Penso eu (em relação ao item 1 exposto pelo prof. Jeroen),  que o método do 
Rivest (R) que visa a contraprova (esquema de 3 cédulas), poderia ser 
implementado da seguinte forma:  o eleitor entra com o número do candidato e o 
software mapeia o número para o formato da cédula proposta por R. Ao final, a 
cédula é apresentada na tela no formato proposto por  R na qual o eleitor pode 
aferir e se estiver de acordo, a cédula será impressa e inserida na urna para 
posterior procedimento de recontagem, se necessário. O eleitor ainda tem que 
escolher uma das três cédulas, que será impressa e o mesmo leverá como 
contraprova.

No entanto, o problema que vejo está relacionado a cultura do eleitor, ou seja, 
ele pode ser perder na conferência, pois a cédula tende a ser grande qdo há 
muitos candidatos (deputados, no caso do Brasil). O tempo envolvido na 
conferência, também pode ser um fator que inviabiliza.

Acredito que seria uma forma de implementar.

[]s,
  
Regivaldo Costa
Salve vidas, visite -> http://www.doesanguecuritiba.org



----- Mensagem original ----
De: Amilcar Brunazo Filho <[EMAIL PROTECTED]>
Para: Fórum do Voto Seguro <[EMAIL PROTECTED]>; Fórum do Voto Eletrônico 
<[email protected]>; Jeroen van der Graaf <[EMAIL PROTECTED]>
Enviadas: Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007 18:02:43
Assunto: [VotoEletronico] Urna-E na Câmara Federal


Estou encamihando para as listas, a resposta do prof Jeroen sobre os 
mátodos Chaum e Rivest.
Quanto a questão poe ele coloca a respeito do número de candidatos na 
Câmara: está em disputa 6 cargos com 2 ou 3 candidatos para cada cargo, 
resultando em no máximo 20 candidatos.

Amilcar


-------- Mensagem original --------
Assunto: Re: Urna-E na Câmara Federal
Data: Fri, 26 Jan 2007 14:51:09 -0200
De: Jeroen van de Graaf <[EMAIL PROTECTED]>

Estou caindo no meio de uma conversa,
mas tenho dois comentários:

Amilcar Brunazo Filho escreveu:
> Regivaldo,
>
> Quando o Prof. David Chaum esteve no Brasil em 2003, eu e o prof.
> Pedro Rezende da UnB, fomos procurados por ele para desenvolver uma
>  adaptação de seu método para a eleição do Brasil.
>
> Juntos ainda com o prof. Jeroen Van der Graaf da UFMG, projetamos a
>  adpatação e conseguimos que a Bematech, fabricante de impressoras
> fiscais, fizesse gratuitamente um protótipo da impressora que usava
>  o método Chaum.
>
> O protótipo funcional foi apresentado no Senado, ao TSE e no SSI do
>  ITA pelo próprio Chaum (eu fiquei de operador da impressora).
>
> Em outras pouco modestas palavras, enquanto o pessoal do SEV está
> chegando trazendo o milho (a teoria), nós já tinhamos voltado com a
>  pipoca (o protótipo funcional)...
>
> Um resumo da nossa adaptação, escrito pelo Pedro Rezende, está em:
> http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/chaum-voting1.htm
>
> Eu achava o sistema muito complexo para ser entendido e usado pelo
> eleitor médio brasileiro. O eleitor levava consigo um comprovante
> contendo o seu voto criptografado com as chaves de diversos agentes
>  autorizados (os delegados dos partidos, por exemplo) e poderia
> verificar que seu voto assim cifrado estava dentro do tabelão geral
>  dos votos publicado na Internet.
>
> A partir daí, havia um forma de deciframento em cascata e
> embaralhamento dos votos, feito de forma segura que podia ser
> auditado pelos delegados, garantindo que os votos seriam todos
> decifrados para serem contados e embaralhados para não serem
> identificados.
>
> Soube, posteriormente, que o Rivest evoluiu a idéia do Chaum
> criando um método mais fácil para o eleitor entender e usar.

1) Sim, mas não é possível (até onde eu saiba) modificar o esquema do
Rivest para as eleições brasileiras. O sistema do Rivest apenas funciona
se todas as opções cabem na cédula. Nas eleições nacionais
em Brasil há tantos candidatos que o eleitor deve preecher/digitar um
número.

2) Chaum simplificou seu protocolo de 2003. O novo protocolo se chama
PunchScan. Não é tão simples que o Rivest, mas muito mais simples que o
primeiro. Em particular, não há mais mixes.
Mas tem o mesmo defeito: apenas funciona se todos candidatos
(opções) cabem na cédula. Veja http://punchscan.org

No caso da Câmera do Deputados suponho que isto não seja um problema;
que todas as votações têm um número limitado de opções (5, no máximo 
10). Tenho razão?

Aliás, eu fiz uma pequena variação usando setas em vez de letras
para associar as opções. Eu acho que fica mais claro
mas David não gostou tanto. Mesmo assim, a ideia segue
anexado.

Estou estudando PunchScan e o sistema de Rivest (que, segundo Chaum
tem muitas desvantagens) e a minha meta para 2007
é trazer e implementar um destes (ou talvez os dois)
para ser usado nas universidades.
Há várias eleições cada ano (chefe de departamente, Presidente da SBC,
etc) em que um tal sistema pode ser experimentado.

Abraços

Jeroen

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