O pior de tudo...
É que tem gente que ainda acha que as rodas de samba surgiram como que
do nada; como se não fossem uma alternativa nova para a releitura de
alguns maxixes, sembas e lundus, ou mesmo juntar tudo isso num "algo
só" (depois reescrito historicamente como gênero -samba!) e fazer algo
que se colocava como demanda cultural.
Ecos de que "essa gente" "agredia" a essência do Lundu, do xaxado, do
semba, do xote, da modinha devem ter sido ouvidas aos montes....
Essa turma de "poluidores culturais", que inventou a simplicidade do
cavaquinho e ousou juntar percussões e harmonias elaboradas num mesmo
tipo de "movimento musical" deve mesmo ter sido taxada de....sei lá o
que....
Alguma dessas Madames Mag da vida deve ter dito que Mestre Patápio ou
mesmo o Callado deveriam, estar "se remexendo no caixão".
A história realmente sempre se repete....sempre como tragédia...
Abs,
Eugenio
Em 21/05/08, Leonardo Oliveira Freitas<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
> Salve Salve
>
> Pessoal, tenho a releitura como algo extremamente produtivo. Principalmente
> quando se tem domínio e conhecimento daquilo que se faz. Estudar a fundo a
> obra de Noel e depois a fundo o Maracatu, e fazer arranjos misturando essas
> duas vertentes, por exemplo; seria algo extremamente rico, e sem duvida
> alguma, produtivo para a música brasileira. Tenho certeza que isso não
> atrapalha e nem distorce a obra original de Noel, que continuará sempre ai,
> apreciada por todos, inclusive pelos defensores das misturas e rearranjos.
> Acredito que ouvir uma ou outra versão vai do gosto de cada um, mas
> trabalhar para um aprofundamento da música brasileira é trabalho de todos os
> músicos, compromisso com nossa música sincera e com sua qualidade. Essas
> misturas atualmente vem acontecendo muito no Brasil, e músicos quase
> "inquestionaveis" defendem essa prática, como Caetano e Gilberto Gil,
> inclusive através da música eletrônica e da música internacional, como o
> jazz por exemplo. Acredito que este recurso vem sendo, obviamente, visto
> como mais um passo em nossa música.
>
> Abraços
>
> Leo
>
> > Date: Wed, 21 May 2008 09:15:04 -0300
> > From: [EMAIL PROTECTED]
> > To: [EMAIL PROTECTED]
> > Subject: Re: [S-C] FW: Obra de Noel
> > CC: [EMAIL PROTECTED]; [EMAIL PROTECTED];
> [email protected]; [EMAIL PROTECTED]
>
> >
> > Se (parte da) obra caiu em domínio público, é normal que o pessoal comece
> a
> > mexer nela. Regravem de todas as maneiras que quiserem, porque o samba de
> > Noel é intacto em sua essencia. Podem colocar uma bateria funk no "com que
> > roupa"... eu vou continuar ouvindo as versões com cavaquinho e violão.
> >
> > O fato é que, no momento em que ressoar uma guitarra distorcida em algum
> > samba do mestre, ele vai se remexer no caixão...
> >
> >
> > Em 20/05/08, vini correia <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> > >
> > > salve salve
> > > para ajudar na reflexão, vejam que interessante este trecho da
> entrevista
> > > com o Nei Lopes feita pela Rede Brasil...
> > > ajuda a entender também o pensamento do mestre
> > > "o samba nào está no formol"
> > >
> > > abs
> > >
> > >
> <http://www.redebrasil.tv.br/salto/entrevistas/nei_lopes.htm>
> > >
> > > -------------------
> > >
> > >
> > > *Salto – O senhor acredita que o samba ainda é visto de maneira
> > > preconceituosa?*
> > >
> > > Nei Lopes – Absolutamente, completamente preconceituosa. O samba é
> sempre
> > > associado, primeiro por suas origens negras, o samba é sempre associado
> à
> > > escravidão, associado à pobreza, é associado à favelização, associado à
> > > criminalidade, e essa é a grande estratégia que é usada pela indústria
> > > cultural globalizante, no sentido de colocar o samba numa condição
> > > subalterna sempre. E é também uma estratégia que compõe todo esse
> complexo
> > > de dominação e de colonização cultural. Uma das estratégias também é
> taxar
> > > o
> > > samba como uma coisa imóvel, como uma coisa velha, como uma coisa que
> não
> > > se
> > > renova. Eu escrevi um livro, há uns dois anos, chamado Samba b – a – ba,
> o
> > > samba que não se aprende na escola. Esse livro mereceu oito páginas de
> uma
> > > revista elegante, uma revista finíssima que é editada em São Paulo,
> > > editada,
> > > inclusive com muito patrocínio do Governo. Então, é uma revista muito
> > > bonita, de altíssimo nível, ela tem papel couchê, custa caríssimo nas
> > > bancas... Essa revista se ocupou do meu livro, num artigo altamente
> > > tendencioso, usou 8 páginas para falar do meu livro, acusando o livro de
> > > coisas: que o livro era passadista, era reacionário. O título da chamada
> de
> > > capa dessa crítica, veja bem, dizia assim: "Nei Lopes – O samba em
> formol".
> > > Eu absolutamente não advogo que o samba tenha que ficar "museificado",
> > > tenha
> > > que ficou imóvel, nada disso, eu sou uma das pessoas que mais propugnam
> > > pela
> > > visibilidade, pela diversidade, pela multiplicidade do samba. Agora
> mesmo,
> > > estamos aqui no estúdio, estou concluindo mais uma produção, mais um
> disco
> > > meu, um disco em que eu procuro evidenciar essa diversidade, por
> exemplo. É
> > > um disco de samba com algumas informações afro-cubanas, porque eu acho
> que
> > > os universos do samba são irmãos. São muito semelhantes, são duas coisas
> > > que
> > > se cruzam a todo momento, o que não acontece, por exemplo, com a música
> > > afro
> > > norte-americana, em relação à brasileira. Os negros americanos não
> usaram
> > > tambor, foram historicamente despossuídos do tambor pela colonização,
> pela
> > > evangelização dos protestantes. Enquanto que os negros da
> > > América-hispânica,
> > > da América portuguesa, como, nós, usaram sempre o tambor. Então, você
> pega
> > > a
> > > música de Cuba, a música de Porto Rico, a música da República
> Dominicana, a
> > > música do Haiti, até o próprio Prata, do Uruguai até a Argentina, há uma
> > > similitude entre essas músicas, porque elas têm origens comuns, a origem
> na
> > > grande civilização Banto, lá do Congo, Angola e adjacências, o que não
> > > ocorre com a música dos Estados Unidos. Então, você pega um samba e o
> > > associa com a música afro-hispânico, a música centro-americana, é
> > > absolutamente coerente, não é colonização, nem coisa nenhuma. Você está
> > > promovendo o encontro entre parentes que foram, de uma certa forma,
> > > dispersos pela escravidão e etc. e tal. Então, eu procuro no meu
> trabalho,
> > > sempre que posso, chamar o samba para essas associações e exatamente por
> > > isso. Para mostrar que o samba é plurifacetado, o samba é um gênero
> musical
> > > altamente rico, não é velho, porque ele se renova a cada momento, desde
> o
> > > primeiro samba, registrado como samba, que foi "Pelo telefone", a gente
> > > observa que, a cada década, há uma renovação da expressão dessa
> pluralidade
> > > do samba, que também está vivo até hoje por causa disso. E, às vezes,
> até é
> > > meio difícil perceber essa diversidade, inclusive em sub-gêneros, que às
> > > vezes são mostrados como gênero, como por exemplo, a Bossa Nova, é um
> > > samba,
> > > é uma forma de fazer samba. O choro como forma instrumental de se tocar
> o
> > > samba, o chamado sambop, o samba jazz surgido aqui no Rio de Janeiro no
> > > contexto da Bossa Nova, o samba de piano, baixo e bateria. Aí está um
> dos
> > > poucos momentos em que a tradição norte-americana e a tradição
> brasileira
> > > se
> > > encontram. Mas se encontram por via do jazz primeiro, mas o jazz tocado
> com
> > > um acento de samba e por aí vai. Então, o samba é essa diversidade,
> > > inclusive essas formas mais modernas, supostamente mais modernas, que
> > > emanam
> > > da Bahia com muita sensualidade, com muita, o chamado samba-axé, ou
> samba
> > > de
> > > quebradeira, são tradições também bastante arcaicas do Recôncavo
> Bahiano,
> > > das quais indústria cultural se apropriou. Então, o que eu procuro fazer
> > > sempre, é mostrar essa diversidade, essa pluralidade e mostrar que o
> samba
> > > está vivo aí, não está velho e não está no formol.
> > >
> > > *Salto – Por que o senhor acredita que o conceito de pluralidade
> cultural
> > > ganha tanta importância no mundo hoje?*
> > >
> > > Nei Lopes – Eu acho que há uma dualidade de pensamento aí, eu acho que
> os
> > > intelectuais, os intelectuais "do bem" (risos), procuram enfatizar a
> > > questão
> > > da pluralidade e procuram valorizar essa questão. Ao passo que outras
> > > expressões intelectuais que não são tão "do bem" assim, que estão
> visando
> > > muito mais o capital, são expressão de um capitalismo bastante perverso,
> > > bastante massacrante, já não valorizam a pluralidade do jeito que a
> > > intelectualidade do bem valoriza. Porque não interessa... o mundo hoje é
> > > comandado por corporações, cada vez menos corporações. Digamos que hoje
> > > você
> > > tem conglomerados, uns 4 ou 5 conglomerados comandando a cultura no
> mundo
> > > inteiro. Então, evidente, que quanto mais se concentra o poder nas mãos
> > > desses conglomerados, menos a pluralidade interessa. Você tem, para
> dominar
> > > o mercado, você tem que ter um mercado homogêneo. Então, essa
> homogeneidade
> > > é contra todo tipo de pluralidade. Eu acho que quem valoriza a
> pluralidade
> > > somos nós, eu, você (apontando para a equipe do Salto), os espectadores
> aí
> > > que estão assistindo ao nosso programa, mas o grande, o Big Brother que
> > > manda nessa história toda, eu acho que ele não gosta de pluralidade não.
> > >
> > > *Salto – O senhor acredita que a música popular brasileira retrata a
> > > pluralidade cultural do país?*
> > >
> > > Nei Lopes – Olha, existem duas músicas populares brasileiras, dois
> > > escaninhos de música popular brasileira. Existe a música popular
> brasileira
> > > que é espontânea, de criação popular mesmo e essa você vai encontrar
> onde?
> > > Nas produções independentes, nos centros mais afastados. E existe outra
> > > música imposta por essa indústria de que nós estamos falando, cujos
> > > porta-vozes são os meios de comunicação atrelados a essa indústria. A
> gente
> > > teve, dias atrás, a entrega de um prêmio, que é supostamente o prêmio
> mais
> > > importante da música popular brasileira, em que não houve nenhuma
> premiação
> > > para o gênero samba, houve para o hip hop, para o universo pop, mas no
> > > entanto, numa estratégia, aquela coisa do álibi, numa espécie de álibi,
> o
> > > que os organizadores do prêmio fizeram? Pegaram o Jamelão, o nosso
> grande
> > > José Bispo Clementino dos Santos, nosso grande mangueirense, botaram lá
> e
> > > fizeram um grande final da premiação com Jamelão, mais a Escola de Samba
> da
> > > mangueira. É sempre assim! Efetivamente o samba não tem nada a ver, não
> > > participa do mercado, isso na visão deles, mas aí como álibi, para não
> > > dizer
> > > que são anti-samba, ou antinacionais, o que que fazem? Pegam alguém que
> > > representa alguma coisa do samba e bota num "gran finale", num oba-oba e
> > > etc
> > > e tal. Quer dizer, então o que a gente vê é isso. Apesar disso tudo,
> existe
> > > hoje uma produção musical independente muito forte, no Brasil inteiro.
> > > Existe uma rede natural e espontânea de troca de informações, a internet
> > > inclusive veio facilitar muito isso. Os artistas do samba estão
> trabalhando
> > > e muito bem, eu inclusive, em todo país, sempre sendo prestigiado,
> sempre
> > > sendo chamados, independente de qualquer coisa, Evidentemente que
> ninguém
> > > do
> > > samba, pelo menos o que eu conheça, à exceção de uns dois ou três, que
> > > merecidamente está lá no pódio, à exceção de um ou dois que a indústria
> > > cultural admitiu. Nenhum sambista está andando de BMW, tendo jatinhos,
> etc
> > > e
> > > tal... Mas, pelo menos, os que estão trabalhando estão conseguindo, como
> > > trabalhadores, ter uma remuneração condizente dentro dos padrões
> nacionais.
> > > Isso é importante, nós somos trabalhadores da música, não somos? Ninguém
> > > nasceu para ser "superstar", ser "popstar". Então, a gente tendo a
> > > remuneração condigna, tendo a possibilidade de cuidar direitinho da
> saúde,
> > > tendo a possibilidade de aos 62 anos ter essa aparência bonita, modéstia
> à
> > > parte, então tudo bem, está tudo certo, está tudo legal.
> > >
> > >
> > > na íntegra:
> http://www.redebrasil.tv.br/salto/entrevistas/nei_lopes.htm
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > > 2008/5/20 Eugenio Raggi <[EMAIL PROTECTED]>:
> > >
> > > > Vini,
> > > >
> > > > Na prática, parafraseando o exemplo do purismo arquitetônico, é como
> > > > se tivéssemos de manter locações sem instalações elétricas, um espaço
> > > > tombado onde não se possa sequer estalar uma rede lógica, por que
> > > > danificaria o aspecto original.
> > > >
> > > > Proibir releituras, misturas e outras utilizações daquilo que é um
> > > > patrimônio do povo (e a ele legalmente pertence!!) é um ato insano,
> > > > pretensioso e covarde.
> > > >
> > > > Perdoai-os, Nei Lopes, eles não entendem nada daquilo que você diz....
> > > >
> > > > Abs,
> > > >
> > > > Eugenio
> > > >
> > > >
> > > >
> > > >
> > > >
> > > > Em 20/05/08, vini correia<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> > > > > meus caros, este tema mais uma vez me chamou a atençao...
> > > > >
> > > > > qual o problema fazer uma releitura de uma obra de dominio publico?
> > > > > qual o problema um artista mostrar sua impressao, sua interpretacao
> > > > sobre
> > > > > uma obra original?
> > > > > qual o problema fazer um noel versão drum n bass eletronico??
> > > > > ou noel versão
> reggae-dub-cubano-trip-hop-sei-lá-o-que??
> > > > >
> > > > > Isso não é desmerecer o seu trabalho, talento e importancia, muito
> > > pelo
> > > > > contrário!
> > > > >
> > > > > sinto muito, mas vou ter que por lenha nesta conversa de botequim...
> > > > >
> > > > > faz um tempo que conheci um trabalho de uns musicos brasileiros
> > > chamado
> > > > > beatles n choro . Trata-se de releituras instrumentais de algumas
> > > > musicas
> > > > > dos beatles numa linguagem e estrutra de choro. Cara, ficou muito
> > > > curioso
> > > > > e criativo este antropofagismo! E a meu ver isto não é nenhum
> > > > desrespeito
> > > > > para com a obra original...é uma homenagem linda! Até recomendo!
> > > > >
> > > > > é uma grande bobagem comparar releituras de clássicos da música
> > > > brasileira
> > > > > como se fossem terriveis e ameaçadoras interferencias em obras
> > > > > arquitetonicas tombadas.... Ambos podem ser patrimonio histórico,
> mas
> > > > uma
> > > > > coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. A música é abstrata, a
> > > > obra
> > > > > arquitetonica é concreta (palpável). Ao contrario da arquitetura,
> com
> > > a
> > > > > musica podemos explorar inumeras versoes e ainda conservar a sua
> obra
> > > > > original de forma intacta, na voz do autor e o escambau!! Olha que
> > > legal
> > > > > esta diversidade, esta pluralidade!! Temos inumeras opcoes para
> > > escolher
> > > > > quando e qual versao ouvir e gostar. Olha que bacana! Se vc só gosta
> > > da
> > > > > versao original, escute a versao original e nao perca seu tempo com
> > > > aquele
> > > > > discurso de que o mundo está perdido, vai de mal a pior,
> blablabla...
> > > > >
> > > > > é preciso respeitar o gosto dos outros, gente!! Já vi pessoas
> ouvindo
> > > > > emocionadas a Beth cantando Feitiço da Vila e outras amarradonas
> > > ouvindo
> > > > a
> > > > > versao original de noel pelo vinil ou mp3. Qual é o problema? Deixem
> > > > cada um
> > > > > ser feliz do seu jeito!! Vamos parar com esta coisa ranzinza, e
> > > > > conspiratória .... Certas criticas negativas me soam como a história
> > > da
> > > > > música do proprio noel:
> > > > >
> > > > > "Quem é você que não sabe o que diz? Meu Deus do Céu, que palpite
> > > > infeliz!"
> > > > >
> > > > >
> > > > > viva a diversidade!!
> > > > >
> > > > > abs
> > > > > Vini Correia
> > > > >
> > > > >
> > > > >
> > > > >
> > > > >
> > > > > 2008/5/19 Caio Pontual <[EMAIL PROTECTED]>:
> > > > >
> > > > >
> > > > > > Bem, eu concordo com vc no que diz respeito a manutenção da obra
> > > como
> > > > ela
> > > > > > foi concebida, por respeito e pela manutenção (ou conservarão) da
> > > > própria.
> > > > > > Porém não vejo problema quando se faz adaptações ou arranjos
> dessas
> > > > mesmas
> > > > > > obras porem mantendo (ou respeitando) a melodia original, concordo
> > > com
> > > > vc
> > > > > > quando muitas vezes transforma-se uma música que era originalmente
> > > um
> > > > gênero
> > > > > > e transforma-se em outro ou quando o arranjo deturpa totalmente a
> > > > melodia,
> > > > > > aí sim é condenável. Portanto é preciso bom censo e tb porque não,
> > > bom
> > > > > > gosto.
> > > > > >
> > > > > > Um abraço.
> > > > > > Caio Pontual
> > > > > >
> > > > > > ----- Original Message ----- From: "Daniel Capu" <
> > > > > > [EMAIL PROTECTED]>
> > > > > > To: "Caio Pontual" <[EMAIL PROTECTED]>
> > > > > > Sent: Monday, May 19, 2008 9:38 AM
> > > > > > Subject: Re: [S-C] FW: Obra de Noel
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > > Particularmente, Caio, em se tratando de Noel, sou contra qualquer
> > > > > > manifestação criativa com a sua obra. Isso, por que, partilho e
> vou
> > > > mais
> > > > > > além da opinião do Nei. Além de ser uma obra atual, de temas -
> > > > letras,
> > > > > > melodias - como você naturalmente conhece, a riqueza da obra é, e
> > > > sempre
> > > > > > será, a sua preservação como fora concebida. Numa analogia de
> > > sentido,
> > > > > > seria
> > > > > > como pegarmos uma obra arquitetônica tombada como patrimônio
> > > histórico
> > > > e
> > > > > > colocá-la à disposição de alguns arquitetos modernosos para
> > > intervirem
> > > > na
> > > > > > fachada, modificando-a. O propósito desse projeto é justamente
> esse.
> > > > > > Incentivar a intervenção melódica e de linguagem musical numa obra
> > > > que, a
> > > > > > meu ver, não pede nem nunca vai pedir nada disso. O acesso a todos
> > > > através
> > > > > > da net e a lei que permie torná-la domínio público entendo como
> algo
> > > > > > positivo. Só considero "bobagem", e em nada me atrairia, um
> projeto
> > > em
> > > > cima
> > > > > > dessa causa, que entendo não existir.
> > > > > >
> > > > > > Um abraço
> > > > > > Daniel Capu
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > > On 5/18/08 12:45 PM, "Caio Pontual" <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> > > > > >
> > > > > > Não entendi bem sua crítica, é contra as misturas ou é o fato das
> > > > músicas
> > > > > >> tornarem domínio público ?
> > > > > >> Um Abraço.
> > > > > >> Caio Pontual
> > > > > >>
> > > > > >>
> > > > > >> ----- Original Message -----
> > > > > >> From: "Daniel Capu" <[EMAIL PROTECTED]>
> > > > > >> To: <[email protected]>
> > > > > >> Sent: Friday, May 16, 2008 11:19 AM
> > > > > >> Subject: [S-C] FW: Obra de Noel
> > > > > >>
> > > > > >>
> > > > > >>
> > > > > >>
> > > > > >> Caros amigos,
> > > > > >>
> > > > > >> Acabo de ler na Folha uma matéria sobre um projeto (nem me lembro
> > > de
> > > > > >> quem?)
> > > > > >> para a obra de Noel que começa a cair em domínio público.
> > > > > >> O que mais me entristece não é o oportunismo firmado nessa onda
> de
> > > > que
> > > > > >> agora
> > > > > >> a moda é misturar tudo. Pegar uma miscelânea de ritmos e
> culturas,
> > > > bater
> > > > > >> tudo num liquidificador e servir pra um monte de gente beber e
> > > fazer
> > > > uma
> > > > > >> cara de quem come iguaria fina, que apesar do péssimo paladar,
> > > > esbanja um
> > > > > >> sorriso de satisfação.
> > > > > >>
> > > > > >> Não pretendo aqui dissertar sobre um modelo de indústria de
> consumo
> > > > > >> cultural, e muito menos criticar quem goste desse ritmo frenético
> > > de
> > > > > >> consumo
> > > > > >> a que somos diariamente sujeitados. Esse papo de que tudo agora
> tem
> > > > que
> > > > > >> estar na internet, ao alcance de todo mundo. ³Peraí!!² Ainda leio
> > > na
> > > > > >> reportagem que essa seria uma maneira de homenagear uma das
> > > intenções
> > > > de
> > > > > >> Noel, dizendo ser uma característica sua se dar com todo mundo.
> Tá
> > > > bom! Se
> > > > > >> a
> > > > > >> lei permite, que façam!
> > > > > >>
> > > > > >> Como o Nei lopes disse, ³acho uma grande bobagem!²
> > > > > >>
> > > > > >> Daniel Capu
> > > > > >> BH
> > > > > >>
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