A mensagem acima foi uma brincadeira.
Eu li a mensagem do Márcio até o começo do texto do ChatGPT (obrigado por
avisar).

Fiz um prompt rapidinho e o Gemini no Gmail gerou um baita (em quantidade
de caracteres) e-mail.

É isso (um produto gera um texto, outro gera outro texto) que quero pra
Ciência? Não.

É possível que os dois textos mencionados sejam bons ou razoáveis? Sim.

Adolfo Neto
Associate Professor - Federal University of Technology, Paraná
Web: *https://adolfont.github.io/ <https://adolfont.github.io/>*
Mestrado em Computação Aplicada: http://www.ppgca.ct.utfpr.edu.br


Em qui., 20 de ago. de 2026 21:10, Adolfo Neto <[email protected]>
escreveu:

> Olá a todos,
>
> Aproveitando a interessante analogia trazida pelo Márcio sobre a energia
> nuclear e os paralelos com o desenvolvimento da inteligência artificial,
> vale a pena contextualizar como está esse cenário no Brasil,
> especificamente com o complexo de Angra dos Reis.
>
> O uso da energia nuclear no Brasil para geração de eletricidade
> concentra-se na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), no Rio de
> Janeiro, e reflete bem os desafios de planejamento, custos e maturação
> tecnológica de longo prazo:
>
>   - Angra 1: Foi a pioneira, conectada à rede no início da década de 1980.
> Com tecnologia Westinghouse, teve um início conturbado (o que lhe rendeu o
> apelido de "vagalume" na época), mas há anos opera com altos índices de
> eficiência e fator de capacidade, sendo fundamental para a estabilidade do
> sistema elétrico do Sudeste.
>   - Angra 2: Fruto do acordo nuclear Brasil-Alemanha Ocidental firmado nos
> anos 1970, entrou em operação comercial no ano 2000. Tem uma potência
> significativamente maior que Angra 1 e consolidou a capacidade técnica
> nacional na operação de reatores de água pressurizada (PWR).
>   - Angra 3: É o grande símbolo das idas e vindas do programa nuclear
> brasileiro. As obras foram iniciadas na década de 1980, paralisadas
> diversas vezes por razões econômicas e políticas, e a usina segue
> inconclusa. O debate atual gira em torno da viabilidade financeira de sua
> conclusão frente aos custos de energia de outras fontes.
>
> Assim como o Márcio pontuou sobre os EUA, a energia nuclear no Brasil não
> desapareceu e desempenha um papel estratégico de "energia de base" — aquela
> que funciona continuamente, independente de fatores climáticos que afetam
> as hidrelétricas, eólicas e solares. Contudo, a promessa de uma matriz
> predominantemente nuclear nunca se concretizou, esbarrando no alto custo de
> capital e nas complexidades regulatórias e de segurança.
>
> O paralelo com a IA é excelente: estamos diante de tecnologias de
> altíssimo impacto e custo, cujo futuro real costuma se acomodar em um
> patamar mais complexo e híbrido do que o otimismo (ou ceticismo) inicial
> previa.
>
> Abraços,
>
>
> Adolfo Neto
> Associate Professor - Federal University of Technology, Paraná
> Web: *https://adolfont.github.io/ <https://adolfont.github.io/>*
> Mestrado em Computação Aplicada: http://www.ppgca.ct.utfpr.edu.br
>
>
> Em qui., 20 de ago. de 2026 18:39, Márcio Palmares <
> [email protected]> escreveu:
>
>> O ChatGPT não deixa nenhuma afirmação minha inteiramente de pé... Ele
>> critica todas e acha pontos fracos em todas... Fico com vontade de dizer:
>> "Cara, eu sou humano, não preciso estar 100% certo, não é assim que a vida
>> funciona!".
>>
>> Mas dessa vez eu disse uma besteira das grandes mesmo, e ele me sugeriu
>> corrigir.
>>
>> Não existe essa coisa de que a "energia nuclear está meio abandonada". Em
>> alguns países, talvez. Mas não é uma dinâmica geral.
>>
>> Analisando a produção de energia elétrica nos EUA, ele afirma o seguinte:
>>
>> "
>>
>> *Primeiro:* se considerarmos cada fonte isoladamente, a nuclear é
>> praticamente a *segunda grande fonte dos EUA*, atrás apenas do gás
>> natural. As renováveis só ultrapassam a nuclear quando reunimos várias
>> tecnologias diferentes numa categoria única. Separadamente, em 2025, a
>> eólica produziu cerca de *464 TWh*, a solar de grande escala *296 TWh* e
>> a hidrelétrica *247 TWh*. A nuclear produziu *785 TWh*.
>>
>> Ou seja:
>> E nuclear > E eólica > E solar > E hidrelétrica.
>>
>> A nuclear americana, sozinha, produziu aproximadamente *70% mais
>> eletricidade que toda a eólica americana* e mais de *três vezes* a
>> hidrelétrica.
>>
>> *Segundo:* voltando à nossa comparação com Itaipu, a escala fica
>> impressionante. Itaipu produziu cerca de *67 TWh em 2024*. O parque
>> nuclear americano produziu *785 TWh em 2025*.
>>
>> Portanto,
>> 785/67 ≈ 11,7.
>>
>> Ou seja, *as usinas nucleares dos EUA produzem, em conjunto, quase doze
>> Itaipus de eletricidade*.
>>
>> Em termos diários:
>> Itaipu ≈ 0,183 TWh/dia
>>
>> contra
>> nuclear EUA ≈ 2,15 TWh/dia.
>>
>> Isso ajuda a colocar a questão histórica no lugar correto. *A energia
>> nuclear não desapareceu nem se tornou uma curiosidade tecnológica.* Nos
>> EUA ela continua sendo um dos pilares da rede elétrica e produz
>> aproximadamente tanta eletricidade quanto todo o carvão americano. A EIA
>> inclusive descreve os EUA como possuidores da maior frota comercial de
>> reatores nucleares do mundo.
>>
>> O que aconteceu é mais sutil: *a revolução nuclear não cumpriu as
>> expectativas gigantescas dos anos 1950–70 de tornar-se rapidamente a fonte
>> dominante de eletricidade*. Isso é bem diferente de dizer que a
>> tecnologia regrediu ou foi abandonada. Essa distinção talvez seja
>> interessante para a analogia que você estava fazendo com IA.
>> "
>>
>> É isso aí.
>>
>> M.
>>
>>
>> Em qui., 20 de ago. de 2026 às 17:42, Márcio Palmares <
>> [email protected]> escreveu:
>>
>>> Li os dois artigos, Bismarck!
>>>
>>> Obrigado por compartilhar! Acho que essa vereda filosófica aí é
>>> promissora...
>>>
>>> Hoje assisti também esse vídeo aqui do Cloves, vale muito a pena, pois é
>>> depoimento pessoal, sincero, certamente reflete o que se passa na mente de
>>> muitos estudantes e mesmo de profissionais:
>>>
>>> https://youtu.be/JU3mecWIujc?si=C3zTcttAqePIn6iv
>>>
>>> Pena que não podemos ver como está progredindo a discussão na lista dos
>>> professores do IME-USP! Em épocas de revolução tecnológica, deveria haver
>>> uma regra: abrir as listas de e-mail e compartilhar todas as reflexões!
>>> Haha... (Brincadeira.)
>>>
>>> O Adolfo mencionou o aspecto da sustentabilidade... Parece que não há
>>> nada sustentável ou possivelmente duradouro no sistema atual: o treinamento
>>> é caro, a infraestrutura é toda privada, não houve ainda retorno em termos
>>> de ganho de produtividade para as empresas, a bolha da IA tende a estourar
>>> em breve, etc. Talvez essa tecnologia regrida, desabe, mais ou menos como
>>> aconteceu com a energia nuclear... Foi sem dúvida uma revolução, mas não
>>> parece haver nenhuma forma segura de usá-la, então a coisa foi meio que
>>> abandonada (dá pra fazer bombas, coisas que explodem, fora isso a coisa é
>>> complicada)... Isso pode acontecer com o modelo atual, uma regressão... Mas
>>> o problema propriamente epistêmico, filosófico, não desaparece: em vez de
>>> máquinas que produzem coisas ou outras máquinas, os seres humanos
>>> fabricaram, pela primeira vez, máquinas que produzem conhecimento, não de
>>> forma totalmente autônoma, e sim num sistema híbrido com humanos, mas às
>>> vezes ao humano foi necessário dizer apenas:
>>>
>>> "Fortalecer."
>>>
>>> (Essa expressão vai entrar para a História.)
>>>
>>> Outro aspecto da discussão que vale a pena considerar.
>>>
>>> Talvez exista um aspecto progressivo na situação atual, não tão óbvio
>>> quanto a enxurrada de novos descobrimentos.
>>>
>>> Tem uma história num dos livros do Malba Tahan (eu folheei vários
>>> tentando reencontrá-la, mas não achei) em que dois matemáticos resolvem um
>>> típico problema de raciocínio lógico diante de um público de curiosos... O
>>> primeiro matemático é misterioso, sacerdotal: ele tenta preservar seu
>>> status de sábio, faz certos passos do raciocínio dedutivo parecerem passes
>>> de mágica; ele impressiona o público, resolve o problema, sem contudo gerar
>>> uma compreensão sobre a resolução; com isso, ele mantém sua posição
>>> social. Intervém depois um segundo matemático, este mais iluminista,
>>> democrático: não está preocupado com status, nada é misterioso na exposição
>>> dele. Ele resolve o problema e o mistério desaparece.
>>>
>>> Este primeiro matemático, o misterioso, tem uma gênese social, uma
>>> história. É um personagem milenar. Dos escribas aos astrólogos/astrônomos
>>> que previam eclipses e eram empregados dos sacerdotes ou reis... Até aos
>>> nossos dias, na figura daquele único professor que ministra aquela única
>>> disciplina pela qual você terá que passar e, se sobreviver, terá completado
>>> o rito de passagem e será reconhecido como membro da comunidade...
>>>
>>> Eu acho que essa figura misteriosa, esse detentor dos passaportes,
>>> aquele professor ao qual todo mundo precisava de algum modo se submeter
>>> para extrair algo de suas palavras e de sua escrita com a esperança de
>>> talvez entender o mistério da disciplina específica... Este personagem está
>>> morrendo. Está acabando. Ele agora é só um humano. Não é mais uma entidade
>>> mítica.
>>>
>>> Nós tínhamos no curso de matemática da UFPR, no século passado, um
>>> professor de Análise da velha guarda. Não vou mencionar o nome em respeito
>>> à pessoa. Existia um folclore: "Para passar nas provas do Prof. K (de
>>> Kafka), você tem que decorar exatamente o argumento que ele apresenta nas
>>> listas de exercícios. Se trocar uma vírgula de lugar, ele anula a questão e
>>> você reprova na disciplina." Formou-se então uma geração de pessoas capazes
>>> de decorar vírgula por vírgula os argumentos oferecidos pelo Prof. K. E se
>>> você não decorasse, reprovaria. Este professor era cercado por uma aura
>>> mística. Por uma autoridade clerical, sacerdotal, milenar...
>>>
>>> Esse personagem acabou. Qualquer pessoa pode agora tirar suas dúvidas
>>> com uma máquina, não precisa mais se submeter (psicologicamente) ao rito de
>>> passagem. Pode até estar de corpo presente no rito de passagem. Mas há um
>>> caminho alternativo pelo qual ela pode aprender sem sair de lá
>>> traumatizada...
>>>
>>> Talvez este seja um aspecto progressivo da transformação atual... Os
>>> matemáticos serão vistos a partir de agora como seres humanos, não mais
>>> como entidades meio sobrenaturais às quais os demais mortais precisariam se
>>> submeter.
>>>
>>> Abraços,
>>>
>>> M.
>>>
>>>
>>>
>>>
>>>
>>>
>>> Em qui., 20 de ago. de 2026 às 11:13, Bismarck Bório de Medeiros <
>>> [email protected]> escreveu:
>>>
>>>> Bom dia a todos,
>>>>
>>>> Achei bem interessante as postagens que vem surgindo aqui acerca das
>>>> LLM's, bem como muitas das referências usadas nas discussões. Acabei
>>>> escrevendo algumas impressões (um tanto enviesadas de um ponto de vista
>>>> mais historicista da ciência) sobre este movimento, com alguma base no que
>>>> vem sendo falado aqui e discutido em palestras (a do IMPA foi bem
>>>> interessante) e ensaios (principalmente comentários de Terence Tao e
>>>> ensaios do Timothy Gowers em seus sites, que achei muito produtivos), tudo
>>>> com hiperlinks no texto. Não são muito longos, procuro um contexto sobre os
>>>> avanços, uns pontos a serem observados na mudança na dinâmica e de valores
>>>> na comunidade devido a ferramenta, outros pontos filosóficos (o que seria
>>>> um exemplo e no que as LLMs são boas) e alguns paralelos históricos de
>>>> fundo. Compartilho aqui com todos as duas partes do texto:
>>>>
>>>> Notas sobre o uso de LLM's na atividade matemática (parte 1)
>>>> <https://diarylogician.substack.com/p/notas-filosoficas-acerca-do-uso-de>
>>>> Notas sobre o uso de LLM's na atividade matemática (parte 2)
>>>> <https://diarylogician.substack.com/p/notas-sobre-o-uso-de-llms-na-atividade>
>>>>
>>>> Abraços!
>>>> Em quarta-feira, 19 de agosto de 2026 às 16:58:54 UTC-3, Marcelo Finger
>>>> escreveu:
>>>>
>>>>> Talvez esta msg , veiculada nas listas do IME-USP, seja de interesse
>>>>> aos membros desta lista, como informação para uma das discussões que estão
>>>>> rolando na rede.
>>>>>
>>>>> Em particular, não  concordo  com a afirmação "".
>>>>>
>>>>> []s
>>>>>
>>>>> Marcelo
>>>>>
>>>>> ---------- Forwarded message ---------
>>>>> From: Vinicius de Oliveira Rodrigues <[email protected]>
>>>>> Date: Sun, Aug 16, 2026 at 11:25 PM
>>>>> Subject: A IA nos deu a resposta de um problema de 73 anos, e agora?
>>>>> To: professores IME <[email protected]>
>>>>>
>>>>>
>>>>> Prezados colegas,
>>>>>
>>>>> Gostaria de compartilhar uma experiência recente de pesquisa que me
>>>>> convenceu de que precisamos discutir, com maior urgência, o impacto da
>>>>> inteligência artificial sobre a matemática, sobre a formação de nossos
>>>>> alunos e sobre a própria organização da pesquisa matemática. Não me parece
>>>>> mais adequado tratar esse assunto como algo que talvez venha a acontecer
>>>>> nos próximos anos. Está acontecendo agora, e está acontecendo comigo.
>>>>>
>>>>> Na semana passada, eu e Juliane Trianon-Fraga, doutora em Matemática
>>>>> por este Instituto, chegamos com o GPT-5.6 Sol à solução de um problema
>>>>> clássico de topologia: o problema de Wallace, formulado na década de 1950,
>>>>> que pergunta, em uma de suas formas, se existe um semigrupo topológico
>>>>> Hausdorff enumeravelmente compacto, com cancelamento dos dois lados, que
>>>>> não seja um grupo.
>>>>>
>>>>> O problema permaneceu aberto por mais de 70 anos. Há uma literatura
>>>>> extensa em torno dele, com soluções sob hipóteses adicionais de teoria dos
>>>>> conjuntos e muitos resultados parciais. Nós mesmos já havíamos trabalhado
>>>>> anteriormente com problemas e construções relacionadas em nossos 
>>>>> doutorados
>>>>> e também posteriormente.
>>>>>
>>>>> Fornecemos ao GPT-5.6 Sol, por meio do ChatGPT Work, links no
>>>>> arXiv para dois artigos recentes sobre um problema relacionado — a
>>>>> existência de uma topologia de grupo enumeravelmente compacta sem
>>>>> sequências convergentes não triviais no grupo abeliano livre de
>>>>> cardinalidade c. Esse problema tinha ao menos 35 anos. Apesar de ter 
>>>>> fortes
>>>>> ligações com o Wallace, nunca mencionei ao ChatGPT o problema de Wallace,
>>>>> naquela ou em nenhuma interação anterior. Enfim, fornecemos os links para
>>>>> os dois artigos e pedimos que ele melhorasse as técnicas que constavam ali
>>>>> e resolvesse definitivamente esse outro problema. O modelo respondeu duas
>>>>> horas depois dizendo que não havia conseguido, pois as técnicas 
>>>>> precisariam
>>>>> ser fortalecidas, sem esclarecer muito o que ele quis dizer com isso. Dei
>>>>> uma instrução simples mandando-o fortalecer, sem dar nenhuma instrução
>>>>> sobre o que ou como.
>>>>>
>>>>> Cerca de 40 minutos depois, o modelo devolveu um resultado
>>>>> substancialmente mais forte: todo grupo abeliano livre de torção de
>>>>> cardinalidade continuum admite, em ZFC, uma topologia de grupo Hausdorff
>>>>> enumeravelmente compacta sem sequências convergentes não triviais. Isso
>>>>> resolve de uma só vez diversas questões abertas da área. E, sem eu
>>>>> solicitar nada em nenhum momento, ele adicionou que "como corolário da
>>>>> construção, construiu um semigrupo de Wallace em ZFC".
>>>>>
>>>>> Eu e Juliane já tínhamos experiência nesse problema, e, espantados,
>>>>> revisamos cuidadosamente os argumentos. Estamos convencidos da correção do
>>>>> argumento e fomos capazes de simplificá-lo substancialmente em alguns
>>>>> pontos (com e sem ajuda de IA, nesse processo). Mesmo assim, cético com o
>>>>> resultado, solicitei ao próprio modelo que produzisse uma formalização em
>>>>> Lean 4 da demonstração, de forma incondicional. Após duas horas, ele me
>>>>> entregou essa formalização. Checamos se os resultados estavam corretamente
>>>>> formulados na formalização, e submetemos o código a diversas auditorias,
>>>>> inclusive dos enunciados efetivamente provados e dos axiomas utilizados.
>>>>>
>>>>> Sem IA, esse resultado seria um acontecimento extremamente relevante e
>>>>> reconhecido na área, trazendo bastante prestígio a quem o obtivesse. 
>>>>> Porém,
>>>>> nesse caso, a esmagadora maioria do trabalho foi  realizada pelo modelo em
>>>>> um intervalo de tempo absurdamente curto, a partir de instruções humanas
>>>>> muito pouco estruturadas. Por isso, gostaria que todos refletissem sobre o
>>>>> impacto sério que essa ferramenta *já está tendo* na comunidade. Não estou
>>>>> escrevendo isto para afirmar que “a matemática acabou”, nem que 
>>>>> matemáticos
>>>>> deixaram de ter trabalho. Discordo disso — tenho ideias sobre que
>>>>> direção podemos seguir, e gostaria de ouvir a dos colegas e conversar mais
>>>>> a respeito com a comunidade. Mas acho difícil olhar para o que aconteceu e
>>>>> concluir que podemos continuar formando matemáticos* exatamente* como
>>>>> fazíamos até agora, sobretudo na pós-graduação. Isso levanta questões que
>>>>> considero urgentes para o IME:
>>>>>
>>>>> * O que deve significar hoje uma tese de doutorado/dissertação de
>>>>> mestrado? E um projeto de tese/dissertação?
>>>>> * Como preparar nossos alunos para essa nova realidade?
>>>>> * Quais as melhores formas de conduzir pesquisa nesse contexto em que
>>>>> a IA reduz trabalhos de anos em dias?
>>>>>
>>>>> É importante também ter em mente que a IA não para de avançar... alguns
>>>>> alunos já têm me procurado espontaneamente, bastante preocupados com essas
>>>>> questões. Acredito ter boas ideias sobre como orientar alunos a partir de
>>>>> agora, mas entendo que sobretudo o esperado de um mestrado/doutorado será
>>>>> decidido pela comunidade, e, por isso, gostaria, com este e-mail, de
>>>>> fomentar essa discussão.
>>>>>
>>>>> Abaixo, seguem os links do preprint com a solução dos problemas que
>>>>> expus nesse e-mail.
>>>>>
>>>>> Repositório do GitHub com .tex e os arquivos do Lean: The Wallace
>>>>> problem and countably compact group topologies on torsion-free Abelian
>>>>> groups in ZFC
>>>>> <https://vo-rodrigues.github.io/wallace-problem-zfc-paper/wallace-preprint.pdf>
>>>>> Link direto para o PDF: The Wallace problem and countably compact
>>>>> group topologies on torsion-free Abelian groups in ZFC
>>>>> <https://vo-rodrigues.github.io/wallace-problem-zfc-paper/wallace-preprint.pdf>
>>>>>
>>>>> Obs.: os em-dash desse e-mail não foram gerados por IA.
>>>>>
>>>>> Abraços,
>>>>> Vinicius
>>>>>
>>>>> Vinicius de Oliveira Rodrigues
>>>>>
>>>>> Professor Doutor
>>>>>
>>>>> Departamento de Matemática
>>>>>
>>>>> Tel: (11) 2648.6580
>>>>>
>>>>> Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação
>>>>>
>>>>> Universidade de São Paulo
>>>>>
>>>>> Rua do Matão, 1010 - CEP 05508-090 - São Paulo, SP
>>>>>
>>>>> www.ime.usp.br
>>>>>
>>>>> --
>>>>> Para cancelar a inscrição neste grupo, envie um e-mail para
>>>>> [email protected]
>>>>>
>>>>>
>>>>> --
>>>>> Marcelo Finger
>>>>>  Departament of Computer Science, IME-USP
>>>>>  http://www.ime.usp.br/~mfinger
>>>>>  ORCID: https://orcid.org/0000-0002-1391-1175
>>>>>  ResearcherID: A-4670-2009
>>>>>
>>>>> Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação
>>>>>
>>>>> Universidade de São Paulo
>>>>>
>>>>> Rua do Matão, 1010 - CEP 05508-090 - São Paulo, SP
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