Adolfo Neto Associate Professor - Federal University of Technology, Paraná Web: *https://adolfont.github.io/ <https://adolfont.github.io/>* Mestrado em Computação Aplicada: http://www.ppgca.ct.utfpr.edu.br
Em qui., 13 de ago. de 2026, 18:48, Márcio Palmares < [email protected]> escreveu: > Eu acho, apenas acho, que dificilmente alguém além do Terence Tao vai > divulgar o resultado inteiro de suas interações com um LLM... > > Talvez a interação seja nebulosa demais... Talvez os outputs da máquina > sejam ininteligíveis em suas primeiras versões e precisem de muito > refinamento até que se tornem digeríveis por humanos... > > Se eu estivesse lá quebrando a cabeça auxiliado pela máquina, fazendo > zilhões de perguntas para entender como algo aparentemente milagroso teria > sido obtido, eu não iria me expor publicamente, mostrando as perguntas > ingênuas que eu fiz, haha... Só alguém como o Terence Tao pode fazer isso > (por que as perguntas dele são geniais, não ingênuas...). > > Mas esse processo de identificar a máquina na autoria já está ocorrendo... > Mesmo que não faça sentido... > > O ChatGPT é descrito assim no documento citado acima: > > "OpenAI GPT-5.6 Pro contributed to exploration, proof development, exact > computational testing, adversarial auditing, and exposition." > > Ou seja, fez praticamente tudo... > Veja, esta é uma suposição forte sua baseada numa ausência de evidência. "Já que eu não sei o que fez, fez praticamente tudo." Vocês que são da área, peçam isso. É essencial. Talvez tenha feito tudo mesmo. Mas como fez? Mesmo que o definamos só como "uma ferramenta, um programa de computador", > essa coisa está produzindo uma revolução, e uma revolução traz consigo > transformações profundas, progressivas ou regressivas... > Da mesma forma que dizer Papagaio Estocástico não é xingar (só gente desinformada diz isso https://medium.com/@emilymenonbender/stochastic-parrots-frequently-unasked-questions-49c2e7d22d11 ), uma ferramenta pode trazer resultados muito interessantes. De avião a gente consegue ir em horas a lugares que levariam dias, meses. > Abraços, > > M. > > > > > > Em qui., 13 de ago. de 2026 às 18:28, Adolfo Neto <[email protected]> > escreveu: > >> Como assim dar crédito/autoria? >> Não faz sentido algum falar de autoria/crédito de um LLM (exceto para os >> TESCREAListas, talvez). >> É só uma ferramenta, um programa de computador. >> Uma ferramenta feita de forma antiética, mas uma ferramenta. >> >> Estou falando de Ciência Aberta, de revelação de método, o básico da >> Ciência. >> >> Não estou dizendo que não tem, só estou perguntando mesmo. >> >> Adolfo Neto >> Associate Professor - Federal University of Technology, Paraná >> Web: *https://adolfont.github.io/ <https://adolfont.github.io/>* >> Mestrado em Computação Aplicada: http://www.ppgca.ct.utfpr.edu.br >> >> >> Em qui., 13 de ago. de 2026, 17:52, Márcio Palmares < >> [email protected]> escreveu: >> >>> Não tenho ideia, Adolfo... >>> >>> Mas se eu fosse o Lech Mazur e se eu tivesse resolvido sozinho a maior >>> parte do problema, por que eu daria o crédito a um LLM? >>> >>> O matemático vive disso: de resolver problemas e de obter o >>> reconhecimento pelo seu trabalho... Por que as pessoas abririam mão da >>> autoria ou do mérito voluntariamente? >>> >>> Aqui parece que tem muita documentação sobre esse resultado do Lech >>> Mazur: >>> >>> https://www.proofatlas.ai/formalizations/sendov-conjecture/ >>> >>> O modo como ele é descrito na documentação é meio engraçado até: >>> >>> "Lech Mazur is the sole named manuscript author, accountable curator, >>> workflow designer, and reconciler of model outputs." >>> >>> M. >>> >>> >>> >>> >>> >>> Em qui., 13 de ago. de 2026 às 17:02, Adolfo Neto <[email protected]> >>> escreveu: >>> >>>> Alguma dessas provas está mostrando os prompts, o chat inteiro e o >>>> custo em tokens (quando houver)? >>>> >>>> >>>> Adolfo Neto >>>> Associate Professor - Federal University of Technology, Paraná >>>> Web: *https://adolfont.github.io/ <https://adolfont.github.io/>* >>>> Mestrado em Computação Aplicada: http://www.ppgca.ct.utfpr.edu.br >>>> >>>> >>>> Em qui., 13 de ago. de 2026, 15:44, Márcio Palmares < >>>> [email protected]> escreveu: >>>> >>>>> O que motivou a postagem do Daniel Tausk de hoje não foi o caso do >>>>> neurocirurgião, e sim o caso de um sujeito chamado Lech Mazur, que >>>>> resolveu >>>>> uma tal conjectura de Sendov. De acordo com Daniel Tausk, Lech Mazur não >>>>> parece ser matemático profissional. O problema interessou ao Terence Tao, >>>>> que apresentou ontem, 12 de agosto, mais uma de suas "digestões": >>>>> >>>>> >>>>> https://terrytao.wordpress.com/2026/08/12/a-digestion-of-the-proof-of-sendovs-conjecture/ >>>>> >>>>> Mesmo jogando fora a tese do novo sujeito epistêmico e recuando para a >>>>> posição apresentada pelo João Marcos: >>>>> >>>>> "sistema epistêmico híbrido poderoso que se assemelha funcionalmente a >>>>> um tipo de arquitetura neuro-simbólica, atuando usualmente sob supervisão >>>>> externa" >>>>> >>>>> me parece difícil dizer, em ambos os casos, que a máquina atuou apenas >>>>> como assistente de prova ou fez apenas força bruta... Não parece ser isso >>>>> o >>>>> que os próprios co-autores dos resultados declaram... Nos dois casos eles >>>>> afirmam que passos cruciais foram obtidos pela máquina... >>>>> >>>>> Comentário do ChatGPT (conferir se procede integralmente): >>>>> >>>>> "No caso da *conjectura de Sendov*, não estamos diante de uma >>>>> situação em que o humano já possuía a demonstração e usou a IA para >>>>> preencher lacunas, conferir contas ou formalizá-la. O próprio artigo de >>>>> Mazur declara expressamente que o GPT-5.6 Pro teve *papel substancial >>>>> na descoberta e na derivação da matemática*, participando da >>>>> exploração, desenvolvimento da prova, testes computacionais e auditoria >>>>> adversarial. Mazur descreve seu próprio papel como curador, *prompter*, >>>>> projetista do fluxo de trabalho e selecionador/reconciliador dos >>>>> resultados >>>>> produzidos pelo modelo." >>>>> >>>>> (Fonte apontada pelo ChatGPT: >>>>> https://www.proofatlas.ai/papers/sendov-conjecture/SENDOV_CONJECTURE_PROOF_AUGUST_5_2026.pdf >>>>> ) >>>>> >>>>> "E o caso Jin é ainda mais incômodo. >>>>> >>>>> A documentação disponível permite ser muito preciso. Townsend e >>>>> Greenbaum relatam que o *resultado central*, o Teorema 3.1 da prova >>>>> de Crouzeix, surgiu numa execução de aproximadamente *dezesseis horas >>>>> do GPT-5.6 Sol*. Jin iniciou a execução e *não interveio mais*. O >>>>> prompt mandava vários subagentes explorar estratégias genuinamente >>>>> diferentes, evitar convergência prematura, atacar adversarialmente provas >>>>> candidatas e persistir até sobreviver um argumento completo. >>>>> >>>>> E o próprio artigo de Jin atribui ao ChatGPT uma ideia matemática >>>>> extremamente concreta: amostrar o núcleo matricial de Herglotz nos >>>>> autovalores conjugados escalados e acrescentar a amostra na origem para >>>>> cancelar determinado termo corretivo. Essa é justamente parte do mecanismo >>>>> central da prova. >>>>> >>>>> Então dizer simplesmente: >>>>> >>>>> “Jin guiou a ferramenta na busca de uma prova” >>>>> >>>>> pode induzir uma imagem que não corresponde ao episódio decisivo. >>>>> Ele certamente *montou o problema, selecionou o sistema e desenhou o >>>>> ambiente de busca*. Mas durante a execução que produziu o ingrediente >>>>> decisivo, não estava guiando passo a passo." >>>>> >>>>> (Fonte: >>>>> https://alextownsend.net/essays/SIAMNews_CrouzeixConjecture.pdf) >>>>> >>>>> Ou seja, parece ser meio improvável que se reduza a força bruta... E >>>>> há muitos outros resultados caindo sobre as nossas cabeças em que há >>>>> componentes claramente criativos no que a máquina faz... >>>>> >>>>> Em resumo, mesmo jogando fora a tese do "outro sujeito epistêmico", a >>>>> revolução está aí... E os resultados dela podem nos atingir como uma >>>>> catástrofe natural, ou podemos tentar entender o que está acontecendo e >>>>> podemos tentar intervir na realidade para que o curso dos acontecimentos >>>>> não seja ditado apenas pelas forças cegas da economia... Isto é, podemos >>>>> tentar colocar um ingrediente humano na coisa, uma direção escolhida >>>>> conscientemente. (Se falharmos completamente, pelo menos teremos tentado >>>>> alguma coisa.) >>>>> >>>>> M. >>>>> >>>>> >>>>> >>>>> >>>>> Em qui., 13 de ago. de 2026 às 12:49, Márcio Palmares < >>>>> [email protected]> escreveu: >>>>> >>>>>> Postagem de hoje do Daniel Tausk no Facebook: >>>>>> >>>>>> https://www.facebook.com/share/1C1Ggnhkia/ >>>>>> >>>>>> Não sei o que ele pensa sobre política, isso não me interessa >>>>>> diretamente (se é de esquerda ou de direita, para mim é irrelevante para >>>>>> a >>>>>> discussão que estamos fazendo aqui). >>>>>> >>>>>> O que interessa é que ele foi um matemático profissional por certo >>>>>> tempo, e a opinião e os sentimentos dele são característicos, refletem o >>>>>> que muitos matemáticos estão sentindo agora. >>>>>> >>>>>> Vejam o que ele escreveu quando alguém perguntou a ele quais seriam >>>>>> as consequências possivelmente negativas dessa revolução em curso: >>>>>> >>>>>> "Rodrigo Abreu para a humanidade como um todo talvez nenhuma --- mas >>>>>> é tão difícil de prever e tanta coisa revolucionária estará acontecendo >>>>>> ao >>>>>> mesmo tempo, essa questão da matemática pode ser só um detalhe. Para >>>>>> indivíduos específicos, para as pessoas que dedicaram a vida inteira à >>>>>> matemática, pode ser catastrófico --- tanto em termos práticos (perda de >>>>>> renda) como na perda do próprio sentido da vida. Se isso estivesse >>>>>> acontecendo num outro momento da minha vida eu estaria devastado. Como >>>>>> desde a pandemia eu fui gradualmente me afastando da pesquisa em >>>>>> matemática >>>>>> pura para trabalhar com outras coisas, não sinto um impacto emocional >>>>>> muito >>>>>> forte. Ainda não sei como serão os impactos práticos na minha profissão, >>>>>> tudo é muito incerto, mas ao menos eu tenho estabilidade de funcionário >>>>>> público na USP. Mas para muita gente a habilidade de resolver problemas >>>>>> de >>>>>> matemática é o que define toda a identidade da pessoa." >>>>>> >>>>>> Na mosca. >>>>>> >>>>>> O problema é real. É humano. >>>>>> >>>>>> Eu sempre reparo nos relojoeiros nas galerias... Lojas outrora muito >>>>>> visitadas. São velhos, em geral, os relojoeiros. Quase ninguém mais >>>>>> compra >>>>>> relógios. E ninguém lembra do relojoeiro. Mas ele tinha uma importância, >>>>>> uma vida. Uma profissão. Era respeitado. >>>>>> >>>>>> Se a superestrutura desmoronar sobre as nossas cabeças, seremos como >>>>>> o relojoeiro entristecido em uma galeria tomada por lojinhas que vendem >>>>>> capinhas para celulares... >>>>>> >>>>>> M. >>>>>> >>>>>> >>>>>> >>>>>> Em quinta-feira, 13 de agosto de 2026, Márcio Palmares < >>>>>> [email protected]> escreveu: >>>>>> >>>>>>> Valeu, pessoal! >>>>>>> >>>>>>> Obrigado pelas divergências e ponderações! >>>>>>> >>>>>>> Eu posso sacrificar sem problemas a minha tese 4 em favor de uma >>>>>>> visão mais bem informada e sensata, como essa que o João Marcos ilustrou >>>>>>> (com a qual eu tendo a corcordar). Talvez "cognição híbrida" seja uma >>>>>>> síntese melhor do que "novo sujeito epistêmico". >>>>>>> >>>>>>> (Vou meditar cuidadosamente com base na intervenção do João Marcos >>>>>>> para ver o que preciso abandonar do meu ponto de vista.) >>>>>>> >>>>>>> Mas as divergências todas são muito boas, pois permitem que >>>>>>> encontremos um rumo no olho do furacão. >>>>>>> >>>>>>> A razão do meu maravilhamento (o Walter tem razão em apontar isso) é >>>>>>> que eu tenho uma "agenda filosófica" e posso estar projetando nas >>>>>>> evidências o que eu gostaria de ver nelas! >>>>>>> >>>>>>> Essa reportagem aqui da Quanta Magazine sobre a produção de células >>>>>>> artificiais: >>>>>>> >>>>>>> >>>>>>> https://www.quantamagazine.org/for-the-first-time-a-cell-built-from-scratch-grows-and-divides-20260701/ >>>>>>> >>>>>>> termina com uma sentença que contém o fundamento da minha "agenda >>>>>>> filosófica": >>>>>>> >>>>>>> “Se você quer entender o que é a vida”, disse Boekhoven, “primeiro >>>>>>> você precisa construir a vida.” >>>>>>> >>>>>>> Analogamente, se quisermos entender o que é inteligência e o que é >>>>>>> criatividade, primeiro precisamos construir inteligência e construir >>>>>>> criatividade. >>>>>>> >>>>>>> Quando tal coisa estiver construída, máquinas inteligentes que >>>>>>> produzem conhecimento, todo o mistério, todo o resíduo de pensamento >>>>>>> místico ou mágico sobre a inteligência e a criatividade deixará de >>>>>>> existir. >>>>>>> >>>>>>> Então, muito provavelmente estou errado sobre o estado atual dessas >>>>>>> máquinas... Mas a tendência aponta em qual direção? As evidências estão >>>>>>> se >>>>>>> acumulando em favor de qual interpretação? Precisamos olhar para a >>>>>>> dinâmica, para a tendência... >>>>>>> >>>>>>> No livrinho de 2002 do Tim Gowers, "Mathematics. A very short >>>>>>> introduction", além da previsão de que os computadores nos superariam >>>>>>> totalmente em um século, ele responde a várias questões interessantes... >>>>>>> Uma delas era assim: >>>>>>> >>>>>>> "Pode realmente um amador conseguir obter resultados de alto nível >>>>>>> em matemática?" >>>>>>> >>>>>>> A resposta de Gowers é negativa. E a explicação é muito >>>>>>> interessante: é necessário um investimento altíssimo para formar um >>>>>>> matemático de ponta: muitos anos de trabalho duro até que ele esteja em >>>>>>> condições de conhecer a literatura da área e produzir pesquisa original. >>>>>>> Atualmente, isso está completamente fora do alcance de um amador. >>>>>>> >>>>>>> Noutras palavras: é caríssimo produzir um matemático profissional, >>>>>>> de elite. Normalmente, ele já vem de uma boa família, com pais com >>>>>>> ensino >>>>>>> superior, uma condição social ao menos mediana. Depois passa anos na >>>>>>> graduação, mestrado e doutorado, pós-doc, e então está no nível em que >>>>>>> compreende a literatura de sua área. É um investimento social bastante >>>>>>> grande. >>>>>>> >>>>>>> O que é perturbador no caso desse neurocirurgião é que, embora ele >>>>>>> não fosse um leigo e estivesse trabalhando no problema há anos, ele >>>>>>> conseguiu, assistido pela máquina e guiando a máquina, produzir um >>>>>>> resultado >>>>>>> >>>>>>> por fora da cadeia normal de produção do saber científico >>>>>>> >>>>>>> isto é, por fora da "estrutura", por fora das "relações de produção". >>>>>>> >>>>>>> Isto sugere que uma "força produtiva" (o pensamento humano) foi >>>>>>> potencializada por uma revolução tecnológica e está rompendo as >>>>>>> relações de >>>>>>> produção ou tensionando-as, questionando-as. É a condição do advento de >>>>>>> uma >>>>>>> típica revolução social (na interpretação de Marx para revoluções >>>>>>> econômicas e sociais). Estou parafraseando essa interpretação para >>>>>>> arriscarmos uma interpretação sobre o que estamos vivendo... >>>>>>> >>>>>>> Mesmo decartando o meu maravilhamento que pode produzir a ilusão de >>>>>>> que estejamos diante de um "outro" (antropomorfização), ainda há o >>>>>>> problema >>>>>>> real de uma revolução tecnológica... >>>>>>> >>>>>>> E sobre o consequente desmoronamento da superestrutura atual da >>>>>>> ciência, esse fenômeno será essencialmente negativo se ficar sob o >>>>>>> comando >>>>>>> cego das forças econômicas... Precisa haver intervenção humana >>>>>>> consciente >>>>>>> no rumo dos acontecimentos para que eles avancem numa direção >>>>>>> progressiva e >>>>>>> não regressiva... Por isso precisamos que a nossa elite intelectual se >>>>>>> manifeste publicamente (isso tem acontecido, mas a uma taxa ainda >>>>>>> insuficiente) e tente agarrar o boi pelo chifre e direcionar o rumo dos >>>>>>> acontecimentos... >>>>>>> >>>>>>> Abraços, >>>>>>> >>>>>>> M. >>>>>>> >>>>>>> >>>>>>> >>>>>>> >>>>>>> >>>>>>> Em quinta-feira, 13 de agosto de 2026, Joao Marcos < >>>>>>> [email protected]> escreveu: >>>>>>> >>>>>>>> Comentário do ChatGPT sobre *agência epistêmica*: >>>>>>>> >>>>>>>> "Um LLM isolado não é naturalmente um agente epistêmico capaz de >>>>>>>> manter compromissos. Um LLM pode, contudo, funcionar como o componente >>>>>>>> linguístico e raciocinativo de um sistema mais amplo, dotado de um >>>>>>>> estado >>>>>>>> epistêmico explícito, persistente e revisável." >>>>>>>> >>>>>>>> A nossa comunidade tem há muitos anos desenvolvido arquiteturas >>>>>>>> epistêmicas e aparatos para revisão de crenças. Os LLMs seguem >>>>>>>> orientações >>>>>>>> "com muita paciência" (pareidolia!), executam interpretação >>>>>>>> linguística e >>>>>>>> buscas em espaços enormes. Em conjunto com humanos (que decidem em >>>>>>>> geral o >>>>>>>> que conta como "evidência confiável"), os LLMs formam presentemente um >>>>>>>> sistema epistêmico híbrido poderoso que se assemelha funcionalmente a >>>>>>>> um >>>>>>>> tipo de arquitetura neuro-simbólica, atuando usualmente sob supervisão >>>>>>>> externa. Eles podem sugerir inferências (nem sempre corretas) e >>>>>>>> produzir >>>>>>>> respostas (nem sempre sensatas) às questões recebidas. >>>>>>>> >>>>>>>> Uma questão particularmente interessante diz respeito à autonomia >>>>>>>> prática que os sistemas computacionais atuais podem (ou devem) vir a >>>>>>>> ter, e >>>>>>>> também ao tipo de responsabilidades que lhes pode ser atribuída. No >>>>>>>> último >>>>>>>> SBFA, em Recife, houve, de fato, algumas palestras exatamente sobre >>>>>>>> estes >>>>>>>> assuntos. Podemos falar, por exemplo, em autonomia no nível da >>>>>>>> execução, >>>>>>>> sem autonomia no nível da constituição normativa. >>>>>>>> >>>>>>>> Outra coisa (também trabalhada pela nossa comunidade há vários >>>>>>>> anos): os sistemas computacionais atuais não possuem ---talvez? >>>>>>>> ainda?--- >>>>>>>> complexidade auto-organizacional suficiente para que possamos falar de >>>>>>>> emergência comportamental num sentido forte. Se este cenário mudar, >>>>>>>> contudo, talvez já não tenhamos mais como escapar do problema da >>>>>>>> responsabilidade moral dos ditos agentes. >>>>>>>> >>>>>>>> João Marcos >>>>>>>> >>>>>>> -- >>>>> LOGICA-L >>>>> Lista acadêmica brasileira dos profissionais e estudantes da área de >>>>> Lógica <[email protected]> >>>>> --- >>>>> Você recebeu essa mensagem porque está inscrito no grupo "LOGICA-L" >>>>> dos Grupos do Google. >>>>> Para cancelar inscrição nesse grupo e parar de receber e-mails dele, >>>>> envie um e-mail para [email protected]. >>>>> Para ver esta conversa, acesse >>>>> https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/d/msgid/logica-l/CAA_hCxUUMxjBbQZy7G5eN%3Da0gEey6DxvMShsRfXfW6wX1z%3Dvhw%40mail.gmail.com >>>>> <https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/d/msgid/logica-l/CAA_hCxUUMxjBbQZy7G5eN%3Da0gEey6DxvMShsRfXfW6wX1z%3Dvhw%40mail.gmail.com?utm_medium=email&utm_source=footer> >>>>> . >>>>> >>>> -- LOGICA-L Lista acadêmica brasileira dos profissionais e estudantes da área de Lógica <[email protected]> --- Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "LOGICA-L" dos Grupos do Google. Para cancelar inscrição nesse grupo e parar de receber e-mails dele, envie um e-mail para [email protected]. Para ver esta conversa, acesse https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/d/msgid/logica-l/CANspyYXL5HWhzPcX9aph_t_X-OzQ-1YuC1LT0LTuc-4tLsK0MA%40mail.gmail.com.
