Tudo que o Maneschy fala do antigo representante do PT no TSE, o Moacir
Casagrande, é correto.
Ainda bem que ele deixou esta função depois daquele caso dos filmes que
assistia durante a compilação dos programas em 2002.
A partir de 2004, o representante do PT passou a ser o Frank Varela,
sujeito sério e ponderado, que concordou em assinar o pedido conjunto de
teste de penetração.
Isto jamais seria possivel na época do Casagrande, que era um puxa-saco
incorrigivel do Camarão e seus ninjas, tanto que em 2000 ele fez o
pedido do teste mas se calou quando o Nakaya negou o pedido dizendo que
não queria ser desmoralizado pelo Márcio Teixeira (assinante do nosso
fórum que será indicado por mim para fazer o teste caso seja autorizado).
Amilcar
maneschy escreveu:
Amilcar/Beth,quero botar a minha colher na discussão.
O PT acompanha a apresentação do sistema desde 1996, tudo bem. Mas é
fundamental explicar a Beth, Amilcar, que inicialmente o PT acompanhava os
passos do TSE através do cidadão chamado Casagrande, assessor de José Dirceu
e muito próximo ao Silvinho (Land Rover. Casa Grande, muito mais do que
simples fiscal do PT, era um entusiasta das urnas eletrônicas, 'BATEDOR DE
PALMAS' para o que a secretaria de informática do TSE fizesse, sem falar no
puxa-saquismo junto aos ministros do TSE - qualquer um - sempre defendendo
as urnas eletronicas. Um horror.
Muito mais do que fiscal, Casagrande parecia mais um leão-de-chácara das
urnas eletrônicas - eternamente maravilhosas - segundo ele e seus superiores
imediatos no PT. Tanto que na reeleição do José Dirceu como presidente do PT
(em 2000?)José Dirceu não hesitou em usar urnas eletrônicas na eleição
interna. Dando um aval - político e técnico - importantíssimo ao TSE. É
claro que ele, malandramente, não disse aos seus companheiros de PT que
eleição feita com urna eletronica, seja para o PT ou para clube de futebol,
ou sindicato, ou sei lá mais o quê, ou seja, eleição onde a urna eletronica
seja emprestada - não pode ser fiscalizada.
Porque na regulamentação do TSE/TREs, é crime federal acessar ou tomar
conmhecimento do software que é introduzido na urna, para a eleição "de
fora" onde os tres "emprestam" urnas eletronicas. Exatametne como é crime
federal para a eleição normal - feita de dois em dois anos.
Ou seja, quando Dirceu e o PT optaram por fazer eleição interna com urna
eletrônica - que sempre foi elogiada pelos petistas sob o argumento de que o
partido sempre cresceu com o uso delas - ao contrário do PDT, que sempre
criou caso com informatica nas eleições.
Por causa do Caso Proconsult inicialmente e atitudes absolutamene suspeitas
como a decisão do TSE/TRE do Rio de Janeiro de tirar o mapa da urna em 1986,
mesmo ano em que foi criada a excrescência chamada comitê interpartidário,
uma forma naquele ano de burlar a lei (já revogada) que obrigava a justiça
eleitoral a entregar a cada partido, cópia da votação apurada cada uma das
urnas. Um dos antídotos que o PDT usou em 1982 para pegar e denunciar a
fraude da Proconsult.
Muito antes do PT se preocupar com esse assunto, é fundamental lembrar que
na eleição presidencial de 1989 - a primeira direta para a presidencia da
república depois do fim da ditadura - muito antes dela, Brizola pediu que o
TSE contratasse um afirma îdônea, internacional, para fazer auditoria do
programa de totalização. Antes da eleição. Para que não houvesse dúvida
quanto a totalização do resultado da eleição. O TSE acatou? Lhufas!
E Lula foi para o segundo turno com Collor por ter alcançado cerca de 453
mil votos na frente de Brizola, em um eleitorado de 92 milhões. E todos os
pedidos de recontagem de votos foram solenemente ignnorados pelo TSE, ao
mesmo tempo em que o PT saía, aos gritos, dizendo: Lula ganhou de Brizola!
Lula ganhou de Brizola! E ficou por isso mesmo.
Mesmo assim, Brizola apoiou Lula no segundo turno. O que o levou a concluir,
anos depois, como naquela fala dele que coloquei ontem aqui na lista, que
Lula também foi garfado - no segundo turno - desta vez em benefício do
Collor. Enfim, como diria o próprio Brizola, essa história vem de longe.
Conheci o Forum do Voto Eletronico, criado pelo Amilcar, em 1998. E
imediatamente comecei a colaborar. Porque minha convicção de que as eleições
são fraudadas no Brasil é anterior. Vivi 1982 dentro do PDT, vi o Caso
Proconsult acontecendo. Trabalhava, nessa época, no jornal "O Globo", depois
de passar 10 anos no "Jornal do Brasil" e ter trabalhado na Radio Jornal do
Brasil onde conheci - e sou amigo até hoje - de Procópio Mineiro da Silva.
Em 1986, quando o TSE/TRE nos roubou o mapa da urna, unica forma de conferir
e produzir provas contra possiveis fraudes na apuração. E vi 1989, quando a
midia e os institutos de pesquisa manipularam de forma desbragada tudo o que
pudesse se relacionar a eleição, trabalhando pela candidatura de Collor.
Nesta época, estava de novo trabalhando no "Globo", só que nessa ocasião,
como redator da editoria política. Vi a campanha asquerosa das organizações
Globo para eleger Collor e prejudicar Brizola, em primeiro lugar, e depois
Lula - que não os assustava tanto. Foi uma luta de vida ou morte contra
Brizola e eles venceram.
Empulhando, malversando a informação, denegrindo Brizola, fazendo o que
fosse possível para desconstruir a sua imagem de homem público. Não
vacilaram em botar a filha dele no Jornal Nacional, drogada, falando coisas
desconexas, para atacar o político através do pai. E o PT, aolargo,
aproveitando o trabalho sistemático da Globo em denegrir o Brizola, para
crescer politicamente. Nunca houve uma única palavra do PT em solidariedade
a Brizola- pela campanha nefasta da Globo.
Apresentei Amilcar Brunazo a Brizola porque, desde o início, sabia que
Amilcar e todos os listeiros do voto eletronico - que aos poucos fui
conhecendo ao longo dos anos - tinham absoluta razão em cobrar a falta de
transparencia do processo eleitoral brasileiro. E sou solidario até hoje.
Brizola deu total e integral apoio à luta do Forum do Voto Eletronico.
Dedicou uma vez um programa nacional de ra´dio e TV do PDT a questão do voto
eletronico. Também fez um tijolão sobre o assunto. Sempre ajudou e
formalizou o apoio dele à causa, tornando Amilcar fiscal do processo
eleitoral - designando-o como representante do PDT junto ao TSE. O que
também sou, juntamente com a Cida.
Enfim, se o PT começou a acompanhar a questão das urnas eletronicas a partir
de 1996 - é fundamental dizer que foi através do Casagrande e para bater
palmas para o sistema que nunca questionou. Também é importante frisar que
hoje o PT, a banda boa do PT, questiona as urnas eletronicas. E isso é muito
bom - um imenso avanço diante, por exemplo, da carta do Silvio Pereira,
então secretário geral do PT, esculhambando Amilcar porque este questionava
o uso de urnas eletronicas.
Como eu e os integrantes da juventude do PDT, que fomos panfletar as sessões
eleitorais do PT onde eles estavam usando urnas eletronicas. É importante
lembrar também que nem todos no PT eram como o Casagrande.
E o melhor exemplo desse comportamento correto, que hoje graças a Deus é
majoritário no PT, desde o início foi seguido pelo companheiro Evandro,
listeiro do voto eletronico, da direção regional do PT de Minas Gerais.
Evandro nunca deixeou de questionar as urnas e com argumentos técnicos
sólidos, porq2ue ele é da área de informa´tica.
Enfim, se hoje o PV tambem está entrando nessa briga, é graças ao trabalho
do Amilcar e da Cida. E um pouco de todos nós porque hoje o Forum do Voto
Eletronico criado pelo Amilcar´já é uma realidade que ultrapassa até as
fronteiras do Brasil. Estão aí a Marian, o professor Pedro Rezende e outros
que não me deixam mentir.
Enfim, é uma luta antiga e grande. Da qual muitos participam e colaboram e
acho ótimo que voce ajude também. Grande abraço.
On Mon, 12 Jun 2006 04:42:16 -0300, Amilcar Brunazo Filho wrote
Beth,
O PT foi o primeiro partido a acompanhar a apresentação dos sistemas
do TSE, desde 1996. O PDT começou a participar em 2000 e agora em
2006 começou o PV.
Estou me referindo ao acompanhamento verdadeiro, por meio de
técnicos em informática que comparecem diversas vezes para ver os
códigos do sistema, apresentam questões e petições, etc.
Não conto como acompanhamento quando outros partidos, entre eles o
PSDB, enviam um advogado na palestra inaugural de abertura dos
trabalhos ou apenas no momento final de assinatura da ata geral da
lacração.
Normalmente estes advogados dos outros partidos, que ignoram 100% da
questão técnica relativa aos programas, aparecem por lá nas horas
festivas, mostram-se muito simpáticos com aos juízes do TSE, dão
entrevistas à imprensa covalidando o que não viram e vão embora
felizes por ter "participado da auditoria dos sistemas".
Não mais do que isto é a participação histórica do PSBD. A omissão
deste partido em conhecer o sistema é de cunho interno. Lá dentro
tem muito fiel do Santo Baite que acredita que o sistema eleitoral
eletrônico é invulnerável.
Se lembre que este sistema foi integralmente criado e implantado no
TSE entre 1994 (quando assumiu o Min, Velloso) e 1996 (quando se
usou as urnas-e pela primeira vez). E tudo isto aconteceu sob o
primeiro governo FHC, inclusive a disponibilização de verba de meio
bilhão de dolares numa época em que governo cortava despesa de todo
o lado.
Foi justamente porque o PT desconfiava que o PSDB estivesse armando
uma arapuca eletrônica para reeleger o FHC, que o PT passou a
acompanhar o desenvolvimento do sistema e hoje tem conhecimento
profundo dele.
O PT e o PDT são os únicos partidos que tem gente técnica com
conhecimento completo (ou quase) do funcionamento do sistema. Agora
o PV também está se preparando (o relatório de Guarulhos foi escrito
por um representante técnico do PV que já está se adiantando no
conhecimento dos detalhes sistema)
Eu sei que muitas pessoas anti-lula começaram somente agora a se
preocupar com possível fraude na eleições principalmente por causa
das pesquisas onde o Lula dispara e o Alckimin, picole de xuxu, só derrapa.
Como entre nós da classe média é difícil encontrar pessoas dispostas
a votar no Lula, fica tudo muito estranho.
Agora alguns esclarecimentos sobre BU e totalização.
Os Boletins de Urnas são documentos emitidos por cada urna-e ao
final da votação às 17 h. São impressos, para fiscalização, e
também são gravados em disquete para transmissão do resultado para
os computadores de totalização nos Cartórios Eleitorais.
Cada BU mostra os votos que cada candidato teve naquela urna-e,
Contém também os votos nulos e brancos, o total de comparecimento e
abstenção e informações sobre a carga da urna.
Os fiscais dos partidos deveriam recolher as vias impressas dos BU
para fazerem o que se chama de Totalização Paralela, auditando,
desta forma a totalização oficial.
O BU impresso, com as assinaturas dos mesários, é documento de prova
oficial e pode ser usado no caso de troca dos resultados de alguma seção.
Acontece que na prática nenhum partido consegue recolher 100% dos BU
impressos em todos as cidades e estados. São uns 400 mil BU. Assim,
ninguém faz de fato uma auditoria da totalização completa,
especialmente para presidente.
Até 2002 (tempo do FHC), apenas uma via do BU impresso era dado
primeiro fiscal de partido que aparecesse. Acabava que um partido
ficava com uma parte dos BU e outros partidos com outras partes e
nenhum deles ficava em condições de auditar a totalização e
comprovar fraudes que porventura descobrissem (como no Caso Rio 2002).
Por insistência do PDT (mais especificamente, por insistência minha
e da adv. Maria Aparecida Cortiz), em 2004 (eleição municipal) as
urnas podiam emitir até 9 cópias impressas dos BU para serem
entregues aos fiscais.
Agora em 2006, a coisa retrocedeu e o Art. 42 da Res. TSE 22.154
volta a destinar uma cópia do BU impresso ao "representante do
comitê interpartidário" e nenhuma outra via aos fiscais dos partidos.
Eu e a Cida já apresentamos 3 petições no TSE, em nome do PDT, para
tentar reverter este quadro. O PT mandou seu representante conversar
com o ministro relator das resoluções, mas não entrou com petição
formal. O PV tomou conhecimento do problema mas ainda não se mexeu.
Já enviei recados, por intermediários, ao PSBD, ao PFL, ao PSB, ao
PRONA, ao PSOL e ao PP. Não fui procurado de volta para explicar o
problema por nenhum deles.
A questão dos testes de penetração foi combinada por mim com os
representantes técnicos do PT e do PV. O do PV demorou para
conseguir autorização dos advogados do partido e acabou ficando de
fora do primeiro pedido, mas seu represenatnte técnico ainda está
tentando entrar com petição similar.
Volto a lhe lembrar, que o teste de penetração NÃO É UMA AUDITORIA
DA APURAÇÃO DOS VOTOS, nem a susbtitui. Apenas serve para demonstrar
que existem falhas de segurança no PROJETO do sistema. Só isto. Não
indica se houve ou se haverá fraude. Se o teste encontrar falhas,
demonstra apenas que PODERIA ocorrer ataques visando fraudar a
apuração dos votos nas urnas-e.
Quanto a questão dos computadores de totalização.
A totalização nesta eleição será feita em cada TRE estadual. O TSE
só receberá a apuração dos votos para presidente de cada estado (27)
e somará estes 27 números para apresentar o resultado final.
Assim, o grosso da fiscalização da totalização deve se concentrar
nos Estados e nos cartórios eleitorais de cada cidade, recolhendo o
máximo número de BU impressos e conferindo se eles chegaram intactos
ao totalizador dos TRE.
Para isto, ajudaria muito se houvesse varias vias do BU impresso
disponíveis aos fiscais e se os BU digitais recepcionado pelo
totalizador do TRE fossem apresentados na Internet. Aí ficaria bem
mais viável para um partido auditar de fato a totalização.
Mas como o desinteresse por estas duas causas (lutar para se dispor
os BU impressos e os digitais) é geral nos partidos políticos,
exceto o PDT, vai ficar dificil alguém conferir a totalização.
Os representantes que os partidos vão enviar ao TRE para acompanhar
a totalização, como sempre ocorre, serão advogados sem noção dos
detahes do processo informatizado de apuração/totalização, muito
simpáticos com os juízes e desembargadores a ponto de conseguirem
até umas mordomias como uma sala confortável com ar condicionado,
cafezinho e até whisky para os mais chegados. Não se importarão em
ficar de fora da sala onde operam os computadores de totalização
"porque ficaria muito apertado".
Não vão fiscalizar nem auditar absolutamente porra nenhuma, mas
telefonarão aos seus diretórios estaduais informando alguns dados
que não aparecem no telão, como as cidades que já foram apuradas.
Por tudo isto, Beth, o PT não pode ser culpado pela absoluta omissão
do PSBD.
Antes de concluir que o PT está fraudando (ou vai fraudar) é
importante perceber que os tucanos estão deixando que isto ocorra
por absoluta vontade própria.
Amilcar
Beth Osuch escreveu:
Com todo o respeito, tem algumas perguntas que não querem calar e, que
eu gostaria de ter respondidas.
Uma delas é o fato de não constar assinatura do PSDB na petição e ter
PT, supostamente o grande vilão da história. Isso sugere que se eles
estão de acordo com a petição, é porque sabem que o pulo do gato" não
vai ser ameaçado. Quanto ao PSDB, teoricamente o mais interessado, está
totalmente de fora. No mínimo, estranho.
A outra questão refere-se ao BU, que tem grande peso nas fraudes e é
mais importante até que o voto impresso. Os BU pelo pocuo que sei
mostram que x eleitores compareceram e votaram x vezes... mas em quem?
Os BU nào provam quem votou em quem. Ou seja, ainda poderia haver uma
inversão na totalização dos votos. Ainda mais que não será permitida
a divulgação das pariciais por estado. As parciais ficam centralizadas
no computador central no TSE, em BSB, com fiscalização da ABIN, cuja
responsável é Yussef.
Ou seja, até que ponto as próximas eleições não estão já fadadas a
mostrar um resultado pré-determinado e/ou passível de manipulação via
computador central?
Beth
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O texto acima e' de inteira e exclusiva responsabilidade de seu
autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao
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