Lele, Orlando

Acho que a questão nem é adotar um conceito mercadológico, mas tornar mais
acessível para os novos que chegam numa linguagem que seja mais parecida com
a que estão acostumados.

Nunca devermos deixar a cara que o meta já tem. Também não vejo um
profissionalizar, mas a partir do momento em que cai a discussão sobre o que
fazer  e o que não fazer, fica complicado não pensar no que podemos de fato
adequar com o que existe por ai. Estamos falando de modificar uma pagina do
sitio, nao de modificar as ideias do meta e nem de "vender" algo.

Não sou das que gostam sempre de entregar tudo mastigadinho, mas vamos
combinar que vez ou outra é preciso adequar a porta de entrada ao tamanho de
quem entra  se quisermos de fato que o outro compareça ;)

É mais ou menos a questão do como ensinar. Você pode apenas reproduzir o
discurso estabelecido, ou transcender o mesmo, apropriar-se dele, trazer
esse discurso de forma que o seu aluno se sinta participante dele, com
exemplos da vida dele (paulo freire) para que ele descontrua o pré-conceito
e construa sua nova identidade a partir dele...

Depois que as pessoas se desconstroem e se constróem novamente é que começa
o trabalho de colaboração, de participação, de ter significados...

Agora viajei... ;)

bjs

2008/9/12 eiabel lelex <[EMAIL PROTECTED]>

> essa de público-alvo poderáimos adotar a bem humorada interpretação que
> rolou no upgrade salvador, qdo ao se tocar em tal assunto, definir
> público-alvo,  não lembro se foi balbino ou ruiz que automaticamente ergueu
> os braços como se empunhando uma arma e mirou, acho que ate era eu o alvo, e
> fez: bum!
>
> hehehe
>
>
> na boa, Orlando, com todo meu respeito e admiração,  mas nessa linha fica
> uma sensação de querer "profissionalizar" a história, qdo ela nunca deixará
> de ser "amadora"...  porque é feita por pessoas que amam o que fazem...
>
> eu fico inquieta, porque se é prá entregar tudo mastigadinho, não é
> metareciclagem... ao menos prá mim, metareciclagem ´o que cada um quer, e
> pode ser tudo... é algo que te faz pensar... em tudo, em todos, no todo...
> então não gosto de ficar adotando "conceitos mercadológicos"... tudo bem,
> estamos no mercado, mas estou mais prá feira, que é onde rola troca mesmo,
> não apenas compra.
>
> beso
>
> lele
>
>
> 2008/9/12 Orlando G. da Silva <[EMAIL PROTECTED]>
>
> Ok.
>> Acho que já entendi que para cada coisa que penso e expresso aqui, se for
>> buscar no site vou achar várias meias respostas meios questionamentos.
>>
>> A questão do perfil, talvez esteja sendo interpretada pela ótica do texto
>> abaixo. Mas, não é disto que estava falando.
>>
>> Qual é a população-alvo da proposta? Essa é uma questão que não faz
>> sentido sob o nosso ponto de vista. Voltando ao problema da administração
>> científica, outro dos grandes problemas é que o marketing se utiliza de
>> metáforas bélicas: dominar o mercado, esmagar o concorrente, essas coisas.
>> Público-alvo é outro desses conceitos que me incomodam. Não pretendemos
>> atingir ninguém com a 
>> MetaReciclagem<http://rede.metareciclagem.org/freelinking/MetaReciclagem>.
>> O que queremos é despertar e instrumentalizar pessoas com potencialde
>> transformação local a partir de uma leitura crítica, desconstrutiva, das
>> tecnologias de informação e comunicação. Dessa forma, se beneficiam da
>> MetaReciclagem<http://rede.metareciclagem.org/freelinking/MetaReciclagem>populações
>>  em comunidades menos favorecidas, estudantes universtitários,
>> artistas eletrônicos, pesquisadores de ciências humanas, colaboradores de
>> ONGs e entidades de base, pessoas que participam de empreendimentos de
>> economia solidária, planejadores de políticas públicas relacionadas a
>> tecnologia e cultura, e muitos outros.
>>
>>
>> Então mais uma questão. *A Home poderia ser editável pelos usuários? *
>>
>>
>> 2008/9/11 Orlando G. da Silva <[EMAIL PROTECTED]>
>>
>> Quando pendei em objetivos e metas não pensei na metareciclagem, *pensei
>>> na home*. Entendi que esse era  foco.
>>>
>>> Vejo que os objetivos e metas já estão presentes na ação, ainda que
>>> implícitos ou não manifestos. Pensei, para a home exclusivamente, se uma
>>> tentativa de explicitação de objetivos não ajudaria.
>>>
>>> Agora, vejo que compreender objetivos talvez seja algo que eu precise
>>> inferir a partir da interação com tudo que é discutido aqui e acolá,
>>> epecialmente o que é colocado pelo "grupo de engajados e participantes de
>>> fato destas várias iniciativas". Ou, que talvez que realmente não haja
>>> necessidade de compreender objetivos. Ainda tenho dúvidas.
>>>
>>> Acho que entendo perfeitamente quando você diz que a metareciclagem é um
>>> a "metodologia emergente que tende à complexidade  e, por que não, à
>>> contradição". Mas, falando especificamente da HOME, quando você diz:
>>>
>>> levando em conta que a cada dia pelo menos 100 pessoas NOVAS
>>> colam nesse site em busca de sentido na vida, alguém tem sugestões
>>> de como reorganizar o conteúdo da nossa porta de entrada?
>>>
>>> você está falando em organizar com um objetivo, não?! E este objetivo
>>> está relacionado a estas pessoas  NOVAS e não iniciadas, como eu por
>>> exemplo, não?!
>>>
>>> *E então, quem determina o que o "novo" o que o "não iniciado" deve ver
>>> é o "velho" o "expert". Isto é um problema?!*
>>>
>>> Tenho me preocupado com isso em relação à páginas de construção
>>> colaborativa na web. Como trazer o iniciante para a construção? Como não
>>> intimidá-lo? Como ter um ambiente favorável?
>>>
>>> Mas, será que para isso eu tenho que pensar primeiro em quem é este
>>> inciante? Seria interessante construir um perfil do inciante?! Qual a
>>> validade disso?!
>>>
>>> Construído um perfil inicial (perfis iniciais ) do iniciante, dá para
>>> trabalhar especificamente para esta (estas pessoas) e ir percebendo o que
>>> está dando certo e adaptando e permanentemente reconstruindo e... Algo
>>> "Paulo Freire",  que é bastante mencionado por aqui, poderia ajudar?
>>>
>>>
>>> Bem. Eu, como iniciante e candidado a metarecicleiro acho o nível da
>>> discussão aquí muito, muitíssimo elevado. (Isto não é ruim e entendo que são
>>> limitações pessoais minhas). Por vezes, me sinto intimidado e com receio de
>>> participar. Não me sinto bem-vindo também. Mas, sou teimoso!!! Rs.  Vou
>>> continuar tentando.
>>>
>>> Quanto à sua pergunta: mas até que ponto a gente flexibiliza a
>>> profundidade para garantir o entendimento?
>>>
>>> Se a profundidade for na compreensão dos mecanismos, que é o que eu
>>> entendi, então tudo que eu coloquei me ajuda a fazer outra 
>>> pergunta:*garantir o entendimento de quem?!
>>> *
>>>
>>> Abraço,
>>>
>>> Orlando
>>>
>>>
>>>
>>> mas até que ponto a gente flexibiliza a profundidade para garantir o
>>> entendimento?
>>>
>>>
>>>
>>> 2008/9/9 Felipe Fonseca <[EMAIL PROTECTED]>
>>>
>>> pois,
>>>>
>>>> 2008/9/9 Orlando G. da Silva <[EMAIL PROTECTED]>:
>>>> > Objetivos e Metas?! Talvez objetivos e metas sejam coisas muito
>>>> "empresa",
>>>> > mas a compreensão destes sentidos poderia ser um ponto de partida.
>>>>
>>>> não só como crítica ao mundo 'empresa', mas ao mundo 'instituição', que
>>>> precisa abstrair _uma_ personalidade e opinião a partir de um grupo de
>>>> pessoas que compartilha alguma coisa, a gente já passou por essa
>>>> conversa
>>>> antes. e a minha opinião (que é só minha, e isso é uma meta-referência a
>>>> esse argumento) é que não é possível abstrair objetivos & metas da
>>>> MetaReciclagem, justamente porque sua maior força é a diversidade de
>>>> níveis de engajamento, expectativas e opiniões.
>>>>
>>>> umas conversas boas:
>>>>
>>>> http://mutirao.metareciclagem.org/livro/rede-MetaReciclagem
>>>> http://mutirao.metareciclagem.org/livro/Regras-de-Jogo
>>>>
>>>> > A "indústria do consumo" estuda suas "vítimas", analisa e testa formas
>>>> mais
>>>> > "eficazes" de comunicação, SISTEMATICAMENTE, ocupa espaços, trabalha
>>>> com
>>>> > teorias do comportamento humano para prever e induzir ações e constrói
>>>> > "realidade".
>>>>
>>>> a metareciclagem, sistematicamente, ocupa espaços e constrói
>>>> 'realidade'.
>>>> mas é uma metodologia emergente e que tende à complexidade e, por que
>>>> não, à contradição.
>>>>
>>>> > Pergunta: Será que compreender os mecanismos de comunicação de
>>>> sentidos /
>>>> > siginificados por esta "indústria" poderia ajudar a definir o que
>>>> colocar na
>>>> > página inicial do site Metareciclagem?!
>>>>
>>>> como ação tática, sim. mas até que ponto a gente flexibiliza a
>>>> profundidade
>>>> para garantir o entendimento?
>>>>
>>>> > Você veio com um pergunta.  Eu deixo outra.
>>>>
>>>> idem idem
>>>>
>>>> --
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