On Saturday, August 24, 2013, Guimarães Faria Corcete DUTRA, Leandro wrote:
> 2013/8/24 Roberto Mello <[email protected] <javascript:;>>: > > Houve vezes em que eu estava muito interessado em contratar o candidato, > > deposita entrevista, perguntava se ele tinha pretensão salarial, e - eu > ja > > sabendo o meu teto - aguardava a resposta. Geralmente o candidato jogava > uma > > pretensão baixa, com medo de me "assustar". E [eu] fazia um joguinho, > dizia que > > iria pensar, e no outro dia ligava para o candidato[…] > > Desculpa, Roberto, mas acho essa atitude não apenas injusta, mas uma > visão de curto prazo, contraproducente. Se voce julgar o momento da contratação como o fim da carreira do funcionário da empresa, sim, seria. Mas essa seria uma visao míope e incorreta. Obviamente era o oposto, o início. A partir daí seguiam-se bônus e Promocoes para os funcionários mais produtivos e dedicados, e para os que procuravam negociar aumentos de acordo com sua produtividade, como eu mesmo fiz em diversos momentos. Alguém que ganha menos do que deveria mais cedo ou mais tarde vai se Quem determina o que ele "deveria" ganhar em países nos quais o governo nao se mete forçando uma "convenção coletiva" de sindicatos de intenções duvidosas? Existe um valor de mercado, e é trabalho dos entes em negociação (trabalhador e empregador) informar-se dos valores de mercado, das suas necessidades e negociar os termos que desejarem. > comparar com os colegas, e perceberá que foi injustiçado. Procurará > algo melhor, possivelmente noutro emprego, porque terá perdido > confiança em seu atual empregador. A rotatividade será ruim para a "Injusticado"? Por quem? Se ele conversar com os colegas e souber que ganha menos, poderá voltar para a mesa de negociação e aí negociar tendo agora a sua produção real (e não estimada) como ponto chave a seu favor. A empresa saberá também quanto o empregado vale para seus objetivos. > empresa, a imagem dela sofrerá (mesmo que numa escala bem pequena, > pelo menos entre amigos, família e colega do ludibriado), e a > produtividade cairá não apenas pela rotatividade, mas até pela > desmotivação enquanto o sujeito não sair. > > Se ele não soube negociar o salário para entrar, boa probabilidade de > não saber negociar depois também e preferir sair em vez de enfrentar o > temor de uma negociação com uma chefia que já o passou para trás uma > vez. > > Mesmo que ele não perceba que foi enganado, ficará pelo menos com > autoestima baixa, o que é ruim para a produtividade e o > desenvolvimento do trabalho, e possivelmente achará a empresa mal > gerida. Mais desmotivação, portanto. Opa, enganado não, alto lá! Não atribua a mim o que não fiz. Eu perguntava a pretensão DA PESSOA. Era meu trabalho na empresa contratar a melhor pessoa dentro do que eu podia pagar. É o trabalho de todo pretendente negociar o salário. Eu nunca enganei ninguém na negociação, mas não era meu trabalho servir de consultor de carreira para pretendentes a emprego. Há ampla literatura disponível para quem quiser aprender e se ficasse comprovado que eu lesei a empresa oferecendo informações privilegiadas a um pretendente, então a empresa teria uma causa legal contra minha pessoa. > Finalmente, alguém que ganha abaixo do que deveria tenderá a acreditar menos do que deveria em seu próprio desenvolvimento pessoal, e também > terá menos recursos para investir em si mesmo. Dramático não? Parece que a pessoa morreu e nunca mais poderá decidir que aquele emprego não lhe serve (caso o empregador não queira renegociar) e procurar um melhor ou que pague mais, agora com experiência na bagagem. A auto-estima profissional de um profissional nao depende exclusivamente do seu contra-cheque atual. O bom profissional sabe disso. O famoso ditado ‘o combinado não sai caro’ só se aplica quando todas > as partes têm as informações necessárias e em comum. Desigualdade de > informações gera contratos, digamos, leoninos. Desculpe Dutra, mas voce saiu por uma tangente de red herring enorme com essa ultima. Roberto
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