Ola Tony, Em 21 de janeiro de 2013 18:32, Tony Marmo <[email protected]> escreveu: > Walter, > > Os norte-americanos tentam sempre popularizar ciência desse jeito.
O que não quer dizer que seja bom... Mas, pelo > menos tentam. Muita coisa nada a ver metida no meio, como o som alto e a > moça no quarto, ficou sem foco. A explicação em si não esclarece nada. > > O esforço para ensinar Matemática passa por três pontos: primeiro se a > pessoa que vai ensinar sabe mesmo, se souber o que vai ensinar saberá > explicar e se souber explicar saberá avaliar. Avaliar é entender o que o > outro quer dizer e não exigir um formato para o que ele diz. Saber ensinar é > saber passar a ideia, não apresentar resultados supostamente espetaculares. > E saber o que está sendo ensinado é ter consciência da coisa a ponto de > poder fazer as outras duas. Bela filosofada sobre o "pedabobice", mas não sei se ajuda... > Para passar a ideia, é bom saber dizer a que ela se associa, ou se aplica ou > de que serve saber aquilo. Por exemplo, no caso ensinar que os reais não são > um conjunto infinito enumerável soa como "beletrismo" se a pessoa não souber > em primeiro lugar dizer que problemas historicamente motivaram os > matemáticos a diferenciar tipos de infinitos, ou que conceitos práticos > utilizam isso. Por exemplo, falar dos axiomas da geometria, falar dos > problemas paradoxos depois descobertos, ajuda a contextualizar a > contribuição de Cantor e depois a entender seus teoremas. > > E detalhe: não existe isso de pessoas com aptidão matemática e outras sem. Talvez. Os estudos evolutivos já mostraram que a matemática faz parte do nosso > hardware humano, todos têm o perfil potencial para a aprender. O que muitos não têm é *disciplina* para aprender, só isso. < O que > acontece que alguns humanos se dão melhor que outros é um problema sério de > falta de comunicação, de técnicas de ensino e de avaliação ultrapassadas e > descontextualizadas, como o que ocorre nesse filme onde nada é comunicado de > forma direita. É a colonizacao cultural, como aquela que faz os brasileiros babar com tontices como a Khan "Academy"... Walter > > Em 20 de janeiro de 2013 14:48, Walter Carnielli > <[email protected]> escreveu: >> >> Acho que um filminho tão idiotizante, com péssimos atores infantilizados >> não vai ajudar muito para se entender o mais simples dos teoremas de >> Cantor. >> >> Simplesmente, quem não o entende não vai entender o filme... >> >> Walter >> Em 20/01/2013 11:40, "Joao Marcos" <[email protected]> escreveu: >> >> > ("A mixture of fiction and information.") >> > http://rjlipton.wordpress.com/2013/01/19/cantors-theorem-the-movie/ >> > >> > JM >> > _______________________________________________ >> > Logica-l mailing list >> > [email protected] >> > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l >> > >> _______________________________________________ >> Logica-l mailing list >> [email protected] >> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l > > -- ----------------------------------------------- Prof. Dr. Walter Carnielli Director Centre for Logic, Epistemology and the History of Science – CLE State University of Campinas –UNICAMP 13083-859 Campinas -SP, Brazil Phone: (+55) (19) 3521-6517 Fax: (+55) (19) 3289-3269 Institutional e-mail: [email protected] Website: http://www.cle.unicamp.br/prof/carnielli _______________________________________________ Logica-l mailing list [email protected] http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
