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Mito-Lógica


Sim, De Lucca.
Li até o fim sim e valeu a pena.
A questão, como disse o Omar, deve passar por aí:
1 - A parte que cabe ao autor, na praxis (e na lei), é bem pequena. Talvez nas condições livres ou CC, sejam até melhores.
2 - Livro impresso original, disco de verdade (CD/DVD com caixa e encartes ou Vinil) são melhores pois tem conforto, nobreza, matéria.
3 - O valor (de mercado) do software livre deveria estar na sua utilidade e nos agregados complementares (manuais, treinamentos, suporte, design exclusivo, etc, que chamo de marketing complexo)

E vale lembrar que o livro mais vendido no planeta pode ser copiado sem pagamento de royalities: a bíblia católica. O Ananda pegou bem o que falei há pouco, quando pedi (era brincadeira!) uma versão em PDF do camel book pra enviar em P2P aos alunos. Sempre leio com prazer o tijolão surrado e nunca pensei em ter uma versão virtual. Mas certamente quando tenho uma dúvida ou problema a resolver sobre perl vou é na web pois é mais prático. E o que vale mais? A Mona Lisa original, que está no Louvre ou a cópia em formato jpg da Wikipedia?. Porque seria?  Ainda bem que existem cópias, senão eu nunca a teria visto. Nunca fui ao Louvre. Mas os filmes comerciais, da TV ou cinema, mp3, etc têm valor por suas cópias.

Bem, sou músico há 40 anos. Gravei cinco discos (violão solo e orquestrais) que foram para o mercado. Em todos recebi uma "luva" referente às primeiras 1.000 cópias (como vou saber quantos foram vendidos?).  E nunca recebi nem mais um tostão ou qualquer relatório de vendas.
Voce acertou, recebi algo entre 5% e 10% sobre o valor de atacado das mil cópias. Já os autores das músicas receberam seus royalites pelas associações musicais que os representam junto ao ECAD (da autoria das minhas músicas que eu mesmo gravei até hoje nada recebi). A lei fala em 4%. Na prática (salvo grandes estrelas) o disco serve para divulgação pois dinheiro (apesar de pouco) se ganha em shows. Sai muito mais barato e é mais honesto divulgar licenciando-se em CC e distribuindo-se numa rede P2P, não acha?

É uma boa discussão sim. Aliás alguém sabe algo sobre o
document freedom day? http://documentfreedom.org/

Obrigado pela paciência em ler texto tão longo!
Cordialmente,
Ricardo Filipo
Mito-Lógica design e soluções de comunicação
[EMAIL PROTECTED]
(11)3722-3110

José Eduardo De Lucca wrote:


Tem autor de livro didático universitário que recebe a "parte dele" (os royalties) em livros mesmo, de forma que, se ele vender, o dinheiro é dele - vê só que situação - um professor ter que se travestir de vendedor de livros para ter algum dinheiro por sua obra...

Ou seja: O grosso-grosso do dinheiro fica nos atravessadores e na editora... Ora, então se eliminarmos esse povaréu do meio do caminho, o valor que precisa ser encontrado para remunerar o autor, é bem bem bem menor do que se imagina.


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