Prezados Colegas,
Na última edição do jornal ORL (n 57) há um artigo assinado pelo Dr Luiz Lavinsky intitulado "Mercosul: uma das prioridades da SBORL". Neste artigo, o Dr Lavinsky lembra que em 2007 será concluída a liberação de serviços entre os países do Mercosul o que, evidentemente, possibilitará a atuação de médicos estrangeiros nos demais países que compõe este bloco.
Gostaria ainda de citar outros trechos para aqueles que não leram o jornal; "...durante o triológico decidiu-se pela criação de um comitê permanente da SBORL para assuntos do mercossul... (e terá como uma das metas)propiciar um aprofundamento do estudo para o estabelecimento de critérios para concessão de título de especialista a membros do mercossul", e em seguida:     "O mercossul é, sem dúvida, uma fonte importante do nosso crescimento que deve ser estimulado, aperfeiçoando o nosso entrosamento. Por outro lado, também é uma fonte da vulnerabilidade da nossa atividade profissional..."
Considerando que a situação profissional nos demais países do mercossul consegue ser pior que a nossa, dá para imaginar qual vai ser a direção do fluxo imigratório, com consequências nefastas para a saúde no Brasil; mercado saturado de generalistas e especialistas (mais ainda) onde as empresas de medicina de grupo vão deitar e rolar, honorários aviltantes, restrições de exames e procedimentos, descredenciamentos para quem não quer entrar no jogo, etc, etc, etc. De que adianta o CRM fazer campanha contra abertura de novos cursos de medicina se, de um dia para o outro, forem derramados no mercado milhares de novos médicos cuja formação profissional nem sequer pode ser fiscalizada pelas autoridades brasileiras. Claro que daí vai surgir o argumento "mas todos terão que ser submetidos à uma prova, haverá uma comissão que considerará se o indivíduo é habilitado ou não e blá blá blá" e eu digo que isso não vale nada pois o nosso governo não têm compromisso nenhum com qualidade em atendimento médico e para ele (governo) quanto mais barato melhor, mesmo que seja uma droga de atendimento. Com base no descaso que este tipo de assunto costuma ser tratado pelos nossos governantes, acredito que não vai haver controle efetivo algum e a lei do vale tudo vai imperar.
Portanto, acho que já passou da hora de reclamarmos,  e bastante!
 
Saudações
Marcelo Serra

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