Prezado André, Iara, Gisele, Yaso,
Bommmmmmmmmmmm dia a TODOS!
Me perdoem rs, mas em uma discussão tão boa eu não posso perder a oportunidade de novamente tocar na mesma tecla:
A questão é transparecer ou qualificar?
Essa modelagem onde cada ente tem autonomia para armazenar o que quiser, quando quiser, no formato que quiser, na modelagem que quiser etc. possibilita manter informações qualificadas?
Gente, o que temos nas bases de dados público pouco representa da realidade, o que temos registrado de informação verdadeira é só "ninharia" (acho que foi isso que a Iara falou com: "É pouco porque essa não é a maior fatia do bolo e riqueza produzido pelo povo brasileiro").
Tenho falado nisso: hoje não existe em nenhum local uma base que nos diga na mão de quem está o solo brasileiro.
Na prefeitura só tem uns poucos, os "normais", que realmente fazem o trâmite correto, mas os grandes, os que estão se apropriando dos terrenos e apartamentos a beira-mar, das mansões, dos latifúndios, das fazendas... está tudo em nome de laranjas (nos cartórios), e os cartórios são uma "caixa preta" de papéis que pouco dizem.
E a normalização dos dados, aquele conceito iniciado por Edgar F. Codd, "uma série de passos que se seguem no projeto de um banco de dados, que permitem um armazenamento consistente e um eficiente acesso aos dados em bancos de dados relacionais. Esses passos reduzem a redundância de dados e as chances dos dados se tornarem inconsistentes", não existe mais?!?!?!?
Volto a perguntar, nesta modelagem que envolve um tanto de entes participando de forma autônoma da manutenção do Cadastro Imobiliário (Urbano e Rural), por exemplo, tem-se condição de se manter os dados atualizados?!?!?!
Por isso venho propondo que a sociedade como um todo, junto com o governo, assuma o planejamento, definição, modelagem... da gestão da informação pública brasileira.
No meu entendimento, temos que ter uma base conceitualmente única do Cadastro Territorial Multifinalitário, das Empresas e da População, e tendo isso qualificado, fidedigno, modelado o seu fluxo de manutenção, definido quem faz o que quando onde etc, fazemos a ligação das movimentações financeiras a essas bases (todas as movimentações financeiras ocorrem em função destas três bases!).
Mas esse é o meu entendimento, e o entendimento tem que ser o da sociedade, por isso venho solicitando a urgente realização de forma democrática e transparente do Planejamento Estratégico da Informação Pública Brasileira.
Mas, concordo com os senhores e senhoras, a questão passa pela conscientização, e consequentemente pela educação!
O que me pergunto é: se nós modelássemos de forma a evitar (no mínimo minimizar) as falcatruas, os desvios etc., nós daríamos um passo significativo também na conscientização?
No mínimo teríamos dinheiro para tal... O Exemplo que sempre cito: se descobrirmos na mão de quem realmente está o solo brasileiro e cruzássemos com o Importo de Renda declarado, recuperaríamos bilhões/trilhões do patrimônio usurpado.
E eu acredito que seja possível!
Quanto a conscientização eu costumo falar dois pensamentos:
"A transparência que clamamos será do tamanho que a nossa prática permitir!"
E de forma mais "forte"... rs
"Viver sem vergonha é uma condição essencial da transparência!"
Eu quero chegar a ser um Homem do Bem Sem Vergonha! rs
Saúde e Paz a TODOS!
André Weinmann Carneiro
skype [email protected]
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(82) 8890-5068 (oi)
De: andre luiz
Enviada: Sexta-feira, 25 de Outubro de 2013 09:53
Para: Iara Pietricovsky de Oliveira
Assunto: Enquete - Qual o compromisso mais ambicioso do 2o plano de ação?
Querido André,Na minha visão não se pode confundir o processo do OGP com todo um diálogo que a SCO no Brasil esta desenvolvendo, em muitos temas, sobre a transparência, tanto no aspecto da governança quanto dos instrumentos para maior acesso da população. Neese campo existe uma enorme quantidade de ONGs e Movimentos que desde o governo FHC estão enfrentando este debate, com a promessa do Lula e Dilma de criar um sistema de participação social. É um longuíssimo debate e que passa, inclusive, pelo Marco Regulatório das ONGs.O OGP é um microcosmo de um grande universo, e pela maneira que o governo brasileiro agiu, deixou a desejar com o que ele mesmo fez e tem feito em outros espaços no que tange a participação. Mas, ai eu pergunto, quem vem primeiro? Na minha visão a consciência. Mas, o que faz com que alguém tome consciência? Essa resposta é filosoficamente e pragmaticamente bem complicada. O fato é que o Brasil tem um buraco enorme no campo da participação e governança compartilhada com SCO. O Brasil tem problemas enormes de transparência fiscal, de políticas públicas e de uso do dinheiro público. Temos o Portal da Transparência e o Orçamento Público aberto. É pouco porque essa não é a maior fatia do bolo e riqueza produzido pelo povo brasileiro. Tem orçamento para-fiscais (fundos de pensão, BNDES etc) que de longe comem o que temos de dinehiro aprovado pelo Congresso Nacional. Dai eu concluir que estar num processo de definição da política, ou seja, na governança poderá, inclusive, definir quais os instrumentos digitais serão necessários. Tenho tido experiências em países com muita informação colocada à disposição do cidadão na Internet, muita tecnologia, como a Holanda, Noruega etc. Porém, isso não implica em maior consciência e participação da população nas decisões que vão afetar a vida de todos e todas. O meu medo com OGP é ele virar um espaço de debate de dados abertos e tecnologia s e não de desenvolver debate político sobre para que, para quem e como de forma democrática e participativa, na raiz. Precisamos de mais diálogo político antes das definições dos instrumentos.absIara PietricovskyInstituto de Estudos Sócioeconômicos – INESC
Colegiado de Gestão do INESC
SCS - Quadra 01- Bloco L - Nº 17 - Ed. Márcia - 13º andar
Fone: +55 (61) 3212.0221
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www.inesc.org.br
De: "andre luiz"
Para: "Parceria para Governo Aberto"
Enviadas: Quarta-feira, 23 de outubro de 2013 11:26:33
Assunto: Enquete - Qual o compromisso mais ambicioso do 2o plano de ação?
Iara,compartilho do seu pensamento também.mas o grande problema é esse que vc levantou,consciência públicaacredito muito que as cidades inteligentes através da educação poderá oferecer esta oportunidade.caso a população chegue a ter esta consciência pública, a governança e participação poderão ser um sucesso...digo isto porque a participação fica restrita a poucos da sociedade, como sempre vejo nas várias audiências, encontros, conferências... as mesmas "caras" de sempre...e são tantas frentes de trabalho que estes poucos da sociedade civil não dão conta de fazerem um trabalho eficiente e eficaz...acredito muito em dividir para conquistar "ao contrário"...rsveja por exemplo, esta lista da ogp (sem críticas), muitos estão inscritos e poucas, sim, digo poucas, porque graças a vcs mulheres (Elda, Iara, Gisele) existe "ainda algum trabalho sério nesta "ogp".não é crítica meus amigos, mas a verdade é que não temos pernas para tudo que ai está posto...precisamos difundir a informação (restrita apenas a nós nesta lista), porque a sociedade civil brasileira nem sonha que exista OGP, dá para "contar nos dedos" as pessoas que a conhecem...aproveitando a ida para londres, "é tudo para inglês ver"para termos um governo aberto, precisamos oferecer pontes para se chegar a este governo... e o caminho são as cidades inteligentesabs e obrigado pela colaboraçãoandréEm 23 de outubro de 2013 10:06, Iara Pietricovsky escreveu:
Estimado André e Yaso,Não que não concorde com a necessidade de democratização da Internet e luz par todos, mas nestas minhas andanças e lutas pela democratização o instrumento vem depois da consciência pública. As pessoas precisam ter consciência da importância de participar, se informarem, acessarem informações com linguagens que as permitam entender o que se fala e ai, o instrumento pode ser sistemas digitais, computadores ou papel escrito na porta da prefeitura, como muitas vezes vi nos interior do Brasil e que funcionava muito mais do que sistemas de website sofisiticados, como o do Estado de São Paulo, mas que poucas pessoas acessam. Portanto, para mim participação e governança do processo , para que as decisões tomadas sejam compatíveis com a realidade, são muito mais importantes.absIara
Em 23/10/2013, às 10:07, andre luiz escreveu:
Gisele,acredito que o compromisso do segundo plano de ação do Brasil na OGP deveria ser "" onde se implantada como deve ser podemos alavancar quase todas as nossas necessidades.Acesso a banda larga e internet é uma necessidade como água e energia elétrica.
Claro que, se for uma "cidade inteligente" e não apenas mais um projeto do seu ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, para "dar" recursos públicos para as operadoras de telecom.abs e continuemos na lutaandréEm 23 de outubro de 2013 08:33, Gisele S. Craveiro escreveu:
Abraços,em torno da parceria por governo aberto. Fica aqui o convite.como a sociedade civil que tem interesse/ou está envolvida nesse momentoMas acho também que podemos ir além, tentando articular posições conjuntasQue bom que W3C Brasil acredita na OGP e estará em peso na reunião detônica. Oportunidade e desafio também.a enfâse em dados abertos e tecnologia tem sido aqui e lá fora a grandeA OGP é vista como combate a corrupção? Discordo totalmente. Acho queprincipais nem são os que sua msg aponta.A OGP tem problemas/desafios? Sim e, na minha humilde opinião, osOlá Yaso,Obrigada por sua msg e desculpe por responder tão brevemente a ela.
Londres! Poderá *presencialmente* colocar suas posições e fazer os questionamentos
que sua msg contém além de outros no painel de lançamento do 2o plano de ação.
Gisele
Em 22 de outubro de 2013 16:11, Yasodara Cordova escreveu:
Tom e Gisele,
Enviei meus questionamentos pontuais justamente por acreditar que as
coisas não estão sendo feitas junto à sociedade. A OGP em si já não
tem força suficiente pra ser efetiva, e no Brasil está sendo
gerenciada de modo amador, com a falta de órgãos extremamente
importantes nessa esfera, como por exemplo do MRE mais ativo na
questão.
Acredito que a OGP aqui é vista como instrumento de controle da
corrupção e isso é muito perigoso e errado porque reduz um instrumento
poderoso de transparência à um conjunto de regras simples visando
diminuir desvios, quando em potencial é um instrumento de abertura
sensacional. É um problema estrutural de governança, como vcs
disseram.
Minha questão é: fazer um pool virtual provocativo para dar voltas no
que realmente queremos dizer me parece pouco efetivo. Se a questão é
que a OGP está restrita no Brasil e precisa se espalhar para outros
setores importantes, enquanto o que era pra ser uma ação simples,
rápida e indolor (a reestruturação de um website) se transformou no
compromisso principal (sic) do governo de modo arbitrário, é melhor
levar essa questão de peito aberto mesmo e se preparar pra dialogar
nesse sentido (inclusive com MRE, MCTI, etc).
Mas ó, Tom, tu não vai me convencer que um form online de pesquisa com
uma semana de antecedência do evento tem mais representatividade que
uma reunião com meia dúzia de gatos pingados. Até aqui, estamos no 0x0
:-)
yaso
2013/10/22 Everton Zanella Alvarenga
Em 22 de outubro de 2013 13:27, Gisele S. Craveiro
escreveu:
O governo brasileiro já escolheu a "Restruturação do Portal de
Transparência" como o seu compromisso e "esqueceu"
de perguntar para a sociedade o que achava.
É por esse e outras que na reunião onde discutiu-se com a CGU a
reestruturação desse portal eu enfatizei que o mais importante,
naquele momento, era definirmos uma forma que o processo de formulação
desse site da transparência fosse mais transparente.
Alguns membros da sociedade civil foram convidados para uma reunião
para discutirem essa reestruturação e poucas respostas foram dadas
como, por exemplo, em que pé está a publicação dos dados num formato
aberto ou uma API para obtermos esses dados. Ficamos sabendo que está
havendo uma reestruturação do dada warehouse, mas a Daniela Silva
(Transparênc ia Hacker) até comentou na hora "Mas isso faz tempo, né,
Otavio?"
Alguém sabe o que ocorreu após aquela reunião em São Paulo com alguns
poucos representantes da sociedade civil e sem consulta pública
alguma?
Por incrível que pareça, uma enquete online pode ter mais
representatividade que uma reunião com meia dúzia de gatos pingados (e
eu era um dos gatos incomodados).
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