Caros colegas: Quero apontar mais alguns pontos que venho observando há tempos, a respeito da visão parcial da ciência europeia: 1) Não há uma realidade objetiva absoluta, daí não é possível uma ciência baseada na mesma, pois esta simplesmente não existe. Tudo que existe no universo, e quiçá em todos os universos possíveis, depende da percepção de cada observador. Os universos de um pardal, de um morcego e de um determinado ser humano são bem distintos, por exemplo. Os universos de seres humanos vindos de ambientes culturais distintos são também bem diferentes. Como não há realidade objetiva absoluta, não se pode dizer que um dado universo, vindo de uma determinada forma de percepção, seja mais "real" ou "verdadeiro" que um outro universo. 2) Há, no entanto, realidades relativas mais estáveis que outras, daí poder-se-ia falar de objetividade pelo menos de uma forma relativa, para observadores apresentando razoáveis coincidências perceptivas. Mesmo para estes, os níveis de percepção de tais "realidades" objetivas são distintos. Existem, por exemplo, seres humanos cujo limiar de percepção é bem grande, comparado ao da maioria. Talvez sejam tais seres humanos mais sensitivos que descobriram os meridianos da acupuntura, a energia chi, que paira acima da energia cinética, os planos superiores da Teosofia, e outras ideias afins. 3) Existem experiências inefáveis ou sublimes que certos homens e mulheres relatam, relacionadas às tradições de diversas das religiões existentes hoje ou no passado. Tais vivências dizem que não há, essencialmente, qualquer diversidade, só existe o Uno por trás de todas as aparências. A presente linguagem da ciência europeia parece ser hoje inadequada para alcançar tais páramos de percepção, especialmente com a atitude reducionista de muitos que se dizem "cientistas". 4) Não se pode avaliar relatos ou histórias de outras épocas com os parâmetros de outras culturas, como por exemplo com os valores da moderna cultura ocidental. Quando é dito, por exemplo, que Rama uniu a Índia ao Ceilão, dever-se-ia buscar sentir isto conforme os valores da cultura pretérita que gerou tal relato. Da mesma forma, é inadequado buscar entender os Elementos de Euclides buscando reduzi-los à visão dos matemáticos de hoje. Isto partindo da premissa de que não há realidade objetiva absoluta. Só na medida em que é sentido o universo subjetivo dos autores dos relatos é que se poderia avaliar os mesmos. 5) Mesmo que existam relatos nitidamente pouco confiáveis ou insinceros vindos de outras culturas, é um grave erro generalizar e daí invalidar formas de conhecimento ou ciência vindas de culturas não ocidentais. 6) Todas ou quase todas as instituições acadêmicas ou de pesquisa da atualidade, provindas da tradição europeia, seguem linhas políticas eivadas de vícios das mais diversas origens, sejam estes provindos de interesses menores ou utilitários, sejam estes por cristalização de hábitos mais ou menos arraigados. Como quase toda prática da ciência ocidental ou de origem europeia depende em grande escala do patrocínio de tais instituições, isto afeta a imparcialidade ou neutralidade dos resultados de tal ciência. Por exemplo: práticas curativas eficazes tais como a Acupuntura, o Reiki e o Yoga não são cultivadas ou adotadas em grande escala nos ambientes das modernas academias simplesmente por não serem lucrativas. O que dá mais lucro para os departamentos ou institutos de medicina são as práticas paliativas e aplicação de remédios alopáticos produzidos em escala industrial. É mais interessante manter a população cronicamente doente a fim de que a mesma sempre dependa de tais procedimentos paliativos e remédios para os mesmos. Os diversos departamentos e institutos de "filosofia" preferem ater-se a uma morna linha de análise textual de uma sempre igual lista de autores do passado e do presente, mantendo assim um sempre requentado exercício intelectual que pouco tem a ver com a verdadeira Filosofia. Sinceramente, Arthur Buchsbaum
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