Caro Roger,

Não quero me comparar a Jesus Cristo, nem posso, mais o que eu usei foi uma
parábola para me fazer compreendido com relação ao voto impresso.
Com relação ao disquete ser coisa ultrapassada e com grau de vulnerabilidade
elevadíssimo, concorco com você em gênero número e grau. Com relação a
disponibilização dos BUs na internet você não acha que a "coisa" poder ser
feita antes da divulgação não? Você sabe que o "espelhamento" hoje é real e
com pouca gente, mais "competente" trabalhando em paralelo consegue fazer um
estrago bem grande em nossa área tão amada: a Tecnológica.

Grande abraço,

Em 12/06/06, Roger Chadel <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

Não, Sylvio! Tudo menos isso! A urna eltrônica tem problemas sérios, mas
não se pode negar que ela acabou com uma prática maléfica que era usada com
o voto convencional: o voto de cabresto. O voto impresso não foi concebido
para dar um recibo ao eleitor, apenas para que ele VEJA o voto dele ser
colocado na urna. Esse voto impresso tem mais duas vantagens: a diminuição
da possibilidade de fraude (para fraudar o voto eletrônico é necessário
fraudar o programa que está na urna; para fraudar o voto em papel precisaria
substituir a urna onde o voto é depositado; o primeiro tipo é feito no
atacado, uma só fraude vale para todas as urnas; o segundo é uma fraude
localizada e tem que ser feita urna por urna; só as duas fraudes juntas é
que poderiam fraudar uma eleição), e a segunda vantagem é de permitir a
recontagem.

O voto é e deve continuar secreto. Entregar o voto impresso é o mesmo que
divulgá-lo, e permitiria que esses "coronéis" do interior do nordeste
continuem a obrigar seus controlados a votar em quem ele obriga.

Quanto ao seu projeto de entregar disquetes para os partidos em cada
seção, embora louvável, eu acho que ele sofre de anacronismo: hoje em dia o
disquete é um produto em extinção, é inseguro e lento. O que nós propusemos,
e que tem alguma chance de passar porque não gera despesa adicional
(portanto não depende de projeto de lei) é a disponibilização dos BUs na
Internet, no prazo de 24 horas. Isso dá aos partidos mais 48 horas para
fazer suas verificações. Com disquete seria impossível conseguir isso.

Roger Chadel

A respeito de [VotoEletronico] Re: [VotoEletronico] Re: Re:
[VotoEletronico] Re: [VotoEletronico] Re: [VotoEletronico] Questões e
considerações,
em 12/06/2006, 22:31, Sylvio Montenegro escreveu:

SM> Caro Maneschy,

SM> Acho que deveríamos começar a apontar soluções para todas as
SM> nossas desconfianças. Colocando idéias, projetando e finalmente
SM> vendo a possibilidade de pô-las em prática o mais rápido possível.
SM> O tempo urge... o fio da navalha do oponente ameaça cortar o que
SM> temos de mais sagrado; A DEMOCRACIA. Tenho me preocupado muito, o
SM> caso é muito mais sério do que se imagina. Precisamos encontrar
SM> saídas de emergência antes que o cinema todo seja tomado pelo
SM> fogo. Mais uma vez acho que meu projeto ainda é bem viável. Se
SM> você puder nos dar subsídios técnicos para a não efetivação do mesmo,
ficaria muito grato.
SM> A impressão do voto é fator primordial para dizer ao eleitor:
SM> "VOCÊ VOTOU E SEU VOTO FOI LIGETIMADO, PROCURE O BALCÃO COM SEU
SM> COMPROVANTE DE VOTAÇÃO PARA QUALQUER RECLAMAÇÃO."
SM> Acho que devem existir dois tipos de proteção: A do partido e a
SM> do eleitor. Afinal de contas um não vive sem o outro.

SM> Grande Abraço e TUDO PELA DEMOCRACIA!

SM> Em 12/06/06, maneschy <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

SM> Prezado Sylvio, é impossível a qualquer partido político brasileiro -
até os
SM> ricos como o PSDB e o PT - fiscalizar o processo eletronico como
sugeriu.
SM> Impossível. Chadel tem razão. Disponibilizar BUs na internet é
obrigação do
SM> TSE - já que só assim qualquer um - especialmente o fiscal de partido
-
SM> teria como confrontar resultados, a partir da coleta do BU de votação
na
SM> seção eleitoral. Pegar BU sem ter como conferir com facilidade, é que
é um
SM> absurdo. Ainda mais quando as "otoridades" querem acabar até com esta
SM> simples conferência, possível quando o representante do partido
recolhe na
SM> informática dos TREs, o CD dos resultados.

SM> Nem isso eles querem. Enfim, a questão fundamental é que eles não
querem -
SM> historicamente - ser fiscalizados. E fazem o que bem entendem. O
cidadão que
SM> se dane, esta é a prática - viciada - do TSE, desde 1996. Tomara que
mude.



SM> On Mon, 12 Jun 2006 18:49:35 -0300, Sylvio Montenegro wrote
>> Caro Roger,

>> Seus números são incontestáveis, mais acho que ainda seja viável,
SM> observando
>> que o custo de um micro computador hoje com um bom processador e hd
>> de 80 gb e 512 de ram não pesaria tanto ao partido interessado em
>> fiscalizar uma eleição. Você há de convir que os gastos
>> "contabilizados" dos mesmos partidos numa eleição como as de outubro
>> é na casa dos milhões, e um disquete atualmente custa menos de um real.

>> Pela internet acho que ainda existe a possibilidade de que quando os
>> dados forem lançados a "coisa" (no caso de ocorrer) já estará feita.

>> Convém aos partidos contratar, mesmo em caráter temporário,
profissionais
>> efetivamente qualificados para prestar serviços de Consultoria e
Suporte.

>> Grande Abraço, e TUDO PELA DEMOCRACIA!

>> Em 12/06/06, Roger Chadel <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>> >
>> >  Sylvio,
>> >
>> >
>> > Suas sugestões são boas, mas creio que inviáveis em função do custo e
da
>> > dificuldade de manuseio. São mais de 400 mil urnas em todo o Brasil
(400
SM> mil
>> > vezes a quandidade de partidos, +/- 40 = 16 milhões de disquetes!).
Por
SM> isso
>> > eu acho mais viável a sugestão, já encaminhada ao TSE pelo Amilcar
SM> (através
>> > de um partido) de disponibilizar esses resultados na Internet. Aí
SM> qualquer
>> > partido ou até mesmo qualquer cidadão poderia ter acesso e fazer as
>> > totalizações que quisesse.
>> >
>> >
>> > Chadel
>> >
>> >
>> > A respeito de [VotoEletronico] Re: [VotoEletronico] Re:
[VotoEletronico]
>> > Questões e considerações,
>> >
>> > em 12/06/2006, 17:21, Sylvio Montenegro escreveu:
>> >
>> >
>> > SM> Caros Amigos,
>> >
>> >
>> > SM> Gostaria que o nosso debate procurasse efetivamente uma solução
>> >
>> > SM> definitiva para a segurança de nosso sistema de votação.
>> >
>> > SM> Pensei numa solução que acho resolveria boa parte de nossas
>> >
>> > SM> desconfianças que são respaldadas em fatos e não em ufanismos.
>> >
>> > SM> 01) Já todos de acordo que a impressão do voto e seu respectivo
>> > depósito em urna é unanimidade;
>> >
>> > SM> A partir daqui é que vem minha idéia que gostaria de por em
SM> discussão:
>> >
>> > SM> 02) Cada partido, além dos BU receberia uma cópia do disquete no
>> > fechamento da urna;
>> >
>> > SM> 03) Cada partido em sua sede teria um computador totalizador com
>> >
>> > SM> o respectivo software para leitura do disquete;
>> >
>> > SM> 04) Os dados daí extraidos no computador do partido seriam então
>> > confrontados com o do tribunal.
>> >
>> >
>> > SM>  Espero comentários dos diletos amigos e TUDO PELA DEMOCRACIA!
>> >
>> >
>> >
>> > SM> Em 12/06/06, maneschy <[EMAIL PROTECTED] > escreveu:
>> >
>> >
>> > SM> Amilcar/Beth,quero botar a minha colher na discussão.
>> >
>> >
>> > SM> O PT acompanha a apresentação do sistema desde 1996, tudo bem.
Mas é
>> >
>> > SM> fundamental explicar a Beth, Amilcar, que inicialmente o PT
>> > acompanhava os
>> >
>> > SM> passos do TSE através do cidadão chamado Casagrande, assessor de
José
>> > Dirceu
>> >
>> > SM> e muito próximo ao Silvinho (Land Rover. Casa Grande, muito mais
do
>> > que
>> >
>> > SM> simples fiscal do PT, era um entusiasta das urnas eletrônicas,
>> > 'BATEDOR DE
>> >
>> > SM> PALMAS' para o que a secretaria de informática do TSE fizesse,
sem
>> > falar no
>> >
>> > SM> puxa-saquismo junto aos ministros do TSE - qualquer um - sempre
>> > defendendo
>> >
>> > SM> as urnas eletronicas. Um horror.
>> >
>> >
>> > SM> Muito mais do que fiscal, Casagrande parecia mais um
leão-de-chácara
>> > das
>> >
>> > SM> urnas eletrônicas - eternamente maravilhosas - segundo ele e seus
>> > superiores
>> >
>> > SM> imediatos no PT. Tanto que na reeleição do José Dirceu como
SM> presidente
>> > do PT
>> >
>> > SM> (em 2000?)José Dirceu não hesitou em usar urnas eletrônicas na
SM> eleição
>> >
>> > SM> interna. Dando um aval - político e técnico - importantíssimo ao
TSE.
>> > É
>> >
>> > SM> claro que ele, malandramente, não disse aos seus companheiros de
PT
>> > que
>> >
>> > SM> eleição feita com urna eletronica, seja para o PT ou para clube
de
>> > futebol,
>> >
>> > SM> ou sindicato, ou sei lá mais o quê, ou seja, eleição onde a urna
>> > eletronica
>> >
>> > SM> seja emprestada - não pode ser fiscalizada.
>> >
>> >
>> > SM> Porque na regulamentação do TSE/TREs, é crime federal acessar ou
SM> tomar
>> >
>> > SM> conmhecimento do software que é introduzido na urna, para a
eleição
>> > "de
>> >
>> > SM> fora" onde os tres "emprestam" urnas eletronicas. Exatametne como
é
>> > crime
>> >
>> > SM> federal para a eleição normal - feita de dois em dois anos.
>> >
>> >
>> > SM> Ou seja, quando Dirceu e o PT optaram por fazer eleição interna
com
>> > urna
>> >
>> > SM> eletrônica - que sempre foi elogiada pelos petistas sob o
argumento
SM> de
>> > que o
>> >
>> > SM> partido sempre cresceu com o uso delas - ao contrário do PDT, que
>> > sempre
>> >
>> > SM> criou caso com informatica nas eleições.
>> >
>> >
>> > SM> Por causa do Caso Proconsult inicialmente e atitudes absolutamene
>> > suspeitas
>> >
>> > SM> como a decisão do TSE/TRE do Rio de Janeiro de tirar o mapa da
urna
SM> em
>> > 1986,
>> >
>> > SM> mesmo ano em que foi criada a excrescência chamada comitê
>> > interpartidário,
>> >
>> > SM> uma forma naquele ano de burlar a lei (já revogada) que obrigava
a
>> > justiça
>> >
>> > SM> eleitoral a entregar a cada partido, cópia da votação apurada
cada
SM> uma
>> > das
>> >
>> > SM> urnas. Um dos antídotos que o PDT usou em 1982 para pegar e
denunciar
>> > a
>> >
>> > SM> fraude da Proconsult.
>> >
>> >
>> > SM> Muito antes do PT se preocupar com esse assunto, é fundamental
SM> lembrar
>> > que
>> >
>> > SM> na eleição presidencial de 1989 - a primeira direta para a
SM> presidencia
>> > da
>> >
>> > SM> república depois do fim da ditadura - muito antes dela, Brizola
pediu
>> > que o
>> >
>> > SM> TSE contratasse um afirma îdônea, internacional, para fazer
auditoria
>> > do
>> >
>> > SM> programa de totalização. Antes da eleição. Para que não houvesse
>> > dúvida
>> >
>> > SM> quanto a totalização do resultado da eleição. O TSE acatou?
Lhufas!
>> >
>> >
>> > SM> E Lula foi para o segundo turno com Collor por ter alcançado
cerca de
>> > 453
>> >
>> > SM> mil votos na frente de Brizola, em um eleitorado de 92 milhões. E
>> > todos os
>> >
>> > SM> pedidos de recontagem de votos foram solenemente ignnorados pelo
TSE,
>> > ao
>> >
>> > SM> mesmo tempo em que o PT saía, aos gritos, dizendo: Lula ganhou de
>> > Brizola!
>> >
>> > SM> Lula ganhou de Brizola! E ficou por isso mesmo.
>> >
>> >
>> > SM> Mesmo assim, Brizola apoiou Lula no segundo turno. O que o levou
a
>> > concluir,
>> >
>> > SM> anos depois, como naquela fala dele que coloquei ontem aqui na
lista,
>> > que
>> >
>> > SM> Lula também foi garfado - no segundo turno - desta vez em
benefício
SM> do
>> >
>> > SM> Collor. Enfim, como diria o próprio Brizola, essa história vem de
>> > longe.
>> >
>> >
>> > SM> Conheci o Forum do Voto Eletronico, criado pelo Amilcar, em 1998

Responder a