Ananda,

Porrada direta e reta o seu texto abaixo. Em muitas ocasiões e ou situações
ele cabe direitinho. Não estou AINDA certa se ele cabe às colocações e
solicitações do Cristiano. Talvez, sim. Talvez, não. Vou a tudo reler com
muita atenção e olhar linguístico, de semântica, estas coisas.
Mas, vc foi ao âmago de questões sérias aqui, ali e acolá:  Dei nome de
ABUSO. Pedro fez melhor ao usar de analogia que se faz mais nítida em termos
de compreensão, ou seja não se pede consultas especializadas exigentes de
particularidades e ética profissional via lista e ou mesmo fóra dela, se não
tiver um quê respeitoso profissional e até com os devidos honorários
combinados.É fácil demais dar uma de joão sem braço, perguntar-se sobre
algo, pedir algo como nada quer-se, mas querendo-se muito e precisando
demais de respostas de peso ou ações tiro certeiro e nota dez.
Eu mesma cansei de receber abordagens deste tipo, cheguei a fazer perto do
impossível, ou indo alem do impossível, mas cansei e vi que não estava
contribuindo, de fato, com nada pro coletivo, mas pra alguns poucos, que,
por sua vez, dar sua colaboração efetiva e eficaz, nada feito. E assim pude
me colocar na pele do Omar que vive sendo abordado por algo de sua
especialização sem se atentar para as peculariedades de sua profissão, como
ontem foi bem colocado por Guilherme, Pedro.É duro ter certos conhecimentos
especifiquézimos e ser acionado somente,  gratuitamente, ou quase tão
somente de graça, e qdo se diz um "NÃO" o bicho pega, recebe-se todos tipos
de pragas e incompreensões, pressões, contrapressões.Um "NÃO" em casos como
este em particular que estamos a falar, é algo normal, legítimo, adequado,
correto e mesmo assim,  vira praga e um grande estresse.E um "NÃO" desse
tipo significa apenas que não se vai trabalhar de graça e inadequadamente,
sem as devidas formalizações requeridas e quetais, nada significando estar
contra "ALGUEM", objetivos, etc.Saber separar alhos de bugalhos, faz-se
necessário, assim como não dar uma de joão sem braço porque estamos todos
cansados de Gersons, tanto entre nós que temos objetivos assemelhados, como
em outros campos da vida.Na maioria das vezes, as coisas não têm o menor
cabimento, tamanho, proporção. E qdo se fala em tirar dim dim do bolso pra
pagar um trabalho, é um deus nos acuda, qto mais usufruir sem pagar, melhor
pra alguns tantos. Não é à tôa que tenho, desenvolvi alergia ao trabalho
voluntário em grande monta. Ser voluntário, sim, mas  em somente um delta x
sem atacar a sobrevivência digna.
Estas coisas tê mexido muito, mas muito mesmo comigo já de um bom tempo e
ainda não havia visto aqui entre nós, um texto tão REAL, cru, direto e reto
ato este do Ananda.Em tese, estou com ele e não abro mesmo.
Se esta thread teve o condão de fazer aparecer o texto de Ananda, viva o
mesma,faço dele um presente de anaiversário indireto pra mim nos meus 61
anos de alta voltagem e satisfação.
Não é fácil, eu sei, fazer as devidas distinções, saber evitar os abusos sem
deixar de ter a naturalidade de fazer perguntas e entender os espaços e
limites do respeito mútuo e do companherismo, do compartilhamento.
Omar, como eu e outros aqui, não temos empregos, GANHAMOS por trabalho,
então esta particularidade, muitas e muitas vezes, fica-nos pesadas demais
fazer algo bem profissional pra outros ganharem sendo pagos por terceiros,
sejem empresas, instituições, pessoas, e nós só servirmos mesmo pra dar mais
eloquência a tais terceiros que não nos apresentam com profissionais a
sermos remunerados devidamente. Como bem disse vc Ananda, fazendo o trabalho
de outro no lugar dele que não quer dizer que precisa de um outro
profissional pra entregar toda uma solução, como se isto fosse fazer este
alguem menor. Menor é usar dos outros e de seu saber que tanta custa pra
ter-se, formar-se, etc.
Tudo tem de ter equilíbrio.
Qtas coisas estou a discordar!!!!! EX Jomar ser pres da Alliance sem nada
receber e ainda ter o seu trabalho no ITS sob estresse porque tendo de dar
atenção ao ODF tão exigente, deixa pra trás seu trabalho. Taí algo que me dá
nó. A mesma Aliance quer fazer evento de altíssimo nível, mas não paga quem
pode fazê-lo.
Qdo trabalhava com meus familiares ricos via isto acontecer direto no meuio
de outras companhias. Vi muitos executivos segurarem verbas pra determinada
ação e explicar - como queriam - o uso pra coisas nada eficaz pro objetivo
em si, e nos obrigarem a fazer o trabalho eficaz por preços inadequados,
humilhantes até, usando de parolagens como o objetivo é pra todos.Cansei lá
atrás. Cansei aqui.Estou, deverasmente, preocupada com Jomar - um
profissional e tanto envolvido até à alma com o ODF nada recebendo por seu
cargo honorífico de presidente da Alliance com os encargos que tem de ter e
fazer acontecer. Errada está a tal Alliance.
E assim vai e ou vamos.
Parabéns Ananda por seu texto cru, corajoso e real !!!!!!!
Bjs,
Ada

Em 10/07/07, Glauber Machado Rodrigues (Ananda) <[EMAIL PROTECTED]>
escreveu:

On 7/9/07, Cristiano Furtado <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> Gente eu não vou levar essa questão a frente não. Eu estou sem saber o
que
> escrever, era melhor mandar eu não perguntar esse tipo de coisa na
lista. Eu


Cara, olha só não sou ninguém para julgar você, mas como você falou
que está confuso e com certeza gostaria de saber o que foi que causou
isso tudo vou tentar mostrar a minha visão pois talvez seja útil para
você.

Primeiro: você não deveria ficar todo sentimental porque foi tratado
assim ou assado numa lista de software livre. Meu filho isso aqui é o
mundo. O ego que você tem e dá tanto valor todo mundo aqui tem um
igualzinho e não está nem aí para o seu e isso é correto. Se você for
se expor numa lista fazendo uma contribuição e depois ficar "ah o meu
ego" "ah não era isso" "ah nunca mais eu vou". Cara isso é um saco. Só
você se importa como você numa lista, os outros se importam com a
mensagem o com o que podem vivenciar. Então se você não é o centro da
discussão não se dê importância.


Segundo: por se dá tanta importância você quis aumentar o sentimento
de obrigação que a lista tem em dar respostas a quem quer que chegue
aqui. Você fez isso ao dizer que era um cliente, que essa sua migração
tinha alguma importância para o software livre. Você recebeu o melhor
dos conselhos que a lista poderia dar: procure um advogado.


Terceiro: agora você chegou ao cúmulo de dizer que você é o consultor
linux e a resposta tem que vir de você, que você não vai consultar
ninguém nem pagar advogado nenhum. Não apenas você está cobrando para
prestar um serviço que você não está a altura, como quis
responsabilizar a lista por não querer trabalhar no seu lugar. Afirma
que a lista é supérfula que você vai viver sem ela, que ela não
atingiu as suas expectativas e que vai procurar outra forma de se
manter informado que não seja por aqui. E você fala tudo isso como se
alguém fosse dar a mínima.



Resumindo: numa tacada só você:

1- pretendeu entregar para o seu cliente uma resposta para uma questão
complexa cuja solução foi formulada numa lista de pessoas que não tem
obrigação nenhuma com você.
2- ao ter sido alertado que a sua estratégia não era correta você
recusou a resposta porque não poderia dizer para o seu cliente que não
sabia da resposta e que era para ele consultar outro. ( a partir daqui
o problema passou a ser seu, pois ele tem uma solução mas você fez com
que ela não servisse para você)
3- você escolheu uma forma estilizada e maquiada de ofender a lista.


Espero ter ajudado você a entender o porque disso tudo. A verdade é
que as vezes nós causamos muita confusão sem entender porque. Você
causou confusão por exigir uma resposta de uma lista por uma coisa que
você está sendo pago para saber, e não sabe e não quer passar para
quem sabe.

> ja vi tanta coisa aqui nessa lista e nunca vi tanto questionamento e
agora
> por causa somente de uma pergunta gerou um problema tão grande que eu
nunca
> imaginei  acontecer. Esquece isso, pois não quero seguir problemas aqui
numa
> lista onde era para estarmos tratando de coisas positivas, e não tão
> negativa como esta sendo. Eu nunca mais irei fazer uma pergunta nessa
lista,
> para não passar um constrangimento tão grande. Peço desculpas ao pessoal
que
> se ofendeu de alguma forma, pois como falei essa não foi a minha
intensão.
> Irei procurar uma outra forma de ficar informado que não seja por aqui.
> Desculpe a todos pela situação que criei e que nem imaginaria que iria
> chegar a tanto.


--
Opções desconhecidas do gcc:
  gcc --bend-finger=padre_quevedo
O que faz:
  dobra o dedo do Padre Quevedo durante a execução do código compilado.

Não uso termos em latim, mas poderia:
http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Latin_phrases_(full)

A ignorância é um mecanismo que capacita um tomate a saber de tudo.


           "Que os fontes estejam com você..."

Glauber Machado Rodrigues
PSL-MA

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