Olá a todos,

Aproveitando a interessante analogia trazida pelo Márcio sobre a energia
nuclear e os paralelos com o desenvolvimento da inteligência artificial,
vale a pena contextualizar como está esse cenário no Brasil,
especificamente com o complexo de Angra dos Reis.

O uso da energia nuclear no Brasil para geração de eletricidade
concentra-se na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), no Rio de
Janeiro, e reflete bem os desafios de planejamento, custos e maturação
tecnológica de longo prazo:

  - Angra 1: Foi a pioneira, conectada à rede no início da década de 1980.
Com tecnologia Westinghouse, teve um início conturbado (o que lhe rendeu o
apelido de "vagalume" na época), mas há anos opera com altos índices de
eficiência e fator de capacidade, sendo fundamental para a estabilidade do
sistema elétrico do Sudeste.
  - Angra 2: Fruto do acordo nuclear Brasil-Alemanha Ocidental firmado nos
anos 1970, entrou em operação comercial no ano 2000. Tem uma potência
significativamente maior que Angra 1 e consolidou a capacidade técnica
nacional na operação de reatores de água pressurizada (PWR).
  - Angra 3: É o grande símbolo das idas e vindas do programa nuclear
brasileiro. As obras foram iniciadas na década de 1980, paralisadas
diversas vezes por razões econômicas e políticas, e a usina segue
inconclusa. O debate atual gira em torno da viabilidade financeira de sua
conclusão frente aos custos de energia de outras fontes.

Assim como o Márcio pontuou sobre os EUA, a energia nuclear no Brasil não
desapareceu e desempenha um papel estratégico de "energia de base" — aquela
que funciona continuamente, independente de fatores climáticos que afetam
as hidrelétricas, eólicas e solares. Contudo, a promessa de uma matriz
predominantemente nuclear nunca se concretizou, esbarrando no alto custo de
capital e nas complexidades regulatórias e de segurança.

O paralelo com a IA é excelente: estamos diante de tecnologias de altíssimo
impacto e custo, cujo futuro real costuma se acomodar em um patamar mais
complexo e híbrido do que o otimismo (ou ceticismo) inicial previa.

Abraços,


Adolfo Neto
Associate Professor - Federal University of Technology, Paraná
Web: *https://adolfont.github.io/ <https://adolfont.github.io/>*
Mestrado em Computação Aplicada: http://www.ppgca.ct.utfpr.edu.br


Em qui., 20 de ago. de 2026 18:39, Márcio Palmares <[email protected]>
escreveu:

> O ChatGPT não deixa nenhuma afirmação minha inteiramente de pé... Ele
> critica todas e acha pontos fracos em todas... Fico com vontade de dizer:
> "Cara, eu sou humano, não preciso estar 100% certo, não é assim que a vida
> funciona!".
>
> Mas dessa vez eu disse uma besteira das grandes mesmo, e ele me sugeriu
> corrigir.
>
> Não existe essa coisa de que a "energia nuclear está meio abandonada". Em
> alguns países, talvez. Mas não é uma dinâmica geral.
>
> Analisando a produção de energia elétrica nos EUA, ele afirma o seguinte:
>
> "
>
> *Primeiro:* se considerarmos cada fonte isoladamente, a nuclear é
> praticamente a *segunda grande fonte dos EUA*, atrás apenas do gás
> natural. As renováveis só ultrapassam a nuclear quando reunimos várias
> tecnologias diferentes numa categoria única. Separadamente, em 2025, a
> eólica produziu cerca de *464 TWh*, a solar de grande escala *296 TWh* e
> a hidrelétrica *247 TWh*. A nuclear produziu *785 TWh*.
>
> Ou seja:
> E nuclear > E eólica > E solar > E hidrelétrica.
>
> A nuclear americana, sozinha, produziu aproximadamente *70% mais
> eletricidade que toda a eólica americana* e mais de *três vezes* a
> hidrelétrica.
>
> *Segundo:* voltando à nossa comparação com Itaipu, a escala fica
> impressionante. Itaipu produziu cerca de *67 TWh em 2024*. O parque
> nuclear americano produziu *785 TWh em 2025*.
>
> Portanto,
> 785/67 ≈ 11,7.
>
> Ou seja, *as usinas nucleares dos EUA produzem, em conjunto, quase doze
> Itaipus de eletricidade*.
>
> Em termos diários:
> Itaipu ≈ 0,183 TWh/dia
>
> contra
> nuclear EUA ≈ 2,15 TWh/dia.
>
> Isso ajuda a colocar a questão histórica no lugar correto. *A energia
> nuclear não desapareceu nem se tornou uma curiosidade tecnológica.* Nos
> EUA ela continua sendo um dos pilares da rede elétrica e produz
> aproximadamente tanta eletricidade quanto todo o carvão americano. A EIA
> inclusive descreve os EUA como possuidores da maior frota comercial de
> reatores nucleares do mundo.
>
> O que aconteceu é mais sutil: *a revolução nuclear não cumpriu as
> expectativas gigantescas dos anos 1950–70 de tornar-se rapidamente a fonte
> dominante de eletricidade*. Isso é bem diferente de dizer que a
> tecnologia regrediu ou foi abandonada. Essa distinção talvez seja
> interessante para a analogia que você estava fazendo com IA.
> "
>
> É isso aí.
>
> M.
>
>
> Em qui., 20 de ago. de 2026 às 17:42, Márcio Palmares <
> [email protected]> escreveu:
>
>> Li os dois artigos, Bismarck!
>>
>> Obrigado por compartilhar! Acho que essa vereda filosófica aí é
>> promissora...
>>
>> Hoje assisti também esse vídeo aqui do Cloves, vale muito a pena, pois é
>> depoimento pessoal, sincero, certamente reflete o que se passa na mente de
>> muitos estudantes e mesmo de profissionais:
>>
>> https://youtu.be/JU3mecWIujc?si=C3zTcttAqePIn6iv
>>
>> Pena que não podemos ver como está progredindo a discussão na lista dos
>> professores do IME-USP! Em épocas de revolução tecnológica, deveria haver
>> uma regra: abrir as listas de e-mail e compartilhar todas as reflexões!
>> Haha... (Brincadeira.)
>>
>> O Adolfo mencionou o aspecto da sustentabilidade... Parece que não há
>> nada sustentável ou possivelmente duradouro no sistema atual: o treinamento
>> é caro, a infraestrutura é toda privada, não houve ainda retorno em termos
>> de ganho de produtividade para as empresas, a bolha da IA tende a estourar
>> em breve, etc. Talvez essa tecnologia regrida, desabe, mais ou menos como
>> aconteceu com a energia nuclear... Foi sem dúvida uma revolução, mas não
>> parece haver nenhuma forma segura de usá-la, então a coisa foi meio que
>> abandonada (dá pra fazer bombas, coisas que explodem, fora isso a coisa é
>> complicada)... Isso pode acontecer com o modelo atual, uma regressão... Mas
>> o problema propriamente epistêmico, filosófico, não desaparece: em vez de
>> máquinas que produzem coisas ou outras máquinas, os seres humanos
>> fabricaram, pela primeira vez, máquinas que produzem conhecimento, não de
>> forma totalmente autônoma, e sim num sistema híbrido com humanos, mas às
>> vezes ao humano foi necessário dizer apenas:
>>
>> "Fortalecer."
>>
>> (Essa expressão vai entrar para a História.)
>>
>> Outro aspecto da discussão que vale a pena considerar.
>>
>> Talvez exista um aspecto progressivo na situação atual, não tão óbvio
>> quanto a enxurrada de novos descobrimentos.
>>
>> Tem uma história num dos livros do Malba Tahan (eu folheei vários
>> tentando reencontrá-la, mas não achei) em que dois matemáticos resolvem um
>> típico problema de raciocínio lógico diante de um público de curiosos... O
>> primeiro matemático é misterioso, sacerdotal: ele tenta preservar seu
>> status de sábio, faz certos passos do raciocínio dedutivo parecerem passes
>> de mágica; ele impressiona o público, resolve o problema, sem contudo gerar
>> uma compreensão sobre a resolução; com isso, ele mantém sua posição
>> social. Intervém depois um segundo matemático, este mais iluminista,
>> democrático: não está preocupado com status, nada é misterioso na exposição
>> dele. Ele resolve o problema e o mistério desaparece.
>>
>> Este primeiro matemático, o misterioso, tem uma gênese social, uma
>> história. É um personagem milenar. Dos escribas aos astrólogos/astrônomos
>> que previam eclipses e eram empregados dos sacerdotes ou reis... Até aos
>> nossos dias, na figura daquele único professor que ministra aquela única
>> disciplina pela qual você terá que passar e, se sobreviver, terá completado
>> o rito de passagem e será reconhecido como membro da comunidade...
>>
>> Eu acho que essa figura misteriosa, esse detentor dos passaportes, aquele
>> professor ao qual todo mundo precisava de algum modo se submeter para
>> extrair algo de suas palavras e de sua escrita com a esperança de talvez
>> entender o mistério da disciplina específica... Este personagem está
>> morrendo. Está acabando. Ele agora é só um humano. Não é mais uma entidade
>> mítica.
>>
>> Nós tínhamos no curso de matemática da UFPR, no século passado, um
>> professor de Análise da velha guarda. Não vou mencionar o nome em respeito
>> à pessoa. Existia um folclore: "Para passar nas provas do Prof. K (de
>> Kafka), você tem que decorar exatamente o argumento que ele apresenta nas
>> listas de exercícios. Se trocar uma vírgula de lugar, ele anula a questão e
>> você reprova na disciplina." Formou-se então uma geração de pessoas capazes
>> de decorar vírgula por vírgula os argumentos oferecidos pelo Prof. K. E se
>> você não decorasse, reprovaria. Este professor era cercado por uma aura
>> mística. Por uma autoridade clerical, sacerdotal, milenar...
>>
>> Esse personagem acabou. Qualquer pessoa pode agora tirar suas dúvidas com
>> uma máquina, não precisa mais se submeter (psicologicamente) ao rito de
>> passagem. Pode até estar de corpo presente no rito de passagem. Mas há um
>> caminho alternativo pelo qual ela pode aprender sem sair de lá
>> traumatizada...
>>
>> Talvez este seja um aspecto progressivo da transformação atual... Os
>> matemáticos serão vistos a partir de agora como seres humanos, não mais
>> como entidades meio sobrenaturais às quais os demais mortais precisariam se
>> submeter.
>>
>> Abraços,
>>
>> M.
>>
>>
>>
>>
>>
>>
>> Em qui., 20 de ago. de 2026 às 11:13, Bismarck Bório de Medeiros <
>> [email protected]> escreveu:
>>
>>> Bom dia a todos,
>>>
>>> Achei bem interessante as postagens que vem surgindo aqui acerca das
>>> LLM's, bem como muitas das referências usadas nas discussões. Acabei
>>> escrevendo algumas impressões (um tanto enviesadas de um ponto de vista
>>> mais historicista da ciência) sobre este movimento, com alguma base no que
>>> vem sendo falado aqui e discutido em palestras (a do IMPA foi bem
>>> interessante) e ensaios (principalmente comentários de Terence Tao e
>>> ensaios do Timothy Gowers em seus sites, que achei muito produtivos), tudo
>>> com hiperlinks no texto. Não são muito longos, procuro um contexto sobre os
>>> avanços, uns pontos a serem observados na mudança na dinâmica e de valores
>>> na comunidade devido a ferramenta, outros pontos filosóficos (o que seria
>>> um exemplo e no que as LLMs são boas) e alguns paralelos históricos de
>>> fundo. Compartilho aqui com todos as duas partes do texto:
>>>
>>> Notas sobre o uso de LLM's na atividade matemática (parte 1)
>>> <https://diarylogician.substack.com/p/notas-filosoficas-acerca-do-uso-de>
>>> Notas sobre o uso de LLM's na atividade matemática (parte 2)
>>> <https://diarylogician.substack.com/p/notas-sobre-o-uso-de-llms-na-atividade>
>>>
>>> Abraços!
>>> Em quarta-feira, 19 de agosto de 2026 às 16:58:54 UTC-3, Marcelo Finger
>>> escreveu:
>>>
>>>> Talvez esta msg , veiculada nas listas do IME-USP, seja de interesse
>>>> aos membros desta lista, como informação para uma das discussões que estão
>>>> rolando na rede.
>>>>
>>>> Em particular, não  concordo  com a afirmação "".
>>>>
>>>> []s
>>>>
>>>> Marcelo
>>>>
>>>> ---------- Forwarded message ---------
>>>> From: Vinicius de Oliveira Rodrigues <[email protected]>
>>>> Date: Sun, Aug 16, 2026 at 11:25 PM
>>>> Subject: A IA nos deu a resposta de um problema de 73 anos, e agora?
>>>> To: professores IME <[email protected]>
>>>>
>>>>
>>>> Prezados colegas,
>>>>
>>>> Gostaria de compartilhar uma experiência recente de pesquisa que me
>>>> convenceu de que precisamos discutir, com maior urgência, o impacto da
>>>> inteligência artificial sobre a matemática, sobre a formação de nossos
>>>> alunos e sobre a própria organização da pesquisa matemática. Não me parece
>>>> mais adequado tratar esse assunto como algo que talvez venha a acontecer
>>>> nos próximos anos. Está acontecendo agora, e está acontecendo comigo.
>>>>
>>>> Na semana passada, eu e Juliane Trianon-Fraga, doutora em Matemática
>>>> por este Instituto, chegamos com o GPT-5.6 Sol à solução de um problema
>>>> clássico de topologia: o problema de Wallace, formulado na década de 1950,
>>>> que pergunta, em uma de suas formas, se existe um semigrupo topológico
>>>> Hausdorff enumeravelmente compacto, com cancelamento dos dois lados, que
>>>> não seja um grupo.
>>>>
>>>> O problema permaneceu aberto por mais de 70 anos. Há uma literatura
>>>> extensa em torno dele, com soluções sob hipóteses adicionais de teoria dos
>>>> conjuntos e muitos resultados parciais. Nós mesmos já havíamos trabalhado
>>>> anteriormente com problemas e construções relacionadas em nossos doutorados
>>>> e também posteriormente.
>>>>
>>>> Fornecemos ao GPT-5.6 Sol, por meio do ChatGPT Work, links no
>>>> arXiv para dois artigos recentes sobre um problema relacionado — a
>>>> existência de uma topologia de grupo enumeravelmente compacta sem
>>>> sequências convergentes não triviais no grupo abeliano livre de
>>>> cardinalidade c. Esse problema tinha ao menos 35 anos. Apesar de ter fortes
>>>> ligações com o Wallace, nunca mencionei ao ChatGPT o problema de Wallace,
>>>> naquela ou em nenhuma interação anterior. Enfim, fornecemos os links para
>>>> os dois artigos e pedimos que ele melhorasse as técnicas que constavam ali
>>>> e resolvesse definitivamente esse outro problema. O modelo respondeu duas
>>>> horas depois dizendo que não havia conseguido, pois as técnicas precisariam
>>>> ser fortalecidas, sem esclarecer muito o que ele quis dizer com isso. Dei
>>>> uma instrução simples mandando-o fortalecer, sem dar nenhuma instrução
>>>> sobre o que ou como.
>>>>
>>>> Cerca de 40 minutos depois, o modelo devolveu um resultado
>>>> substancialmente mais forte: todo grupo abeliano livre de torção de
>>>> cardinalidade continuum admite, em ZFC, uma topologia de grupo Hausdorff
>>>> enumeravelmente compacta sem sequências convergentes não triviais. Isso
>>>> resolve de uma só vez diversas questões abertas da área. E, sem eu
>>>> solicitar nada em nenhum momento, ele adicionou que "como corolário da
>>>> construção, construiu um semigrupo de Wallace em ZFC".
>>>>
>>>> Eu e Juliane já tínhamos experiência nesse problema, e, espantados,
>>>> revisamos cuidadosamente os argumentos. Estamos convencidos da correção do
>>>> argumento e fomos capazes de simplificá-lo substancialmente em alguns
>>>> pontos (com e sem ajuda de IA, nesse processo). Mesmo assim, cético com o
>>>> resultado, solicitei ao próprio modelo que produzisse uma formalização em
>>>> Lean 4 da demonstração, de forma incondicional. Após duas horas, ele me
>>>> entregou essa formalização. Checamos se os resultados estavam corretamente
>>>> formulados na formalização, e submetemos o código a diversas auditorias,
>>>> inclusive dos enunciados efetivamente provados e dos axiomas utilizados.
>>>>
>>>> Sem IA, esse resultado seria um acontecimento extremamente relevante e
>>>> reconhecido na área, trazendo bastante prestígio a quem o obtivesse. Porém,
>>>> nesse caso, a esmagadora maioria do trabalho foi  realizada pelo modelo em
>>>> um intervalo de tempo absurdamente curto, a partir de instruções humanas
>>>> muito pouco estruturadas. Por isso, gostaria que todos refletissem sobre o
>>>> impacto sério que essa ferramenta *já está tendo* na comunidade. Não estou
>>>> escrevendo isto para afirmar que “a matemática acabou”, nem que matemáticos
>>>> deixaram de ter trabalho. Discordo disso — tenho ideias sobre que
>>>> direção podemos seguir, e gostaria de ouvir a dos colegas e conversar mais
>>>> a respeito com a comunidade. Mas acho difícil olhar para o que aconteceu e
>>>> concluir que podemos continuar formando matemáticos* exatamente* como
>>>> fazíamos até agora, sobretudo na pós-graduação. Isso levanta questões que
>>>> considero urgentes para o IME:
>>>>
>>>> * O que deve significar hoje uma tese de doutorado/dissertação de
>>>> mestrado? E um projeto de tese/dissertação?
>>>> * Como preparar nossos alunos para essa nova realidade?
>>>> * Quais as melhores formas de conduzir pesquisa nesse contexto em que a
>>>> IA reduz trabalhos de anos em dias?
>>>>
>>>> É importante também ter em mente que a IA não para de avançar... alguns
>>>> alunos já têm me procurado espontaneamente, bastante preocupados com essas
>>>> questões. Acredito ter boas ideias sobre como orientar alunos a partir de
>>>> agora, mas entendo que sobretudo o esperado de um mestrado/doutorado será
>>>> decidido pela comunidade, e, por isso, gostaria, com este e-mail, de
>>>> fomentar essa discussão.
>>>>
>>>> Abaixo, seguem os links do preprint com a solução dos problemas que
>>>> expus nesse e-mail.
>>>>
>>>> Repositório do GitHub com .tex e os arquivos do Lean: The Wallace
>>>> problem and countably compact group topologies on torsion-free Abelian
>>>> groups in ZFC
>>>> <https://vo-rodrigues.github.io/wallace-problem-zfc-paper/wallace-preprint.pdf>
>>>> Link direto para o PDF: The Wallace problem and countably compact
>>>> group topologies on torsion-free Abelian groups in ZFC
>>>> <https://vo-rodrigues.github.io/wallace-problem-zfc-paper/wallace-preprint.pdf>
>>>>
>>>> Obs.: os em-dash desse e-mail não foram gerados por IA.
>>>>
>>>> Abraços,
>>>> Vinicius
>>>>
>>>> Vinicius de Oliveira Rodrigues
>>>>
>>>> Professor Doutor
>>>>
>>>> Departamento de Matemática
>>>>
>>>> Tel: (11) 2648.6580
>>>>
>>>> Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação
>>>>
>>>> Universidade de São Paulo
>>>>
>>>> Rua do Matão, 1010 - CEP 05508-090 - São Paulo, SP
>>>>
>>>> www.ime.usp.br
>>>>
>>>> --
>>>> Para cancelar a inscrição neste grupo, envie um e-mail para
>>>> [email protected]
>>>>
>>>>
>>>> --
>>>> Marcelo Finger
>>>>  Departament of Computer Science, IME-USP
>>>>  http://www.ime.usp.br/~mfinger
>>>>  ORCID: https://orcid.org/0000-0002-1391-1175
>>>>  ResearcherID: A-4670-2009
>>>>
>>>> Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação
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