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Prezados Teeve, Marcelo e demais
colegas:
É isso
aí: precisamos dedicar mais
tempo e recursos à Defesa Profissional - cada um de nós e nossas
entidades. Aliás, digo mais: se cada um de nós se manifestar,
nossas entidades (Socs, CRM e Sinmeds) irão se mobilizar para atender a
pressão - é assim que funciona!
E concordo também que, como diz Teeve:
O estado brasileiro deve muito à nós,cidadãos
brasileiros,mas as entidades médicas também devem muito aos
médicos desse pais. Há, sem duvida, valorosos colegas trabalhando
em todas as entidades médicas, mas há também muita gente
fazendo discurso e SÓ... E lembro a fábula: O lenhador e o
pensador
ou: Amolando o serrote,
a caneta ou o bisturi...
Conta-se a história do jovem que foi ao mercado, e avistou no caminho um
lenhador famoso na região, conhecido por sua incansável
dedicação ao trabalho. Ao se aproximar dele, o jovem percebeu que
estava começando a serrar sozinho um enorme tronco, sem parar, e sequer
retribuiu ao seu "bom dia".
Seguiu adiante seu
caminho e retornou à tarde, trazendo suas compras e ansioso para ver o
quanto aquele grande lenhador teria serrado naquele dia. Qual não foi a
sua surpresa ao perceber que o corte no tronco continuava no mesmo ponto, bem no
começo! Então, lamentando o gigantesco e inútil
esforço que o homem empregava, o jovem pensou, e não se conteve em
fazer a pergunta:
- Boa tarde! Desculpe, mas o senhor não acha que seu trabalho iria andar mais
rápido se parasse um pouco para amolar o serrote?
Ao que o obstinado lenhador,
tenso com o atraso, respondeu impacientemente:
-
Meu jovem: você não está vendo o trabalho que tenho pela
frente? Eu lá vou perder tempo amolando um serrote?
Moral da
História: "O rendimento no trabalho depende mais da
inteligência do que do esforço de quem o realiza" ou
"Parar um pouco para estruturar as condições do trabalho
não é perda de tempo: é ganho real de eficiência e
produtividade"
Marcos Sarvat
Diretor do Departamento de
Defesa Profissional da Sociedade Brasileira de
Otorrinolaringologia
Prezados
Colegas,
Na última edição do
jornal ORL (n 57) há um artigo assinado pelo Dr Luiz Lavinsky intitulado
"Mercosul: uma das prioridades da SBORL". Neste artigo, o Dr
Lavinsky lembra que em 2007 será concluída a
liberação de serviços entre os países do Mercosul o
que, evidentemente, possibilitará a atuação de
médicos estrangeiros nos demais países que compõe este
bloco.
Gostaria ainda de citar outros
trechos para aqueles que não leram o jornal; "...durante o triológico decidiu-se pela
criação de um comitê permanente da SBORL para assuntos do
mercossul... (e terá como uma das metas)propiciar um aprofundamento do
estudo para o estabelecimento de critérios para concessão de
título de especialista a membros do mercossul", e em
seguida: "O mercossul
é, sem dúvida, uma fonte importante do nosso crescimento que deve
ser estimulado, aperfeiçoando o nosso entrosamento. Por outro lado,
também é uma fonte da vulnerabilidade da nossa atividade
profissional..."
Considerando que a
situação profissional nos demais países do mercossul
consegue ser pior que a nossa, dá para imaginar qual vai ser a
direção do fluxo imigratório, com consequências
nefastas para a saúde no Brasil; mercado saturado de generalistas e
especialistas (mais ainda) onde as empresas de medicina de grupo vão
deitar e rolar, honorários aviltantes, restrições de exames
e procedimentos, descredenciamentos para quem não quer entrar no jogo,
etc, etc, etc. De que adianta o CRM fazer campanha contra abertura de novos
cursos de medicina se, de um dia para o outro, forem derramados no mercado
milhares de novos médicos cuja formação profissional nem
sequer pode ser fiscalizada pelas autoridades brasileiras. Claro que daí
vai surgir o argumento "mas todos terão que ser submetidos à
uma prova, haverá uma comissão que considerará se o
indivíduo é habilitado ou não e blá blá
blá" e eu digo que isso não vale nada pois o nosso governo
não têm compromisso nenhum com qualidade em atendimento
médico e para ele (governo) quanto mais barato melhor, mesmo que seja uma
droga de atendimento. Com base no descaso que este tipo de assunto costuma ser
tratado pelos nossos governantes, acredito que não vai haver controle
efetivo algum e a lei do vale tudo vai imperar.
Portanto, acho que já
passou da hora de reclamarmos, e bastante!
Saudações
Marcelo Serra
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