Eu, tal qual o Paulinho, aceito o argumento. Mas não me altere o samba tanto
assim...



Em 21/05/08, André Carvalho <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
> Concordo, vini
>
> Uma coisa não exclui a outra... Mas como dizia o mestre, "meu samba é bem
> melhor assim, ao som deste pandeiro e do meu tamborim..."
>
> Sempre existirá espaço para experimentações no samba (por mais que eu não
> goste).... Já na roda de samba, não. Aí a pureza deve prevalecer.
>
> Abração
>
>
> Em 21/05/08, vini correia <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>>
>>  Caro André,
>> na boa, os Novos Baianos já fizeram de forma muito competente esta mistura
>> de guitarra eletrica e bateria com samba em musicas que inclusive até já
>> viraram classicos em nossa cultura,  tais como (besta é tu, com qualquer
>> dois mil reis, tinindo trincando, menina dança, emuitas outras...)  ... além
>> de terem feito incriveis releituras de (Na cadencia do Samba, Brasil
>> Pandeiro, Brasileirinho, Chiclete com Banana), isso sem contar as primeiras
>> experimentacoes do tropicalismo de gil, caetano & cia ou  mais recentemente
>> Mundo Livre S/A, ou o proprio saudoso chico science arriscou neste campo com
>> a musica Samba Makossa, por exemplo. O mais legal é que mesmo com todas
>> estas misturas, a tradicional roda de samba continua firme e forte...é
>> preciso entender que uma coisa não acaba com a outra, simplesmente elas se
>> somam
>>
>> viva o antropofagismo
>> salve
>>
>>
>> *Chiclete com banana
>> *Gordurinha e Almira Castilho
>>
>> Eu só boto be-bop no meu samba
>> Quando o Tio Sam tocar um tamborim
>> Quando ele pegar no pandeiro e no zabumba
>> Quando ele aprender que o samba não é rumba
>>
>> Aí eu vou misturar Miami com Copacabana
>> Chiclete eu misturo com banana
>> E o meu samba vai ficar assim
>>
>> Tirurururiu bop-be-bop-be-bop
>> Tirurururiu bop-be-bop-be-bop
>> Tirurururiu bop-be-bop-be-bop
>> Eu quero ver a confusão
>>
>> Tirurururiu bop-be-bop-be-bop
>> Tirurururiu bop-be-bop-be-bop
>> Tirurururiu bop-be-bop-be-bop
>> É o samba rock, meu irmão
>>
>> É, mas em compensação
>> Eu quero ver o boogie-woogie de pandeiro e violão
>> Quero ver o Tio Sam de frigideira
>> Numa batucada brasileira
>> Quero ver o Tio Sam de frigideira
>> Numa batucada brasileira
>>
>> Tirurururiu bop-be-bop-be-bop
>> Tirurururiu bop-be-bop-be-bop
>> Tirurururiu bop-be-bop-be-bop
>> Eu quero ver a confusão
>>
>> Tirurururiu bop-be-bop-be-bop
>> Tirurururiu bop-be-bop-be-bop
>> Tirurururiu bop-be-bop-be-bop
>> Espia o samba rock, meu irmão
>>
>>
>>
>>
>> 2008/5/21 André Carvalho <[EMAIL PROTECTED]>:
>>
>>> Pois é, Eugênio... A história da música brasileira tem suas evoluções.
>>> Ainda bem que algumas "experimentações" ficam no campo dos testes. Já pensou
>>> uma roda de samba com guitarra elétrica e bateria? Não ia ficar bom, né?
>>> ainda bem que essas invenções não dão em nada.
>>>
>>> abração
>>>
>>> André
>>>
>>>
>>> Em 21/05/08, Eugenio Raggi <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>>>
>>>> O pior de tudo...
>>>>
>>>> É que tem gente que ainda acha que as rodas de samba surgiram como que
>>>> do nada; como se não fossem uma alternativa nova para a releitura de
>>>> alguns maxixes, sembas e lundus, ou mesmo juntar tudo isso num "algo
>>>> só" (depois reescrito historicamente como gênero -samba!) e fazer algo
>>>> que se colocava como demanda cultural.
>>>>
>>>> Ecos de que "essa gente" "agredia" a essência do Lundu, do xaxado, do
>>>> semba, do xote, da modinha devem ter sido ouvidas aos montes....
>>>>
>>>> Essa turma de "poluidores culturais", que inventou a simplicidade do
>>>> cavaquinho e ousou juntar percussões e harmonias elaboradas num mesmo
>>>> tipo de "movimento musical" deve mesmo ter sido taxada de....sei lá o
>>>> que....
>>>>
>>>> Alguma dessas Madames Mag da vida deve ter dito que Mestre Patápio ou
>>>> mesmo o Callado deveriam, estar "se remexendo no caixão".
>>>>
>>>> A história realmente sempre se repete....sempre como tragédia...
>>>>
>>>>
>>>> Abs,
>>>>
>>>> Eugenio
>>>>
>>>>
>>>>
>>>>
>>>> Em 21/05/08, Leonardo Oliveira Freitas<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>>>> >
>>>> >  Salve Salve
>>>> >
>>>> > Pessoal, tenho a releitura como algo extremamente produtivo.
>>>> Principalmente
>>>> > quando se tem domínio e conhecimento daquilo que se faz. Estudar a
>>>> fundo a
>>>> > obra de Noel e depois a fundo o Maracatu, e fazer arranjos misturando
>>>> essas
>>>> > duas vertentes, por exemplo; seria algo extremamente rico, e sem
>>>> duvida
>>>> > alguma, produtivo para a música brasileira. Tenho certeza que isso não
>>>> > atrapalha e nem distorce a obra original de Noel, que continuará
>>>> sempre ai,
>>>> > apreciada por todos, inclusive pelos defensores das misturas e
>>>> rearranjos.
>>>> > Acredito que ouvir uma ou outra versão vai do gosto de cada um, mas
>>>> > trabalhar para um aprofundamento da música brasileira é trabalho de
>>>> todos os
>>>> > músicos, compromisso com nossa música sincera e com sua qualidade.
>>>> Essas
>>>> > misturas atualmente vem acontecendo muito no Brasil, e músicos quase
>>>> > "inquestionaveis" defendem essa prática, como Caetano e Gilberto Gil,
>>>> > inclusive através da música eletrônica e da música internacional, como
>>>> o
>>>> > jazz por exemplo. Acredito que este recurso vem sendo, obviamente,
>>>> visto
>>>> > como mais um passo em nossa música.
>>>> >
>>>> > Abraços
>>>> >
>>>> > Leo
>>>> >
>>>> > > Date: Wed, 21 May 2008 09:15:04 -0300
>>>> > > From: [EMAIL PROTECTED]
>>>> > > To: [EMAIL PROTECTED]
>>>> > > Subject: Re: [S-C] FW: Obra de Noel
>>>> > > CC: [EMAIL PROTECTED]; [EMAIL PROTECTED];
>>>> > [email protected]; [EMAIL PROTECTED]
>>>> >
>>>> > >
>>>> > > Se (parte da) obra caiu em domínio público, é normal que o pessoal
>>>> comece
>>>> > a
>>>> > > mexer nela. Regravem de todas as maneiras que quiserem, porque o
>>>> samba de
>>>> > > Noel é intacto em sua essencia. Podem colocar uma bateria funk no
>>>> "com que
>>>> > > roupa"... eu vou continuar ouvindo as versões com cavaquinho e
>>>> violão.
>>>> > >
>>>> > > O fato é que, no momento em que ressoar uma guitarra distorcida em
>>>> algum
>>>> > > samba do mestre, ele vai se remexer no caixão...
>>>> > >
>>>> > >
>>>> > > Em 20/05/08, vini correia <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>>>> > > >
>>>> > > > salve salve
>>>> > > > para ajudar na reflexão, vejam que interessante este trecho da
>>>> > entrevista
>>>> > > > com o Nei Lopes feita pela Rede Brasil...
>>>> > > > ajuda a entender também o pensamento do mestre
>>>> > > > "o samba nào está no formol"
>>>> > > >
>>>> > > > abs
>>>> > > >
>>>> > > >
>>>> > <http://www.redebrasil.tv.br/salto/entrevistas/nei_lopes.htm>
>>>> > > >
>>>> > > > -------------------
>>>> > > >
>>>> > > >
>>>> > > > *Salto – O senhor acredita que o samba ainda é visto de maneira
>>>> > > > preconceituosa?*
>>>> > > >
>>>> > > > Nei Lopes – Absolutamente, completamente preconceituosa. O samba é
>>>> > sempre
>>>> > > > associado, primeiro por suas origens negras, o samba é sempre
>>>> associado
>>>> > à
>>>> > > > escravidão, associado à pobreza, é associado à favelização,
>>>> associado à
>>>> > > > criminalidade, e essa é a grande estratégia que é usada pela
>>>> indústria
>>>> > > > cultural globalizante, no sentido de colocar o samba numa condição
>>>> > > > subalterna sempre. E é também uma estratégia que compõe todo esse
>>>> > complexo
>>>> > > > de dominação e de colonização cultural. Uma das estratégias também
>>>> é
>>>> > taxar
>>>> > > > o
>>>> > > > samba como uma coisa imóvel, como uma coisa velha, como uma coisa
>>>> que
>>>> > não
>>>> > > > se
>>>> > > > renova. Eu escrevi um livro, há uns dois anos, chamado Samba b – a
>>>> – ba,
>>>> > o
>>>> > > > samba que não se aprende na escola. Esse livro mereceu oito
>>>> páginas de
>>>> > uma
>>>> > > > revista elegante, uma revista finíssima que é editada em São
>>>> Paulo,
>>>> > > > editada,
>>>> > > > inclusive com muito patrocínio do Governo. Então, é uma revista
>>>> muito
>>>> > > > bonita, de altíssimo nível, ela tem papel couchê, custa caríssimo
>>>> nas
>>>> > > > bancas... Essa revista se ocupou do meu livro, num artigo
>>>> altamente
>>>> > > > tendencioso, usou 8 páginas para falar do meu livro, acusando o
>>>> livro de
>>>> > > > coisas: que o livro era passadista, era reacionário. O título da
>>>> chamada
>>>> > de
>>>> > > > capa dessa crítica, veja bem, dizia assim: "Nei Lopes – O samba em
>>>> > formol".
>>>> > > > Eu absolutamente não advogo que o samba tenha que ficar
>>>> "museificado",
>>>> > > > tenha
>>>> > > > que ficou imóvel, nada disso, eu sou uma das pessoas que mais
>>>> propugnam
>>>> > > > pela
>>>> > > > visibilidade, pela diversidade, pela multiplicidade do samba.
>>>> Agora
>>>> > mesmo,
>>>> > > > estamos aqui no estúdio, estou concluindo mais uma produção, mais
>>>> um
>>>> > disco
>>>> > > > meu, um disco em que eu procuro evidenciar essa diversidade, por
>>>> > exemplo. É
>>>> > > > um disco de samba com algumas informações afro-cubanas, porque eu
>>>> acho
>>>> > que
>>>> > > > os universos do samba são irmãos. São muito semelhantes, são duas
>>>> coisas
>>>> > > > que
>>>> > > > se cruzam a todo momento, o que não acontece, por exemplo, com a
>>>> música
>>>> > > > afro
>>>> > > > norte-americana, em relação à brasileira. Os negros americanos não
>>>> > usaram
>>>> > > > tambor, foram historicamente despossuídos do tambor pela
>>>> colonização,
>>>> > pela
>>>> > > > evangelização dos protestantes. Enquanto que os negros da
>>>> > > > América-hispânica,
>>>> > > > da América portuguesa, como, nós, usaram sempre o tambor. Então,
>>>> você
>>>> > pega
>>>> > > > a
>>>> > > > música de Cuba, a música de Porto Rico, a música da República
>>>> > Dominicana, a
>>>> > > > música do Haiti, até o próprio Prata, do Uruguai até a Argentina,
>>>> há uma
>>>> > > > similitude entre essas músicas, porque elas têm origens comuns, a
>>>> origem
>>>> > na
>>>> > > > grande civilização Banto, lá do Congo, Angola e adjacências, o que
>>>> não
>>>> > > > ocorre com a música dos Estados Unidos. Então, você pega um samba
>>>> e o
>>>> > > > associa com a música afro-hispânico, a música centro-americana, é
>>>> > > > absolutamente coerente, não é colonização, nem coisa nenhuma. Você
>>>> está
>>>> > > > promovendo o encontro entre parentes que foram, de uma certa
>>>> forma,
>>>> > > > dispersos pela escravidão e etc. e tal. Então, eu procuro no meu
>>>> > trabalho,
>>>> > > > sempre que posso, chamar o samba para essas associações e
>>>> exatamente por
>>>> > > > isso. Para mostrar que o samba é plurifacetado, o samba é um
>>>> gênero
>>>> > musical
>>>> > > > altamente rico, não é velho, porque ele se renova a cada momento,
>>>> desde
>>>> > o
>>>> > > > primeiro samba, registrado como samba, que foi "Pelo telefone", a
>>>> gente
>>>> > > > observa que, a cada década, há uma renovação da expressão dessa
>>>> > pluralidade
>>>> > > > do samba, que também está vivo até hoje por causa disso. E, às
>>>> vezes,
>>>> > até é
>>>> > > > meio difícil perceber essa diversidade, inclusive em sub-gêneros,
>>>> que às
>>>> > > > vezes são mostrados como gênero, como por exemplo, a Bossa Nova, é
>>>> um
>>>> > > > samba,
>>>> > > > é uma forma de fazer samba. O choro como forma instrumental de se
>>>> tocar
>>>> > o
>>>> > > > samba, o chamado sambop, o samba jazz surgido aqui no Rio de
>>>> Janeiro no
>>>> > > > contexto da Bossa Nova, o samba de piano, baixo e bateria. Aí está
>>>> um
>>>> > dos
>>>> > > > poucos momentos em que a tradição norte-americana e a tradição
>>>> > brasileira
>>>> > > > se
>>>> > > > encontram. Mas se encontram por via do jazz primeiro, mas o jazz
>>>> tocado
>>>> > com
>>>> > > > um acento de samba e por aí vai. Então, o samba é essa
>>>> diversidade,
>>>> > > > inclusive essas formas mais modernas, supostamente mais modernas,
>>>> que
>>>> > > > emanam
>>>> > > > da Bahia com muita sensualidade, com muita, o chamado samba-axé,
>>>> ou
>>>> > samba
>>>> > > > de
>>>> > > > quebradeira, são tradições também bastante arcaicas do Recôncavo
>>>> > Bahiano,
>>>> > > > das quais indústria cultural se apropriou. Então, o que eu procuro
>>>> fazer
>>>> > > > sempre, é mostrar essa diversidade, essa pluralidade e mostrar que
>>>> o
>>>> > samba
>>>> > > > está vivo aí, não está velho e não está no formol.
>>>> > > >
>>>> > > > *Salto – Por que o senhor acredita que o conceito de pluralidade
>>>> > cultural
>>>> > > > ganha tanta importância no mundo hoje?*
>>>> > > >
>>>> > > > Nei Lopes – Eu acho que há uma dualidade de pensamento aí, eu acho
>>>> que
>>>> > os
>>>> > > > intelectuais, os intelectuais "do bem" (risos), procuram enfatizar
>>>> a
>>>> > > > questão
>>>> > > > da pluralidade e procuram valorizar essa questão. Ao passo que
>>>> outras
>>>> > > > expressões intelectuais que não são tão "do bem" assim, que estão
>>>> > visando
>>>> > > > muito mais o capital, são expressão de um capitalismo bastante
>>>> perverso,
>>>> > > > bastante massacrante, já não valorizam a pluralidade do jeito que
>>>> a
>>>> > > > intelectualidade do bem valoriza. Porque não interessa... o mundo
>>>> hoje é
>>>> > > > comandado por corporações, cada vez menos corporações. Digamos que
>>>> hoje
>>>> > > > você
>>>> > > > tem conglomerados, uns 4 ou 5 conglomerados comandando a cultura
>>>> no
>>>> > mundo
>>>> > > > inteiro. Então, evidente, que quanto mais se concentra o poder nas
>>>> mãos
>>>> > > > desses conglomerados, menos a pluralidade interessa. Você tem,
>>>> para
>>>> > dominar
>>>> > > > o mercado, você tem que ter um mercado homogêneo. Então, essa
>>>> > homogeneidade
>>>> > > > é contra todo tipo de pluralidade. Eu acho que quem valoriza a
>>>> > pluralidade
>>>> > > > somos nós, eu, você (apontando para a equipe do Salto), os
>>>> espectadores
>>>> > aí
>>>> > > > que estão assistindo ao nosso programa, mas o grande, o Big
>>>> Brother que
>>>> > > > manda nessa história toda, eu acho que ele não gosta de
>>>> pluralidade não.
>>>> > > >
>>>> > > > *Salto – O senhor acredita que a música popular brasileira retrata
>>>> a
>>>> > > > pluralidade cultural do país?*
>>>> > > >
>>>> > > > Nei Lopes – Olha, existem duas músicas populares brasileiras, dois
>>>> > > > escaninhos de música popular brasileira. Existe a música popular
>>>> > brasileira
>>>> > > > que é espontânea, de criação popular mesmo e essa você vai
>>>> encontrar
>>>> > onde?
>>>> > > > Nas produções independentes, nos centros mais afastados. E existe
>>>> outra
>>>> > > > música imposta por essa indústria de que nós estamos falando,
>>>> cujos
>>>> > > > porta-vozes são os meios de comunicação atrelados a essa
>>>> indústria. A
>>>> > gente
>>>> > > > teve, dias atrás, a entrega de um prêmio, que é supostamente o
>>>> prêmio
>>>> > mais
>>>> > > > importante da música popular brasileira, em que não houve nenhuma
>>>> > premiação
>>>> > > > para o gênero samba, houve para o hip hop, para o universo pop,
>>>> mas no
>>>> > > > entanto, numa estratégia, aquela coisa do álibi, numa espécie de
>>>> álibi,
>>>> > o
>>>> > > > que os organizadores do prêmio fizeram? Pegaram o Jamelão, o nosso
>>>> > grande
>>>> > > > José Bispo Clementino dos Santos, nosso grande mangueirense,
>>>> botaram lá
>>>> > e
>>>> > > > fizeram um grande final da premiação com Jamelão, mais a Escola de
>>>> Samba
>>>> > da
>>>> > > > mangueira. É sempre assim! Efetivamente o samba não tem nada a
>>>> ver, não
>>>> > > > participa do mercado, isso na visão deles, mas aí como álibi, para
>>>> não
>>>> > > > dizer
>>>> > > > que são anti-samba, ou antinacionais, o que que fazem? Pegam
>>>> alguém que
>>>> > > > representa alguma coisa do samba e bota num "gran finale", num
>>>> oba-oba e
>>>> > > > etc
>>>> > > > e tal. Quer dizer, então o que a gente vê é isso. Apesar disso
>>>> tudo,
>>>> > existe
>>>> > > > hoje uma produção musical independente muito forte, no Brasil
>>>> inteiro.
>>>> > > > Existe uma rede natural e espontânea de troca de informações, a
>>>> internet
>>>> > > > inclusive veio facilitar muito isso. Os artistas do samba estão
>>>> > trabalhando
>>>> > > > e muito bem, eu inclusive, em todo país, sempre sendo prestigiado,
>>>> > sempre
>>>> > > > sendo chamados, independente de qualquer coisa, Evidentemente que
>>>> > ninguém
>>>> > > > do
>>>> > > > samba, pelo menos o que eu conheça, à exceção de uns dois ou três,
>>>> que
>>>> > > > merecidamente está lá no pódio, à exceção de um ou dois que a
>>>> indústria
>>>> > > > cultural admitiu. Nenhum sambista está andando de BMW, tendo
>>>> jatinhos,
>>>> > etc
>>>> > > > e
>>>> > > > tal... Mas, pelo menos, os que estão trabalhando estão
>>>> conseguindo, como
>>>> > > > trabalhadores, ter uma remuneração condizente dentro dos padrões
>>>> > nacionais.
>>>> > > > Isso é importante, nós somos trabalhadores da música, não somos?
>>>> Ninguém
>>>> > > > nasceu para ser "superstar", ser "popstar". Então, a gente tendo a
>>>> > > > remuneração condigna, tendo a possibilidade de cuidar direitinho
>>>> da
>>>> > saúde,
>>>> > > > tendo a possibilidade de aos 62 anos ter essa aparência bonita,
>>>> modéstia
>>>> > à
>>>> > > > parte, então tudo bem, está tudo certo, está tudo legal.
>>>> > > >
>>>> > > >
>>>> > > > na íntegra:
>>>> > http://www.redebrasil.tv.br/salto/entrevistas/nei_lopes.htm
>>>> > > >
>>>> > > >
>>>> > > >
>>>> > > >
>>>> > > >
>>>> > > > 2008/5/20 Eugenio Raggi <[EMAIL PROTECTED]>:
>>>> > > >
>>>> > > > > Vini,
>>>> > > > >
>>>> > > > > Na prática, parafraseando o exemplo do purismo arquitetônico, é
>>>> como
>>>> > > > > se tivéssemos de manter locações sem instalações elétricas, um
>>>> espaço
>>>> > > > > tombado onde não se possa sequer estalar uma rede lógica, por
>>>> que
>>>> > > > > danificaria o aspecto original.
>>>> > > > >
>>>> > > > > Proibir releituras, misturas e outras utilizações daquilo que é
>>>> um
>>>> > > > > patrimônio do povo (e a ele legalmente pertence!!) é um ato
>>>> insano,
>>>> > > > > pretensioso e covarde.
>>>> > > > >
>>>> > > > > Perdoai-os, Nei Lopes, eles não entendem nada daquilo que você
>>>> diz....
>>>> > > > >
>>>> > > > > Abs,
>>>> > > > >
>>>> > > > > Eugenio
>>>> > > > >
>>>> > > > >
>>>> > > > >
>>>> > > > >
>>>> > > > >
>>>> > > > > Em 20/05/08, vini correia<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>>>> > > > > > meus caros, este tema mais uma vez me chamou a atençao...
>>>> > > > > >
>>>> > > > > > qual o problema fazer uma releitura de uma obra de dominio
>>>> publico?
>>>> > > > > > qual o problema um artista mostrar sua impressao, sua
>>>> interpretacao
>>>> > > > > sobre
>>>> > > > > > uma obra original?
>>>> > > > > > qual o problema fazer um noel versão drum n bass eletronico??
>>>> > > > > > ou noel versão
>>>> > reggae-dub-cubano-trip-hop-sei-lá-o-que??
>>>> > > > > >
>>>> > > > > > Isso não é desmerecer o seu trabalho, talento e importancia,
>>>> muito
>>>> > > > pelo
>>>> > > > > > contrário!
>>>> > > > > >
>>>> > > > > > sinto muito, mas vou ter que por lenha nesta conversa de
>>>> botequim...
>>>> > > > > >
>>>> > > > > > faz um tempo que conheci um trabalho de uns musicos
>>>> brasileiros
>>>> > > > chamado
>>>> > > > > > beatles n choro . Trata-se de releituras instrumentais de
>>>> algumas
>>>> > > > > musicas
>>>> > > > > > dos beatles numa linguagem e estrutra de choro. Cara, ficou
>>>> muito
>>>> > > > > curioso
>>>> > > > > > e criativo este antropofagismo! E a meu ver isto não é nenhum
>>>> > > > > desrespeito
>>>> > > > > > para com a obra original...é uma homenagem linda! Até
>>>> recomendo!
>>>> > > > > >
>>>> > > > > > é uma grande bobagem comparar releituras de clássicos da
>>>> música
>>>> > > > > brasileira
>>>> > > > > > como se fossem terriveis e ameaçadoras interferencias em obras
>>>> > > > > > arquitetonicas tombadas.... Ambos podem ser patrimonio
>>>> histórico,
>>>> > mas
>>>> > > > > uma
>>>> > > > > > coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. A música é
>>>> abstrata, a
>>>> > > > > obra
>>>> > > > > > arquitetonica é concreta (palpável). Ao contrario da
>>>> arquitetura,
>>>> > com
>>>> > > > a
>>>> > > > > > musica podemos explorar inumeras versoes e ainda conservar a
>>>> sua
>>>> > obra
>>>> > > > > > original de forma intacta, na voz do autor e o escambau!! Olha
>>>> que
>>>> > > > legal
>>>> > > > > > esta diversidade, esta pluralidade!! Temos inumeras opcoes
>>>> para
>>>> > > > escolher
>>>> > > > > > quando e qual versao ouvir e gostar. Olha que bacana! Se vc só
>>>> gosta
>>>> > > > da
>>>> > > > > > versao original, escute a versao original e nao perca seu
>>>> tempo com
>>>> > > > > aquele
>>>> > > > > > discurso de que o mundo está perdido, vai de mal a pior,
>>>> > blablabla...
>>>> > > > > >
>>>> > > > > > é preciso respeitar o gosto dos outros, gente!! Já vi pessoas
>>>> > ouvindo
>>>> > > > > > emocionadas a Beth cantando Feitiço da Vila e outras
>>>> amarradonas
>>>> > > > ouvindo
>>>> > > > > a
>>>> > > > > > versao original de noel pelo vinil ou mp3. Qual é o problema?
>>>> Deixem
>>>> > > > > cada um
>>>> > > > > > ser feliz do seu jeito!! Vamos parar com esta coisa ranzinza,
>>>> e
>>>> > > > > > conspiratória .... Certas criticas negativas me soam como a
>>>> história
>>>> > > > da
>>>> > > > > > música do proprio noel:
>>>> > > > > >
>>>> > > > > > "Quem é você que não sabe o que diz? Meu Deus do Céu, que
>>>> palpite
>>>> > > > > infeliz!"
>>>> > > > > >
>>>> > > > > >
>>>> > > > > > viva a diversidade!!
>>>> > > > > >
>>>> > > > > > abs
>>>> > > > > > Vini Correia
>>>> > > > > >
>>>> > > > > >
>>>> > > > > >
>>>> > > > > >
>>>> > > > > >
>>>> > > > > > 2008/5/19 Caio Pontual <[EMAIL PROTECTED]>:
>>>> > > > > >
>>>> > > > > >
>>>> > > > > > > Bem, eu concordo com vc no que diz respeito a manutenção da
>>>> obra
>>>> > > > como
>>>> > > > > ela
>>>> > > > > > > foi concebida, por respeito e pela manutenção (ou
>>>> conservarão) da
>>>> > > > > própria.
>>>> > > > > > > Porém não vejo problema quando se faz adaptações ou arranjos
>>>> > dessas
>>>> > > > > mesmas
>>>> > > > > > > obras porem mantendo (ou respeitando) a melodia original,
>>>> concordo
>>>> > > > com
>>>> > > > > vc
>>>> > > > > > > quando muitas vezes transforma-se uma música que era
>>>> originalmente
>>>> > > > um
>>>> > > > > gênero
>>>> > > > > > > e transforma-se em outro ou quando o arranjo deturpa
>>>> totalmente a
>>>> > > > > melodia,
>>>> > > > > > > aí sim é condenável. Portanto é preciso bom censo e tb
>>>> porque não,
>>>> > > > bom
>>>> > > > > > > gosto.
>>>> > > > > > >
>>>> > > > > > > Um abraço.
>>>> > > > > > > Caio Pontual
>>>> > > > > > >
>>>> > > > > > > ----- Original Message ----- From: "Daniel Capu" <
>>>> > > > > > > [EMAIL PROTECTED]>
>>>> > > > > > > To: "Caio Pontual" <[EMAIL PROTECTED]>
>>>> > > > > > > Sent: Monday, May 19, 2008 9:38 AM
>>>> > > > > > > Subject: Re: [S-C] FW: Obra de Noel
>>>> > > > > > >
>>>> > > > > > >
>>>> > > > > > > Particularmente, Caio, em se tratando de Noel, sou contra
>>>> qualquer
>>>> > > > > > > manifestação criativa com a sua obra. Isso, por que,
>>>> partilho e
>>>> > vou
>>>> > > > > mais
>>>> > > > > > > além da opinião do Nei. Além de ser uma obra atual, de temas
>>>> -
>>>> > > > > letras,
>>>> > > > > > > melodias - como você naturalmente conhece, a riqueza da obra
>>>> é, e
>>>> > > > > sempre
>>>> > > > > > > será, a sua preservação como fora concebida. Numa analogia
>>>> de
>>>> > > > sentido,
>>>> > > > > > > seria
>>>> > > > > > > como pegarmos uma obra arquitetônica tombada como patrimônio
>>>> > > > histórico
>>>> > > > > e
>>>> > > > > > > colocá-la à disposição de alguns arquitetos modernosos para
>>>> > > > intervirem
>>>> > > > > na
>>>> > > > > > > fachada, modificando-a. O propósito desse projeto é
>>>> justamente
>>>> > esse.
>>>> > > > > > > Incentivar a intervenção melódica e de linguagem musical
>>>> numa obra
>>>> > > > > que, a
>>>> > > > > > > meu ver, não pede nem nunca vai pedir nada disso. O acesso a
>>>> todos
>>>> > > > > através
>>>> > > > > > > da net e a lei que permie torná-la domínio público entendo
>>>> como
>>>> > algo
>>>> > > > > > > positivo. Só considero "bobagem", e em nada me atrairia, um
>>>> > projeto
>>>> > > > em
>>>> > > > > cima
>>>> > > > > > > dessa causa, que entendo não existir.
>>>> > > > > > >
>>>> > > > > > > Um abraço
>>>> > > > > > > Daniel Capu
>>>> > > > > > >
>>>> > > > > > >
>>>> > > > > > > On 5/18/08 12:45 PM, "Caio Pontual" <[EMAIL PROTECTED]>
>>>> wrote:
>>>> > > > > > >
>>>> > > > > > > Não entendi bem sua crítica, é contra as misturas ou é o
>>>> fato das
>>>> > > > > músicas
>>>> > > > > > >> tornarem domínio público ?
>>>> > > > > > >> Um Abraço.
>>>> > > > > > >> Caio Pontual
>>>> > > > > > >>
>>>> > > > > > >>
>>>> > > > > > >> ----- Original Message -----
>>>> > > > > > >> From: "Daniel Capu" <[EMAIL PROTECTED]>
>>>> > > > > > >> To: <[email protected]>
>>>> > > > > > >> Sent: Friday, May 16, 2008 11:19 AM
>>>> > > > > > >> Subject: [S-C] FW: Obra de Noel
>>>> > > > > > >>
>>>> > > > > > >>
>>>> > > > > > >>
>>>> > > > > > >>
>>>> > > > > > >> Caros amigos,
>>>> > > > > > >>
>>>> > > > > > >> Acabo de ler na Folha uma matéria sobre um projeto (nem me
>>>> lembro
>>>> > > > de
>>>> > > > > > >> quem?)
>>>> > > > > > >> para a obra de Noel que começa a cair em domínio público.
>>>> > > > > > >> O que mais me entristece não é o oportunismo firmado nessa
>>>> onda
>>>> > de
>>>> > > > > que
>>>> > > > > > >> agora
>>>> > > > > > >> a moda é misturar tudo. Pegar uma miscelânea de ritmos e
>>>> > culturas,
>>>> > > > > bater
>>>> > > > > > >> tudo num liquidificador e servir pra um monte de gente
>>>> beber e
>>>> > > > fazer
>>>> > > > > uma
>>>> > > > > > >> cara de quem come iguaria fina, que apesar do péssimo
>>>> paladar,
>>>> > > > > esbanja um
>>>> > > > > > >> sorriso de satisfação.
>>>> > > > > > >>
>>>> > > > > > >> Não pretendo aqui dissertar sobre um modelo de indústria de
>>>> > consumo
>>>> > > > > > >> cultural, e muito menos criticar quem goste desse ritmo
>>>> frenético
>>>> > > > de
>>>> > > > > > >> consumo
>>>> > > > > > >> a que somos diariamente sujeitados. Esse papo de que tudo
>>>> agora
>>>> > tem
>>>> > > > > que
>>>> > > > > > >> estar na internet, ao alcance de todo mundo. ³Peraí!!²
>>>> Ainda leio
>>>> > > > na
>>>> > > > > > >> reportagem que essa seria uma maneira de homenagear uma das
>>>> > > > intenções
>>>> > > > > de
>>>> > > > > > >> Noel, dizendo ser uma característica sua se dar com todo
>>>> mundo.
>>>> > Tá
>>>> > > > > bom! Se
>>>> > > > > > >> a
>>>> > > > > > >> lei permite, que façam!
>>>> > > > > > >>
>>>> > > > > > >> Como o Nei lopes disse, ³acho uma grande bobagem!²
>>>> > > > > > >>
>>>> > > > > > >> Daniel Capu
>>>> > > > > > >> BH
>>>> > > > > > >>
>>>> > > > > > >> _______________________________________________
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