> Definition of anecdote > > : a usually short narrative > <https://www.merriam-webster.com/dictionary/narrative#h1> of an > interesting, amusing, or biographical incident > Nao seria caso de "proibir" esses > dicionarios incompetentes como Webster e Cambridge de usar a lingua > inglesa na qual eles nao sao > versados :-) ? >
A definição inglesa está correta. “Anecdote” é uma historieta, um episódio, um caso avulso interessante. Não é uma piada, uma “joke”, que é o significado primário em português de “anedota”. É preciso ter atenção aos contextos, no uso da língua, e por isso também ao traduzir. No contexto comum da língua portuguesa, uma anedota é uma joke, ao passo que uma anecdote é uma historieta, um caso avulso, e não uma anedota. Mas se olharmos para a definição algo acontextual de “anedota” (https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/anedota), até nem parece inadequado usar o termo para traduzir “anecdote”. A questão é que me parece que este tipo de traduções, apesar de serem feitas por pessoas, parecem feitas por máquinas, sem um conhecimento mais profundo da língua além da linguagem quotidiana, que é muitíssimo pobre, vaga e imprecisa. Não fosse a febre fascista dos estatistas modernos, e nunca as línguas nacionais se teriam imposto como veículo de cultura; teríamos continuado com o latim, que tinha a enorme vantagem de já não ser uma língua deste ou daquele país, mas de toda uma tradição cultural, académica e escolar com séculos de existência. O Hansson, na Theoria, publicou há uns anos um estudo empírico interessante sobre o que aconteceu aos nórdicos quando abandonaram o latim e começaram a usar as línguas locais na escrita académica. O que aconteceu foi a mesma desgraça que aconteceu aos desgraçados dos académicos que trabalhavam em Portugal; subitamente, perderam interlocutores, porque agora um polaco não podia ler o que eles escreviam, nem um francês, nem um alemão. O caso português é notório: só teve filósofos influentes na Europa durante o período de vigência do latim. Como é evidente, mal começaram a escrever em tuga, acabou-se a internacionalização, o que por sua vez alimenta vícios de endogamia. -- Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "LOGICA-L" dos Grupos do Google. Para cancelar inscrição nesse grupo e parar de receber e-mails dele, envie um e-mail para [email protected]. Para ver esta discussão na web, acesse https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/d/msgid/logica-l/036dc777-91f2-40b3-b90e-7353d9565a2an%40dimap.ufrn.br.
