Prezado Fernando,

Não vou entrar no mérito histórico da coisa, mas avaliando a cédula de sua 
autoria, vejo que o uso dela seria mais interessante na forma digital, onde o 
eleitor a partir de um painel do tipo touch screen a preencheria. A assinatura 
do presidente/secretário, ao invés de ser no punho, seria uma assinatura 
digital. Preenchida a cédula, seria impressa (o colega Amilcar em em outro 
e-mail se posicionou contra a questão da impressão) e depositada na urna de 
forma manual ou automática após ter sido conferida pelo eleitor.

Por outro lado, vejo que o atual processo de votação eletrônico implantado no 
país é simples e eficente quanto a interface com o usuário, pois possibilita 
que os mais idosos e analfabetos, seja por cola ou auto-suficiência façam seu 
voto sem grandes dificuldades. O problema reside em fatos que todos todos nós 
já conhecemos, é um sistema que não permite auditoria através de papel 
impresso, entre outros já apontados pelos membros do forum.
 
Regivaldo Costa
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----- Mensagem original ----
De: Fernando <[EMAIL PROTECTED]>
Para: [email protected]
Enviadas: Domingo, 28 de Janeiro de 2007 15:50:52
Assunto: [VotoEletronico] Re: [VotoEletronico] Res: [VotoEletronico] RES: 
[VotoEletronico] Res: [VotoEletronico] RES: [VotoEletronico] Res: 
[VotoEletronico] Urna-E na Câmara Federal


 
 
                                                           Pádua, 28/01/07
 
     Sr Regivaldo Costa
 
    Inicialmente, é importante relembrar que nas antigas eleições, a fila dos 
eleitores, chegava diante da mesa receptora de votos, e DECLARAVA o seu voto, 
diante do Presidente da mesa recptora de votos, tendo de um lado um Coronel de 
um partido e do outro lado, outro Coronel do outro partido. O voto era 
declarado, pois não era possível ter a dúvida do destino do voto do eleitor. Me 
foi dito pessoalmente pelo Historiador Heitor de Bastamente (paduano), autor do 
Livro Sertões dos Puris e ExPolítico e Presidente de Mesa Receptora na Camara 
Municipal de Santo Antônio de Pádua, RJ.
 
    Depois veio o voto secreto, onde o eleitor juntava um pacotinho de cédulas 
individuais, uma para cada candidato, e as colocava dentro de um envelope e 
colocava o envelope dentro na urna, AINDA DIANTE do presidente da mesa. Na 
apuração, se o envepope tivesse um conteudo maior (menor podia) que o 
permitido, o voto era anulado. Não era permitido das dois ou mais votos a um 
mesmo candidato. E neste sistema, elegia-se um Presidente ou Governador de um 
partido e o o Vice era de outro partido.
 
    Depois veio o voto da cédula única, que era rubricada (autenticada) por 
membros da mesa recptora, e onde o eleitor tinha de escrever o nome de cada 
candidato sobre a cédula. O que era dificil para o analfabeto. Posteriormente, 
foi modificada a cédula, permitindo-se colocar o número do candidato, para 
facilitar o voto do analfabeto. Mas a escolha ainda era livre ao eleitor, que 
podia eleger um Presdiente ou Governador de um partido e o Vice do outro, um 
Dep Fed de um partido e um Dep Est de outro partido. Mas AINDA ASSIM, DIANTE do 
presidente da mesa recptora de votos, o eleitor colocava a cédula única na urna.
 
    Observe, que há séculos seculorum, em todos os casos, a Lei sempre 
determinou que a vontade do eleitor tinha de ser expressa de próprio punho, e 
um partido poderia fundamentar um pedido de recontagem dos votos em uma ou mais 
urnas, caso necessário. E foi em São Sebastião do Alto, RJ, numa acirrada 
eleição de Prefeito, onde o vencedor ganhou a eleição por diferença de um único 
voto. E o cunhado daquele que perdeu, não foi votar, e o candidato que perdeu, 
era o mais velho...
 
    Basicamente, dever-se-ia respeitar o principio da vontade do eleitor, onde 
o mesmo deveria colocar o nome ou o número dos seus candidatos sobre a cédula 
de papel, que vem rubricada (autenticada) pelos membros da mesa receptora. Na 
mesa receptora, o fiscal tem voz pouco ativa. Na apuração, sob a vigilancia dos 
poucos fiscais e a Justiça Eleitoral, Pádua com seus 25 mil eleitores, tem 
poucos fiscais (e não precisa mais) na apuração. Tal apuração destes 25 mil 
votos, se feita a contagem a mão com seis mesas apuradoras, leva três dias. E 
com uma máquina da loteria esportiva levar-se-ia menos de um dia, o que já é 
extremamente acelerado, não sendo necessário mais nada.
 
    E qual a "sangria desatada" para se reduzir o tempo de uma apuração?
    O preço e o volume de dinheiro envolvido na COMPRA e RECOMPRA desta 
famigeradas urnas eletrônicas?
    Não há justifica que sustente a modernização do processo, que piorou em 
termos de DESTINO DO VOTO DO ELEITOR.
    Recontagem de votos? Nem pensar! E oestino do voto do eleitor?
    Não devemos complicar ainda mais esta guerra, com maquininhas de imprimir 
votos dentro da urna eletronica, assim ou assado...
    Daí, eu ter feito, há anos, a proposta que segue em anexo, que obedece as 
leis e os bons costumes.
 
 
    Com todo respeito
    Saudações
 
    Fernando Perlingeiro Lavaquial
    [EMAIL PROTECTED]

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