A cultura que produziu os vitoriosos de hoje nasceu nas civilizações antigas que floresceram em torno do mar mediterrâneo, na Europa; estas sociedades tiveram seu apogeu com o Império Romano, berço do direito moderno. O ápice desta cultura foi a época que os historiadores atuais estão chamando de "modernidade", desenvolvida desde os séculos XIV e XV e pouco questionada, em seus valores centrais, até quase o final do século XX. O fim da União Soviética e a queda do muro de Berlim, entre outros acontecimentos, foram os marcos que descortinaram um mundo não mais dividido entre socialismo e capitalismo, mas envolvido em polêmicas sobre a destruição da biodiversidade e da própria espécie humana, no Planeta.
Já desde a década de 1960, ecologistas questionavam a concentração de poder dos grandes laboratórios e centros de desenvolvimento de tecnologia avançada; as feministas, nesta mesma década, lançaram uma profunda, embora pouco divulgada, crítica ao poder médico e científico em geral – juntamente com a crítica às grandes instituições religiosas – que retirava da mulher toda e qualquer possibilidade de controle sobre seu próprio corpo. Estes dois movimentos sociais, ecologistas e feministas, queriam que os cientistas não mais tivessem o direito irrestrito de intervenção sobre os corpos das pessoas; defendiam a idéia da ciência como um campo de acontecimentos a serem controlados pelos cidadãos comuns, entendiam que os especialistas, por serem detentores de um determinado conhecimento, não poderiam usá-lo como fonte de poder para limitar direitos, ou criar exclusões sociais. Surgiram daí os movimentos sociais libertários e pacifistas da segunda metade do século XX; perguntava-se, então, quem produz a Medicina, quem produz a Sociologia, a Historiografia, a Engenharia e o Direito. A idéia básica era a de que a elite produzia a Medicina, a Engenharia, o Direito que lhe convinha para manter as injustas desigualdades na distribuição de renda e benefícios; queriam, os universitários, estabelecer formas de controle da produção do conhecimento, para que ele, o saber, fosse colocado à disposição e em favor do bem comum, de todas as camadas sociais. wikipédia pode ainda não ser confiável, mas já é, de fato e de direito, mais confiável que edição eletronica da britânica(?), por exemplo... acho que a britânica foi feita por especialistas, né? abs elenara Em 13/02/07, Cyrano . <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
Talvez a precisão do conhecimento só seja necessária aos especialistas. e esses "não precisam" da wikipédia... será? cyrano Em 13/02/07, L S<[EMAIL PROTECTED]> escreveu: > > > On 2/12/07, Cyrano . <[EMAIL PROTECTED]> wrote: > > Li só um pouco e fiquei com preguiça. > > > > Lugar comum de jornalista. > > > > E eu, como bom ignorante e consumidor de informação fastfood, li só o > > começo e descartei o resto. > > > > :P > > > Entonces... Eu não confio na wikipédia quando o assunto é mais sério do que > biografias do dvd-john ou teclados dvorak... Tem umas escolas que pedem > trabalhos pra garotada que sejam feitos direto na wikipédia, e o legal é que > os profs só corrigem o impresso, o que fica na wiki tá tudo errado.... No > que tange a meteorologia e oceanografia tem um monte de tranqueira que já > dei uns tapas, mas é trampo pra mais de metro.... O legal seria colocar os > universitários pra tomar conta, mas é complicado... Tem gente boa que tem > muito mais o que fazer, e tem gente que não manja e não faz pq nem sabe da > wikipédia.... Wikipédia vai ser bom, mas demora.... > > > > -- > Сий Я > > Я не говорю по-русски > > http://www.liquuid.net > Jabber: [EMAIL PROTECTED] > http://www.flickr.com/photos/slave/ > _______________________________________________ > Lista de discussão da MetaReciclagem > Envie mensagens para [email protected] > http://lista.metareciclagem.org > -- Cyrano. http://blogs.metareciclagem.org/cyrano _______________________________________________ Lista de discussão da MetaReciclagem Envie mensagens para [email protected] http://lista.metareciclagem.org
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