Prezado Amilcar,

Sim. Eu já havia lido o resumo e como vc achei meio complicado, apesar de 
comteplar em sua maioria, os requisitos de confiabilidade.

Me parece que essa idéia (do artigo original com alterações) virou um produto 
denominado PunchScan (http://punchscan.org/). Baixei, mas ainda não tive 
oportunidade de testá-lo.

Não tenho dúvidas que vc e demais pares do forum são autoridades no assunto, 
visto a longa estrada percorrida. Eu tenho pouco a contribuir, mas com certeza 
o forum tem muita informação a agregar. Inclusive, o saite mantido por vossa 
pessoa é um exemplo de democrácia de acesso a informação no que diz respeito a 
matéria em foco.

[]s,
 
Regivaldo Costa
Salve vidas, visite -> http://www.doesanguecuritiba.org



----- Mensagem original ----
De: Amilcar Brunazo Filho <[EMAIL PROTECTED]>
Para: [email protected]
Cc: Fórum do Voto Seguro <[EMAIL PROTECTED]>; Pedro Antonio Dourado de Rezende 
<[EMAIL PROTECTED]>; Jeroen van der Graaf <[EMAIL PROTECTED]>
Enviadas: Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007 13:37:18
Assunto: [VotoEletronico] Urna-E na Câmara Federal


Regivaldo,

Quando o Prof. David Chaum esteve no Brasil em 2003, eu e o prof. Pedro 
Rezende da UnB, fomos procurados por ele para desenvolver uma adaptação 
de seu método para a eleição do Brasil.

Juntos ainda com o prof. Jeroen Van der Graaf da UFMG, projetamos a 
adpatação e conseguimos que a Bematech, fabricante de impressoras 
fiscais, fizesse gratuitamente um protótipo da impressora que usava o 
método Chaum.

O protótipo funcional foi apresentado no Senado, ao TSE e no SSI do ITA 
pelo próprio Chaum (eu fiquei de operador da impressora).

Em outras pouco modestas palavras, enquanto o pessoal do SEV está 
chegando trazendo o milho (a teoria), nós já tinhamos voltado com a 
pipoca (o protótipo funcional)...

Um resumo da nossa adaptação, escrito pelo Pedro Rezende, está em:
  http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/chaum-voting1.htm

Eu achava o sistema muito complexo para ser entendido e usado pelo 
eleitor médio brasileiro. O eleitor levava consigo um comprovante 
contendo o seu voto criptografado com as chaves de diversos agentes 
autorizados (os delegados dos partidos, por exemplo) e poderia verificar 
que seu voto assim cifrado estava dentro do tabelão geral dos votos 
publicado na Internet.

A partir daí, havia um forma de deciframento em cascata e embaralhamento 
dos votos, feito de forma segura que podia ser auditado pelos delegados, 
garantindo que os votos seriam todos decifrados para serem contados e 
embaralhados para não serem identificados.

Soube, posteriormente, que o Rivest evoluiu a idéia do Chaum criando um 
método mais fácil para o eleitor entender e usar.

Se o Sistema Eletrônico de Votação da Câmara vir a utilizar um método 
deste, também será válido, mas verifique que todos estes métodos Chaum e 
derivativos, que entregam um recibo do voto cifrado ao eleitor, implicam 
na materialização do voto e auditoria contábil (estatística) da apuração 
por via externa ao sistema digital.

Amilcar

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