João Marcos,

Eu não achei onde está escrito "proporcional", achei "proposiconal".

Enfim, não estou pensando como público-alvo exclusivo cursos de computação.
Mas, não vejo por que não faria sentido aos cursos de computação falar
dessas coisas. Ou o melhor é deixar os caras pensarem que Sócrates andava
com o iPhone ligado? Não é assim, ó Johnny!

Você aludiu ao caso de doutores recém-formados que não estão com conceitos
entendidos corretamente e no lugar. E você acha que é simplesmente uma
questão de maturidade. Mas, se servirem os resultados de pesquisas em
ensino e aprendizado da matemática, a questão pode não ser essa. Desconfio
que a forma como as coisas lhes foram apresentadas, com o sentido e os
referentes esvaziados é que pode ser responsável por isso. Ou seja, alguns
aprenderam a manipular símbolos, mas talvez sem consciência do que implique
o que fazem.

A computação não se desenvolveu somente a partir de fórmulas que explicaram
outras fórmulas. Seus conceitos fundamentais têm origem numa longa tradição
de pensamento binário que remonta a filósofos antes de Aristóteles. Não
vejo razão de não contar isto aos alunos da computação ou de outros cursos,
se isto puder promover o interesse e o entendimento.

Em 10 de abril de 2012 12:05, Joao Marcos <[email protected]> escreveu:

> > Primeiro, errata: leia-se "proposicional" onde está escrito
> "proposiconal",
> > faltou um "i".
>
> (Na verdade você escreveu "lógica proporcional".  Mas isso não é
> importante, Tony, nós sabemos o que você quis escrever.)
>
> > Segundo, J.M., não sei qual é o seu preconceito contra a maiêutica, se
> ela
> > foi importante para o desenvolvimento da lógica. Falara das três leis do
> > pensamento e apresentar o problema da batalha naval pode ser interessante
> > antes de falar de aspectos mais semânticos dos sistemas, como valoração,
> > tabelas de verdade, satisfabilidade, etc. É como quando se ensina física:
> > aumenta o interesse e ajuda a compreensão quando se conta a história de
> > Arquimedes na banheira para explicar o próprio princípio de Arquimedes.
>
> Não tenho nenhum "preconceito contra a maiêutica" (meu avô,
> ginecologista, é o fundador da maternidade da minha cidade natal).  Só
> não compreendo porque "em um primeiro capítulo, um livro pode falar da
> maiêutica, depois um pouco da escola megárica, do Organon e depois dos
> estóicos".  Isto é desnecessário para a maior parte dos cursos de
> lógica que me vêm à mente --- para alunos de Computação, por exemplo.
>
> > Terceiro, seria valioso para mim e outros se você pudesse passar aqui
> mesmo
> > uma relação de livros introdutórios que começam com a lógica
> intuicionista.
> > Eu estou à procura deles e não os achei pelo google. Achei sim alguns que
> > são voltados para quem já passou dos cursos de introdução à lógica.
>
> Homem, tome um livro qualquer que comece por dedução natural!  Largue
> mão destes livros antiquados da década de 50 e 60...
>
> JM
>
> --
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