Obrigado pelo reconhecimento, Leamartine.

Eu estou precisando que este reconhecimento chegasse aos ouvidos dos ministros do TSE.

Repare que todas as notícias sobre o caso Alagoas não fazem nenhuma referencia ao meu nome e ao da Cida, que fomos os primeiros a encontrar os dados que provavam os problemas e fizemos o primeiro relatório no prazo de apenas 6 dias.

Isto está ocorrendo porque o Fernando Neves, ex-ministro do TSE, impôs a condição que os nossos nomes fossem omitidos para que ele aceitasse defender a causa. O nosso relatorio teria que ser substituido por outro de algum professor universitário não envolvido conosco. Foi aí que entrou o prof. Clóvis do ITA.

Esta tática do Fernando Neves não é atoa. Ele sabe que eu e a Cida não somos bem vistos dentro do TSE, pelos ministros e funcionários, e sabia que se aparecessemos barreiras poderiam ser criadas.

Aparentemente, a tática está funcionando. Ele já conseguiu uma promessa de auditoria do pres. do TSE, que é bem mais do que eu e a Cida costumamos conseguir. Mas por outro lado, não ajuda em nada a melhorar nossa imagem junto ao administrador eleitoral.

Para nosso consolo, o Prof. Clóvis depois de conhecer e estudar a questão, acabou por trilhar uma linha argumentativa semelhante a nossa e, como se fosse um prêmio extra no final, ainda se manifestou a favor do voto impresso conferido pelo eleitor como forma de aumentar a confiabilidade do sistema.


Leamartine Pinheiro de Souza - Rio Net escreveu:
Estimado Colega Amilcar Brunazo Filho,

Com uma exposição brilhante como esta, dentro em pouco, teremos de tratá-lo
como Doutor (por extenso), ou Processor (neologismo que aplico aos
Professores como nível de Cientista).

Desta forma acabarás convencendo até ao PAPA do TEMPLO UNIVERSAL DO SANTO
BYTE que ele não passa de um tolo em suas crendices absurdas.

Parabéns por esta belíssima exposição.

POR UMA URNA ELETRÔNICA REALMENTE SEGURA, subscrevo-me

Atenciosamente,

Leamartine Pinheiro de Souza

21 2558-9814 – [EMAIL PROTECTED]
Rua Conde de Baependi 78, Ap 1310

Flamengo, Rio de Janeiro, RJ

22231-140

-----Mensagem original-----
De: [EMAIL PROTECTED]
[mailto:[EMAIL PROTECTED] Em nome de Amilcar
Brunazo Filho
Enviada em: quinta-feira, 25 de janeiro de 2007 20:58
Para: [email protected]
Cc: Pedro Antonio Dourado de Rezende
Assunto: [VotoEletronico] Urna-E na Câmara Federal

Caro Regivaldo,

Regivaldo Gomes Costa escreveu:

Srs.,

Não é o mérito, mas vale a pena comentar: até onde conheço, o corpo
técnico da área de desenvolvimento da Câmara e composto de profissionais de
grande experiência na área e têm como premissa o desenvolvimento de produtos
tolerantes a faltas e que estejam em conformidade com os pilares da
segurança computacional (integridade, confidencialidade, auteticidade e
não-repúdio) associado ao processo de votação eletrônica.

Vale ressaltar, que a concepção e a implementação do Sistema Eletrônico de
Votação (SEV) da Câmara do Deputados (CD) que ocorreu em 1998, já
contemplava a cifragem da qualidade do voto do eleitor, conforme exposto
pelo Sr. Leirton no link já divulgado.

Os SEVs da CD o do Senado são incoparáveis quanto infra-estrutura e
segurança aplicada ao sistema, principalmente qdo da ocorréncia do "caso do
Senado". A Unicamp já esteve auditando o SEV da CD e ela própria, na época,
ficou abismada com diferença entre os dois sistemas, posicionando o da CD
com um sistema robusto e confiável.

Digo ainda, que a preocupação que os pares deste forum têm, o diretor da
Cordenação do Sistema Eletrônico de Votação, Sr. Leirton Castro e sua equipe
também o tem. Tanto, que os mesmos estão trabalhando para que o SEV da CD
seja objeto de auditoria externa e periódica, visando a lisura de todo o
processo, frente aos parlamentares e a sociedade brasileira.

As palavras acima, são posições pessoais minha e não reflete qualquer
posição da CD. E me baseio no conhecimento que tenho da infra-estrutura do
SEV daquela Casa e de seus profissionais que estão em constante preocupação
com a segurança e tolerância a faltas dos sistema lá implantados.

[]s,

Regivaldo Costa

Muito obrigado por sua mensagem acima pois me dá oportunide de abordar um ponto sobre confiabilidade de sistema eleitorais eletrônicos de forma
estritamente técnica e impessoal.

Eu acompanhei a avaliação da UNICAMP sobre o SEV. Estava lá quando os sistemas foram copiados para análise pelo prof. Àlvaro Crosta. Confirmo que o SEV da Câmara era muito melhor, do ponto de vista da
confiabilidade, do que o do Senado.

Mas, de imediato, lembre que sobre confiabilidade de sistemas eleitorais, a sua história em eventos pretéritos não tem a melhor importância. A confiabilidade tem que ser analisada e estabelecida a
cada eleição.

Esta análise a seguir se refere a sistemas de votação secreta, não se aplicando a sistemas de votação aberta onde a questão da confiabilidade
tem solução trivial.

Em 2000, eu escrevi um artigo que foi aceito para o Simpósio de
Segurança em Informática, SSI, que pode ser visto em:

   http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/SSI2000.htm

onde apresentei a tese de que o risco de fraude em sistemas eletrônicos de votação (secreta) cresce na medida da importância dos cargos em disputa e, por conseqüência disto, eleições de altos cargos e altos interesses, como é o caso da Câmara Federal, são eleições de alto risco de fraudes e deveriam ser tratadas, do ponto de vista de segurança, da mesma forma que se trata um sistema de alto risco de falhas, como uma
usina nuclear por exemplo.

Isto quer dizer, que devem ter sempre controles redundantes e ser
submetidos a constante verificações e auditoria.

Assim, se justifica o uso do voto impresso conferido pelo eleitor, a cada eleição, como forma de auditoria alternativa e redundante da apuração eletrônica. Não adianta usar o voto impresso numa eleição, fazer a recontagem, provar que o sistema funcionou direito e eliminar o
voto impresso nas eleições seguintes. Estas poderão ser fraudadas.

Outro conceito que apresentei, então, é que em sistemas de alto risco, como classifiquei o sistema eleitoral, a segurança deve ser essencialmente independente das pessoas, porque estas sempre podem
falhar e, eventualmente, fraudar.

Por isto, por favor entenda que a critica que apresento a seguir é
estritamente impessoal.

Se a confiabilidade do SEV depende da confiabilidade e da qualidade moral de seus desenvolvedores e administradores então, TECNICAMENTE
FALANDO, O SEV É UM SISTEMA INSEGURO EM ESSÊNCIA.

O requisito de auditabilidade do resultado em sistemas de votação secreta é fundamental e, pelo que eu entendi, o SEV não apresenta uma
forma que permita se conferir ou auditar o resultado eletrônico.

Entenda que todos os recursos digitais de segurança são insuficientes para dar garantia de que um sistema informatizado qualquer, NO MOMENTO
DE FUNCIONAMENTO, esteja operando de forma 100% prevista e esperada.

Por isto é necessário auditoria constante. E em informática não adianta analisar um sistema eleitoral informatizado nem antes nem depois, tem que avaliar na hora ou... auditar o resultado depois por uma via
alternativa (o voto impresso conferido pelo eleitor).

Você recitou a cartilha ao falar que o SEV foi projetado para estar em "conformidade com os pilares da segurança computacional (integridade,
confidencialidade, auteticidade e não-repúdio)".

Estes requisitos são exatamente os requisitos de sistemas de assinatura digital baseado em critografia assimétrica. Acontece que QUEM INVENTOU A ASSINATURA DIGITAL E ESTES REQUISITOS, O DR. RONALD RIVEST DO MIT, JÁ ESCREVEU DEZENAS DE ARTIGOS EXPLICANDO PORQUE ELES NÃO BASTAM PARA
SISTEMAS ELEITORAIS DE ALTO RISCO.

Veja, por exemplo, o artigo em:

http://theory.lcs.mit.edu/%7Erivest/BruckJeffersonRivest-AModularVotingArchi
tecture.doc

onde ele argumenta porque é surpreendentemente muito mais difícil processar com segurança um só voto secreto do que transferir com segurança (integridade, confidencialidade, auteticidade e não-repúdio)
um milhão de dolares por meios digitais.

Veja, Regivaldo, como usar o jargão tecnológico pode ser apenas uma forma de esconder a verdadeira natureza do sistema. Apenas mais um
espelhinho no salão para distrair a atenção dos fiéis do Santo Baite.

O SEV da CD pode estar em conformidade com os pilares da segurança computacional (integridade, confidencialidade, auteticidade e não-repúdio) mas continua não oferendo uma forma de auditar o seu
resultado...!

Obs.: atualmente o prof. Rivest tem publicado estudos onde avança a proposta do prof. David Chaum, de sistemas eleitorais auditáveis pelo
próprio eleitor, mas que sempre necessitam da materialização do voto.

Assim, pretendo ter demonstrado que o SEV não merece ser tido como confiável pois não oferece alternativa externa ao sistema digital para
conferir o seu resultado.

E quem projetou um sistema assim, segundo um modelo que está sendo rejeitado em 100% do mundo acadêmico, por mais sério e honesto que seja,
projetou um sistema sem confiabilidade.

Lanço a seus conhecidos do corpo técnico da área de desenvolvimento da Câmara o mesmo desafio que lancei recentemente aos membros do corpo técnico do TSE. Escrevam para congressos de informática de alto nível explicando como conseguiram a façanha tecnológica de produzir um sistema eleitoral eletrônico que se auto-certifica estabelecendo a confiabilidade do resultado sem precisar de auditoria contábil por meios externos ao sistema. Todos gostariam muito de saber como eles
conseguiram o que o resto do mundo acadêmico reputa impossível.

[ ]s

   Eng. Amilcar Brunazo Filho - Santos, SP

             Conheça o livro

    FRAUDES e DEFESAS no Voto Eletrônico

      http://www.votoseguro.org/livros

          se quiser compreender a

      insegurança da urna eletrônica

______________________________________________________________

O texto acima e' de inteira e exclusiva responsabilidade de seu

autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao

representa necessariamente o ponto de vista do Forum do Voto-E

O Forum do Voto-E visa debater a confibilidade dos sistemas

eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos

sistemas de assinatura digital e infraestrutura de chaves publicas.

__________________________________________________

Pagina, Jornal e Forum do Voto Eletronico

        http://www.votoseguro.org

__________________________________________________



--
[ ]s
  Eng. Amilcar Brunazo Filho - Santos, SP

            Conheça o livro
   FRAUDES e DEFESAS no Voto Eletrônico
     http://www.votoseguro.org/livros
         se quiser compreender a
     insegurança da urna eletrônica

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autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao
representa necessariamente o ponto de vista do Forum do Voto-E

O Forum do Voto-E visa debater a confibilidade dos sistemas
eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos
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