Olá pessoal, Vou aproveitar que o Gustavo deu a opinião dele e tentar falar sobre a minha impressão e tirar minhas dúvidas também.
Everton, acho que o que preocupa as pessoas que discordam do valor da meritocracia é o fato dela poder gerar uma estrutura vertical de gestão e consequentemente atrapalhar a participação ativa de todas as pessoas que queiram participar da organização. Isso vai acontecer com a OKBr? Eu acho estranho essa postura vindo da organização, já que um dos exemplos colocados para as vantagens do conhecimento livre dentro da "Nossa Visão" da OKBr <http://br.okfn.org/sobre/> é "Melhor governança, abertura aumenta governança através de uma maior transparência e de maior engajamento". Esse engajamento tem a ver com a participação ativa, certo? Então deveria-se buscar adotar uma estrutura que contribua com a participação ativa e não que a limite. Talvez essas discussões de como os valores vão de fato influenciar a gestão de OKBr contribuam mais objetivamente para se chegar nesse consenso =) Abraços, Natássya Em 13 de agosto de 2015 07:50, Everton Zanella Alvarenga <[email protected]> escreveu: > Olá Gustavo. > > Seja bem-vindo. Eu gostaria de registrar que gostei muito de sua > intervenção para auxiliar na chegada de um consenso sobre o tema proposto. > Essas formas de avaliação social é justamente o que acredito que podemos > chegar e gostei da sua proposta em tentar achar uma intersecção. > > Concordo plenamente que essa *leitura atual* do significado de > meritocracia está contaminando a discussão, por esse motivo, desde o > começo, eu disse "Fica aqui a proposta para a meritocracia ser um de > nossos valores como organização. E depois podemos escrever uma *redação o > que queremos dizer com isso, já que nem sempre ela se aplica* (e. g., > quando as *condições iniciais e de ambiente não são de igualdade*)." > > Desde a proposta inicial da discussão, eu alertei que a meritocracia nem > sempre se aplica, citando um exemplo das desigualdades. Por isso mesmo acho > a sugestão de leitura do Edgar na enciclopédia de filosofia de Stanford > sobre *igualdade de oportunidade > <http://plato.stanford.edu/entries/equal-opportunity/>* é muito válida. > > Algumas manifestações parecem expor algo que já discutimos aqui em outros > contexto, a tirania do pensamento único > <http://brasil.elpais.com/brasil/2014/10/21/opinion/1413905457_942752.html>, > muito manifestado nas últimas eleições e que resultaram numa polarização > pouco salutar, cuja principal causa é, na minha opinião, a *intolerância* > com formas diferentes de pensar. > > Agora temos que buscar quais seriam essas formas de recompensa diante do > nosso trabalho, que deve ter um propósito mais claramente definido. Numa > outra questão, que também causou divergências muito disruptivas, ficou > claro que há pontos de vista diferentes sobre os rumos da organização e > como ela deve ser conduzida. E teremos que aprender a trabalhar juntos com > as diferenças ou cada um criar seu empreendimento, após acordado > civilisadamente que discordamos. > > Mas o caminho é esse, busca o consenso e seu olhar mais externo trouxe luz > para a discussão. Vamos tentar achar esses mecanismos que apontou e ver as > vantagens e desvantagens de cada valor sendo proposto (curiosamente, ambos > valores foram propostos por mim e um deles estou revendo ;). > > Everton > > Em 12 de agosto de 2015 16:43, Gustavo Sales <[email protected]> escreveu: > >> Olá, pessoas. Tudo bom? >> >> Resolvi fazer minha primeira contribuição e em tema controverso. É um >> risco que assumo. Afinal ainda estou tomando contato com a cultura da OK-Br. >> >> Assim, peço, antecipadamente, desculpas caso minha intenção em colaborar >> esteja fora do momento e/ou do foro adequados. >> >> Ao que puder perceber, há por um lado a preocupação com uma melhoria na >> governança e por outro o receio que questões levantadas na sociedade sobre >> a meritocracia contaminem a organização. >> >> Gostaria de dizer que, com o olhar ainda não enviesado pela política >> organizacional, vejo uma intersecção interessante que talvez possa ser >> explorada. >> >> Com certeza, a fazer-cracia é importante para que as iniciativas tomem >> forma com o mínimo de "fricção" organizacional possível. Por outro lado, >> talvez os resultados do que se faz podem não ser adequados àquilo que a >> organização necessita. Se fiz uma leitura correta e esse é o problema de >> governança que se apresenta, acredito ser possível explorar formas de haver >> controle social dos resultados apresentados. Em outras palavras, não >> haveria motivo para ferir a fazer-cracia em si, mas sim a adição de >> mecanismo para avaliação das ações. >> >> Assim, as "recompensas" organizacionais não seriam apenas pautadas em >> quem mais fez, como seria na "fazer-cracia", mas também seriam pautadas na >> avaliação social das ações (pode-se argumentar que há análise de mérito >> neste quesito). >> >> Sendo assim, não haveria imposição alguma à livre-iniciativa dentro da >> organização, mas estaria-se endereçando a preocupação com a governança. >> >> Uma possível forma de implementação, seria uma avaliação das ações por >> parte de todos envolvidos em dada ação. Poderia-se implementar tal >> avaliação em ambiente eletrônico, com indicadores como, por exemplo: >> aderência aos objetivos da OK-Br, observação de prazos negociados, >> atingimento das metas estabelecidas pelo grupo participante da ação, etc. >> Tal avaliação poderia ser 360 graus. >> >> O que acham? Acreditam que em algum ponto deste email há algo que possa >> ser expandindo para a construção de consenso mínimo sobre o tema? >> >> Muito obrigado pela paciência com o novato aqui :D >> >> Forte abraço, >> >> Gustavo >> >> > _______________________________________________ > okfn-br mailing list > [email protected] > https://lists.okfn.org/mailman/listinfo/okfn-br > Unsubscribe: https://lists.okfn.org/mailman/options/okfn-br > >
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