Prezado Marcos,

Por "passar pelo escrutínio científico", eu quero dizer "passar por
standards elevados de validação epistêmica". Se isso é "dogmatismo", este é
um "dogmatismo" que eu endossaria sem problemas. Julgo que imparcialidade e
honestidade no apreço pela evidência empírica e criatividade e curiosidade
na elaboração de modelos e teorias são todas virtudes na prática científica.
Sou pluralista a respeito de metodologias em pesquisa científica.

Com todo o respeito aos outros foristas da lista, julgo que não há
absolutamente *nada* de condenável, ora filosoficamente, ora moralmente, em
endossar a "ciência ocidental" como "o" modelo de se fazer ciência (mesmo
com o fato de o que está sendo chamado de "ciência ocidental" ser
profundamente heterogêneo metodologicamente). Chauvinismo com os métodos de
aquisição de conhecimento que consistemente nos agraciam com os modelos de
maior valor preditivo, poder explicativo e adequação à evidência - sem
contar transferência de conhecimento para aplicações tecnológicas - não é
nenhum demérito, julgo que é racionalmente obrigatório.

A "medicina chinesa" não prevê a teoria germinal de doenças, que salvou a
vida de milhões de pessoas e aumentou a expectativa da vida da humanidade.

A "sistemática" dos criacionistas da terra jovem - que eles chamam de
"baraminologia" (http://ncse.com/rncse/26/4/baraminology) - não consegue
construir árvores filogenéticas consistentes pois separa grupos-irmãos
arbitrariamente e ignora evidência genética usada para construir "nested
hierarchies" como retrovírus endógenos.

A "história geológica" hindu diz que as formações rochosas unindo a Índia à
Sri Lanka (http://en.wikipedia.org/wiki/Adam%27s_Bridge) foram construídas
pelo Lord Rama e seu exército de homens-macaco

A "antropologia" mórmon diz que os índios americanos descendem de
israelenses.

Diante da oposição destes "modelos alternativos de se fazer ciência" eu
endosso de braços abertos da "ciência ocidental".

Um forte abraço.

2011/8/24 Marcos Alves <[email protected]>

> Prezados,
>
> prezado Doria, não estou querendo defender práticas metafísicas,
> neovitalistas ou místicas, sei lá... Mas, o caso é que, quando vc diz
> "passa pelo escrutínio científico", já não está tratando de um modelo
> "dogmático" de ciência? pode-se reconhecer, em grande parte de seu
> discurso abaixo (desculpe se estiver equivocado, o que é bem provável), a
> visão empírica clássica de ciência. Não quero por em questão o valor
> epistêmico dessa perspectiva metodológica (é claro que a medicina
> ocidental resolve uma enormidade de quebra cabeças). A questão é se nós
> mesmos não somos dogmáticos, talvez "insconscientemente", defendendo a
> ciencia empírica (ocidental??) como "O" modelo de ciencia?
>
> abraço.
>
>
> > Prezados,
> >
> > Quando "medicina alternativa" passa pelo escrutínio científico, ela deixa
> > de
> > ser "medicina alternativa" e vira apenas "Medicina" (fisiologia humana
> > aplicada).
> >
> > Acupuntura acumulou na última década muita corroboração empírica como
> > tratamento auxiliar para dores crônicas (até de maior eficácia que outras
> > técnicas). A incorporação de parte da Acupuntura à Medicina entretanto
> não
> > levou consigo para o corpus médico entidades teóricas como "qi" ou
> > "energia
> > vital" que são explanatoriamente supérfluas e cuja existência não foi
> > verificada.
> >
> > A Farmacologia adquiriu muito conhecimento estudando as formas de
> > tratamento
> > *cutting edge* de várias tribos indígenas. Esta *etnofarmacologia* é
> > bastante fecunda. Muito do conhecimento acumulado por várias gerações de
> > índios (até parcialmente por metodologias quasi/proto-científicas de
> > "tentativa e erro") foi aproveitada, na busca de moléculas que sejam
> > biologicamente ativas no tratamento de certas doenças e outras condições
> > clínicas. Esta parte da "medicina xamânica" incorporada ao nosso corpus
> > médico entretanto não faz referência à "espíritos da floresta" - a não
> ser
> > que você queira considerar "espíritos da floresta" como uma metáfora para
> > os
> > compostos orgânicos de certa quiralidade produzidos por animais e
> vegetais
> > da selva amazônica.
> >
> > Se Geomancia (arte divinatória que consiste na interpretação dos padrões
> > formados por terra ou areia arremessados no chão em um contexto
> > ritualístico) nos ajudasse a prever quando irá chover ou ocorrer a
> próxima
> > estação de geada, Geomancia se tornaria um capítulo da Metereologia, e
> > concorreria conjuntamente com nossos modelos computacionais do clima em
> > poder preditivo. Poderíamos até aperfeiçoar a Geomancia dos antigos,
> > sabendo
> > qual composição do solo e qual tipo de arremessos pelo ar gera previsões
> > metereológicas mais eficientes.
> >
> > Várias das alegadas "ciências alternativas" não encontram-se no que o
> > paleontólogo Stephen J. Gould nomeou de "magistérios não-interferentes";
> > muitas realizam consistentemente alegações sobre *o mesmo mundo
> > natural*estudado por cientistas tornando-se portanto teorias e modelos
> > que estão
> > competindo nos mesmos âmbitos de explicação. Até o presente momento,
> > falsos
> > e/ou obsoletos.
> >
> > Abraços.
> >
> > 2011/8/24 Marcos Alves <[email protected]>
> >
> >> Car@s,
> >>
> >> a história mostra que, em geral, um dogma é eliminado e subsituído por
> >> outro. Os próprios exemplos abaixo listados pelo Alvaro ilustram:
> >> Descartes derruba um dogma, mas vira outro; Einstein derruba um dogma,
> >> mas
> >> cria outro. O dogma da ciencia europeia será substituído por qual dogma?
> >> Seria esse "dogmatismo" bom ou ruim para a ciência?
> >>
> >> Cito aqui o Feyerabend, em "Adeus à razão", texto no qual ele defende
> >> que
> >> a pluralidade (e não a unidade, ou a objetividade) é o que produz
> >> resultados epistemológicos e traz felicidade. Se concordarmos com o
> >> autor,
> >> temos, por exemplo, de acatar a medicina ocidental, oriental, diversas
> >> práticas alternativas de cura com o mesmo grau de aceitabilidade. Se
> >> discordarmos, podemos nos render aos "dogmatismos". Qual posição adotar?
> >>
> >> Abço,
> >>
> >> Marcos.
> >>
> >>
> >>
> >>
> >>
> >> > Caro Arthur,
> >> >
> >> > muito boa sua explicação. Usarei em minhas aulas. É amenizador sentir
> >> que
> >> > o
> >> > dogma da ciência européia também está se quebrando, assim como, na
> >> época,
> >> > Descartes fez ao quebrar os dogmas da igreja, mostrando ideias que
> >> > originariam a cientificidade européia.
> >> >     De tudo que você comentou, o pior de tudo é ver formadores de
> >> opinião,
> >> > como alguns professores, confinando o pensamento de seus talentosos
> >> alunos
> >> > ao mostrar limites para a cientificidade, além de decepar qualquer
> >> forma
> >> > de
> >> > expressão que não esteja nos padrões da mesma.
> >> >     Mas algo me deixa reconfortado, a história mostra muito bem que
> >> > *aqueles
> >> > que não se limitaram ao modelo da cientificidade européia e seu modelo
> >> > simplório de explicar e ver o mundo, foram as pessoas realmente
> >> > imortalizadas na história por suas realizações. *
> >> >     Einstein é um grande exemplo disso. Viveu num ambiente com dois
> >> > dogmas,
> >> > o da religião e o da cientificidade. Aos vinte anos, garoto, em casa,
> >> teve
> >> > que duvidar do dogma da igreja que vivenciava em sua família desde a
> >> > infância, e ainda mais, também teve que duvidar do dogma da
> >> cientificidade
> >> > de Descartes/Newton que aprendia e vivia na universidade. Com certeza
> >> > sofreu
> >> > muito psicologicamente e analiticamente, ao estudar sobre o assunto,
> >> para
> >> > finalmente se sentir confiante para viver sem esses dogmas, decidir
> >> sair
> >> > do
> >> > mundo unanime, e apostar em si. É passível de análise psiquiátrica
> >> essa
> >> > atitude de *deixar de viver conforme a realidade verdade que todas as
> >> > outras
> >> > pessoas do mesmo meio vivem, no seu dia a dia*. *Sair da realidade é
> >> sinal
> >> > de loucura*. Daí, passou a ter até hábitos considerados exotéricos
> >> pelos
> >> > demais, até alguns parecidos com os de Jesus... e deu no que deu.
> >> >     A cientificidade européia ainda é um dogma que todos nós estamos
> >> > vivenciando, mesmo que indiretamente através das pessoas com quem
> >> > convivemos. A nova revolução da cientificidade vem encabeçada pelas
> >> ideias
> >> > de Einstein, e ganham força com tantos outros pensadores. Vale lembrar
> >> > também a ajuda que essa revolução está sentindo pelo novo paradigma da
> >> > Física Quântica (FQ) e da Neurociência. Mas enquanto vivermos nesses
> >> três
> >> > paradigmas (igreja, cientificidade européia e FQ), agora os novos
> >> > Einsteins
> >> > terão que analisar as contradições de três paradigmas, e não mais de
> >> dois,
> >> > como Einstein fez. O mais provável, como diz a história, é que esses
> >> > possíveis Einsteins desistam de si e se tornem só mais alguns
> >> funcionários
> >> > do mercado de trabalho, seja nas empresas ou na própria academia.
> >> >     É certo que Descartes não é o mal, mas suas ideias foram
> >> corrompidas
> >> > com
> >> > o passar do tempo, principalmente por aqueles que mais deveriam
> >> levá-la a
> >> > diante, os discípulos da ideia, assim como também aconteceu quando se
> >> > corromperam as ideias originais que formavam a igreja. Mas a história
> >> vai
> >> > seguindo... As ideias vão surgindo... e os doutos as corrompendo... e
> >> as
> >> > ideias vão surgindo... e os doutos as corrompendo, cada qual pelos
> >> seus
> >> > ideais de vida ou por ignorância. Baita ignorância. A história mostra
> >> que
> >> > de
> >> > tempos em tempos algum "louco" tem que chegar para recolocar ordem na
> >> > casa,
> >> > e reformular o paradigma para os tempos atuais.
> >> >
> >> > Em 23 de agosto de 2011 21:22, Alvaro Augusto (L)
> >> > <[email protected]>escreveu:
> >> >
> >> >> Ah, certamente existem muitas opiniões divergentes, mas eu me referi
> >> a
> >> >> uma
> >> >> *durante* a palestra...
> >> >>
> >> >> Abraços,
> >> >>
> >> >> Alvaro Augusto
> >> >>
> >> >>
> >> >> -----Mensagem original-----
> >> >> De: [email protected]
> >> >> [mailto:[email protected]]
> >> >> Em nome de Eduardo Ochs
> >> >> Enviada em: terça-feira, 23 de agosto de 2011 17:17
> >> >> Para: [email protected]
> >> >> Assunto: [Logica-l] RES: a ciência europeia e sua ideologia associada
> >> >>
> >> >> Isto aqui serve como "opiniao divergente"?
> >> >>
> >>
> http://www.lrb.co.uk/v28/n20/terry-eagleton/lunging-flailing-mispunching
> >> >> E' uma critica ao "The God Delusion", do Richard Dawkins, mas
> >> >> talvez se aplique tambem aos livros do Carl Sagan...
> >> >>  [[]], Eduardo
> >> >>
> >> >> 2011/8/23 Alvaro Augusto (L) <[email protected]>:
> >> >> > Caro Arthur,
> >> >> >
> >> >> > Obrigado por suas considerações. Talvez o subtítulo da palestra
> >> ("um
> >> >> tributo
> >> >> > a Carl Sagan") dê a entender que sou discípulo dele, mas trata-se
> >> >> apenas
> >> >> de
> >> >> > uma provocação que pretendo esclarecer no decorrer da apresentação.
> >> >> Como
> >> >> não
> >> >> > sou lógico nem cientista, mas apenas um engenheiro, sinto-me bem à
> >> >> vontade
> >> >> > (talvez não devesse) para falar desses assuntos em meio a uma
> >> plateia
> >> >> de
> >> >> > graduandos de vários cursos. Minha intenção é cutucar. Se aparecer
> >> >> alguém
> >> >> > com opiniões divergentes, terei cumprido meus objetivos.
> >> >> >
> >> >> > Abraços,
> >> >> >
> >> >> > Alvaro Augusto
> >> >> >
> >> >> >
> >> >> > -----Mensagem original-----
> >> >> > De: [email protected] [mailto:
> >> >> [email protected]]
> >> >> > Em nome de Arthur Buchsbaum
> >> >> > Enviada em: terça-feira, 23 de agosto de 2011 16:16
> >> >> > Para: Lista acadêmica brasileira dos profissionais e estudantes da
> >> >> área
> >> >> de
> >> >> > LÓGICA
> >> >> > Assunto: [Logica-l] a ciência europeia e sua ideologia associada
> >> >> >
> >> >> > Caros colegas:
> >> >> > Eu examinei o conteúdo de uma versão em português de ?The
> >> >> Demon-Haunted
> >> >> > World: Science as a Candle in the Dark?, ?O mundo assombrado pelos
> >> >> > demônios?, de Carl Sagan, e verifiquei que o mesmo está eivado de
> >> um
> >> >> tipo
> >> >> de
> >> >> > ideologia que muitos chamam de cientificismo. Maiores detalhes
> >> estão
> >> >> em
> >> >> > http://en.wikipedia.org/wiki/Scientism ou
> >> >> > http://pt.wikipedia.org/wiki/Cientificismo.
> >> >> > Trata-se de uma crença, bem disseminada no meio acadêmico e dos
> >> >> institutos
> >> >> > de pesquisa ?científica? em geral, de que o único conhecimento
> >> válido
> >> >> é
> >> >> > aquele oriundo da ciência originária da Europa e depois de seus
> >> >> satélites
> >> >> > por ela colonizados, especialmente das áreas de pesquisa hoje
> >> >> denominadas
> >> >> > "Física", "Química", "Biologia", bem como da ciência abstrata
> >> formal
> >> >> > denominada "Matemática".
> >> >> > O livro citado fala do obscurantismo vindo de diversas formas
> >> >> ?religiosas?,
> >> >> > que no passado e no presente buscaram sufocar a ?ciência? europeia,
> >> o
> >> >> que
> >> >> em
> >> >> > parte é correto, como por exemplo a Inquisição, a Guerra dos Trinta
> >> >> Anos,
> >> >> > etc., mas não se pode generalizar, este é um erro em que muitos
> >> >> incorrem,
> >> >> > inclusive pessoas que se dizem ?lógicos?.
> >> >> > Existem formas de conhecimento válidas que não vieram da cultura
> >> >> europeia
> >> >> > nem de sua ?ciência? (coloco aqui e em outros lugares esta palavra
> >> >> entre
> >> >> > aspas, porque esta forma europeia não é ciência plena, mas apenas
> >> >> parcial,
> >> >> > devido à mesma estar eivada de crenças tais como o cientificismo).
> >> >> Exemplos:
> >> >> > acupuntura, Reiki, Yoga, Cabala. Das várias culturas indígenas veio
> >> o
> >> >> > conhecimento de diversas plantas nativas com aplicações bem
> >> >> importantes
> >> >> para
> >> >> > o nosso bem-estar e saúde. De uma forma de medicina indígena da
> >> região
> >> >> da
> >> >> > Acre veio o conhecimento da aplicação, nos seres humanos, em doses
> >> >> > moderadas, do veneno de um sapo daquela região, com propriedades
> >> >> curativas
> >> >> > fantásticas. Tenho experimentado em mim mesmo, e senti-me
> >> praticamente
> >> >> > curado de asma e outras alergias de que sofria, bem como diversos
> >> >> outros
> >> >> > benefícios.
> >> >> > Porém os adeptos da ?ciência? acadêmica, depois de buscar
> >> desmerecer e
> >> >> > inferiorizar os autores originais destas formas de conhecimento, ou
> >> >> > apropriam-se do mesmo, reduzindo-o às suas formas acadêmicas,
> >> muitas
> >> >> vezes
> >> >> > entregando-o à indústria farmacêutica visando lucro, ou
> >> simplesmente
> >> >> proíbem
> >> >> > tais práticas, temendo uma perda dos lucros obtidos atualmente pela
> >> >> > indústria ?médica?.
> >> >> > Nas universidades os estudos são em grande parte direcionados para
> >> as
> >> >> > rotinas oriundas da ?ciência? europeia, pelos mesmos motivos já
> >> >> citados,
> >> >> > como ocorre em diversos (nem em todos, pois esta mentalidade está
> >> >> mudando
> >> >> > gradualmente, mesmo que lentamente) dos departamentos ou institutos
> >> de
> >> >> > ?medicina?, ?filosofia?, ?educação física?, etc., e diversos
> >> estudos e
> >> >> > práticas alternativas que poderiam ser realizados são suprimidos,
> >> >> proibidos
> >> >> > ou reduzidos a formas atenuadas visando lucro.
> >> >> > Sinceramente,
> >> >> > Arthur Buchsbaum
> >> >> >
> >> >> > -----Mensagem original-----
> >> >> > De: [email protected] [mailto:
> >> >> [email protected]]
> >> >> > Em nome de Alvaro Augusto (L)
> >> >> > Enviada em: terça-feira, 23 de agosto de 2011 10:40
> >> >> > Para: 'Lista acadêmica brasileira dos profissionais e estudantes da
> >> >> área
> >> >> de
> >> >> > LOGICA'
> >> >> > Assunto: [Logica-l] Palestra: "A arte refinada de detectar tolices
> >> -
> >> >> um
> >> >> > tributo a Carl Sagan"
> >> >> >
> >> >> > Na próxima quinta-feira, 25 de agosto, irei apresentar a palestra
> >> "A
> >> >> arte
> >> >> > refinada de detectar tolices - um tributo a Carl Sagan". O evento
> >> faz
> >> >> parte
> >> >> > do programa de palestras do Departamento Acadêmico de Eletrotécnica
> >> >> (DAELT).
> >> >> > Horário: 19h30 às 21h.
> >> >> > Local: Miniauditório do campus Curitiba da UTFPR (Av. Sete de
> >> >> Setembro,
> >> >> > 3165). Entrada gratuita.
> >> >> >
> >> >> > Sinopse: Existe muita discussão atualmente, dentro e fora da
> >> internet,
> >> >> mas
> >> >> > boa parte dela é de baixa qualidade. Felizmente, existe uma grande
> >> >> > quantidade de ferramentas para se detectar quando um argumentador
> >> está
> >> >> > ?enrolando?. Algumas delas são:
> >> >> > 1.       Argumento de autoridade.
> >> >> >
> >> >> > 2.       A evidência silenciosa.
> >> >> >
> >> >> > 3.       Ataques pessoais.
> >> >> >
> >> >> > 4.       Non sequitur.
> >> >> >
> >> >> > 5.       Correlação versus causa e efeito.
> >> >> >
> >> >> > 6.       Consequências adversas.
> >> >> >
> >> >> > 7.       Apelo à ignorância.
> >> >> >
> >> >> > 8.       Petição de princípio.
> >> >> >
> >> >> > 9.       A navalha de Occam.
> >> >> >
> >> >> > 10.   Espantalho.
> >> >> >
> >> >> > O título da palestra é emprestado do 12º capítulo do livro de Carl
> >> >> Sagan,
> >> >> > ?The Demon-Haunted World: Science as a Candle in the Dark? (1995).
> >> >> > Abraços,
> >> >> > Prof. Alvaro Augusto W. de Almeida
> >> >> >
> >> >> > UTFPR/DAELT/Curso de Engenharia Elétrica
> >> >> >
> >> >> >  <mailto:[email protected]> [email protected]
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