Olá, Anderson e todos:

>> É, entretanto, embaraçoso aceitar argumentos do tipo: Héspero é o 
planeta Vênus. Logo, Fósforo é o planeta Vênus
>como dedutivamente válidos.

Eu apresentaria um pouco diferente. Da perspectiva clássico-formal abordada 
em um curso de Lógica I, esse argumento não tem a sua validade reconhecida. 
Contudo, divergindo do caso clássico, há boas razões para pensar que ele é 
válido e, o que é mais interessante, é um caso paradigmático de falha do 
princípio de onisciência lógica (aceito em sistemas normais de lógica 
epistêmica). Seguindo uma sugestão recorrente na literatura da área, eu 
argumento nesse sentido 
em: 
https://scholar.googleusercontent.com/scholar?q=cache:QBVLJ5zOT4oJ:scholar.google.com/+perspectiva+filos%C3%B3fica+b+r+mendon%C3%A7a+onisci%C3%AAncia+l%C3%B3gica&hl=pt-BR&as_sdt=0,5

Mas isso levanta boas questões: seria esse argumento materialmente válido? 
Talvez o ponto seja fazer jus a certa crítica possível à ideia de que a 
lógica é essencialmente formal... (pessoalmente, não acho que tenha a ver 
com a distinção analítico-sintético: o argumento é analítico mas não é alvo 
de conhecimento a priori).

Abraços
Bruno

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