Prezado Sr Regivaldo Gomes Costa,

 

Me parece que uma questão está sendo deixada de lado, a fiscalização feita
pelos simples mortais dos Delegados e Fiscais que, além de poucos, jamais,
nenhum partido conseguirá colocar Delegados e Fiscais em todas as Zonas e
Seções Eleitorais em número suficientes para cobrir todo o território
nacional e, muito menos, os partidos pequenos, para fazer uma fiscalização
eficiente em cédulas comuns, pré-impressas como determina o Código
Eleitoral, o que dirá em um sistema altamente complexo.

 

Por conseguinte, em minha modesta opinião, a cédula pré-impressa, com
rubrica do Presidente e de um dos Mesários, seria mais do que eficiente para
uma recontagem imediata, logo após o encerramento das eleições, ou
posterior, em face de alguma discrepância como a ocorrida em Alagoas, feita
por qualquer brasileiro que se proponha a trabalhar como Delegado ou Fiscal
de Partido, sem que isto exija profundos conhecimentos em Tecnologia da
Informação e sem atrapalhar o eleitor durante a votação.

 

Caso contrário, o TSE derruba por considerar que O TEMPO DE VOTAÇÃO É O MAIS
IMPORTANTE ITEM para o perfeito funcionamento das urnas eletrônicas
utilizadas no Brasil.

 

Além do mais, me parece que este procedimento está sendo adotado nos países
mais avançados em que ONGs de peso e qualificação trabalham em conjunto com
a sociedade acadêmica de seus respectivos países.

 

Sendo este procedimento o mais óbvio e de melhor verificação pela sociedade,
para que levantarmos ilações sobre procedimentos complexos que jamais serão
entendidos pelo cidadão de baixo nível de nossa sociedade, inclusive, dentro
de nosso Congresso Nacional, cujo nível, em alguns casos, chega a ser
insignificante e até ridículo para o que se propõe ?!!

 

Em síntese, se podemos simplificar, para que complicar ?!!

 

POR UMA URNA ELETRÔNICA REALMENTE SEGURA, subscrevo-me

 

Atenciosamente,

 

Leamartine Pinheiro de Souza

21 2558-9814 – [EMAIL PROTECTED] 

Rua Conde de Baependi 78, Ap 1310

Flamengo, Rio de Janeiro, RJ

22231-140

 

  _____  

De: [EMAIL PROTECTED]
[mailto:[EMAIL PROTECTED] Em nome de Regivaldo
Gomes Costa
Enviada em: sexta-feira, 26 de janeiro de 2007 18:52
Para: [email protected]
Assunto: [VotoEletronico] Res: [VotoEletronico] Urna-E na Câmara Federal

 

Penso eu (em relação ao item 1 exposto pelo prof. Jeroen),  que o método do
Rivest (R) que visa a contraprova (esquema de 3 cédulas), poderia ser
implementado da seguinte forma:  o eleitor entra com o número do candidato e
o software mapeia o número para o formato da cédula proposta por R. Ao
final, a cédula é apresentada na tela no formato proposto por  R na qual o
eleitor pode aferir e se estiver de acordo, a cédula será impressa e
inserida na urna para posterior procedimento de recontagem, se necessário. O
eleitor ainda tem que escolher uma das três cédulas, que será impressa e o
mesmo leverá como contraprova.

 

No entanto, o problema que vejo está relacionado a cultura do eleitor, ou
seja, ele pode ser perder na conferência, pois a cédula tende a ser grande
qdo há muitos candidatos (deputados, no caso do Brasil). O tempo envolvido
na conferência, também pode ser um fator que inviabiliza.

 

Acredito que seria uma forma de implementar.

 

[]s,

  

Regivaldo Costa
Salve vidas, visite -> http://www.doesanguecuritiba.org 

 

----- Mensagem original ----
De: Amilcar Brunazo Filho <[EMAIL PROTECTED]>
Para: Fórum do Voto Seguro <[EMAIL PROTECTED]>; Fórum do Voto
Eletrônico <[email protected]>; Jeroen van der Graaf
<[EMAIL PROTECTED]>
Enviadas: Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007 18:02:43
Assunto: [VotoEletronico] Urna-E na Câmara Federal

Estou encamihando para as listas, a resposta do prof Jeroen sobre os 
mátodos Chaum e Rivest.
Quanto a questão poe ele coloca a respeito do número de candidatos na 
Câmara: está em disputa 6 cargos com 2 ou 3 candidatos para cada cargo, 
resultando em no máximo 20 candidatos.

Amilcar


-------- Mensagem original --------
Assunto: Re: Urna-E na Câmara Federal
Data: Fri, 26 Jan 2007 14:51:09 -0200
De: Jeroen van de Graaf <[EMAIL PROTECTED]>

Estou caindo no meio de uma conversa,
mas tenho dois comentários:

Amilcar Brunazo Filho escreveu:
> Regivaldo,
>
> Quando o Prof. David Chaum esteve no Brasil em 2003, eu e o prof.
> Pedro Rezende da UnB, fomos procurados por ele para desenvolver uma
>  adaptação de seu método para a eleição do Brasil.
>
> Juntos ainda com o prof. Jeroen Van der Graaf da UFMG, projetamos a
>  adpatação e conseguimos que a Bematech, fabricante de impressoras
> fiscais, fizesse gratuitamente um protótipo da impressora que usava
>  o método Chaum.
>
> O protótipo funcional foi apresentado no Senado, ao TSE e no SSI do
>  ITA pelo próprio Chaum (eu fiquei de operador da impressora).
>
> Em outras pouco modestas palavras, enquanto o pessoal do SEV está
> chegando trazendo o milho (a teoria), nós já tinhamos voltado com a
>  pipoca (o protótipo funcional)...
>
> Um resumo da nossa adaptação, escrito pelo Pedro Rezende, está em:
> http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/chaum-voting1.htm
>
> Eu achava o sistema muito complexo para ser entendido e usado pelo
> eleitor médio brasileiro. O eleitor levava consigo um comprovante
> contendo o seu voto criptografado com as chaves de diversos agentes
>  autorizados (os delegados dos partidos, por exemplo) e poderia
> verificar que seu voto assim cifrado estava dentro do tabelão geral
>  dos votos publicado na Internet.
>
> A partir daí, havia um forma de deciframento em cascata e
> embaralhamento dos votos, feito de forma segura que podia ser
> auditado pelos delegados, garantindo que os votos seriam todos
> decifrados para serem contados e embaralhados para não serem
> identificados.
>
> Soube, posteriormente, que o Rivest evoluiu a idéia do Chaum
> criando um método mais fácil para o eleitor entender e usar.

1) Sim, mas não é possível (até onde eu saiba) modificar o esquema do
Rivest para as eleições brasileiras. O sistema do Rivest apenas funciona
se todas as opções cabem na cédula. Nas eleições nacionais
em Brasil há tantos candidatos que o eleitor deve preecher/digitar um
número.

2) Chaum simplificou seu protocolo de 2003. O novo protocolo se chama
PunchScan. Não é tão simples que o Rivest, mas muito mais simples que o
primeiro. Em particular, não há mais mixes.
Mas tem o mesmo defeito: apenas funciona se todos candidatos
(opções) cabem na cédula. Veja http://punchscan.org <http://punchscan.org/> 

No caso da Câmera do Deputados suponho que isto não seja um problema;
que todas as votações têm um número limitado de opções (5, no máximo 
10). Tenho razão?

Aliás, eu fiz uma pequena variação usando setas em vez de letras
para associar as opções. Eu acho que fica mais claro
mas David não gostou tanto. Mesmo assim, a ideia segue
anexado.

Estou estudando PunchScan e o sistema de Rivest (que, segundo Chaum
tem muitas desvantagens) e a minha meta para 2007
é trazer e implementar um destes (ou talvez os dois)
para ser usado nas universidades.
Há várias eleições cada ano (chefe de departamente, Presidente da SBC,
etc) em que um tal sistema pode ser experimentado.

Abraços

Jeroen

 


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