Caro Roger,

Seus números são incontestáveis, mais acho que ainda seja viável, observando
que o custo de um micro computador hoje com um bom processador e hd de 80 gb
e 512 de ram não pesaria tanto ao partido interessado em fiscalizar uma
eleição. Você há de convir que os gastos "contabilizados" dos mesmos
partidos numa eleição como as de outubro é na casa dos milhões, e um
disquete atualmente custa menos de um real.

Pela internet acho que ainda existe a possibilidade de que quando os dados
forem lançados a "coisa" (no caso de ocorrer) já estará feita.

Convém aos partidos contratar, mesmo em caráter temporário, profissionais
efetivamente qualificados para prestar serviços de Consultoria e Suporte.

Grande Abraço, e TUDO PELA DEMOCRACIA!


Em 12/06/06, Roger Chadel <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

 Sylvio,


Suas sugestões são boas, mas creio que inviáveis em função do custo e da
dificuldade de manuseio. São mais de 400 mil urnas em todo o Brasil (400 mil
vezes a quandidade de partidos, +/- 40 = 16 milhões de disquetes!). Por isso
eu acho mais viável a sugestão, já encaminhada ao TSE pelo Amilcar (através
de um partido) de disponibilizar esses resultados na Internet. Aí qualquer
partido ou até mesmo qualquer cidadão poderia ter acesso e fazer as
totalizações que quisesse.


Chadel


A respeito de [VotoEletronico] Re: [VotoEletronico] Re: [VotoEletronico]
Questões e considerações,

em 12/06/2006, 17:21, Sylvio Montenegro escreveu:


SM> Caros Amigos,


SM> Gostaria que o nosso debate procurasse efetivamente uma solução

SM> definitiva para a segurança de nosso sistema de votação.

SM> Pensei numa solução que acho resolveria boa parte de nossas

SM> desconfianças que são respaldadas em fatos e não em ufanismos.

SM> 01) Já todos de acordo que a impressão do voto e seu respectivo
depósito em urna é unanimidade;

SM> A partir daqui é que vem minha idéia que gostaria de por em discussão:

SM> 02) Cada partido, além dos BU receberia uma cópia do disquete no
fechamento da urna;

SM> 03) Cada partido em sua sede teria um computador totalizador com

SM> o respectivo software para leitura do disquete;

SM> 04) Os dados daí extraidos no computador do partido seriam então
confrontados com o do tribunal.


SM>  Espero comentários dos diletos amigos e TUDO PELA DEMOCRACIA!



SM> Em 12/06/06, maneschy <[EMAIL PROTECTED] > escreveu:


SM> Amilcar/Beth,quero botar a minha colher na discussão.


SM> O PT acompanha a apresentação do sistema desde 1996, tudo bem. Mas é

SM> fundamental explicar a Beth, Amilcar, que inicialmente o PT
acompanhava os

SM> passos do TSE através do cidadão chamado Casagrande, assessor de José
Dirceu

SM> e muito próximo ao Silvinho (Land Rover. Casa Grande, muito mais do
que

SM> simples fiscal do PT, era um entusiasta das urnas eletrônicas,
'BATEDOR DE

SM> PALMAS' para o que a secretaria de informática do TSE fizesse, sem
falar no

SM> puxa-saquismo junto aos ministros do TSE - qualquer um - sempre
defendendo

SM> as urnas eletronicas. Um horror.


SM> Muito mais do que fiscal, Casagrande parecia mais um leão-de-chácara
das

SM> urnas eletrônicas - eternamente maravilhosas - segundo ele e seus
superiores

SM> imediatos no PT. Tanto que na reeleição do José Dirceu como presidente
do PT

SM> (em 2000?)José Dirceu não hesitou em usar urnas eletrônicas na eleição

SM> interna. Dando um aval - político e técnico - importantíssimo ao TSE.
É

SM> claro que ele, malandramente, não disse aos seus companheiros de PT
que

SM> eleição feita com urna eletronica, seja para o PT ou para clube de
futebol,

SM> ou sindicato, ou sei lá mais o quê, ou seja, eleição onde a urna
eletronica

SM> seja emprestada - não pode ser fiscalizada.


SM> Porque na regulamentação do TSE/TREs, é crime federal acessar ou tomar

SM> conmhecimento do software que é introduzido na urna, para a eleição
"de

SM> fora" onde os tres "emprestam" urnas eletronicas. Exatametne como é
crime

SM> federal para a eleição normal - feita de dois em dois anos.


SM> Ou seja, quando Dirceu e o PT optaram por fazer eleição interna com
urna

SM> eletrônica - que sempre foi elogiada pelos petistas sob o argumento de
que o

SM> partido sempre cresceu com o uso delas - ao contrário do PDT, que
sempre

SM> criou caso com informatica nas eleições.


SM> Por causa do Caso Proconsult inicialmente e atitudes absolutamene
suspeitas

SM> como a decisão do TSE/TRE do Rio de Janeiro de tirar o mapa da urna em
1986,

SM> mesmo ano em que foi criada a excrescência chamada comitê
interpartidário,

SM> uma forma naquele ano de burlar a lei (já revogada) que obrigava a
justiça

SM> eleitoral a entregar a cada partido, cópia da votação apurada cada uma
das

SM> urnas. Um dos antídotos que o PDT usou em 1982 para pegar e denunciar
a

SM> fraude da Proconsult.


SM> Muito antes do PT se preocupar com esse assunto, é fundamental lembrar
que

SM> na eleição presidencial de 1989 - a primeira direta para a presidencia
da

SM> república depois do fim da ditadura - muito antes dela, Brizola pediu
que o

SM> TSE contratasse um afirma îdônea, internacional, para fazer auditoria
do

SM> programa de totalização. Antes da eleição. Para que não houvesse
dúvida

SM> quanto a totalização do resultado da eleição. O TSE acatou? Lhufas!


SM> E Lula foi para o segundo turno com Collor por ter alcançado cerca de
453

SM> mil votos na frente de Brizola, em um eleitorado de 92 milhões. E
todos os

SM> pedidos de recontagem de votos foram solenemente ignnorados pelo TSE,
ao

SM> mesmo tempo em que o PT saía, aos gritos, dizendo: Lula ganhou de
Brizola!

SM> Lula ganhou de Brizola! E ficou por isso mesmo.


SM> Mesmo assim, Brizola apoiou Lula no segundo turno. O que o levou a
concluir,

SM> anos depois, como naquela fala dele que coloquei ontem aqui na lista,
que

SM> Lula também foi garfado - no segundo turno - desta vez em benefício do

SM> Collor. Enfim, como diria o próprio Brizola, essa história vem de
longe.


SM> Conheci o Forum do Voto Eletronico, criado pelo Amilcar, em 1998. E

SM> imediatamente comecei a colaborar. Porque minha convicção de que as
eleições

SM> são fraudadas no Brasil é anterior. Vivi 1982 dentro do PDT, vi o Caso

SM> Proconsult acontecendo. Trabalhava, nessa época, no jornal "O Globo",
depois

SM> de passar 10 anos no "Jornal do Brasil" e ter trabalhado na Radio
Jornal do

SM> Brasil onde conheci - e sou amigo até hoje - de Procópio Mineiro da
Silva.


SM> Em 1986, quando o TSE/TRE nos roubou o mapa da urna, unica forma de
conferir

SM> e produzir provas contra possiveis fraudes na apuração. E vi 1989,
quando a

SM> midia e os institutos de pesquisa manipularam de forma desbragada tudo
o que

SM> pudesse se relacionar a eleição, trabalhando pela candidatura de
Collor.

SM> Nesta época, estava de novo trabalhando no "Globo", só que nessa
ocasião,

SM> como redator da editoria política. Vi a campanha asquerosa das
organizações

SM> Globo para eleger Collor e prejudicar Brizola, em primeiro lugar, e
depois

SM> Lula - que não os assustava tanto. Foi uma luta de vida ou morte
contra

SM> Brizola e eles venceram.


SM> Empulhando, malversando a informação, denegrindo Brizola, fazendo o
que

SM> fosse possível para desconstruir a sua imagem de homem público. Não

SM> vacilaram em botar a filha dele no Jornal Nacional, drogada, falando
coisas

SM> desconexas, para atacar o político através do pai. E o PT, aolargo,

SM> aproveitando o trabalho sistemático da Globo em denegrir o Brizola,
para

SM> crescer politicamente. Nunca houve uma única palavra do PT em
solidariedade

SM> a Brizola- pela campanha nefasta da Globo.


SM> Apresentei Amilcar Brunazo a Brizola porque, desde o início, sabia que

SM> Amilcar e todos os listeiros do voto eletronico - que aos poucos fui

SM> conhecendo ao longo dos anos - tinham absoluta razão em cobrar a falta
de

SM> transparencia do processo eleitoral brasileiro. E sou solidario até
hoje.


SM> Brizola deu total e integral apoio à luta do Forum do Voto Eletronico.

SM> Dedicou uma vez um programa nacional de ra´dio e TV do PDT a questão
do voto

SM> eletronico. Também fez um tijolão sobre o assunto. Sempre ajudou e

SM> formalizou o apoio dele à causa, tornando Amilcar fiscal do processo

SM> eleitoral - designando-o como representante do PDT junto ao TSE. O que

SM> também sou, juntamente com a Cida.


SM> Enfim, se o PT começou a acompanhar a questão das urnas eletronicas a
partir

SM> de 1996 - é fundamental dizer que foi através do Casagrande e para
bater

SM> palmas para o sistema que nunca questionou. Também é importante frisar
que

SM> hoje o PT, a banda boa do PT, questiona as urnas eletronicas. E isso é
muito

SM> bom - um imenso avanço diante, por exemplo, da carta do Silvio
Pereira,

SM> então secretário geral do PT, esculhambando Amilcar porque este
questionava

SM> o uso de urnas eletronicas.


SM> Como eu e os integrantes da juventude do PDT, que fomos panfletar as
sessões

SM> eleitorais do PT onde eles estavam usando urnas eletronicas. É
importante

SM> lembrar também que nem todos no PT eram como o Casagrande.


SM> E o melhor exemplo desse comportamento correto, que hoje graças a Deus
é

SM> majoritário no PT, desde o início foi seguido pelo companheiro
Evandro,

SM>  listeiro do voto eletronico, da direção regional do PT de Minas
Gerais.

SM> Evandro nunca deixeou de questionar as urnas e com argumentos técnicos

SM> sólidos, porq2ue ele é da área de informa´tica.


SM> Enfim, se hoje o PV tambem está entrando nessa briga, é graças ao
trabalho

SM> do Amilcar e da Cida. E um pouco de todos nós porque hoje o Forum do
Voto

SM> Eletronico criado pelo Amilcar´já é uma realidade que ultrapassa até
as

SM> fronteiras do Brasil. Estão aí a Marian, o professor Pedro Rezende e
outros

SM> que não me deixam mentir.


SM> Enfim, é uma luta antiga e grande. Da qual muitos participam e
colaboram e

SM> acho ótimo que voce ajude também. Grande abraço.









SM> On Mon, 12 Jun 2006 04:42:16 -0300, Amilcar Brunazo Filho wrote

>> Beth,


>> O PT foi o primeiro partido a acompanhar a apresentação dos sistemas

>> do TSE, desde 1996. O PDT começou a participar em 2000 e agora em

>> 2006 começou o PV.


>> Estou me referindo ao acompanhamento verdadeiro, por meio de

>> técnicos em informática que comparecem diversas vezes para ver os

>> códigos do sistema, apresentam questões e petições, etc.


>> Não conto como acompanhamento quando outros partidos, entre eles o

>> PSDB, enviam um advogado na palestra inaugural de abertura dos

>> trabalhos ou apenas no momento final de assinatura da ata geral da

SM> lacração.


>> Normalmente estes advogados dos outros partidos, que ignoram 100% da

>> questão técnica relativa aos programas, aparecem por lá nas horas

>> festivas, mostram-se muito simpáticos com aos juízes do TSE, dão

>> entrevistas à imprensa covalidando o que não viram e vão embora

 >> felizes por ter "participado da auditoria dos sistemas".


>> Não mais do que isto é a participação histórica do PSBD. A omissão

>> deste partido em conhecer o sistema é de cunho interno. Lá dentro

>> tem muito fiel do Santo Baite que acredita que o sistema eleitoral

>> eletrônico é invulnerável.


>> Se lembre que este sistema foi integralmente criado e implantado no

>> TSE entre 1994 (quando assumiu o Min, Velloso) e 1996 (quando se

>> usou as urnas-e pela primeira vez). E tudo isto aconteceu  sob o

>> primeiro governo FHC, inclusive a disponibilização de verba de meio

>> bilhão de dolares numa época em que governo cortava despesa de todo

>> o lado.


>> Foi justamente porque o PT desconfiava que o PSDB estivesse armando

>> uma arapuca eletrônica para reeleger o FHC, que o PT passou a

>> acompanhar o desenvolvimento do sistema e hoje tem conhecimento

>> profundo dele.


>> O PT e o PDT são os únicos partidos que tem gente técnica com

>> conhecimento completo (ou quase) do funcionamento do sistema. Agora

>> o PV também está se preparando (o relatório de Guarulhos foi escrito

>> por um representante técnico do PV que já está se adiantando no

>> conhecimento dos detalhes sistema)


>> Eu sei que muitas pessoas anti-lula começaram somente agora a se

>> preocupar com possível fraude na eleições principalmente por causa

>> das pesquisas onde o Lula dispara e o Alckimin, picole de xuxu, só
derrapa.


>> Como entre nós da classe média é difícil encontrar pessoas dispostas

>> a votar no Lula, fica tudo muito estranho.


>> Agora alguns esclarecimentos sobre BU e totalização.


>> Os Boletins de Urnas são documentos emitidos por cada urna-e ao

>> final da   votação às 17 h. São impressos, para fiscalização, e

 >> também são gravados em disquete para transmissão do resultado para

>> os computadores de totalização nos Cartórios Eleitorais.


>> Cada BU mostra os votos que cada candidato teve naquela urna-e,

>>  Contém também os votos nulos e brancos, o total de comparecimento e

>> abstenção e informações sobre a carga da urna.


>> Os fiscais dos partidos deveriam recolher as vias impressas dos BU

>> para fazerem o que se chama de Totalização Paralela, auditando,

>>  desta forma a totalização oficial.


>> O BU impresso, com as assinaturas dos mesários, é documento de prova

>> oficial e pode ser usado no caso de troca dos resultados de alguma
seção.


>> Acontece que na prática nenhum partido consegue recolher 100% dos BU

>> impressos em todos as cidades e estados. São uns 400 mil BU. Assim,

>> ninguém faz de fato uma auditoria da totalização completa,

>> especialmente para presidente.


>> Até 2002 (tempo do FHC), apenas uma via do BU impresso era dado

>> primeiro fiscal de partido que aparecesse. Acabava que um partido

>> ficava com uma parte dos BU e outros partidos com outras partes e

>> nenhum deles ficava em condições de auditar a totalização e

>> comprovar fraudes que porventura descobrissem (como no Caso Rio 2002).


>> Por insistência do PDT (mais especificamente, por insistência minha

>> e da adv. Maria Aparecida Cortiz), em 2004 (eleição municipal) as

>> urnas podiam emitir até 9 cópias impressas dos BU para serem

>> entregues aos fiscais.


>> Agora em 2006, a coisa retrocedeu e o Art. 42 da Res. TSE 22.154

>> volta a destinar uma cópia do BU impresso ao "representante do

>> comitê interpartidário" e nenhuma outra via aos fiscais dos partidos.


>> Eu e a Cida já apresentamos 3 petições no TSE, em nome do PDT, para

>> tentar reverter este quadro. O PT mandou seu representante conversar

>> com o ministro relator das resoluções, mas não entrou com petição

>> formal. O PV tomou conhecimento do problema mas ainda não se mexeu.


>> Já enviei recados, por intermediários, ao PSBD, ao PFL, ao PSB, ao

>> PRONA, ao PSOL e ao PP. Não fui procurado de volta para explicar o

>> problema por nenhum deles.


>> A questão dos testes de penetração foi combinada por mim com os

>> representantes técnicos do PT e do PV. O do PV demorou para

>> conseguir autorização dos advogados do partido e acabou ficando de

>> fora do primeiro pedido, mas seu represenatnte técnico ainda está

>> tentando entrar com petição similar.


>> Volto a lhe lembrar, que o teste de penetração NÃO É UMA AUDITORIA

>> DA APURAÇÃO DOS VOTOS, nem a susbtitui. Apenas serve para demonstrar

>> que existem falhas de segurança no PROJETO do sistema. Só isto. Não

>> indica se houve ou se haverá fraude. Se o teste encontrar falhas,

>>  demonstra apenas que PODERIA ocorrer ataques visando fraudar a

>> apuração dos votos nas urnas-e.


>> Quanto a questão dos computadores de totalização.


>> A totalização nesta eleição será feita em cada TRE estadual. O TSE

>> só receberá a apuração dos votos para presidente de cada estado (27)

>> e somará estes 27 números para apresentar o resultado final.


>> Assim, o grosso da fiscalização da totalização deve se concentrar

>> nos Estados e nos cartórios eleitorais de cada cidade, recolhendo o

>> máximo número de BU impressos e conferindo se eles chegaram intactos

>> ao totalizador dos TRE.


>> Para isto, ajudaria muito se houvesse varias vias do BU impresso

>> disponíveis aos fiscais e se os BU digitais recepcionado pelo

>> totalizador do TRE fossem apresentados na Internet. Aí ficaria bem

>> mais viável para um partido auditar de fato a totalização.


>> Mas como o desinteresse por estas duas causas (lutar para se dispor

>> os BU impressos e os digitais) é geral nos partidos políticos,

>> exceto o PDT, vai ficar dificil alguém conferir a totalização.


>> Os representantes que os partidos vão enviar ao TRE para acompanhar

>> a totalização, como sempre ocorre, serão advogados sem noção dos

>> detahes do processo informatizado de apuração/totalização, muito

>> simpáticos com os juízes e desembargadores a ponto de conseguirem

 >> até umas mordomias como uma sala confortável com ar condicionado,

>>  cafezinho e até whisky para os mais chegados. Não se importarão em

>> ficar de fora da sala onde operam os computadores de totalização

 >> "porque ficaria muito apertado".


>> Não vão fiscalizar nem auditar absolutamente porra nenhuma, mas

>> telefonarão aos seus diretórios estaduais informando alguns dados

>> que não aparecem no telão, como as cidades que já foram apuradas

Responder a