ei çtalker

2008/8/6 Çtalker <[EMAIL PROTECTED]>:
Temos que respeitar
> nossas novas realidades pessoais, ou seja, nosso amor pelas ações
> autonomistas e inovadoras tem que ser sustentável em longo prazo.

e nessa linha, acho que precisamos reinventar a idéia
do "casamento", pra seguir tua metáfora. e aqui pode ser
que a gente volte ao impasse de sempre: eu não acho
que precisemos virar uma PJ específica... deveriam
existir infinitas formas de construir um agrupamento
diverso sem necessariamente passar por um estatuto
e cadastro na receita federal. ou não?

> Elas próprias (as ONGs) absorveram inúmeras
> inovações que o nosso ciberativismo inventou, assim como muitas as pessoas
> nelas se empregam hoje.

isso pra mim é algum tipo de sucesso. fazer amigos
e influenciar pessoas :P não tenho nada contra esse tipo
de absorção, desde que a gente possa manter nosso
jardinzinho ativo. o que me incomoda é quando pessoas
que podiam estar aqui ajudando a manter as coisas dedicam
todo o seu tempo a regar os jardins das instituições que
lhes bancam. podem ir lá plantar, regar e jogar esterco
onde for, mas que dediquem algum tempinho à nossa
horta comunitária, também. não pela produção de alface,
mas pela sensação de mexer na terra juntos.

>Temos amor bastante para continuar?

ou alguma outra coisa? eu continuo acreditando que
isso aqui, seja lá como a gente chame, desempenhou
e pode voltar a desempenhar um papel importante na
disseminação de um tipo de sensibilidade íntima com
as tecnologias, todas elas. acho que é viável pensar
na metareciclagem como catalisadora de uma rede
aberta de inventorxs, de pessoas que são amigas
e criadoras de tecnologia. mas acho que precisamos
mudar algumas coisas fundamentais para chegar a isso.

-- 
FelipeFonseca
~motw - "o que nos mata é o vqv" ~
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