Caro Carlos Começar cm qual lôgica? D ------------------------------------------------------ Décio Krause Departamento de Filosofia Universidade Federal de Santa Catarina 88040-900 Florianópolis - SC - Brasil http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause ------------------------------------------------------
Em 09/12/2011, às 20:41, Carlos Gonzalez <[email protected]> escreveu: > Eu li em algum lado que a ordem dada por Andrónico de Rodas era > didática. Começava com o Organon, seguia com a Física (e talvez > tratados naturais) e continuava com a Metafísica. Mas um nome dado à > Física é "Auscultações da natureza", "Naturalis Auscultationis", > Φυσικής Ακροάσεως [Physikés Acroáseos], de modo que "ta metá ta > physica" (literalmente: as coisas depois das coisas naturais) poderia > ser interpretado como "depois de ouvir com atenção a natureza". > > Acho um bom plano de trabalho esse do Andrónico: começar com a lógica, > ouvir com atenção a natureza e depois partir para a reflexão > filosófica. O problema é que levaria muito tempo. > > Carlos > > 2011/12/8 Francisco Antonio Doria <[email protected]>: >> Se me permitem, lembro que tà metà tà phusikà, originalmente, era como se >> chamavam os textos de Aristóteles que vinham depois do livro das coisas da >> natureza (tà phusikà). >> >> 2011/12/8 Daniel Durante <[email protected]> >> >>> Décio e Colegas, >>> >>> Chego com um pouco de atraso no debate, mas não resisti a dar meu pitaco >>> neste tema. Você escreveu: >>> >>> >>> Repito aqui a primeira parte do texto que o Tony mandou anteriormente. >>>> Peço que alguém leia atentamente e procure algo que preste: >>>> >>>> "A metafísica seria uma forma de pensar o múltiplo a partir do um, o >>>> outro a partir do mesmo, o diferente a partir do idêntico, a alteridade >>>> como uma alteração do mesmo, o diferente como uma degradação da identidade. >>>> É sob essa inspiração que pretendo discutir a diferença sexual e a >>>> articulação entre feminino - esse outro pensado na tradição a partir do >>>> mesmo -,alteridade e ética." >>>> >>> >>> Bem, talvez seja porque nos finais de semestre, para não reprovar a >>> maioria dos meus alunos, eu tenho que exercitar muito a capacidade de achar >>> algo que preste em textos, eu não vejo um poço escuro e sem fim de >>> charlatanismo no texto de nossa amiga. :) Vou tentar defendê-la: >>> >>> O que é a metafísica senão uma investigação "a priori" da realidade? Mas >>> como é que podemos conhecer a realidade "a priori"? "A priori" só posso >>> conhecer algum aspecto de mim mesmo, sejam as ideias inatas cartesianas, >>> sejam as formas puras da sensibilidade ou categorias do entendimento >>> kantianas,... E, no entanto, o mundo é, também, constituído destas coisas. >>> Pelo menos o mundo cognoscivel. Então, não vejo tanto absurdo nestas >>> fórmulas que ela apresenta sobre o que é a metafísica: "pensar o múltiplo a >>> partir do um, o outro a partir do mesmo, o diferente a partir do idêntico, >>> a alteridade como uma alteração do mesmo,...". Acredito em estilos >>> distintos de pensamento e mesmo de racionalidade. A filosofia é >>> especulativa e não faz mal nenhum especular sobre o lugar da diferença de >>> gêneros em nossa cultura partindo da ideia de que o masculino é o gênero >>> neutro, inicial, de onde emana o gênero feminino como diferença e >>> alteridade subsidiárias deste. As coisas são mesmo assim? Esta especulação >>> nos ilumina com a verdade? Não sei. Talvez nunca saberemos. Mas isso não >>> importa à Filosofia, afinal de contas ainda não sabemos se o fundamento >>> último do conhecimento são ideias claras ou dados dos sentidos, não sabemos >>> se a boa ação guia-se por princípios universais ou depende do cálculo das >>> suas consequências, não sabemos se o número sete existe sem unidade ou se >>> existem apenas sete pedras, sete pessoas, sete árvores,... não sabemos nem >>> como é que um nome próprio faz referência à coisa que nomeia. >>> >>> Eu não usaria as palavras que ela usa para caracterizar a metafísica, nem >>> estimularia meus alunos a usarem. Mas eu entendo estas palavras, e entendo >>> a proposta do artigo dela que o Tony copiou aqui um trecho e, sinceramente, >>> apenas pelos parágrafos que li, não vejo ali nenhum grande absurdo. >>> >>> Enfim, viva a diferença. >>> >>> Saudações, >>> Daniel >>> >>> >>> ______________________________**_________________ >>> Logica-l mailing list >>> [email protected] >>> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-**bin/mailman/listinfo/logica-l<http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l> >>> >> >> >> >> -- >> fad >> >> ahhata alati, awienta Wilushati >> _______________________________________________ >> Logica-l mailing list >> [email protected] >> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l > _______________________________________________ > Logica-l mailing list > [email protected] > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l _______________________________________________ Logica-l mailing list [email protected] http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
