Amilcar,
Obrigada por postar o projeto maquiavélico de José Dirceu.
Com todo o respeito, tem algumas perguntas que não querem calar e, que eu gostaria de ter respondidas.
Uma delas é o fato de não constar assinatura do PSDB na petição e ter PT, supostamente o grande vilão da história. Isso sugere que se eles estão de acordo com a petição, é porque sabem que o pulo do gato" não vai ser ameaçado. Quanto ao PSDB, teoricamente o mais interessado, está totalmente de fora. No mínimo, estranho.
A outra questão refere-se ao BU, que tem grande peso nas fraudes e é mais importante até que o voto impresso. Os BU pelo pocuo que sei mostram que x eleitores compareceram e votaram x vezes... mas em quem? Os BU nào provam quem votou em quem. Ou seja, ainda poderia haver uma inversão na totalização dos votos. Ainda mais que não será permitida a divulgação das pariciais por estado. As parciais ficam centralizadas no computador central no TSE, em BSB, com fiscalização da ABIN, cuja responsável é Yussef.
Ou seja, até que ponto as próximas eleições não estão já fadadas a mostrar um resultado pré-determinado e/ou passível de manipulação via computador central?
Beth
Em 10/06/06, Amilcar Brunazo Filho <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
Beth,
Obrigado pela informação sobre os vínculos quebrados na página req-job.
Já consertei. Os vínculos para os projetos de lei antigos, já arquivados
sem terem sido votados, foram excluidos.
Mas como voce se interessou pelo projeto de lei do Zé Dirceu, estou o
enviando em anexo, pois nele tem um sinal muito significativo.
Completamente oposto idéia de software aberto no sistema eleitoral,
ele alterava o artigo 66 da lei eleitoral (que então dava aos partidos
políticos direito de conhecerem TODOS os programas utilizados nas
eleições) por um artigo que dava ao TSE o dever de "zelar" pelo sigilo
dos programas.
O texto era o seguinte:
"Art. 60-A Caberá ao Tribunal Superior Eleitoral zelar pelo sigilo e
segurança dos programas e documentos referentes à uma eletrônica e seus
dispositivos, à sua fabricação, armazenamento, e instalação nos locais
de votação."
Para atenuar o total obscurantismo proposto, ele criava uma comissão de
auditoria composta por membros indicados pelso partidos políticos e da
FENADADOS, com poderes de fiscalizar os sistemas. Não falava nada em
quem pagaria o funcionamento desta comissão.
Amilcar
Beth Osuch escreveu:
> Amilcar,
>
> Muito obrigada pela resposta e, sobretudo, pela paciência em explicar
> tão detalhadamente os objetivos e prioridades deste fórum.
>
> Aproveito para agradecer o envio do relatório de Guarulhos também.
> Material deste tipo sempre é bom para reavivar a memória das pessoas e
> lembrar da existência do problema.
>
> E, claro, para que eu tenha mais informações sobre o assunto também.
> Estive na página
> http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/req-job.htm para saber mais
> sobre o projeto de Lei Requião e encontrei um link quebrado. Apenas
> falha na hora de digitar o hyperlink na introdução: "....Min. Nelson
> Jobim, presidente do TSE, aos senadores. Gerou-se, assim, a Lei Jobim
> < http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/lei10408.hym> ..." O endereço
> deste último link está como
> http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/lei10408.hym
> <http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/lei10408.hym> - "y" ao invés de
> "t".
>
> Por curiosidade fui consultar o projeto de José Dirceu e descobri que os
> links da seção "*Outros Projetos de Lei* "estão quebrados.
>
> abs
> Beth
>
>
> Em 10/06/06, *Amilcar Brunazo Filho* <[EMAIL PROTECTED]
> <mailto:[EMAIL PROTECTED]>> escreveu:
>
> Beth,
>
> Eu sou um defensor do voto impresso nas urnas eletrônicos, mas sempre
> tive como meu objetivo ao construir este fórum de debate que a luta era
> por mais transparência e controle da sociedade sobre o processo
> eleitoral eletrônico.
>
> Como é hoje (com urnas-e virtuais que não imprimem o voto e não permitem
> auditoria do resultado) falta transparência e controle da sociedade
> sobre a apuração eletrônica dos votos.
>
> Mas não é só o voto impresso que nos interessa.
>
> Também é preciso se dar maiores garantias à inviolabilidade do voto,
> facilitar a auditoria da totalização dos votos e, principalmente, é
> necessário desconcentrar os poderes da Justiça Eleitoral.
>
> Esta última luta é a mais importante na minha opinião, por que é a
> causadora primeira da falta de transparência (inclusive da falta do voto
> impresso).
>
> O teste de penetração é apenas um detalhe em tudo que se relaciona à
> transparência do processo. É bom que possamos utilizá-lo, mas ele
> sozinho resolve pouco. Entenda bem, ele serve para se verificar se
> existem brechas de segurança no PROJETO do sistema que poderiam ser
> exploradas por fraudadores, mas não serve para dizer se as urnas que de
> fato serão utilizadas estão preparadas para fraude ou não.
>
> A nossa insistência em pedir o teste de penetração é para mostrar para o
> pessoal interno da Justiça Eleitoral que a alegada invulnerabilidade é
> besteira e, enquanto eles não permitirem o teste, serve para mostrar
> para a sociedade a falta de transparência e os mitos que a sustêm.
>
> Já o voto impresso conferido pelo eleitor é uma boa ferramenta para dar
> garantia que as urnas utilizadas não estavam preparadas para fraudar.
> Mas o voto impresso conferido pelo eleitor tem problemas práticos de
> implementação que não dá para resolver a curto prazo
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