Presadxs, O fato de ser discutido pode indicar que é uma boa ideia alterar o nome.
Abraços Frode Alfson Bjørdal søndag 20. juni 2021 kl. 17:42:42 UTC-3 skrev Hermógenes Oliveira: > No sábado, 19 de junho de 2021, às 22:09:18 -03, João Marcos escreveu: > > > > DEVEMOS MUDAR O NOME DO GRUPO? > > > > Recentemente, uma discussão importante foi levantada no cerne do nosso > > grupo: > > "Será que o nome do grupo poderia funcionar como algo que _afasta_ as > > pessoas, ao invés de _aglutiná-las_?" > > Os comentários que se seguem estão baseados na pauta introduzida pelas > perguntas acima. > > > Começamos, com este questionamento, a discutir uma possível mudança no > nome > > do grupo, que eu gostaria de compartilhar com a comunidade desta lista, > > mais ampla, a fim de medir a sensibilidade e colher as impressões dos > > colegas, de forma geral, eventualmente colhendo subsídios para que > tomemos > > uma decisão mais informada e sensata acerca do assunto. > > > > Para tal, apresentarei brevemente a seguir os prós e os contras > > apresentados por membros do nosso grupo, ao longo dos últimos dias, para > > mantermos ou para trocarmos o nome. Estou certo de que alguns dos itens > > abaixo poderiam ser melhor desenvolvidos, do ponto de vista > argumentativo, > > e outros itens ficaram faltando. (Notem que os itens entre aspas, > abaixo, > > apontam para expressões que foram usadas por participantes do nosso > fórum > > interno de discussões.) > > > > %%% > > > > [N0] > > O NOME "LoLITA" DEVE / PODE SER MANTIDO > > > > A - O nome "LoLITA" está estabelecido há muito tempo, se encontra bem > > consolidado, e tem uma longa história institucional, na UFRN, no CNPq, e > > noutros cantos. O nome do grupo é também o nome do nosso laboratório e > do > > nosso fórum interno de discussões. > > Certo. Há alguns custos associado à mudança do nome. Portanto, me parece > razoável que as razões para mudar o nome alcancem, proporcionalmente, um > certo > patamar. No caso do LoLITA, os custos são relativamente pequenos, eu > diria, na > categoria de incovenientes, especialmente se comparados com o caso do Coq > (https://github.com/coq/coq/wiki/Alternative-names). Os membros do grupo > podem > avaliar o balanço entre custo e benefício melhor do que eu. > > > B - Eventuais referências negativas ao termo "lolita" parecem ser > > profundamente sensíveis à cultura. > > https://en.wikipedia.org/wiki/Lolita_(disambiguation) > > No Brasil, em particular, o nome aparece como nome de marca de > cosméticos, > > nome de supermercado, nome de website com produtos para o mercado > feminino, > > nome artístico de atriz, etc. > > Em espanhol: > > https://es.wikipedia.org/wiki/Lolita_(t%C3%A9rmino) > > https://www.asihablamos.com/word/palabra/Lolita.php > > No Chile: > > http://etimologias.dechile.net/?lolita > > https://www.asihablamos.com/word/palabra/Lolo.php > > No México: > > https://www.asihablamos.com/word/palabra/Lolita.php > > No Japão: > > https://en.wikipedia.org/wiki/Lolita_fashion > > (conferir também o primeiro item em [N1], abaixo) > > Bem, primeiramente, invocar supermercados, cosméticos, nomes artísticos e > etc. > não é minimamente convincente. Eu entraria sem problemas numa loja de > conveniências chamada "Canibais dos Trópicos", digamos; hesitaria um pouco > mais, caso se tratasse de um restaurante; não chegaria nem perto, se fosse > o > nome de um grupo de pesquisa do departamento de nutrição. Contexto > importa. A > maneira como o nome de um grupo de pesquisa afeta as decisões de uma > pessoa, > especialmente se esta pessoa está considerando dedicar um período da sua > trajetória acadêmica, não é análoga, ou mantém qualquer paralelo, com a > maneira como o nome de uma loja de cosméticos afeta a decisão de alguém em > busca de loção hidratante. > > Em segundo lugar, creio ser pacífico que, no Brasil, a expressão "lolita" > possui sim conotações derivadas da história de Nabokov. O mesmo certamente > ocorre em outros países/culturas de pessoas que eventualmente poderiam vir > a > se associar com o grupo de pesquisa em alguma capacidade. Novamente, estas > conotações podem ser inócuas, ou até mesmo positivamente > (surpreendentemente, > provocativamente) significativas em certos contextos (nome artístico, por > exemplo). Não é o caso de um grupo de pesquisa de lógica, eu diria. > > > C - O nome já é usado na área de Computação, inclusive como acrônimo > para > > um sistema de processamento de linguagem natural, escrito em Haskell e > C: > > https://en.wikipedia.org/wiki/LOLITA > > Totalmente irrelevante. Exemplo da técnica argumentativa que um colega > aqui da > UFPB gosta de chamar "O sujo e o mal-lavado". Também conhecido nos países > anglófonos como "Whataboutism". > > > D - O nome serve para fazer graça, como numa apresentação: > > "[...] as you see, my research group is called 'LoLITA' --- which > > _obviously_ means 'Logic, Language, Information, Theory and > Applications'" > > [risadas da claque] > > Sim, claro. De um lado nós temos considerações pertinentes à inclusividade > num > grupo de pesquisa. Do outro, uma piada gratuita para aspirantes a > comediantes. > Sinceramente. Algém quer fazer piada, mas não tem qualquer talento > humorístico > e está desesperado(a) por piadas de graça? Pois que se vire! Trata-se de > algo > frívolo demais para ser objeto de consideração, dada a pauta em discussão. > > > E - Vários membros e ex-alunos do grupo afirmam ter muito orgulho do > nome > > do grupo, e chegam a se autodenominar "loliteiros" ou "loliteiras" > ("para > > sempre", ou "até a morte"). > > > > F - Continuando o ponto anterior, temos ex-alunos que tatuaram "LoLITA" > no > > corpo, que afirmam que "não há nenhum tipo de malícia no nome" ou > > "intenções escusas ao criá-lo", que defenderam a tese usando sapatos que > > faziam referência ao logotipo do grupo (ver abaixo), etc. Ainda, a maior > > parte das ex-alunAs e das colaboradorAs do grupo que se manifestaram no > > nosso fórum interno de discussões afirmaram estar plenamente > confortáveis > > com o nome do grupo. > > OK. Não tenho experiência com o grupo, mas gostaria de levantar a hipótese > de > que o orgulho não advém tanto do *nome* do grupo, mas do *próprio grupo* > (das > atividades que desenvolve, daquilo que o grupo representa). Sim, imagino > que > possa haver quem ache o nome legal, mas suspeito que não se sentiriam tão > diferentes caso o grupo tivesse um outro nome, digamos tão astuto quanto e > com > duplo significado, mas que não estivesse associado com a exploração e/ou > erotização de meninas púberes? > > Interessante saber que a maior parte das alunas e colaboradoras se sentem > confortáveis com o nome do grupo. E a menor parte? A maior parte também se > sentiria confortável com um outros nomes, suponho? Talvez alguns com os > quais > a menor parte também esteja confortável? > > Convém notar que a suposição considerada em pauta é de que o nome teria o > *potencial* de afastar. Difícil sondar a opinião das pessoas que, caso o > suposto potencial tenha se efetivado no passado, escolheram se afastar. > Também > é difícil auferir em que proporção esse potencial se efetivou, se é que > isso > ocorreu. Contudo, qualquer resquício de chance nesse sentido me parece > bastante pesado em comparação com piadas, estampas de sapatos, ou > defasagem de > tatuagens, ainda que combinados. > > > G - Qualquer nome pode dar lugar a "interpretações distorcidas". > > Correto. Mas inócuo. > > > H - A *referência* última do nome "LoLITA", por nexo de batismo, é > > simplesmente o grupo de pesquisa correspondente, do DIMAp/UFRN, e não o > > romance do Nabokov, nem o apelido carinhoso de uma mulher chamada > Dolores, > > nem nenhum dos outros itens extra-linguísticos apontados nos outros > itens > > acima (ou abaixo). > > Correto. Mas irrelevante. > > Um pouco mais detalhadamente sobre os pontos G e H (e talvez partes do > ponto > F). Creio que ninguém esteja sob a hipótese de que o fato de que a sigla > do > grupo soletra "Lolita" é um infeliz acidente. Isto é, a sigla LoLITA é > proposital. Bem, mas trata-se de um grupo de lógica. Não de literatura. > Nem de > fãs do Nabokov. Ou de pedófilos na internet. A pergunta natural é: Bem, > por que > logo "LoLITA"? Ao que tudo indica, a resposta, no contexto do batismo do > grupo, é completamente inocente: a sigla se encaixa bem com uma boa > descrição, é o nome de uma obra literária famosa, é bem astuta e etc. > > Agora, se pessoas começam a levantar preocupações com possíveis efeitos > negativos do nome (que supostamente passaram despercebidos), a posição "o > nome > permanece" já não é tão inocente. Não se trata aqui de atribuir malícia, > ou > qualquer outra motivação nefasta ao contexto de batismo. Quem defende que > o > nome deve permanecer me parece estar comprometido(a) com alguma combinação > das > seguintes teses: > > - Nenhuma pessoa razoável associa conotações negativas ou impróprias à > expressão "lolita" (embora seja banida em várias ferramentas de busca por > aí) > a ponto de afetar o seu envolvimento com o grupo de pesquisa em qualquer > capacidade (uma tese temerária, eu diria) > > - os possíveis efeitos negativos são desfavoravelmente contrabalanceados > pelos > benefícios em termos de piadas, sapatos, tatuagens e evitar o considerável > trabalho envolvido em mudar o nome do grupo > > - o legado do grupo de pesquisa está de alguma forma atrelado à > *permanência* > do nome. proteger esse legado, de alguma maneira, tem mais valor do que > garantir o conforto e/ou acolhimento de futuros membros e/ou colaboradores > > Meus centavinhos, > > -- > Hermógenes Oliveira > > > -- Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "LOGICA-L" dos Grupos do Google. 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