Olá Gustavo. Seja bem-vindo. Eu gostaria de registrar que gostei muito de sua intervenção para auxiliar na chegada de um consenso sobre o tema proposto. Essas formas de avaliação social é justamente o que acredito que podemos chegar e gostei da sua proposta em tentar achar uma intersecção.
Concordo plenamente que essa *leitura atual* do significado de meritocracia está contaminando a discussão, por esse motivo, desde o começo, eu disse "Fica aqui a proposta para a meritocracia ser um de nossos valores como organização. E depois podemos escrever uma *redação o que queremos dizer com isso, já que nem sempre ela se aplica* (e. g., quando as *condições iniciais e de ambiente não são de igualdade*)." Desde a proposta inicial da discussão, eu alertei que a meritocracia nem sempre se aplica, citando um exemplo das desigualdades. Por isso mesmo acho a sugestão de leitura do Edgar na enciclopédia de filosofia de Stanford sobre *igualdade de oportunidade <http://plato.stanford.edu/entries/equal-opportunity/>* é muito válida. Algumas manifestações parecem expor algo que já discutimos aqui em outros contexto, a tirania do pensamento único <http://brasil.elpais.com/brasil/2014/10/21/opinion/1413905457_942752.html>, muito manifestado nas últimas eleições e que resultaram numa polarização pouco salutar, cuja principal causa é, na minha opinião, a *intolerância* com formas diferentes de pensar. Agora temos que buscar quais seriam essas formas de recompensa diante do nosso trabalho, que deve ter um propósito mais claramente definido. Numa outra questão, que também causou divergências muito disruptivas, ficou claro que há pontos de vista diferentes sobre os rumos da organização e como ela deve ser conduzida. E teremos que aprender a trabalhar juntos com as diferenças ou cada um criar seu empreendimento, após acordado civilisadamente que discordamos. Mas o caminho é esse, busca o consenso e seu olhar mais externo trouxe luz para a discussão. Vamos tentar achar esses mecanismos que apontou e ver as vantagens e desvantagens de cada valor sendo proposto (curiosamente, ambos valores foram propostos por mim e um deles estou revendo ;). Everton Em 12 de agosto de 2015 16:43, Gustavo Sales <[email protected]> escreveu: > Olá, pessoas. Tudo bom? > > Resolvi fazer minha primeira contribuição e em tema controverso. É um > risco que assumo. Afinal ainda estou tomando contato com a cultura da OK-Br. > > Assim, peço, antecipadamente, desculpas caso minha intenção em colaborar > esteja fora do momento e/ou do foro adequados. > > Ao que puder perceber, há por um lado a preocupação com uma melhoria na > governança e por outro o receio que questões levantadas na sociedade sobre > a meritocracia contaminem a organização. > > Gostaria de dizer que, com o olhar ainda não enviesado pela política > organizacional, vejo uma intersecção interessante que talvez possa ser > explorada. > > Com certeza, a fazer-cracia é importante para que as iniciativas tomem > forma com o mínimo de "fricção" organizacional possível. Por outro lado, > talvez os resultados do que se faz podem não ser adequados àquilo que a > organização necessita. Se fiz uma leitura correta e esse é o problema de > governança que se apresenta, acredito ser possível explorar formas de haver > controle social dos resultados apresentados. Em outras palavras, não > haveria motivo para ferir a fazer-cracia em si, mas sim a adição de > mecanismo para avaliação das ações. > > Assim, as "recompensas" organizacionais não seriam apenas pautadas em quem > mais fez, como seria na "fazer-cracia", mas também seriam pautadas na > avaliação social das ações (pode-se argumentar que há análise de mérito > neste quesito). > > Sendo assim, não haveria imposição alguma à livre-iniciativa dentro da > organização, mas estaria-se endereçando a preocupação com a governança. > > Uma possível forma de implementação, seria uma avaliação das ações por > parte de todos envolvidos em dada ação. Poderia-se implementar tal > avaliação em ambiente eletrônico, com indicadores como, por exemplo: > aderência aos objetivos da OK-Br, observação de prazos negociados, > atingimento das metas estabelecidas pelo grupo participante da ação, etc. > Tal avaliação poderia ser 360 graus. > > O que acham? Acreditam que em algum ponto deste email há algo que possa > ser expandindo para a construção de consenso mínimo sobre o tema? > > Muito obrigado pela paciência com o novato aqui :D > > Forte abraço, > > Gustavo > >
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