Primeiro, "vamos colocar como trunk porque é o que ela deveria ser" nunca foi meu argumento, aquilo foi um comentário a parte sobre o que acredito sobre a infraestrutura no Brasil.
Meu argumento é "não há distinção entre vias estaduais com menos importância que algumas vias federais que são importantes não só para o estado, mas para o país". Mas em nome da colaboração do OSM, eu relevo a minha opinião. Poderíamos fazer uma votação só para esse embate trunk-primary para BRs pavimentadas. Aí entra outra questão, se uma via é não pavimentada então ela fica amarrada a uma definição? E ainda mais amarrado a "unclassified"? Como fica a Transamazônica por exemplo? Acho que pode variar entre secondary (ligando estados, ou seja, BRs), tertiary (ligando municípios) e unclassified (pequenas ligações, ligando por exemplo um distrito isolado). Isso se encaixaria certinho na divisão oficial para as nacionais. Nova proposta para *rodovias nacionais* (BRs): Duplicadas = motorway ou trunk Pavimentadas = primary Implantadas = secondary Leito natural = tertiary Para *vias em geral*, em meio rural, fiz um novo fluxograma [1]: *Motorway:* pavimentada, 2 faixas por sentido, predomina divisória central, é r*ecomendável* acostamento *Trunk:* pavimentada, 2 faixas por sentido, com cruzamentos e/ou sem divisória central *Primary:* pavimentada, 1 faixa por sentido, predomina acostamento *Secondary:* pavimentadas que não se encaixem no perfil acima ou sejam alternativas àlguma primary *Tertiary:* não pavimentadas que liguem municípios *Unclassified:* não pavimentadas em geral *Track:* não pavimentadas que suportam apenas um veículo por vez Casos isolados podem ser discutidos na comunidade. Não acho que acostamento deva servir de parâmetro além do embate primary-secondary. [1]: http://i.imgur.com/WPlAUhG.gif Em 21 de maio de 2013 09:58, Gerald Weber <[email protected]> escreveu: > Olá Pedro e demais colegas > > a discussão está interessante e é necessária, mas tem hora que estamos > andando em círculos. > > O grande problema da classificação é a mistura de hierarquia com o formato > da rodovia. > > Eu vejo a coisa da seguinte maneira > > > - Formato 1: motorway > - Formato 2: trunk > - Formato 3: primary, secondary, tertiary (aqui é o único lugar onde > precisamos de uma orientação) > - Formato 4: unclassified (começo a concordar que é uma boa colocar > vias não pavimentadas que não sejam track aqui) > > Para mim, a discussão de hierarquira deveria se restringuir apenas ao > formato 3. > > Não podemos transformar trunk numa super-primary, ou seja uma primary mais > primary que a primary. E a razão principal disto é que se fizermos assim > induzirá o usuário ao erro, possivelmente erros que geram tanstornos e > custos. > > Por isto sou extremamente contra a classificação de vias simples de duas > faixas como trunk, não importa quão importantes sejam. Por experiência > pessoal, isto já me induziu ao erro. Felizmente nada grave, mas ainda assim > me passou uma informação totalmente errada. Se eu fosse um usuário comum e > não conhecesse o processo de mapeamento do OSM, eu perderia a confiança no > mapa naquele momento. > > E francamente até o momento o argumento mais forte que vi vai na linha de > dizer "vamos colocar como trunk porque é o que ela *deveria* ser", > deveria mas não é o que para mim encerra a questão. A gente deve mapear a > *realidade*, não desejos ou intenções. > > No Formato 3 temos 3 níveis possíveis, há aqui margem suficiente para > acomodar tudo. Assim ao invés de usar trunk como super-primary, seria > melhor aproveitar mais o nível tertiary. Então as rodovias nacionais > importantes como primary, as demais como secondary e o que estava sendo > tratado até agora como secondary passaria a ser tertiary. > > bom, tenho de ir trabalhar, a discussão continua depois, > > abraços > > Gerald > > > 2013/5/21 Pedro Geaquinto <[email protected]> > >> Acho que os conceitos utilizados pelo Ministério dos Transportes deveriam >> ser adaptados apenas para as rodovias nacionais (BRs) e nas demais vias >> seriam conceitos globais. >> >> Poderíamos dividir entre três grupos ao invés de apenas dois: rodovias >> nacionais, demais vias em meio não-urbano e urbano. O urbano está bem >> estabelecido (posso dizer que não mudei nada, mas fortaleci o >> estabelecimento com aqueles 4 conceitos acima), o não-urbano estamos >> chegando num consenso e as nacionais mal começamos a discutir. :D >> >> Apenas "motorway" é um conceito global no OSM: até os seus "links" são >> normados. Não existem referências na wiki para "shoulder", então podemos >> dizer que acostamento não é fator decisivo, e quando disse >> "preferencialmente" quis dizer que não é necessário esse parâmetro. >> >> Então vou tentar adaptar a divisão do Ministério dos Transportes, >> mostrada pelo mapa do Nelson, para apenas *rodovias nacionais (BR)*: >> >> *Duplicadas:* geralmente *motorway* no meio rural, só precisamos >> verificar se há todas as restrições que são necesárias para classificação >> de motorway (acessos, cruzamentos, etc), senão vai ser *trunk*. >> *Pavimentadas:* temos que decidir entre trunk ou primary, eu prefiro * >> trunk* para diferenciar das demais vias não BR (que seriam classificadas >> como primary). >> *Implantadas:* ficaria logo após o nível acima não? Logo poderiam ser * >> secondary*. >> *Leito natural:* concordam que apenas por hierarquia podemos tomar como * >> tertiary*? >> >> Por último um apelo: *adaptem meu fluxograma intermediário para os meios >> não-urbanos!!* Indiquem o que não concordam e façam um novo. >> >> >> Em 21 de maio de 2013 00:38, Vítor Rodrigo Dias >> <[email protected]>escreveu: >> >> "Fiquei na dúvida em relação à aplicação do termo "leito >>> natural". Encontrei um TCC ( >>> http://www.projetos.unijui.edu.br/petegc/wp-content/uploads/2010/03/TCC-Juliano-Reis-Wallau.pdf) >>> onde >>> diz que a diferença entre "leito natural" e "implantada" seria >>> a estabilidade do solo da via, que teria relação com a compactação do solo. >>> Isso certamente teria impacto sobre a probabilidade de atolar num dia de >>> chuva. Acho difícil de medir isso por imagens de satélite, mas por fotos a >>> partir do chão deve ser relativamente fácil decidir (no entanto, a opinião >>> de um morador ou frequentador do local deveria prevalecer). No entanto, é >>> um pouco diferente do critério de "track" com o qual havíamos concordado >>> (via de terra e estreita)." >>> >>> Fernando, pelo menos o DER-MG, na sua listagem de rodovias, especifica >>> quais rodovias não-pavimentadas estão em leito natural e quais estão >>> implantadas. >>> >>> Abraços! >>> >>> Vítor Rodrigo Dias >>> Revisor de textos >>> Tradutor port/ing/port e port/esp/port >>> Telefone: (31) 9895-3975 - TIM >>> >>> >>> Em 20 de maio de 2013 22:56, Fernando Trebien < >>> [email protected]> escreveu: >>> >>> Para comparação, tentei estabelecer uma associação entre o que eu já >>>> tinha colocado no wiki (que é parecido com o que o Pedro expressou nos >>>> seus fluxogramas) e a descrição que o DNIT dá para a terminologia >>>> usada no BIT: >>>> http://wiki.openstreetmap.org/wiki/Pt-br:How_to_map_a#M.C3.A9todo_objetivo_.282.C2.AA_proposta.29 >>>> >>>> Fiquei na dúvida em relação à aplicação do termo "leito natural". >>>> Encontrei um TCC >>>> ( >>>> http://www.projetos.unijui.edu.br/petegc/wp-content/uploads/2010/03/TCC-Juliano-Reis-Wallau.pdf >>>> ) >>>> onde diz que a diferença entre "leito natural" e "implantada" seria a >>>> estabilidade do solo da via, que teria relação com a compactação do >>>> solo. Isso certamente teria impacto sobre a probabilidade de atolar >>>> num dia de chuva. Acho difícil de medir isso por imagens de satélite, >>>> mas por fotos a partir do chão deve ser relativamente fácil decidir >>>> (no entanto, a opinião de um morador ou frequentador do local deveria >>>> prevalecer). No entanto, é um pouco diferente do critério de "track" >>>> com o qual havíamos concordado (via de terra e estreita). >>>> >>>> Outras opções (algumas já propostas) para tentar uma aproximação com a >>>> classificação do BIT seriam: >>>> >>>> - primary = 2 faixas sem acostamento OU 1 faixa com acostamento; >>>> secondary = 1 faixa sem acostamento; tertiary = não-pavimentada com >>>> terra bem compactada; unclassified = não-pavimentada larga com terra >>>> insuficientemente compactada (potencial para atolamento); track = >>>> não-pavimentada estreita >>>> >>>> - trunk = 2 faixas; primary = 1 faixa com acostamento; secondary = 1 >>>> faixa sem acostamento (possivelmente menos segura); tertiary = >>>> não-pavimentada com terra bem compactada; etc. >>>> >>>> Que tal? >>>> >>>> 2013/5/20 Fernando Trebien <[email protected]>: >>>> > Que interessante! A classificação do Ministério dos Transportes (que >>>> > não usa termos abstratos) devia ser considerada extremamente relevante >>>> > na nossa forma de classificar, afinal, eles são os especialistas no >>>> > assunto. Se essa é a informação publicada por eles, é porque >>>> > provavelmente é a mais requisitada - ou seja, a mais útil para os >>>> > usuários dessas vias. >>>> > >>>> > Encontrei o link principal dentro do site que leva aos links que você >>>> > postou, para que as pessoas possam ver os mapas de seus estados >>>> > independentemente. >>>> > >>>> > Se usarmos essa fonte de informação e atribuirmos uma correspondência >>>> > com as vias do OpenStreetMap baseada nessas características, quase não >>>> > restarão ambiguidades. Acho que todos sairiam ganhando assim, tanto >>>> > quem faz o mapa (nós) quanto quem o consome (nós e mais um monte de >>>> > gente). >>>> > >>>> > 2013/5/20 Nelson A. de Oliveira <[email protected]>: >>>> >> O modo como é feita a hierarquia das rodovias pelo ministério dos >>>> >> transportes ( >>>> http://www2.transportes.gov.br/bit/01-inicial/07-download/rodo2012.pdf) >>>> >> parece ser: >>>> >> >>>> >> Vias pavimentadas duplicadas > pavimentadas > sem pavimentação >>>> >> >>>> >> Que é basicamente onde estamos chegando (e fica uma hierarquia >>>> >> razoavelmente boa). >>>> >> Exemplo: >>>> http://www2.transportes.gov.br/bit/01-inicial/01-estadual/estados/port/sp.htm >>>> >> >>>> >> _______________________________________________ >>>> >> Talk-br mailing list >>>> >> [email protected] >>>> >> http://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br >>>> > >>>> > >>>> > >>>> > -- >>>> > Fernando Trebien >>>> > +55 (51) 9962-5409 >>>> > >>>> > "The speed of computer chips doubles every 18 months." (Moore's law) >>>> > "The speed of software halves every 18 months." (Gates' law) >>>> >>>> >>>> >>>> -- >>>> Fernando Trebien >>>> +55 (51) 9962-5409 >>>> >>>> "The speed of computer chips doubles every 18 months." (Moore's law) >>>> "The speed of software halves every 18 months." (Gates' law) >>>> >>>> _______________________________________________ >>>> Talk-br mailing list >>>> [email protected] >>>> http://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br >>>> >>> >>> >>> _______________________________________________ >>> Talk-br mailing list >>> [email protected] >>> http://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br >>> >>> >> >> _______________________________________________ >> Talk-br mailing list >> [email protected] >> http://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br >> >> > > > -- > > Dr. Gerald Weber > > [email protected] > > Personal website <https://sites.google.com/site/geraldweberufmg/> > > > Departamento de Física/Universidade Federal de Minas Gerais > > Department of Physics/Federal University of Minas Gerais > > Campus da Pampulha > > Av. 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