudantes da área de >>>>>>> Lógica <[email protected]> >>>>>>> --- >>>>>>> Você recebeu essa mensagem porque está inscrito no grupo "LOGICA-L" >>>>>>> dos Grupos do Google. >>>>>>> Para cancelar inscrição nesse grupo e parar de receber e-mails dele, >>>>>>> envie um e-mail para [email protected]. >>>>>>> Para ver esta conversa, acesse >>>>>>> https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/d/msgid/logica-l/CAA_hCxWVqmhvrd5NcGT8g_Onzkpi7NAw4d1%3DKofAnRF84KZwRg%40mail.gmail.com >>>>>>> <https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/d/msgid/logica-l/CAA_hCxWVqmhvrd5NcGT8g_Onzkpi7NAw4d1%3DKofAnRF84KZwRg%40mail.gmail.com?utm_medium=email&utm_source=footer> >>>>>>> . >>>>>>> >>>>>> >>>>>> >>>>>> >>> >>> -- >>> Adolfo Neto >>> Associate Professor - Federal University of Technology, Paraná >>> Web: *https://adolfont.github.io/ <https://adolfont.github.io/>* >>> Mestrado em Computação Aplicada: http://www.ppgca.ct.utfpr.edu.br >>> >>> >> >> -- >> Adolfo Neto >> Associate Professor - Federal University of Technology, Paraná >> Web: *https://adolfont.github.io/ <https://adolfont.github.io/>* >> Mestrado em Computação Aplicada: http://www.ppgca.ct.utfpr.edu.br >> >> -- >> LOGICA-L >> Lista acadêmica brasileira dos profissionais e estudantes da área de >> Lógica <[email protected]> >> --- >> Você recebeu essa mensagem porque está inscrito no grupo "LOGICA-L" dos >> Grupos do Google. >> Para cancelar inscrição nesse grupo e parar de receber e-mails dele, >> envie um e-mail para [email protected]. >> Para ver esta conversa, acesse >> https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/d/msgid/logica-l/CANspyYX5ME_nFa6zYMyidZwV%2B6-9-GcEMZx97qCOqtZzqayHqQ%40mail.gmail.com >> <https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/d/msgid/logica-l/CANspyYX5ME_nFa6zYMyidZwV%2B6-9-GcEMZx97qCOqtZzqayHqQ%40mail.gmail.com?utm_medium=email&utm_source=footer> >> . >> > -- LOGICA-L Lista acadêmica brasileira dos profissionais e estudantes da área de Lógica <[email protected]> --- Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "LOGICA-L" dos Grupos do Google. 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