Pois é, Eugênio... A história da música brasileira tem suas evoluções. Ainda
bem que algumas "experimentações" ficam no campo dos testes. Já pensou uma
roda de samba com guitarra elétrica e bateria? Não ia ficar bom, né? ainda
bem que essas invenções não dão em nada.
abração
André
Em 21/05/08, Eugenio Raggi <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
> O pior de tudo...
>
> É que tem gente que ainda acha que as rodas de samba surgiram como que
> do nada; como se não fossem uma alternativa nova para a releitura de
> alguns maxixes, sembas e lundus, ou mesmo juntar tudo isso num "algo
> só" (depois reescrito historicamente como gênero -samba!) e fazer algo
> que se colocava como demanda cultural.
>
> Ecos de que "essa gente" "agredia" a essência do Lundu, do xaxado, do
> semba, do xote, da modinha devem ter sido ouvidas aos montes....
>
> Essa turma de "poluidores culturais", que inventou a simplicidade do
> cavaquinho e ousou juntar percussões e harmonias elaboradas num mesmo
> tipo de "movimento musical" deve mesmo ter sido taxada de....sei lá o
> que....
>
> Alguma dessas Madames Mag da vida deve ter dito que Mestre Patápio ou
> mesmo o Callado deveriam, estar "se remexendo no caixão".
>
> A história realmente sempre se repete....sempre como tragédia...
>
>
> Abs,
>
> Eugenio
>
>
>
>
> Em 21/05/08, Leonardo Oliveira Freitas<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> >
> > Salve Salve
> >
> > Pessoal, tenho a releitura como algo extremamente produtivo.
> Principalmente
> > quando se tem domínio e conhecimento daquilo que se faz. Estudar a fundo
> a
> > obra de Noel e depois a fundo o Maracatu, e fazer arranjos misturando
> essas
> > duas vertentes, por exemplo; seria algo extremamente rico, e sem duvida
> > alguma, produtivo para a música brasileira. Tenho certeza que isso não
> > atrapalha e nem distorce a obra original de Noel, que continuará sempre
> ai,
> > apreciada por todos, inclusive pelos defensores das misturas e
> rearranjos.
> > Acredito que ouvir uma ou outra versão vai do gosto de cada um, mas
> > trabalhar para um aprofundamento da música brasileira é trabalho de todos
> os
> > músicos, compromisso com nossa música sincera e com sua qualidade. Essas
> > misturas atualmente vem acontecendo muito no Brasil, e músicos quase
> > "inquestionaveis" defendem essa prática, como Caetano e Gilberto Gil,
> > inclusive através da música eletrônica e da música internacional, como o
> > jazz por exemplo. Acredito que este recurso vem sendo, obviamente, visto
> > como mais um passo em nossa música.
> >
> > Abraços
> >
> > Leo
> >
> > > Date: Wed, 21 May 2008 09:15:04 -0300
> > > From: [EMAIL PROTECTED]
> > > To: [EMAIL PROTECTED]
> > > Subject: Re: [S-C] FW: Obra de Noel
> > > CC: [EMAIL PROTECTED]; [EMAIL PROTECTED];
> > [email protected]; [EMAIL PROTECTED]
> >
> > >
> > > Se (parte da) obra caiu em domínio público, é normal que o pessoal
> comece
> > a
> > > mexer nela. Regravem de todas as maneiras que quiserem, porque o samba
> de
> > > Noel é intacto em sua essencia. Podem colocar uma bateria funk no "com
> que
> > > roupa"... eu vou continuar ouvindo as versões com cavaquinho e violão.
> > >
> > > O fato é que, no momento em que ressoar uma guitarra distorcida em
> algum
> > > samba do mestre, ele vai se remexer no caixão...
> > >
> > >
> > > Em 20/05/08, vini correia <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> > > >
> > > > salve salve
> > > > para ajudar na reflexão, vejam que interessante este trecho da
> > entrevista
> > > > com o Nei Lopes feita pela Rede Brasil...
> > > > ajuda a entender também o pensamento do mestre
> > > > "o samba nào está no formol"
> > > >
> > > > abs
> > > >
> > > >
> > <http://www.redebrasil.tv.br/salto/entrevistas/nei_lopes.htm>
> > > >
> > > > -------------------
> > > >
> > > >
> > > > *Salto – O senhor acredita que o samba ainda é visto de maneira
> > > > preconceituosa?*
> > > >
> > > > Nei Lopes – Absolutamente, completamente preconceituosa. O samba é
> > sempre
> > > > associado, primeiro por suas origens negras, o samba é sempre
> associado
> > à
> > > > escravidão, associado à pobreza, é associado à favelização, associado
> à
> > > > criminalidade, e essa é a grande estratégia que é usada pela
> indústria
> > > > cultural globalizante, no sentido de colocar o samba numa condição
> > > > subalterna sempre. E é também uma estratégia que compõe todo esse
> > complexo
> > > > de dominação e de colonização cultural. Uma das estratégias também é
> > taxar
> > > > o
> > > > samba como uma coisa imóvel, como uma coisa velha, como uma coisa que
> > não
> > > > se
> > > > renova. Eu escrevi um livro, há uns dois anos, chamado Samba b – a –
> ba,
> > o
> > > > samba que não se aprende na escola. Esse livro mereceu oito páginas
> de
> > uma
> > > > revista elegante, uma revista finíssima que é editada em São Paulo,
> > > > editada,
> > > > inclusive com muito patrocínio do Governo. Então, é uma revista muito
> > > > bonita, de altíssimo nível, ela tem papel couchê, custa caríssimo nas
> > > > bancas... Essa revista se ocupou do meu livro, num artigo altamente
> > > > tendencioso, usou 8 páginas para falar do meu livro, acusando o livro
> de
> > > > coisas: que o livro era passadista, era reacionário. O título da
> chamada
> > de
> > > > capa dessa crítica, veja bem, dizia assim: "Nei Lopes – O samba em
> > formol".
> > > > Eu absolutamente não advogo que o samba tenha que ficar
> "museificado",
> > > > tenha
> > > > que ficou imóvel, nada disso, eu sou uma das pessoas que mais
> propugnam
> > > > pela
> > > > visibilidade, pela diversidade, pela multiplicidade do samba. Agora
> > mesmo,
> > > > estamos aqui no estúdio, estou concluindo mais uma produção, mais um
> > disco
> > > > meu, um disco em que eu procuro evidenciar essa diversidade, por
> > exemplo. É
> > > > um disco de samba com algumas informações afro-cubanas, porque eu
> acho
> > que
> > > > os universos do samba são irmãos. São muito semelhantes, são duas
> coisas
> > > > que
> > > > se cruzam a todo momento, o que não acontece, por exemplo, com a
> música
> > > > afro
> > > > norte-americana, em relação à brasileira. Os negros americanos não
> > usaram
> > > > tambor, foram historicamente despossuídos do tambor pela colonização,
> > pela
> > > > evangelização dos protestantes. Enquanto que os negros da
> > > > América-hispânica,
> > > > da América portuguesa, como, nós, usaram sempre o tambor. Então, você
> > pega
> > > > a
> > > > música de Cuba, a música de Porto Rico, a música da República
> > Dominicana, a
> > > > música do Haiti, até o próprio Prata, do Uruguai até a Argentina, há
> uma
> > > > similitude entre essas músicas, porque elas têm origens comuns, a
> origem
> > na
> > > > grande civilização Banto, lá do Congo, Angola e adjacências, o que
> não
> > > > ocorre com a música dos Estados Unidos. Então, você pega um samba e o
> > > > associa com a música afro-hispânico, a música centro-americana, é
> > > > absolutamente coerente, não é colonização, nem coisa nenhuma. Você
> está
> > > > promovendo o encontro entre parentes que foram, de uma certa forma,
> > > > dispersos pela escravidão e etc. e tal. Então, eu procuro no meu
> > trabalho,
> > > > sempre que posso, chamar o samba para essas associações e exatamente
> por
> > > > isso. Para mostrar que o samba é plurifacetado, o samba é um gênero
> > musical
> > > > altamente rico, não é velho, porque ele se renova a cada momento,
> desde
> > o
> > > > primeiro samba, registrado como samba, que foi "Pelo telefone", a
> gente
> > > > observa que, a cada década, há uma renovação da expressão dessa
> > pluralidade
> > > > do samba, que também está vivo até hoje por causa disso. E, às vezes,
> > até é
> > > > meio difícil perceber essa diversidade, inclusive em sub-gêneros, que
> às
> > > > vezes são mostrados como gênero, como por exemplo, a Bossa Nova, é um
> > > > samba,
> > > > é uma forma de fazer samba. O choro como forma instrumental de se
> tocar
> > o
> > > > samba, o chamado sambop, o samba jazz surgido aqui no Rio de Janeiro
> no
> > > > contexto da Bossa Nova, o samba de piano, baixo e bateria. Aí está um
> > dos
> > > > poucos momentos em que a tradição norte-americana e a tradição
> > brasileira
> > > > se
> > > > encontram. Mas se encontram por via do jazz primeiro, mas o jazz
> tocado
> > com
> > > > um acento de samba e por aí vai. Então, o samba é essa diversidade,
> > > > inclusive essas formas mais modernas, supostamente mais modernas, que
> > > > emanam
> > > > da Bahia com muita sensualidade, com muita, o chamado samba-axé, ou
> > samba
> > > > de
> > > > quebradeira, são tradições também bastante arcaicas do Recôncavo
> > Bahiano,
> > > > das quais indústria cultural se apropriou. Então, o que eu procuro
> fazer
> > > > sempre, é mostrar essa diversidade, essa pluralidade e mostrar que o
> > samba
> > > > está vivo aí, não está velho e não está no formol.
> > > >
> > > > *Salto – Por que o senhor acredita que o conceito de pluralidade
> > cultural
> > > > ganha tanta importância no mundo hoje?*
> > > >
> > > > Nei Lopes – Eu acho que há uma dualidade de pensamento aí, eu acho
> que
> > os
> > > > intelectuais, os intelectuais "do bem" (risos), procuram enfatizar a
> > > > questão
> > > > da pluralidade e procuram valorizar essa questão. Ao passo que outras
> > > > expressões intelectuais que não são tão "do bem" assim, que estão
> > visando
> > > > muito mais o capital, são expressão de um capitalismo bastante
> perverso,
> > > > bastante massacrante, já não valorizam a pluralidade do jeito que a
> > > > intelectualidade do bem valoriza. Porque não interessa... o mundo
> hoje é
> > > > comandado por corporações, cada vez menos corporações. Digamos que
> hoje
> > > > você
> > > > tem conglomerados, uns 4 ou 5 conglomerados comandando a cultura no
> > mundo
> > > > inteiro. Então, evidente, que quanto mais se concentra o poder nas
> mãos
> > > > desses conglomerados, menos a pluralidade interessa. Você tem, para
> > dominar
> > > > o mercado, você tem que ter um mercado homogêneo. Então, essa
> > homogeneidade
> > > > é contra todo tipo de pluralidade. Eu acho que quem valoriza a
> > pluralidade
> > > > somos nós, eu, você (apontando para a equipe do Salto), os
> espectadores
> > aí
> > > > que estão assistindo ao nosso programa, mas o grande, o Big Brother
> que
> > > > manda nessa história toda, eu acho que ele não gosta de pluralidade
> não.
> > > >
> > > > *Salto – O senhor acredita que a música popular brasileira retrata a
> > > > pluralidade cultural do país?*
> > > >
> > > > Nei Lopes – Olha, existem duas músicas populares brasileiras, dois
> > > > escaninhos de música popular brasileira. Existe a música popular
> > brasileira
> > > > que é espontânea, de criação popular mesmo e essa você vai encontrar
> > onde?
> > > > Nas produções independentes, nos centros mais afastados. E existe
> outra
> > > > música imposta por essa indústria de que nós estamos falando, cujos
> > > > porta-vozes são os meios de comunicação atrelados a essa indústria. A
> > gente
> > > > teve, dias atrás, a entrega de um prêmio, que é supostamente o prêmio
> > mais
> > > > importante da música popular brasileira, em que não houve nenhuma
> > premiação
> > > > para o gênero samba, houve para o hip hop, para o universo pop, mas
> no
> > > > entanto, numa estratégia, aquela coisa do álibi, numa espécie de
> álibi,
> > o
> > > > que os organizadores do prêmio fizeram? Pegaram o Jamelão, o nosso
> > grande
> > > > José Bispo Clementino dos Santos, nosso grande mangueirense, botaram
> lá
> > e
> > > > fizeram um grande final da premiação com Jamelão, mais a Escola de
> Samba
> > da
> > > > mangueira. É sempre assim! Efetivamente o samba não tem nada a ver,
> não
> > > > participa do mercado, isso na visão deles, mas aí como álibi, para
> não
> > > > dizer
> > > > que são anti-samba, ou antinacionais, o que que fazem? Pegam alguém
> que
> > > > representa alguma coisa do samba e bota num "gran finale", num
> oba-oba e
> > > > etc
> > > > e tal. Quer dizer, então o que a gente vê é isso. Apesar disso tudo,
> > existe
> > > > hoje uma produção musical independente muito forte, no Brasil
> inteiro.
> > > > Existe uma rede natural e espontânea de troca de informações, a
> internet
> > > > inclusive veio facilitar muito isso. Os artistas do samba estão
> > trabalhando
> > > > e muito bem, eu inclusive, em todo país, sempre sendo prestigiado,
> > sempre
> > > > sendo chamados, independente de qualquer coisa, Evidentemente que
> > ninguém
> > > > do
> > > > samba, pelo menos o que eu conheça, à exceção de uns dois ou três,
> que
> > > > merecidamente está lá no pódio, à exceção de um ou dois que a
> indústria
> > > > cultural admitiu. Nenhum sambista está andando de BMW, tendo
> jatinhos,
> > etc
> > > > e
> > > > tal... Mas, pelo menos, os que estão trabalhando estão conseguindo,
> como
> > > > trabalhadores, ter uma remuneração condizente dentro dos padrões
> > nacionais.
> > > > Isso é importante, nós somos trabalhadores da música, não somos?
> Ninguém
> > > > nasceu para ser "superstar", ser "popstar". Então, a gente tendo a
> > > > remuneração condigna, tendo a possibilidade de cuidar direitinho da
> > saúde,
> > > > tendo a possibilidade de aos 62 anos ter essa aparência bonita,
> modéstia
> > à
> > > > parte, então tudo bem, está tudo certo, está tudo legal.
> > > >
> > > >
> > > > na íntegra:
> > http://www.redebrasil.tv.br/salto/entrevistas/nei_lopes.htm
> > > >
> > > >
> > > >
> > > >
> > > >
> > > > 2008/5/20 Eugenio Raggi <[EMAIL PROTECTED]>:
> > > >
> > > > > Vini,
> > > > >
> > > > > Na prática, parafraseando o exemplo do purismo arquitetônico, é
> como
> > > > > se tivéssemos de manter locações sem instalações elétricas, um
> espaço
> > > > > tombado onde não se possa sequer estalar uma rede lógica, por que
> > > > > danificaria o aspecto original.
> > > > >
> > > > > Proibir releituras, misturas e outras utilizações daquilo que é um
> > > > > patrimônio do povo (e a ele legalmente pertence!!) é um ato insano,
> > > > > pretensioso e covarde.
> > > > >
> > > > > Perdoai-os, Nei Lopes, eles não entendem nada daquilo que você
> diz....
> > > > >
> > > > > Abs,
> > > > >
> > > > > Eugenio
> > > > >
> > > > >
> > > > >
> > > > >
> > > > >
> > > > > Em 20/05/08, vini correia<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> > > > > > meus caros, este tema mais uma vez me chamou a atençao...
> > > > > >
> > > > > > qual o problema fazer uma releitura de uma obra de dominio
> publico?
> > > > > > qual o problema um artista mostrar sua impressao, sua
> interpretacao
> > > > > sobre
> > > > > > uma obra original?
> > > > > > qual o problema fazer um noel versão drum n bass eletronico??
> > > > > > ou noel versão
> > reggae-dub-cubano-trip-hop-sei-lá-o-que??
> > > > > >
> > > > > > Isso não é desmerecer o seu trabalho, talento e importancia,
> muito
> > > > pelo
> > > > > > contrário!
> > > > > >
> > > > > > sinto muito, mas vou ter que por lenha nesta conversa de
> botequim...
> > > > > >
> > > > > > faz um tempo que conheci um trabalho de uns musicos brasileiros
> > > > chamado
> > > > > > beatles n choro . Trata-se de releituras instrumentais de algumas
> > > > > musicas
> > > > > > dos beatles numa linguagem e estrutra de choro. Cara, ficou muito
> > > > > curioso
> > > > > > e criativo este antropofagismo! E a meu ver isto não é nenhum
> > > > > desrespeito
> > > > > > para com a obra original...é uma homenagem linda! Até recomendo!
> > > > > >
> > > > > > é uma grande bobagem comparar releituras de clássicos da música
> > > > > brasileira
> > > > > > como se fossem terriveis e ameaçadoras interferencias em obras
> > > > > > arquitetonicas tombadas.... Ambos podem ser patrimonio histórico,
> > mas
> > > > > uma
> > > > > > coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. A música é
> abstrata, a
> > > > > obra
> > > > > > arquitetonica é concreta (palpável). Ao contrario da arquitetura,
> > com
> > > > a
> > > > > > musica podemos explorar inumeras versoes e ainda conservar a sua
> > obra
> > > > > > original de forma intacta, na voz do autor e o escambau!! Olha
> que
> > > > legal
> > > > > > esta diversidade, esta pluralidade!! Temos inumeras opcoes para
> > > > escolher
> > > > > > quando e qual versao ouvir e gostar. Olha que bacana! Se vc só
> gosta
> > > > da
> > > > > > versao original, escute a versao original e nao perca seu tempo
> com
> > > > > aquele
> > > > > > discurso de que o mundo está perdido, vai de mal a pior,
> > blablabla...
> > > > > >
> > > > > > é preciso respeitar o gosto dos outros, gente!! Já vi pessoas
> > ouvindo
> > > > > > emocionadas a Beth cantando Feitiço da Vila e outras amarradonas
> > > > ouvindo
> > > > > a
> > > > > > versao original de noel pelo vinil ou mp3. Qual é o problema?
> Deixem
> > > > > cada um
> > > > > > ser feliz do seu jeito!! Vamos parar com esta coisa ranzinza, e
> > > > > > conspiratória .... Certas criticas negativas me soam como a
> história
> > > > da
> > > > > > música do proprio noel:
> > > > > >
> > > > > > "Quem é você que não sabe o que diz? Meu Deus do Céu, que palpite
> > > > > infeliz!"
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > > viva a diversidade!!
> > > > > >
> > > > > > abs
> > > > > > Vini Correia
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > > 2008/5/19 Caio Pontual <[EMAIL PROTECTED]>:
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > > > Bem, eu concordo com vc no que diz respeito a manutenção da
> obra
> > > > como
> > > > > ela
> > > > > > > foi concebida, por respeito e pela manutenção (ou conservarão)
> da
> > > > > própria.
> > > > > > > Porém não vejo problema quando se faz adaptações ou arranjos
> > dessas
> > > > > mesmas
> > > > > > > obras porem mantendo (ou respeitando) a melodia original,
> concordo
> > > > com
> > > > > vc
> > > > > > > quando muitas vezes transforma-se uma música que era
> originalmente
> > > > um
> > > > > gênero
> > > > > > > e transforma-se em outro ou quando o arranjo deturpa totalmente
> a
> > > > > melodia,
> > > > > > > aí sim é condenável. Portanto é preciso bom censo e tb porque
> não,
> > > > bom
> > > > > > > gosto.
> > > > > > >
> > > > > > > Um abraço.
> > > > > > > Caio Pontual
> > > > > > >
> > > > > > > ----- Original Message ----- From: "Daniel Capu" <
> > > > > > > [EMAIL PROTECTED]>
> > > > > > > To: "Caio Pontual" <[EMAIL PROTECTED]>
> > > > > > > Sent: Monday, May 19, 2008 9:38 AM
> > > > > > > Subject: Re: [S-C] FW: Obra de Noel
> > > > > > >
> > > > > > >
> > > > > > > Particularmente, Caio, em se tratando de Noel, sou contra
> qualquer
> > > > > > > manifestação criativa com a sua obra. Isso, por que, partilho e
> > vou
> > > > > mais
> > > > > > > além da opinião do Nei. Além de ser uma obra atual, de temas -
> > > > > letras,
> > > > > > > melodias - como você naturalmente conhece, a riqueza da obra é,
> e
> > > > > sempre
> > > > > > > será, a sua preservação como fora concebida. Numa analogia de
> > > > sentido,
> > > > > > > seria
> > > > > > > como pegarmos uma obra arquitetônica tombada como patrimônio
> > > > histórico
> > > > > e
> > > > > > > colocá-la à disposição de alguns arquitetos modernosos para
> > > > intervirem
> > > > > na
> > > > > > > fachada, modificando-a. O propósito desse projeto é justamente
> > esse.
> > > > > > > Incentivar a intervenção melódica e de linguagem musical numa
> obra
> > > > > que, a
> > > > > > > meu ver, não pede nem nunca vai pedir nada disso. O acesso a
> todos
> > > > > através
> > > > > > > da net e a lei que permie torná-la domínio público entendo como
> > algo
> > > > > > > positivo. Só considero "bobagem", e em nada me atrairia, um
> > projeto
> > > > em
> > > > > cima
> > > > > > > dessa causa, que entendo não existir.
> > > > > > >
> > > > > > > Um abraço
> > > > > > > Daniel Capu
> > > > > > >
> > > > > > >
> > > > > > > On 5/18/08 12:45 PM, "Caio Pontual" <[EMAIL PROTECTED]>
> wrote:
> > > > > > >
> > > > > > > Não entendi bem sua crítica, é contra as misturas ou é o fato
> das
> > > > > músicas
> > > > > > >> tornarem domínio público ?
> > > > > > >> Um Abraço.
> > > > > > >> Caio Pontual
> > > > > > >>
> > > > > > >>
> > > > > > >> ----- Original Message -----
> > > > > > >> From: "Daniel Capu" <[EMAIL PROTECTED]>
> > > > > > >> To: <[email protected]>
> > > > > > >> Sent: Friday, May 16, 2008 11:19 AM
> > > > > > >> Subject: [S-C] FW: Obra de Noel
> > > > > > >>
> > > > > > >>
> > > > > > >>
> > > > > > >>
> > > > > > >> Caros amigos,
> > > > > > >>
> > > > > > >> Acabo de ler na Folha uma matéria sobre um projeto (nem me
> lembro
> > > > de
> > > > > > >> quem?)
> > > > > > >> para a obra de Noel que começa a cair em domínio público.
> > > > > > >> O que mais me entristece não é o oportunismo firmado nessa
> onda
> > de
> > > > > que
> > > > > > >> agora
> > > > > > >> a moda é misturar tudo. Pegar uma miscelânea de ritmos e
> > culturas,
> > > > > bater
> > > > > > >> tudo num liquidificador e servir pra um monte de gente beber e
> > > > fazer
> > > > > uma
> > > > > > >> cara de quem come iguaria fina, que apesar do péssimo paladar,
> > > > > esbanja um
> > > > > > >> sorriso de satisfação.
> > > > > > >>
> > > > > > >> Não pretendo aqui dissertar sobre um modelo de indústria de
> > consumo
> > > > > > >> cultural, e muito menos criticar quem goste desse ritmo
> frenético
> > > > de
> > > > > > >> consumo
> > > > > > >> a que somos diariamente sujeitados. Esse papo de que tudo
> agora
> > tem
> > > > > que
> > > > > > >> estar na internet, ao alcance de todo mundo. ³Peraí!!² Ainda
> leio
> > > > na
> > > > > > >> reportagem que essa seria uma maneira de homenagear uma das
> > > > intenções
> > > > > de
> > > > > > >> Noel, dizendo ser uma característica sua se dar com todo
> mundo.
> > Tá
> > > > > bom! Se
> > > > > > >> a
> > > > > > >> lei permite, que façam!
> > > > > > >>
> > > > > > >> Como o Nei lopes disse, ³acho uma grande bobagem!²
> > > > > > >>
> > > > > > >> Daniel Capu
> > > > > > >> BH
> > > > > > >>
> > > > > > >> _______________________________________________
> > > > > > >> Para CANCELAR sua assinatura:
> > > > > > >> http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela
> > > > > > >> Para ASSINAR esta lista:
> > > > > > >> http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina
> > > > > > >> Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA:
> > > > > > >> http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta
> > > > > > >>
> > > > > > >> E-mail verificado pelo Terra Anti-Spam.
> > > > > > >> Para classificar como spam, visite
> > > > > > >>
> > > > > > >>
> > > > >
> > > >
> >
> http://mail.terra.com.br/cgi-bin/reportspam.cgi?+_d=SCYzMTkzNzAwI3Blcm0hdGVycm
> > > > > > >>
> > > > > > >>
> > > > >
> > > >
> >
> EmMSwxMjEwOTc5NDEzLjg0MzA0NS4xMDg1OC5jb3Ntb2xlZG8uaHN0LnRlcnJhLmNvbS5iciwzNzQ1
> > > > > > >> Verifique periodicamente a pasta Spam para garantir que apenas
> > > > > mensagens
> > > > > > >> indesejadas sejam classificadas como Spam.
> > > > > > >>
> > > > > > >> Esta mensagem foi verificada pelo E-mail Protegido Terra.
> > > > > > >> Atualizado em 16/05/2008
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