On Fri, Aug 14, 2026 at 8:44 AM Joao Marcos <[email protected]> wrote:

> Viva, Adolfo:
>
> Faço aqui a minha última contribuição a este fio de conversa, pois
> talvez ela (ou a minha contribuição a ela) já não esteja sendo muito
> produtiva.
> Recordo que entrei nela, lá no início, para tentar introduzir uma
> definição mais operacional de "agente epistêmico".
>


OK

>
> >> > Alguma dessas provas está mostrando os prompts, o chat inteiro e o
> custo em tokens (quando houver)?
> >>
> >> Hummm...  Por qual razão alguém deveria se preocupar em publicar todo
> >> o histórico de uma determinada "conversa investigativa"?  Não é comum
> >
> > Ciência Aberta. Reprodutibilidade. Sei que não é muito comum na Lógica e
> na Matemática, mas fazíamos muito isso na Engenharia de Software.
>
> A reprodutibilidade de uma demonstração não pressupõe a
> reprodutibilidade (e nem mesmo o registro) do processo heurístico que
> levou a ela.
>

OK


> > A pessoa usou uma ferramenta. Não tem custo quase nenhum fazer isso que
> eu disse: cria os links, coloca num apêndice os links (não o texto completo
> dos chats - ninguém merece). Easy peasy.
>
> Eu não esperaria um link para as conversas que um autor tem com os
> interlocutores que contribuíram para o seu trabalho.  Se decerto não
> estamos falando de um "colega", ainda podemos falar de um "simulador
> de performances discursivas situadas" (ou, neste caso, de um
> "simulador de atividade matemática discursivamente articulada"), ou
> mais precisamente de um "simulador generativo de possíveis
> continuações discursivas, condicionado pelo contexto".
>

Não entendi nada. Mas deixa pra lá.



>
> >> em absoluto na Matemática relatar todos os tombos que alguém levou
> >> enquanto tateava para encontrar a porta de saída...
> >
> > Não antropomorfizar, por favor. É uma ferramenta.
>
> Nesta parte da *analogia* eu estava antropomorfizando humanos,
> mesmo...  Sei que nem todos "merecem" isso, mas é um hábito que eu
> tenho!
>

A antropomorfização de que eu estava falando é a mencionada aqui
https://buttondown.com/maiht3k/archive/how-to-talk-about-ai-without-adding-to-the/
e incluir fazer analogias/comparações com humanos.
Mas eu mesmo caio nessa de antropomorfizar às vezes. É complicado, pois é a
linguagem de muitos.



>
> >> Claro, pode cumprir um bom papel pedagógico tornar públicas as
> >> interações com a LLM que tiveram papel epistêmico relevante na
> >> obtenção ou na justificação do resultado.  É disto que estamos
> >> falando?
> >
> > Mais do que isso, mas Isso também.
> >
> > Registro. Eu aprendi que é importante registrar o que a gente faz com
> ferramentas que é relevante pra obter o resultado, a menos que seja algo
> muito básico (usar uma planilha).
>
> O histórico completo da conversa poderia ser de algum interesse para
> aqueles que estão interessados na proveniência epistêmica de um
> determinado resultado.  A divulgação do mesmo seria oportuna na medida
> em que sua omissão impeça a comunidade de compreender, avaliar ou
> reproduzir adequadamente aquilo que está sendo alegado.
>

Deixo claro que os meus requisitos são maiores do que os que se vê por aí.




>
> > Pelo que conheço da arquitetura de LLMs, como são "treinados" como é
> feita a "inferência", não faz sentido algum chamar um humano escrevendo
> prompts e recebendo saídas de um LLM de
> >
> > sistema epistêmico híbrido
>
> Registro que você não gostou da terminologia sugerida.  Reitero que o
> objetivo era diferenciar "sistema epistêmico híbrido" (no qual, em
> particular, a responsabilidade epistêmica e autoral continua recaindo
> principalmente sobre o humano que está [está, mesmo?] no comando) de
> "agente epistêmico".  Mas talvez você estivesse esperando uma
> integração mais iterativa e uma distribuição mais funcional do
> trabalho?  Não tenho como saber, pois não foi apresentado um
> argumento...
>

Não é mesmo relevante.



>
> > Observem que a possibilidade de qualquer coisa que lembre "pensamento"
> não faz parte da nossa conversa pois somos duas pessoas que sabemos o
> básico de como LLMs funcionam.
>
> Se eu usei a palavra "pensamento", certamente foi por deslize meu.
> Não era relevante para a discussão original sobre "agentes
> epistêmicos".
>


Ninguém mencionou aqui, que eu tenha visto. Mencionam por aí. Por isso que
eu disse que não fez parte da nossa conversa.



>
> >> Muita gente ainda publica e publicará! (e muita gente vai ganhar
> >> dinheiro vendendo dicas sobre "engenharia de prompt")  Mas papers *de
> >> Matemática* escritos em colaboração entre humanos raramente registram
> >> as conversas que eles tiveram enquanto faziam suas tempestades de
> >> ideias, não é?
> >
> > É, por que humanos não são ferramentas
>
> Bem, muita gente se diz "instrumento da paz divina" (ver Oração de São
> Francisco de Assis, no original francês ou em qualquer uma de suas
> traduções). 🙏🏽
>


🤣


>
> > Quando a gente usa ferramentas, principalmente ferramentas com um grau
> de aleatiriedade como LLMs, é uma boa prática incluir os prompts, os chats,
> se algo de relevante foi obtido na saída.
> >
> > Se não saiu nada relevante, não precisa. Mas neste caso nem existiria
> esta conversa aqui, imagino.
>
> Já falei sobre isso nas minhas respostas anteriores.
>
> > Da mesma forma que dizer Papagaio Estocástico não é xingar (só gente
> desinformada diz isso
> https://medium.com/@emilymenonbender/stochastic-parrots-frequently-unasked-questions-49c2e7d22d11
> ), uma ferramenta pode trazer resultados muito interessantes.
> > De avião a gente consegue ir em horas a lugares que levariam dias, meses.
>
> Não segue daí que seja preciso registrar cada martelada, cada vôo, ou
> cada conversa com o papagaio da vizinha.
>

Nunca tive uma vizinha com papagaio 🦜🤣



>
> []s, João Marcos
>


-- 
Adolfo Neto
Associate Professor - Federal University of Technology, Paraná
Web: *https://adolfont.github.io/ <https://adolfont.github.io/>*
Mestrado em Computação Aplicada: http://www.ppgca.ct.utfpr.edu.br

-- 
LOGICA-L
Lista acadêmica brasileira dos profissionais e estudantes da área de Lógica 
<[email protected]>
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