Prezado Colega Regivaldo Gomes Costa,

 

Esta contraprova jamais será acolhida pelos nossos partícipes, pois, mesmo
que codificada, cifrada, criptografada ou qualquer outro meio porventura
existente, sempre haverá a possibilidade de se interpretá-la por algum
método de engenharia reversa ou similar.

 

Por conseguinte, NÃO ACEITAMOS QUE OS ELEITORES SEJAM COAGIDOS A
APRESENTAREM A SUA CONTRAPROVA, mesmo que elas sejam totalmente
indecifráveis, já que o eleitor não terá como saber se ela será decodificada
ou não e, desta forma, SENTIR-SE-Á OBRIGADO A SEGUIR AS DETERMINAÇÕES DO
“CORONEL” QUE O COAGIU, saindo do campo tecnológico para entrar no campo
psicológico.

 

Ou seja, com uma contraprova nas mãos, se o eleitor correr o bicho o pega e
se o leitor ficar, o bicho pega.  Simplesmente, NÃO DÁ.

 

POR UMA URNA ELETRÔNICA REALMENTE SEGURA, subscrevo-me

 

Atenciosamente,

 

Leamartine Pinheiro de Souza

21 2558-9814 – [EMAIL PROTECTED] 

Rua Conde de Baependi 78, Ap 1310

Flamengo, Rio de Janeiro, RJ

22231-140

 

  _____  

De: [EMAIL PROTECTED]
[mailto:[EMAIL PROTECTED] Em nome de Regivaldo
Gomes Costa
Enviada em: sábado, 27 de janeiro de 2007 22:39
Para: [email protected]
Assunto: [VotoEletronico] Res: [VotoEletronico] Urna-E na Câmara Federal

 

Prezado Amilcar,

 

Sem dúvida é um ótimo método. Nesse caso, a recontagem através da releitura
das cédulas só e feita caso haja contestação. Se houver ataque a integridade
do voto, uma contraprova ajudaria o eleitor a identificar esse tipo de ação.


 

Regivaldo Costa
Salve vidas, visite -> http://www.doesanguecuritiba.org 

 

----- Mensagem original ----
De: Amilcar Brunazo Filho <[EMAIL PROTECTED]>
Para: [email protected]
Enviadas: Sábado, 27 de Janeiro de 2007 1:07:24
Assunto: [VotoEletronico] Urna-E na Câmara Federal

Regivaldo,

O problema  de leitura da cédula preenchida (ou perfurada) pelo eleitor 
só ocorre quando a leitura do voto for ser feita após o encerramento da 
votação, junto com as outras cédulas.

Mas a proposta de máquinas de votar com leitoras de cartão, 
primeiramente apresentado no Relatório MIT-Caltech, a leitura é feita na 
presença do eleitor, dentro da cabine, durante o ato de votar. O voto 
lido é mostrado no visor da máquina e o eleitor pode confirmar ou 
cancelar se houver erro.

Assim, o alegado problema de erro na leitura do voto, que foi o grande 
problema na Flórida em 2000, fica eliminado.

Por isto, tenho dito que este tipo de máquina de votar, com leitor de 
cédula e visor para o eleitor conferir o voto, tem se tornado a mais 
aprovado quando se trata de desenvolver máquinas novas.

É facil do eleitore entender o funcionamento, é fácil de votar 
(semelhante a jogar em nossa loteria), é rápida na apresentação do 
resultado (o sonho dos administradores e dos deslumbrados), não cria 
possibilidade de identificação sistematica do voto e... acima de tudo, 
permite conferência da apuração eletrônica.

Eu não sei bem porque ficar procurando desenvolver sistemas mais 
complexos se existe uma solução que atende TODOS os requisitos do Peter 
Neumann.

Amilcar

Regivaldo Gomes Costa escreveu:
> Prezado Leamartine,
> 
> Sua colocação e bem positiva quanto ao cenário que temos em nosso país e
provalmente em boa parte do mundo. De fato inviabiliza qualquer
implementação que seja operacionalmente complexa na qual já coloquei como um
problema em pontecial no texto anterior.
> 
> Quando falastes "a cédula pré-impressa, com rubrica do Presidente e de um
dos Mesários", entendo que após preenchida ou picotada a qualidade do voto
na cédula, a mesma passaria por um mecanismo de leitura óptica para que o
voto fosse contabilizado eletrônicamente, possibilitando uma totalização
instantânea ao término do pleito (por favor, me corrija se interpretei
errado).
> 
> Não conheço as estatistícas, mas o problema do preechimento da cédula,
seja por marcação (tal como em concursos) ou por picote (nos moldes de
cartões perfurados) podem ocorrer os seguintes problemas: a rasura ou
marcação insuficiente pode ocasionar erros de leitura óptica; na perfuração
do cartão, pode ocorrer de ficar fragelo no ponto perfurando e ocorrer os
mesmos erros de leitura.
> 
> Mas como falei, eu não saberia dizer as estatistícas quantos a esses
possível problemas e que implicam em tempo de voto por eleitor. Bom, foi
apenas uma colocação que me veio o mente.
> 
> []s,
>  
> Regivaldo Costa
> Salve vidas, visite -> http://www.doesanguecuritiba.org
<http://www.doesanguecuritiba.org/> 
> 
> 
> 
> ----- Mensagem original ----
> De: Leamartine Pinheiro de Souza - Rio Net <[EMAIL PROTECTED]>
> Para: [email protected]
> Enviadas: Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007 21:45:32
> Assunto: [VotoEletronico] RES: [VotoEletronico] Res: [VotoEletronico]
Urna-E na Câmara Federal
> 
> 
> Prezado Sr Regivaldo Gomes Costa,
>  
> Me parece que uma questão está sendo deixada de lado, a fiscalização feita
pelos simples mortais dos Delegados e Fiscais que, além de poucos, jamais,
nenhum partido conseguirá colocar Delegados e Fiscais em todas as Zonas e
Seções Eleitorais em número suficientes para cobrir todo o território
nacional e, muito menos, os partidos pequenos, para fazer uma fiscalização
eficiente em cédulas comuns, pré-impressas como determina o Código
Eleitoral, o que dirá em um sistema altamente complexo.
>  
> Por conseguinte, em minha modesta opinião, a cédula pré-impressa, com
rubrica do Presidente e de um dos Mesários, seria mais do que eficiente para
uma recontagem imediata, logo após o encerramento das eleições, ou
posterior, em face de alguma discrepância como a ocorrida em Alagoas, feita
por qualquer brasileiro que se proponha a trabalhar como Delegado ou Fiscal
de Partido, sem que isto exija profundos conhecimentos em Tecnologia da
Informação e sem atrapalhar o eleitor durante a votação.
>  
> Caso contrário, o TSE derruba por considerar que O TEMPO DE VOTAÇÃO É O
MAIS IMPORTANTE ITEM para o perfeito funcionamento das urnas eletrônicas
utilizadas no Brasil.
>  
> Além do mais, me parece que este procedimento está sendo adotado nos
países mais avançados em que ONGs de peso e qualificação trabalham em
conjunto com a sociedade acadêmica de seus respectivos países.
>  
> Sendo este procedimento o mais óbvio e de melhor verificação pela
sociedade, para que levantarmos ilações sobre procedimentos complexos que
jamais serão entendidos pelo cidadão de baixo nível de nossa sociedade,
inclusive, dentro de nosso Congresso Nacional, cujo nível, em alguns casos,
chega a ser insignificante e até ridículo para o que se propõe ?!!
>  
> Em síntese, se podemos simplificar, para que complicar ?!!
>  
> POR UMA URNA ELETRÔNICA REALMENTE SEGURA, subscrevo-me
>  
> Atenciosamente,
>  
> Leamartine Pinheiro de Souza
> 21 2558-9814 – [EMAIL PROTECTED] 
> Rua Conde de Baependi 78, Ap 1310
> Flamengo, Rio de Janeiro, RJ
> 22231-140
>  
> 
> 
> 
> De: [EMAIL PROTECTED]
[mailto:[EMAIL PROTECTED] Em nome de Regivaldo
Gomes Costa
> Enviada em: sexta-feira, 26 de janeiro de 2007 18:52
> Para: [email protected]
> Assunto: [VotoEletronico] Res: [VotoEletronico] Urna-E na Câmara Federal
>  
> Penso eu (em relação ao item 1 exposto pelo prof. Jeroen),  que o método
do Rivest (R) que visa a contraprova (esquema de 3 cédulas), poderia ser
implementado da seguinte forma:  o eleitor entra com o número do candidato e
o software mapeia o número para o formato da cédula proposta por R. Ao
final, a cédula é apresentada na tela no formato proposto por  R na qual o
eleitor pode aferir e se estiver de acordo, a cédula será impressa e
inserida na urna para posterior procedimento de recontagem, se necessário. O
eleitor ainda tem que escolher uma das três cédulas, que será impressa e o
mesmo leverá como contraprova.
>  
> No entanto, o problema que vejo está relacionado a cultura do eleitor, ou
seja, ele pode ser perder na conferência, pois a cédula tende a ser grande
qdo há muitos candidatos (deputados, no caso do Brasil). O tempo envolvido
na conferência, também pode ser um fator que inviabiliza.
>  
> Acredito que seria uma forma de implementar.
>  
> []s,
>   
> Regivaldo Costa
> Salve vidas, visite -> http://www.doesanguecuritiba.org
<http://www.doesanguecuritiba.org/>  
>  
> ----- Mensagem original ----
> De: Amilcar Brunazo Filho < [EMAIL PROTECTED] >
> Para: Fórum do Voto Seguro < [EMAIL PROTECTED] >; Fórum do
Voto Eletrônico < [email protected] >; Jeroen van der
Graaf <[EMAIL PROTECTED]>
> Enviadas: Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007 18:02:43
> Assunto: [VotoEletronico] Urna-E na Câmara Federal
> Estou encamihando para as listas, a resposta do prof Jeroen sobre os 
> mátodos Chaum e Rivest.
> Quanto a questão poe ele coloca a respeito do número de candidatos na 
> Câmara: está em disputa 6 cargos com 2 ou 3 candidatos para cada cargo, 
> resultando em no máximo 20 candidatos.
> 
> Amilcar
> 
> 
> -------- Mensagem original --------
> Assunto: Re: Urna-E na Câmara Federal
> Data: Fri, 26 Jan 2007 14:51:09 -0200
> De: Jeroen van de Graaf <[EMAIL PROTECTED]>
> 
> Estou caindo no meio de uma conversa,
> mas tenho dois comentários:
> 
> Amilcar Brunazo Filho escreveu:
>> Regivaldo,
>>
>> Quando o Prof. David Chaum esteve no Brasil em 2003, eu e o prof.
>> Pedro Rezende da UnB, fomos procurados por ele para desenvolver uma
>>  adaptação de seu método para a eleição do Brasil.
>>
>> Juntos ainda com o prof. Jeroen Van der Graaf da UFMG, projetamos a
>>  adpatação e conseguimos que a Bematech, fabricante de impressoras
>> fiscais, fizesse gratuitamente um protótipo da impressora que usava
>>  o método Chaum.
>>
>> O protótipo funcional foi apresentado no Senado, ao TSE e no SSI do
>>  ITA pelo próprio Chaum (eu fiquei de operador da impressora).
>>
>> Em outras pouco modestas palavras, enquanto o pessoal do SEV está
>> chegando trazendo o milho (a teoria), nós já tinhamos voltado com a
>>  pipoca (o protótipo funcional)...
>>
>> Um resumo da nossa adaptação, escrito pelo Pedro Rezende , está em:
>> http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/chaum-voting1.htm
>>
>> Eu achava o sistema muito complexo para ser entendido e usado pelo
>> eleitor médio brasileiro. O eleitor levava consigo um comprovante
>> contendo o seu voto criptografado com as chaves de diversos agentes
>>  autorizados (os delegados dos partidos, por exemplo) e poderia
>> verificar que seu voto assim cifrado estava dentro do tabelão geral
>>  dos votos publicado na Internet.
>>
>> A partir daí, havia um forma de deciframento em cascata e
>> embaralhamento dos votos, feito de forma segura que podia ser
>> auditado pelos delegados, garantindo que os votos seriam todos
>> decifrados para serem contados e embaralhados para não serem
>> identificados.
>>
>> Soube, posteriormente, que o Rivest evoluiu a idéia do Chaum
>> criando um método mais fácil para o eleitor entender e usar.
> 
> 1) Sim, mas não é possível (até onde eu saiba) modificar o esquema do
> Rivest para as eleições brasileiras. O sistema do Rivest apenas funciona
> se todas as opções cabem na cédula. Nas eleições nacionais
> em Brasil há tantos candidatos que o eleitor deve preecher/digitar um
> número.
> 
> 2) Chaum simplificou seu protocolo de 2003. O novo protocolo se chama
> PunchScan. Não é tão simples que o Rivest, mas muito mais simples que o
> primeiro. Em particular, não há mais mixes.
> Mas tem o mesmo defeito: apenas funciona se todos candidatos
> (opções) cabem na cédula. Veja http://punchscan.org
<http://punchscan.org/> 
> 
> No caso da Câmera do Deputados suponho que isto não seja um problema;
> que todas as votações têm um número limitado de opções (5, no máximo 
> 10). Tenho razão?
> 
> Aliás, eu fiz uma pequena variação usando setas em vez de letras
> para associar as opções. Eu acho que fica mais claro
> mas David não gostou tanto. Mesmo assim, a ideia segue
> anexado.
> 
> Estou estudando PunchScan e o sistema de Rivest (que, segundo Chaum
> tem muitas desvantagens) e a minha meta para 2007
> é trazer e implementar um destes (ou talvez os dois)
> para ser usado nas universidades.
> Há várias eleições cada ano (chefe de departamente, Presidente da SBC,
> etc) em que um tal sistema pode ser experimentado.
> 
> Abraços
> 
> Jeroen
>  
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[ ]s
   Eng. Amilcar Brunazo Filho - Santos, SP

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      insegurança da urna eletrônica

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