Olá Pedro e demais colegas a discussão está interessante e é necessária, mas tem hora que estamos andando em círculos.
O grande problema da classificação é a mistura de hierarquia com o formato da rodovia. Eu vejo a coisa da seguinte maneira - Formato 1: motorway - Formato 2: trunk - Formato 3: primary, secondary, tertiary (aqui é o único lugar onde precisamos de uma orientação) - Formato 4: unclassified (começo a concordar que é uma boa colocar vias não pavimentadas que não sejam track aqui) Para mim, a discussão de hierarquira deveria se restringuir apenas ao formato 3. Não podemos transformar trunk numa super-primary, ou seja uma primary mais primary que a primary. E a razão principal disto é que se fizermos assim induzirá o usuário ao erro, possivelmente erros que geram tanstornos e custos. Por isto sou extremamente contra a classificação de vias simples de duas faixas como trunk, não importa quão importantes sejam. Por experiência pessoal, isto já me induziu ao erro. Felizmente nada grave, mas ainda assim me passou uma informação totalmente errada. Se eu fosse um usuário comum e não conhecesse o processo de mapeamento do OSM, eu perderia a confiança no mapa naquele momento. E francamente até o momento o argumento mais forte que vi vai na linha de dizer "vamos colocar como trunk porque é o que ela *deveria* ser", deveria mas não é o que para mim encerra a questão. A gente deve mapear a *realidade *, não desejos ou intenções. No Formato 3 temos 3 níveis possíveis, há aqui margem suficiente para acomodar tudo. Assim ao invés de usar trunk como super-primary, seria melhor aproveitar mais o nível tertiary. Então as rodovias nacionais importantes como primary, as demais como secondary e o que estava sendo tratado até agora como secondary passaria a ser tertiary. bom, tenho de ir trabalhar, a discussão continua depois, abraços Gerald 2013/5/21 Pedro Geaquinto <[email protected]> > Acho que os conceitos utilizados pelo Ministério dos Transportes deveriam > ser adaptados apenas para as rodovias nacionais (BRs) e nas demais vias > seriam conceitos globais. > > Poderíamos dividir entre três grupos ao invés de apenas dois: rodovias > nacionais, demais vias em meio não-urbano e urbano. O urbano está bem > estabelecido (posso dizer que não mudei nada, mas fortaleci o > estabelecimento com aqueles 4 conceitos acima), o não-urbano estamos > chegando num consenso e as nacionais mal começamos a discutir. :D > > Apenas "motorway" é um conceito global no OSM: até os seus "links" são > normados. Não existem referências na wiki para "shoulder", então podemos > dizer que acostamento não é fator decisivo, e quando disse > "preferencialmente" quis dizer que não é necessário esse parâmetro. > > Então vou tentar adaptar a divisão do Ministério dos Transportes, mostrada > pelo mapa do Nelson, para apenas *rodovias nacionais (BR)*: > > *Duplicadas:* geralmente *motorway* no meio rural, só precisamos > verificar se há todas as restrições que são necesárias para classificação > de motorway (acessos, cruzamentos, etc), senão vai ser *trunk*. > *Pavimentadas:* temos que decidir entre trunk ou primary, eu prefiro * > trunk* para diferenciar das demais vias não BR (que seriam classificadas > como primary). > *Implantadas:* ficaria logo após o nível acima não? Logo poderiam ser * > secondary*. > *Leito natural:* concordam que apenas por hierarquia podemos tomar como * > tertiary*? > > Por último um apelo: *adaptem meu fluxograma intermediário para os meios > não-urbanos!!* Indiquem o que não concordam e façam um novo. > > > Em 21 de maio de 2013 00:38, Vítor Rodrigo Dias > <[email protected]>escreveu: > > "Fiquei na dúvida em relação à aplicação do termo "leito >> natural". Encontrei um TCC ( >> http://www.projetos.unijui.edu.br/petegc/wp-content/uploads/2010/03/TCC-Juliano-Reis-Wallau.pdf) >> onde >> diz que a diferença entre "leito natural" e "implantada" seria >> a estabilidade do solo da via, que teria relação com a compactação do solo. >> Isso certamente teria impacto sobre a probabilidade de atolar num dia de >> chuva. Acho difícil de medir isso por imagens de satélite, mas por fotos a >> partir do chão deve ser relativamente fácil decidir (no entanto, a opinião >> de um morador ou frequentador do local deveria prevalecer). No entanto, é >> um pouco diferente do critério de "track" com o qual havíamos concordado >> (via de terra e estreita)." >> >> Fernando, pelo menos o DER-MG, na sua listagem de rodovias, especifica >> quais rodovias não-pavimentadas estão em leito natural e quais estão >> implantadas. >> >> Abraços! >> >> Vítor Rodrigo Dias >> Revisor de textos >> Tradutor port/ing/port e port/esp/port >> Telefone: (31) 9895-3975 - TIM >> >> >> Em 20 de maio de 2013 22:56, Fernando Trebien <[email protected] >> > escreveu: >> >> Para comparação, tentei estabelecer uma associação entre o que eu já >>> tinha colocado no wiki (que é parecido com o que o Pedro expressou nos >>> seus fluxogramas) e a descrição que o DNIT dá para a terminologia >>> usada no BIT: >>> http://wiki.openstreetmap.org/wiki/Pt-br:How_to_map_a#M.C3.A9todo_objetivo_.282.C2.AA_proposta.29 >>> >>> Fiquei na dúvida em relação à aplicação do termo "leito natural". >>> Encontrei um TCC >>> ( >>> http://www.projetos.unijui.edu.br/petegc/wp-content/uploads/2010/03/TCC-Juliano-Reis-Wallau.pdf >>> ) >>> onde diz que a diferença entre "leito natural" e "implantada" seria a >>> estabilidade do solo da via, que teria relação com a compactação do >>> solo. Isso certamente teria impacto sobre a probabilidade de atolar >>> num dia de chuva. Acho difícil de medir isso por imagens de satélite, >>> mas por fotos a partir do chão deve ser relativamente fácil decidir >>> (no entanto, a opinião de um morador ou frequentador do local deveria >>> prevalecer). No entanto, é um pouco diferente do critério de "track" >>> com o qual havíamos concordado (via de terra e estreita). >>> >>> Outras opções (algumas já propostas) para tentar uma aproximação com a >>> classificação do BIT seriam: >>> >>> - primary = 2 faixas sem acostamento OU 1 faixa com acostamento; >>> secondary = 1 faixa sem acostamento; tertiary = não-pavimentada com >>> terra bem compactada; unclassified = não-pavimentada larga com terra >>> insuficientemente compactada (potencial para atolamento); track = >>> não-pavimentada estreita >>> >>> - trunk = 2 faixas; primary = 1 faixa com acostamento; secondary = 1 >>> faixa sem acostamento (possivelmente menos segura); tertiary = >>> não-pavimentada com terra bem compactada; etc. >>> >>> Que tal? >>> >>> 2013/5/20 Fernando Trebien <[email protected]>: >>> > Que interessante! A classificação do Ministério dos Transportes (que >>> > não usa termos abstratos) devia ser considerada extremamente relevante >>> > na nossa forma de classificar, afinal, eles são os especialistas no >>> > assunto. Se essa é a informação publicada por eles, é porque >>> > provavelmente é a mais requisitada - ou seja, a mais útil para os >>> > usuários dessas vias. >>> > >>> > Encontrei o link principal dentro do site que leva aos links que você >>> > postou, para que as pessoas possam ver os mapas de seus estados >>> > independentemente. >>> > >>> > Se usarmos essa fonte de informação e atribuirmos uma correspondência >>> > com as vias do OpenStreetMap baseada nessas características, quase não >>> > restarão ambiguidades. Acho que todos sairiam ganhando assim, tanto >>> > quem faz o mapa (nós) quanto quem o consome (nós e mais um monte de >>> > gente). >>> > >>> > 2013/5/20 Nelson A. de Oliveira <[email protected]>: >>> >> O modo como é feita a hierarquia das rodovias pelo ministério dos >>> >> transportes ( >>> http://www2.transportes.gov.br/bit/01-inicial/07-download/rodo2012.pdf) >>> >> parece ser: >>> >> >>> >> Vias pavimentadas duplicadas > pavimentadas > sem pavimentação >>> >> >>> >> Que é basicamente onde estamos chegando (e fica uma hierarquia >>> >> razoavelmente boa). >>> >> Exemplo: >>> http://www2.transportes.gov.br/bit/01-inicial/01-estadual/estados/port/sp.htm >>> >> >>> >> _______________________________________________ >>> >> Talk-br mailing list >>> >> [email protected] >>> >> http://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br >>> > >>> > >>> > >>> > -- >>> > Fernando Trebien >>> > +55 (51) 9962-5409 >>> > >>> > "The speed of computer chips doubles every 18 months." (Moore's law) >>> > "The speed of software halves every 18 months." (Gates' law) >>> >>> >>> >>> -- >>> Fernando Trebien >>> +55 (51) 9962-5409 >>> >>> "The speed of computer chips doubles every 18 months." (Moore's law) >>> "The speed of software halves every 18 months." (Gates' law) >>> >>> _______________________________________________ >>> Talk-br mailing list >>> [email protected] >>> http://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br >>> >> >> >> _______________________________________________ >> Talk-br mailing list >> [email protected] >> http://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br >> >> > > _______________________________________________ > Talk-br mailing list > [email protected] > http://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br > > -- Dr. Gerald Weber [email protected] Personal website <https://sites.google.com/site/geraldweberufmg/> Departamento de Física/Universidade Federal de Minas Gerais Department of Physics/Federal University of Minas Gerais Campus da Pampulha Av. 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