Prezados Teeve, Marcelo e demais colegas:
 
É isso aí: precisamos dedicar mais tempo e recursos à Defesa Profissional - cada um de nós e nossas entidades. Aliás, digo mais: se cada um de nós se manifestar, nossas entidades (Socs, CRM e Sinmeds) irão se mobilizar para atender a pressão - é assim que funciona!
E concordo também que, como diz Teeve: O estado brasileiro deve muito à nós,cidadãos brasileiros,mas as entidades médicas também devem muito aos médicos desse pais. Há, sem duvida, valorosos colegas trabalhando em todas as entidades médicas, mas há também muita gente fazendo discurso e SÓ... 
E lembro a fábula: 
O lenhador e o pensador 
ou: Amolando o serrote, a caneta ou o bisturi...
 
    Conta-se a história do jovem que foi ao mercado, e avistou no caminho um lenhador famoso na região, conhecido por sua incansável dedicação ao trabalho. Ao se aproximar dele, o jovem percebeu que estava começando a serrar sozinho um enorme tronco, sem parar, e sequer retribuiu ao seu "bom dia".
Seguiu adiante seu caminho e retornou à tarde, trazendo suas compras e ansioso para ver o quanto aquele grande lenhador teria serrado naquele dia. Qual não foi a sua surpresa ao perceber que o corte no tronco continuava no mesmo ponto, bem no começo! Então, lamentando o gigantesco e inútil esforço que o homem empregava, o jovem pensou, e não se conteve em fazer a pergunta:
    - Boa tarde! Desculpe, mas o senhor não acha que seu trabalho iria andar mais rápido se parasse um pouco para amolar o serrote?
    Ao que o obstinado lenhador, tenso com o atraso, respondeu impacientemente:
    - Meu jovem: você não está vendo o trabalho que tenho pela frente? Eu lá vou perder tempo amolando um serrote?
 
Moral da História: "O rendimento no trabalho depende mais da inteligência do que do esforço de quem o realiza" ou "Parar um pouco para estruturar as condições do trabalho não é perda de tempo: é ganho real de eficiência e produtividade"
 
Marcos Sarvat
Diretor do Departamento de Defesa Profissional da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia 
-----Mensagem original-----
De: teeve <[EMAIL PROTECTED]>
Para: otorrino <[EMAIL PROTECTED]>
Cc: Teeve Rabinovici <[EMAIL PROTECTED]>
Data: Terça-feira, 18 de Janeiro de 2000 20:13
Assunto: [otorri.] Defesa profissional

Marcelo Serra está coberto de razão.Qualquer pais minimamente civilizado faz reserva de mercado para seus profissionais ,já que esses são cidadãos e contribuintes e não ficam fingindo uma integração que na verdade não passa de discurso.Isso não é xenofobia e sim a DEFESA do cidadão,do profissional,daquele que trabalha e paga impostos.
Corporativismo não é necessariamente uma coisa ruim.Pode e deve ser um meio de defender os profissionais decentes,que aliás são maioria nesse pais,contra abutres travestidos de empresários "modernos"
O estado brasileiro deve muito à nós,cidadãos brasileiros,mas as entidades médicas também devem muito aos médicos desse pais.Há,sem duvida,valorosos colegas trabalhando em todas as entidades médicas,mas há também muita gente fazendo discurso e SÓ........
Teeve Rabinovici-SP
Prezados Colegas,
Na última edição do jornal ORL (n 57) há um artigo assinado pelo Dr Luiz Lavinsky intitulado "Mercosul: uma das prioridades da SBORL". Neste artigo, o Dr Lavinsky lembra que em 2007 será concluída a liberação de serviços entre os países do Mercosul o que, evidentemente, possibilitará a atuação de médicos estrangeiros nos demais países que compõe este bloco.
Gostaria ainda de citar outros trechos para aqueles que não leram o jornal; "...durante o triológico decidiu-se pela criação de um comitê permanente da SBORL para assuntos do mercossul... (e terá como uma das metas)propiciar um aprofundamento do estudo para o estabelecimento de critérios para concessão de título de especialista a membros do mercossul", e em seguida:     "O mercossul é, sem dúvida, uma fonte importante do nosso crescimento que deve ser estimulado, aperfeiçoando o nosso entrosamento. Por outro lado, também é uma fonte da vulnerabilidade da nossa atividade profissional..."
Considerando que a situação profissional nos demais países do mercossul consegue ser pior que a nossa, dá para imaginar qual vai ser a direção do fluxo imigratório, com consequências nefastas para a saúde no Brasil; mercado saturado de generalistas e especialistas (mais ainda) onde as empresas de medicina de grupo vão deitar e rolar, honorários aviltantes, restrições de exames e procedimentos, descredenciamentos para quem não quer entrar no jogo, etc, etc, etc. De que adianta o CRM fazer campanha contra abertura de novos cursos de medicina se, de um dia para o outro, forem derramados no mercado milhares de novos médicos cuja formação profissional nem sequer pode ser fiscalizada pelas autoridades brasileiras. Claro que daí vai surgir o argumento "mas todos terão que ser submetidos à uma prova, haverá uma comissão que considerará se o indivíduo é habilitado ou não e blá blá blá" e eu digo que isso não vale nada pois o nosso governo não têm compromisso nenhum com qualidade em atendimento médico e para ele (governo) quanto mais barato melhor, mesmo que seja uma droga de atendimento. Com base no descaso que este tipo de assunto costuma ser tratado pelos nossos governantes, acredito que não vai haver controle efetivo algum e a lei do vale tudo vai imperar.
Portanto, acho que já passou da hora de reclamarmos,  e bastante!
 
Saudações
Marcelo Serra

 

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