Felipe Fonseca escreveu:
ei çtalker
2008/8/6 Çtalker <[EMAIL PROTECTED]>:
Temos que respeitar
nossas novas realidades pessoais, ou seja, nosso amor pelas ações
autonomistas e inovadoras tem que ser sustentável em longo prazo.
e nessa linha, acho que precisamos reinventar a idéia
do "casamento", pra seguir tua metáfora. e aqui pode ser
que a gente volte ao impasse de sempre: eu não acho
que precisemos virar uma PJ específica... deveriam
existir infinitas formas de construir um agrupamento
diverso sem necessariamente passar por um estatuto
e cadastro na receita federal. ou não?
Eu, particularmente, gostaria muito de ter um cnpj para dar recibos de
doação e entrar em alguns editais públicos específicos, e de uma pj para
fazer convenios com escolas técnicas.
Na informalidade é mais difícil, porque institucionalmente não
pertencemos a "campo profissional" específico algum: os pareceristas da
arte dizem que é ciência ou política, os da ciência dizem que é arte ou
política, os da política dizem que é ciência ou arte. Então, acho que
precisamos criar interfaces com esse mundo institucional.
O limite desse interfaceamento é o dele inverter a direção e ao inves de
ajudar a gente a parasitar o universo institucional, vira o contrário.
Não acho que exista regra para isso. Eu, pessoalmente, acho que se o
Estilingue/BricoLaBH fosse pj, algumas coisas teriam andado mais rápido.
Mas é neste caso que avalio assim, e 'inda por cima, agora... não posso
dizer se isso seria válido no futuro.
Elas próprias (as ONGs) absorveram inúmeras
inovações que o nosso ciberativismo inventou, assim como muitas as pessoas
nelas se empregam hoje.
isso pra mim é algum tipo de sucesso. fazer amigos
e influenciar pessoas :P não tenho nada contra esse tipo
de absorção, desde que a gente possa manter nosso
jardinzinho ativo. o que me incomoda é quando pessoas
que podiam estar aqui ajudando a manter as coisas dedicam
todo o seu tempo a regar os jardins das instituições que
lhes bancam. podem ir lá plantar, regar e jogar esterco
onde for, mas que dediquem algum tempinho à nossa
horta comunitária, também. não pela produção de alface,
mas pela sensação de mexer na terra juntos.
Só se a horta comunitária puder matar a fome (de comida, de
visibilidade, de poder social e simbólico, de poesia). E aí, mata a vossa?
Temos amor bastante para continuar?
ou alguma outra coisa? eu continuo acreditando que
isso aqui, seja lá como a gente chame, desempenhou
e pode voltar a desempenhar um papel importante na
disseminação de um tipo de sensibilidade íntima com
as tecnologias, todas elas. acho que é viável pensar
na metareciclagem como catalisadora de uma rede
aberta de inventorxs, de pessoas que são amigas
e criadoras de tecnologia. mas acho que precisamos
mudar algumas coisas fundamentais para chegar a isso.
Não só isso: nuvens negras se aproxima do horizonte, logo estaremos
cavando trincheiras de verdade.
Vós já assinardes o abaixo-assinado contra o projeto de controle
proibicionista da Internet, do meu querido e honestíssimo conterrâneo
Azeredo? Vide...
http://pedrodoria.com.br/2008/07/07/a-lei-do-senador-azeredo-e-o-que-ela-faz-da-internet/
http://www.google.com.br/search?q=azeredo+internet+pec&ie=utf-8&oe=utf-8&aq=t&rls=org.mozilla:pt-BR:official&client=firefox-a
http://a2kbrasil.org.br/Esclareca-suas-Duvidas-sobre-os
http://www.petitiononline.com/mod_perl/petition-sign.cgi?veto2008
http://embed.mibbit.com/?server=irc.piratpartiet.se&channel=%23ppbr
http://www.petitiononline.com/mod_perl/signed.cgi?veto2008
http://pedrodoria.com.br/2008/07/10/senado-aprova-projeto-nocivo-a-internet-agora-e-a-vez-da-camara/
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