O negócio desses caras é lucro. No método antigo pré-internet, eram poucos artistas e bandas que não sonhavam em ser cooptados por uma gravadora. Utilizar nesse contexto o termo "escravo" não é a melhor opção, visto que inclusive no próprio debate o Lobão ironizou esse termo, deixando bem claro que era cômodo e vantajoso ser vinculado a uma grande gravadora, e continua sendo para a maioria que já faz parte dessa indústria. E são poucos os que deixam esse comodismo para enfrentar o mercado independente.

O problema hoje é que, além do modelo de negócios estar falido (ou em transformação), as gravadoras já não conseguem absorver, mesmo que queiram, as bandas novas que surgem todos os dias. As vendagens já não mais se sustentam. Os ouvintes de rádios FM parecem diminuir, já não há tantos programas de auditório, as trilhas sonoras de novelas já não vendem tão bem...


E o mercado de vinil continua "cult", mas talvez seja um exagero dizer que o vinil irá voltar. Mesmo porque as bolachas atuais são caríssimas, passando muitas vezes dos 100 reais.

[]s


----- Original Message ----- From: "Olival Gomes Barboza Júnior" <olival.jun...@gmail.com>
To: "Projeto Software Livre BRASIL" <psl-brasil@listas.softwarelivre.org>
Sent: Wednesday, March 18, 2009 12:17
Subject: Re: [PSL-Brasil] Re: OT: hoje na MTV


2009/3/18 Jose Pissin <jpis...@gmail.com>:
Bah quem pode levar um cara como o Lobão a sério? Lembram dele no FISL.

A figura do Lobão realmente não me interessa (embora eu aprecie várias
músicas do artista). MAS, várias questões levantadas pelo "pessoal da
indústria" eram legítimas e mereciam como resposta algo mais do que
slogans repetidos à exaustão. Mesmo que fosse para contrariá-los.

Por exemplo, o representante da TV (ou algo assim) reclamou que quem
fazia download de seriados porque eles demoravam meses para chegar ao
Brasil acabam por inviabilizar o próprio seriado. Ora, não faz tanto
tempo um alto executivo da Disney deu a resposta certa para esta
questão: "pirataria", disse ele, "é apenas outro modelo de negócio". E
este "modelo" estaria agradando mais aos clientes do que o que eles
ofereciam.

Neste caso específico, as pessoas querem tempestividade na entrega do
"produto". A "pirataria" me oferece isso. A TV, não. MAS, nada impede
esta última de me oferecer isso.

[ ]s,

OJr.
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