eu ia retrucar, mas aí...

Em 9 de maio de 2010 11:28, Max Miorim <[email protected]> escreveu:
> (...)
> E apesar de ser um dos que mais criticam GUIs, eu também sou contra a
> falsa afirmação de que o cara que configura as coisas no vim sabe mais
> do que o que usa uma interface gráfica para tanto. Não existe
> diferença entre usar um editor de textos para mudar o valor de uma
> opção e usar uma interface gráfica qualquer para tanto - no fim das
> contas tu faz a mesma coisa, a diferença é que o editor de textos
> costuma ser mais flexivel, uma vez que a maioria das GUis é projetada
> para o "arroz-com-feijão" básico.
>(...)

já estava retrucado, ;)


>> normalmente as distros "enterprise" dão uma ferramenta pronta que
>> abstrai as ferramentas padrão de cada pacote/programa; é justamente
>> esse o diferencial de quem opta por "aprender console" num red hat ou
>> num slackware.

e é justamente essa ferramenta padrão que diminui a capacidade dum
admin de outra distro dar suporte numa máquina slackware. ele terá de
fazer todo o "caminho longo" do usuário de slackware.

inclusive, aqui mesmo na lista tem muito cara bom em slackware que dá
suporte em outras distros, e com uma curva de aprendizado menor,
graças ao slackware.

>
> A questão das distros "enterprise" (assumindo que falamos de RHEL e
> SLES) é mais por facilitar a administração. Quando tu tem mais de 1000
> máquinas num datacenter fica meio complicado ter uma pessoa editando
> confs ou fazendo scripts para editar e deployar estes confs em todos
> os servidores e é exatamente este o propósito da maioria das
> ferramentas de configuração destas.

nesse eu concordo.

>
> Além disso, falando ainda de RHEL e SLES, boa parte das ferramentas
> system-config-* e dos módulos do yast focam justamente em
> particularidades das distros, principalmente arquivos no
> /etc/sysconfig. Eu não vejo nada de ruim nisto para ser honesto, bem
> como também não vejo nenhum problema em usar o dpkg-reconfigure no
> Debian e derivados, a questão é que é apenas mais uma ferramenta e a
> única coisa a discutir é o quão flexivel está ferramenta se torna para
> cada caso.

veja veja, se não existisse a particularidade, não existiria a
ferramenta dedicada aos problemas particulares. mas aí caímos no ponto
de dar suporte a várias máquina e esse é um exemplo que não há como
bater, por mais que você gostasse de dar scp pra rede toda, haha.

>
>>> Além disso, na minha opinião, o Slackware virou uma distro meio que
>>> sem fundamento: os hobbistas usam Ubuntu e Madriva porque é mais
>>> fácil, perfeccionistas usam Arch e/ou Gentoo por darem um potencial de
>>> customização muito maior e os cabeças duras continuam usando o
>>> Slackware. :)
>>
>> não acho isso, perfeccionistas controladores vão encontrar seu lar num
>> slackware; o slackware é muito bom pra experimentar e mesmo reaplicar
>> soluções que você já tentou, digamos, umas 3 versões atrás, e elas
>> continuam funcionando.
>
> Eu discordo e como indiquei no e-mail original, é uma questão de preferência. 
> ;)

é, mas eu não sou cabeça dura, :P

> De certa forma, eu posso dizer que por muito tempo eu usei um monstro
> baseado em Slackware e não Slackware propriamente dito: (...)

era slackware, o meu era por que o seu não seria?

> (...)no começo eu
> recompilava *todos* os pacotes para usar as minhas CFLAGS (o que é
> muito mais facil de fazer num Gentoo), depois eu comecei a recompilar
> estes pacotes para ter mais opções (que também é mais simples no
> Gentoo e em distros que segmentam os pacotes como Debian e Arch) (...)

isso não é verdade, em uma única linha de menos de 80 caracteres vamos
da compilação ao pacote. insisto, em outras passamos pela necessidade
de ter artefatos para gerar o pacote, num slackware isso é opcional.

> Isso é legal na primeira vez, tu aprende muito com o processo, (...)

por isso usar slackware, você aprende as coisas. Já escutei essa
história de usabilidade algumas vezes, eu mesmo já pensei que não
tinha o que precisava, mas basta ver a evolução dos programas que
compõem o slackware que você usabilidade não é problema do
empacotador; a usabilidade, facilidade de configuração não deveria ser
mérito da distribuição. Se oé é porque eles inventaram algo e não
contribuiram de volta para o projeto original. Muitas vezes é algo
simples, mas não há o retorno para os desenvolvedores originais. O
problema do empacotador é resolver os problemas que ele mesmo cria, ou
os que aparecem após juntar tudo numa iso só, :)

(...)
>> experimente montar você mesmo um pacote para arch, ou ainda montar
>> corretamente um .ebuild do gentoo, e todo aquele sistema de slots que
>> ele tem, aí o perfeccionista irá reencontrar suas decisões, :)
>
> Eu já fiz, e não difere muito de um SlackBuild para ser honesto. Os
> pacotes RPM precisam de um .spec, que também é quase a mesma coisa e
> os mais complicados são os DEB, mas eu não tenho dificuldade em nenhum
> formato.
>(...)

como queríamos desmonstrar: nos rpm precisa-se do .spec, e os .deb são
"mais complexos". veja, se você fosse ensinar a empacotar, para cada
formato, quantos minutos levaria, supondo que os alunos tem background
apenas de bash?


> Aqui entra denovo a questão dos "cabeças duras". Muita gente tem má
> experiência com um sistema de resolução de dependencias ou gerenciador
> de pacotes em particular e passa o resto da vida condenando os mesmos.
>(...)
mas é porque essa arquitetura de dependências está condenada mesmo.
ela não escala. ela permite, por exemplo, dentro de uma mesma árvore
tenha-se defeitos e referências cíclicas e deadlocks. dependência de
pacote é meta-informação e se até hoje aquele artigo do linuxpackages
sobre os slack-required da vida não virou documento oficial é porque
algum ex-estudante de lisp já viu isso.

se eu fosse fazer, tería um repositório de dependências, que
"conheceria" o mínimo possível acerca dos pacotes e mesmo assim ainda
seria algo muito baseado na fé.

> Eu já tive muitas brigas e "elogiei" muito a mãe dos caras que fizeram
> o yast, yum e up2date mas ao invés de me trancar numa bolha eu corri
> atrás e aprendi a usar eles de forma que não seja uma experiência tão
> ruim.


>> num slackware por outro lado até a parte do .SlackBuild é opcional,
>> quem aqui já não empacotou o programa na horinha final, dando um
>> simples make install DESTDIR=$(pwd)/meu-pacote ? sai uma desgraça, sem
>> descrição e tudo mais, mas é muito rápido pra testar, e posso instalar
>> e desinstalar normalmente pelo pkgtool.
>
> Praticamente todas as distros tem isso, é só tu instalar o
> checkinstall e usar o checkinstall ao invés do make install.
>
não falei do checkinstall, apenas do pkgtool/makepkg. vide respostas acima.

> Além disso, isso expõe a diferença de nível que nós estamos falando:
> quando preciso testar um pacote eu faço num user-mode-linux (as vezes
> uma VM qualquer) ou num chroot com o mínimo rodando. Montar o chroot
> ou o UML é meio chatingo mas pra usar é só extrair um tar ou montar
> uma imagem, eu não sei porque todos os sabidos usuários de Slackware
> não fazem isso e arriscam jogar lixo num sistema funcional. ;)
>(..)

ah, mas tudo tem um limite! você compilaria algo em que não confia?

>(...)
>
> Assim tu ofende não só o Patrick e o pessoal por tráz do Slackware mas
> a todo usuário da distro, é como se tu dissesse que somos
> incompetentes incapazes de adicinoar funcionalidade e manter
> estabilidade...
>(...)

não falei isso, tem uma tela que é a mesma faz uns 5 anos ou mais e
graças a isso é fácil ensinar a instalar slackware. e a inovação
acontece também, veja a versão do kernel, o slackpkg, o instalador via
usb e tantas outras pequenas firulinhas que nos passam despercebido.

> Olha quanto tempo levou até termos um port oficial x86_64, para uam
> distro que se diz de vanguarda, nós deveriamos incentivar cada vez
> mais a experimentação e implementação de novas soluções e não se
> esconder atrás da bandeira de que "é estável porque não foi mexido".
>(...)

desconheço essa bandeira mas eu concordo com a inovação.

só não gosto e dessa novela de toda vez que sai um slack aparece um
flame sobre "ah, é velho, ah isso, ah aquilo".

acredito que inovação tenha mais a ver com projetos d que com debates,

-- 
GUS-BR - Grupo de Usuários de Slackware Brasil
http://www.slackwarebrasil.org/
http://groups.google.com/group/slack-users-br

Antes de perguntar:
http://www.istf.com.br/perguntas/

Para sair da lista envie um e-mail para:
[email protected]

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