Eu acho, apenas acho, que dificilmente alguém além do Terence Tao vai
divulgar o resultado inteiro de suas interações com um LLM...

Talvez a interação seja nebulosa demais... Talvez os outputs da máquina
sejam ininteligíveis em suas primeiras versões e precisem de muito
refinamento até que se tornem digeríveis por humanos...

Se eu estivesse lá quebrando a cabeça auxiliado pela máquina, fazendo
zilhões de perguntas para entender como algo aparentemente milagroso teria
sido obtido, eu não iria me expor publicamente, mostrando as perguntas
ingênuas que eu fiz, haha... Só alguém como o Terence Tao pode fazer isso
(por que as perguntas dele são geniais, não ingênuas...).

Mas esse processo de identificar a máquina na autoria já está ocorrendo...
Mesmo que não faça sentido...

O ChatGPT é descrito assim no documento citado acima:

"OpenAI GPT-5.6 Pro contributed to exploration, proof development, exact
computational testing, adversarial auditing, and exposition."

Ou seja, fez praticamente tudo... Mesmo que o definamos só como "uma
ferramenta, um programa de computador", essa coisa está produzindo uma
revolução, e uma revolução traz consigo transformações profundas,
progressivas ou regressivas...

Abraços,

M.





Em qui., 13 de ago. de 2026 às 18:28, Adolfo Neto <[email protected]>
escreveu:

> Como assim dar crédito/autoria?
> Não faz sentido algum falar de autoria/crédito de um LLM (exceto para os
> TESCREAListas, talvez).
> É só uma ferramenta, um programa de computador.
> Uma ferramenta feita de forma antiética, mas uma ferramenta.
>
> Estou falando de Ciência Aberta, de revelação de método, o básico da
> Ciência.
>
> Não estou dizendo que não tem, só estou perguntando mesmo.
>
> Adolfo Neto
> Associate Professor - Federal University of Technology, Paraná
> Web: *https://adolfont.github.io/ <https://adolfont.github.io/>*
> Mestrado em Computação Aplicada: http://www.ppgca.ct.utfpr.edu.br
>
>
> Em qui., 13 de ago. de 2026, 17:52, Márcio Palmares <
> [email protected]> escreveu:
>
>> Não tenho ideia, Adolfo...
>>
>> Mas se eu fosse o Lech Mazur e se eu tivesse resolvido sozinho a maior
>> parte do problema, por que eu daria o crédito a um LLM?
>>
>> O matemático vive disso: de resolver problemas e de obter o
>> reconhecimento pelo seu trabalho... Por que as pessoas abririam mão da
>> autoria ou do mérito voluntariamente?
>>
>> Aqui parece que tem muita documentação sobre esse resultado do Lech Mazur:
>>
>> https://www.proofatlas.ai/formalizations/sendov-conjecture/
>>
>> O modo como ele é descrito na documentação é meio engraçado até:
>>
>> "Lech Mazur is the sole named manuscript author, accountable curator,
>> workflow designer, and reconciler of model outputs."
>>
>> M.
>>
>>
>>
>>
>>
>> Em qui., 13 de ago. de 2026 às 17:02, Adolfo Neto <[email protected]>
>> escreveu:
>>
>>> Alguma dessas provas está mostrando os prompts, o chat inteiro e o custo
>>> em tokens (quando houver)?
>>>
>>>
>>> Adolfo Neto
>>> Associate Professor - Federal University of Technology, Paraná
>>> Web: *https://adolfont.github.io/ <https://adolfont.github.io/>*
>>> Mestrado em Computação Aplicada: http://www.ppgca.ct.utfpr.edu.br
>>>
>>>
>>> Em qui., 13 de ago. de 2026, 15:44, Márcio Palmares <
>>> [email protected]> escreveu:
>>>
>>>> O que motivou a postagem do Daniel Tausk de hoje não foi o caso do
>>>> neurocirurgião, e sim o caso de um sujeito chamado Lech Mazur, que resolveu
>>>> uma tal conjectura de Sendov. De acordo com Daniel Tausk, Lech Mazur não
>>>> parece ser matemático profissional. O problema interessou ao Terence Tao,
>>>> que apresentou ontem, 12 de agosto, mais uma de suas "digestões":
>>>>
>>>>
>>>> https://terrytao.wordpress.com/2026/08/12/a-digestion-of-the-proof-of-sendovs-conjecture/
>>>>
>>>> Mesmo jogando fora a tese do novo sujeito epistêmico e recuando para a
>>>> posição apresentada pelo João Marcos:
>>>>
>>>> "sistema epistêmico híbrido poderoso que se assemelha funcionalmente a
>>>> um tipo de arquitetura neuro-simbólica, atuando usualmente sob supervisão
>>>> externa"
>>>>
>>>> me parece difícil dizer, em ambos os casos, que a máquina atuou apenas
>>>> como assistente de prova ou fez apenas força bruta... Não parece ser isso o
>>>> que os próprios co-autores dos resultados declaram... Nos dois casos eles
>>>> afirmam que passos cruciais foram obtidos pela máquina...
>>>>
>>>> Comentário do ChatGPT (conferir se procede integralmente):
>>>>
>>>> "No caso da *conjectura de Sendov*, não estamos diante de uma situação
>>>> em que o humano já possuía a demonstração e usou a IA para preencher
>>>> lacunas, conferir contas ou formalizá-la. O próprio artigo de Mazur declara
>>>> expressamente que o GPT-5.6 Pro teve *papel substancial na descoberta
>>>> e na derivação da matemática*, participando da exploração,
>>>> desenvolvimento da prova, testes computacionais e auditoria adversarial.
>>>> Mazur descreve seu próprio papel como curador, *prompter*, projetista
>>>> do fluxo de trabalho e selecionador/reconciliador dos resultados produzidos
>>>> pelo modelo."
>>>>
>>>> (Fonte apontada pelo ChatGPT:
>>>> https://www.proofatlas.ai/papers/sendov-conjecture/SENDOV_CONJECTURE_PROOF_AUGUST_5_2026.pdf
>>>> )
>>>>
>>>> "E o caso Jin é ainda mais incômodo.
>>>>
>>>> A documentação disponível permite ser muito preciso. Townsend e
>>>> Greenbaum relatam que o *resultado central*, o Teorema 3.1 da prova de
>>>> Crouzeix, surgiu numa execução de aproximadamente *dezesseis horas do
>>>> GPT-5.6 Sol*. Jin iniciou a execução e *não interveio mais*. O prompt
>>>> mandava vários subagentes explorar estratégias genuinamente diferentes,
>>>> evitar convergência prematura, atacar adversarialmente provas candidatas e
>>>> persistir até sobreviver um argumento completo.
>>>>
>>>> E o próprio artigo de Jin atribui ao ChatGPT uma ideia matemática
>>>> extremamente concreta: amostrar o núcleo matricial de Herglotz nos
>>>> autovalores conjugados escalados e acrescentar a amostra na origem para
>>>> cancelar determinado termo corretivo. Essa é justamente parte do mecanismo
>>>> central da prova.
>>>>
>>>> Então dizer simplesmente:
>>>>
>>>> “Jin guiou a ferramenta na busca de uma prova”
>>>>
>>>> pode induzir uma imagem que não corresponde ao episódio decisivo.
>>>> Ele certamente *montou o problema, selecionou o sistema e desenhou o
>>>> ambiente de busca*. Mas durante a execução que produziu o ingrediente
>>>> decisivo, não estava guiando passo a passo."
>>>>
>>>> (Fonte: https://alextownsend.net/essays/SIAMNews_CrouzeixConjecture.pdf
>>>> )
>>>>
>>>> Ou seja, parece ser meio improvável que se reduza a força bruta... E há
>>>> muitos outros resultados caindo sobre as nossas cabeças em que há
>>>> componentes claramente criativos no que a máquina faz...
>>>>
>>>> Em resumo, mesmo jogando fora a tese do "outro sujeito epistêmico", a
>>>> revolução está aí... E os resultados dela podem nos atingir como uma
>>>> catástrofe natural, ou podemos tentar entender o que está acontecendo e
>>>> podemos tentar intervir na realidade para que o curso dos acontecimentos
>>>> não seja ditado apenas pelas forças cegas da economia... Isto é, podemos
>>>> tentar colocar um ingrediente humano na coisa, uma direção escolhida
>>>> conscientemente. (Se falharmos completamente, pelo menos teremos tentado
>>>> alguma coisa.)
>>>>
>>>> M.
>>>>
>>>>
>>>>
>>>>
>>>> Em qui., 13 de ago. de 2026 às 12:49, Márcio Palmares <
>>>> [email protected]> escreveu:
>>>>
>>>>> Postagem de hoje do Daniel Tausk no Facebook:
>>>>>
>>>>> https://www.facebook.com/share/1C1Ggnhkia/
>>>>>
>>>>> Não sei o que ele pensa sobre política, isso não me interessa
>>>>> diretamente (se é de esquerda ou de direita, para mim é irrelevante para a
>>>>> discussão que estamos fazendo aqui).
>>>>>
>>>>> O que interessa é que ele foi um matemático profissional por certo
>>>>> tempo, e a opinião e os sentimentos dele são característicos, refletem o
>>>>> que muitos matemáticos estão sentindo agora.
>>>>>
>>>>> Vejam o que ele escreveu quando alguém perguntou a ele quais seriam as
>>>>> consequências possivelmente negativas dessa revolução em curso:
>>>>>
>>>>> "Rodrigo Abreu para a humanidade como um todo talvez nenhuma --- mas é
>>>>> tão difícil de prever e tanta coisa revolucionária estará acontecendo ao
>>>>> mesmo tempo, essa questão da matemática pode ser só um detalhe. Para
>>>>> indivíduos específicos, para as pessoas que dedicaram a vida inteira à
>>>>> matemática, pode ser catastrófico --- tanto em termos práticos (perda de
>>>>> renda) como na perda do próprio sentido da vida. Se isso estivesse
>>>>> acontecendo num outro momento da minha vida eu estaria devastado. Como
>>>>> desde a pandemia eu fui gradualmente me afastando da pesquisa em 
>>>>> matemática
>>>>> pura para trabalhar com outras coisas, não sinto um impacto emocional 
>>>>> muito
>>>>> forte. Ainda não sei como serão os impactos práticos na minha profissão,
>>>>> tudo é muito incerto, mas ao menos eu tenho estabilidade de funcionário
>>>>> público na USP. Mas para muita gente a habilidade de resolver problemas de
>>>>> matemática é o que define toda a identidade da pessoa."
>>>>>
>>>>> Na mosca.
>>>>>
>>>>> O problema é real. É humano.
>>>>>
>>>>> Eu sempre reparo nos relojoeiros nas galerias... Lojas outrora muito
>>>>> visitadas. São velhos, em geral, os relojoeiros. Quase ninguém mais compra
>>>>> relógios. E ninguém lembra do relojoeiro. Mas ele tinha uma importância,
>>>>> uma vida. Uma profissão. Era respeitado.
>>>>>
>>>>> Se a superestrutura desmoronar sobre as nossas cabeças, seremos como o
>>>>> relojoeiro entristecido em uma galeria tomada por lojinhas que vendem
>>>>> capinhas para celulares...
>>>>>
>>>>> M.
>>>>>
>>>>>
>>>>>
>>>>> Em quinta-feira, 13 de agosto de 2026, Márcio Palmares <
>>>>> [email protected]> escreveu:
>>>>>
>>>>>> Valeu, pessoal!
>>>>>>
>>>>>> Obrigado pelas divergências e ponderações!
>>>>>>
>>>>>> Eu posso sacrificar sem problemas a minha tese 4 em favor de uma
>>>>>> visão mais bem informada e sensata, como essa que o João Marcos ilustrou
>>>>>> (com a qual eu tendo a corcordar). Talvez "cognição híbrida" seja uma
>>>>>> síntese melhor do que "novo sujeito epistêmico".
>>>>>>
>>>>>> (Vou meditar cuidadosamente com base na intervenção do João Marcos
>>>>>> para ver o que preciso abandonar do meu ponto de vista.)
>>>>>>
>>>>>> Mas as divergências todas são muito boas, pois permitem que
>>>>>> encontremos um rumo no olho do furacão.
>>>>>>
>>>>>> A razão do meu maravilhamento (o Walter tem razão em apontar isso) é
>>>>>> que eu tenho uma "agenda filosófica" e posso estar projetando nas
>>>>>> evidências o que eu gostaria de ver nelas!
>>>>>>
>>>>>> Essa reportagem aqui da Quanta Magazine sobre a produção de células
>>>>>> artificiais:
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>> https://www.quantamagazine.org/for-the-first-time-a-cell-built-from-scratch-grows-and-divides-20260701/
>>>>>>
>>>>>> termina com uma sentença que contém o fundamento da minha "agenda
>>>>>> filosófica":
>>>>>>
>>>>>> “Se você quer entender o que é a vida”, disse Boekhoven, “primeiro
>>>>>> você precisa construir a vida.”
>>>>>>
>>>>>> Analogamente, se quisermos entender o que é inteligência e o que é
>>>>>> criatividade, primeiro precisamos construir inteligência e construir
>>>>>> criatividade.
>>>>>>
>>>>>> Quando tal coisa estiver construída, máquinas inteligentes que
>>>>>> produzem conhecimento, todo o mistério, todo o resíduo de pensamento
>>>>>> místico ou mágico sobre a inteligência e a criatividade deixará de 
>>>>>> existir.
>>>>>>
>>>>>> Então, muito provavelmente estou errado sobre o estado atual dessas
>>>>>> máquinas... Mas a tendência aponta em qual direção? As evidências estão 
>>>>>> se
>>>>>> acumulando em favor de qual interpretação? Precisamos olhar para a
>>>>>> dinâmica, para a tendência...
>>>>>>
>>>>>> No livrinho de 2002 do Tim Gowers, "Mathematics. A very short
>>>>>> introduction", além da previsão de que os computadores nos superariam
>>>>>> totalmente em um século, ele responde a várias questões interessantes...
>>>>>> Uma delas era assim:
>>>>>>
>>>>>> "Pode realmente um amador conseguir obter resultados de alto nível em
>>>>>> matemática?"
>>>>>>
>>>>>> A resposta de Gowers é negativa. E a explicação é muito interessante:
>>>>>> é necessário um investimento altíssimo para formar um matemático de 
>>>>>> ponta:
>>>>>> muitos anos de trabalho duro até que ele esteja em condições de conhecer 
>>>>>> a
>>>>>> literatura da área e produzir pesquisa original. Atualmente, isso está
>>>>>> completamente fora do alcance de um amador.
>>>>>>
>>>>>> Noutras palavras: é caríssimo produzir um matemático profissional, de
>>>>>> elite. Normalmente, ele já vem de uma boa família, com pais com ensino
>>>>>> superior, uma condição social ao menos mediana. Depois passa anos na
>>>>>> graduação, mestrado e doutorado, pós-doc, e então está no nível em que
>>>>>> compreende a literatura de sua área. É um investimento social bastante
>>>>>> grande.
>>>>>>
>>>>>> O que é perturbador no caso desse neurocirurgião é que, embora ele
>>>>>> não fosse um leigo e estivesse trabalhando no problema há anos, ele
>>>>>> conseguiu, assistido pela máquina e guiando a máquina, produzir um
>>>>>> resultado
>>>>>>
>>>>>> por fora da cadeia normal de produção do saber científico
>>>>>>
>>>>>> isto é, por fora da "estrutura", por fora das "relações de produção".
>>>>>>
>>>>>> Isto sugere que uma "força produtiva" (o pensamento humano) foi
>>>>>> potencializada por uma revolução tecnológica e está rompendo as relações 
>>>>>> de
>>>>>> produção ou tensionando-as, questionando-as. É a condição do advento de 
>>>>>> uma
>>>>>> típica revolução social (na interpretação de Marx para revoluções
>>>>>> econômicas e sociais). Estou parafraseando essa interpretação para
>>>>>> arriscarmos uma interpretação sobre o que estamos vivendo...
>>>>>>
>>>>>> Mesmo decartando o meu maravilhamento que pode produzir a ilusão de
>>>>>> que estejamos diante de um "outro" (antropomorfização), ainda há o 
>>>>>> problema
>>>>>> real de uma revolução tecnológica...
>>>>>>
>>>>>> E sobre o consequente desmoronamento da superestrutura atual da
>>>>>> ciência, esse fenômeno será essencialmente negativo se ficar sob o 
>>>>>> comando
>>>>>> cego das forças econômicas... Precisa haver intervenção humana consciente
>>>>>> no rumo dos acontecimentos para que eles avancem numa direção 
>>>>>> progressiva e
>>>>>> não regressiva... Por isso precisamos que a nossa elite intelectual se
>>>>>> manifeste publicamente (isso tem acontecido, mas a uma taxa ainda
>>>>>> insuficiente) e tente agarrar o boi pelo chifre e direcionar o rumo dos
>>>>>> acontecimentos...
>>>>>>
>>>>>> Abraços,
>>>>>>
>>>>>> M.
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>> Em quinta-feira, 13 de agosto de 2026, Joao Marcos <
>>>>>> [email protected]> escreveu:
>>>>>>
>>>>>>> Comentário do ChatGPT sobre *agência epistêmica*:
>>>>>>>
>>>>>>> "Um LLM isolado não é naturalmente um agente epistêmico capaz de
>>>>>>> manter compromissos. Um LLM pode, contudo, funcionar como o componente
>>>>>>> linguístico e raciocinativo de um sistema mais amplo, dotado de um 
>>>>>>> estado
>>>>>>> epistêmico explícito, persistente e revisável."
>>>>>>>
>>>>>>> A nossa comunidade tem há muitos anos desenvolvido arquiteturas
>>>>>>> epistêmicas e aparatos para revisão de crenças.  Os LLMs seguem 
>>>>>>> orientações
>>>>>>> "com muita paciência" (pareidolia!), executam interpretação linguística 
>>>>>>> e
>>>>>>> buscas em espaços enormes.  Em conjunto com humanos (que decidem em 
>>>>>>> geral o
>>>>>>> que conta como "evidência confiável"), os LLMs formam presentemente um
>>>>>>> sistema epistêmico híbrido poderoso que se assemelha funcionalmente a um
>>>>>>> tipo de arquitetura neuro-simbólica, atuando usualmente sob supervisão
>>>>>>> externa.  Eles podem sugerir inferências (nem sempre corretas) e 
>>>>>>> produzir
>>>>>>> respostas (nem sempre sensatas) às questões recebidas.
>>>>>>>
>>>>>>> Uma questão particularmente interessante diz respeito à autonomia
>>>>>>> prática que os sistemas computacionais atuais podem (ou devem) vir a 
>>>>>>> ter, e
>>>>>>> também ao tipo de responsabilidades que lhes pode ser atribuída.  No 
>>>>>>> último
>>>>>>> SBFA, em Recife, houve, de fato, algumas palestras exatamente sobre 
>>>>>>> estes
>>>>>>> assuntos.  Podemos falar, por exemplo, em autonomia no nível da 
>>>>>>> execução,
>>>>>>> sem autonomia no nível da constituição normativa.
>>>>>>>
>>>>>>> Outra coisa (também trabalhada pela nossa comunidade há vários
>>>>>>> anos): os sistemas computacionais atuais não possuem ---talvez? 
>>>>>>> ainda?---
>>>>>>> complexidade auto-organizacional suficiente para que possamos falar de
>>>>>>> emergência comportamental num sentido forte.  Se este cenário mudar,
>>>>>>> contudo, talvez já não tenhamos mais como escapar do problema da
>>>>>>> responsabilidade moral dos ditos agentes.
>>>>>>>
>>>>>>> João Marcos
>>>>>>>
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>>>> Lógica <[email protected]>
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