Caros colegas:

 

Não gostei da expressão “alucinógeno vagabundo” da mensagem abaixo. Não se
deveria julgar o que não se conhece, baseado apenas em preconceitos oriundos
do mundo acadêmico ou de posturas cientificistas, isto não tem nada a ver
com Ciência.

 

Há sete anos, desde agosto de 2002, eu bebo, pelo menos duas vezes por mês,
um chá de mariri (um cipó) com chacrona (um arbusto do qual são aproveitadas
as folhas), chamado por muitos de Ayahuasca
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Ayahuasca), que é uma bebida de duas plantas
sagradas utilizadas há milênios por várias sociedades indígenas das Américas
do Sul e Central. Chamamos tal bebida de “enteógena”
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Enteógeno), e não de “alucinógena”. É usada em
um contexto religioso, para aumentar o estado de concentração mental,
importante para tomar consciência de estados íntimos e de assuntos
pertinentes à nossa relação com o Universo e com o Todo.

 

Não deve ser confundindo com drogas de qualquer espécie, pois o uso da
Ayahuasca, especialmente em um ritual religioso, não desenvolve vício ou
tolerância. Não há dependência, pois nenhum usuário fica com dependência
fisiológica ou emocional de qualquer tipo. Eu conheço aliás gente que usou
este chá por anos, mas depois, por razões pessoais, deixou de utilizá-lo,
sem quaisquer problemas. Tampouco desenvolve tolerância, pois não é
requerido um aumento de quantidade para obter o efeito desejado de
concentração mental. No meu caso, por exemplo, bebo hoje cerca de metade da
quantia que eu bebia quando comecei, há sete anos.

 

O efeito que sinto em mim, geralmente, é um tipo de renovação interna. Os
meus melhores propósitos de vida são renovados e encontram um novo alento.
Mas cada interessado deve experimentar por si, pois em cada um a Ayahuasca
pode se mostrar de um jeito.

 

Há um participante desta lista bem conhecido que me apresentou a este Chá, o
qual começou a beber ainda antes de mim, há meses atrás.

 

a) Arthur Buchsbaum

 

De: [email protected] [mailto:[email protected]]
Em nome de Francisco Antonio Doria
Enviada em: domingo, 26 de julho de 2009 10:32
Para: Joao Marcos; [email protected]
Assunto: Re: [Logica-l] O deus dos lógicos

 

Minha opinião é direta: ou você acredita ou não. Não acredito, ponto final.
Com certeza o universo deve conter seres, digamos, mais avançados que nós, e
muito mais complexos. E difíceis de serem sequer percebidos. 

Mas um Deus furibundo, atirando raios a torto e a direito, regulando
aspectos mesquinhos do nosso comportamento (como a sexualidade), isso é
inviável e inacreditável. 

Os místicos - penso na tradição que vem do Pseudo-Dionísio, passa por
Eckhart von Hochheim, Nikolaus von Cues, Suso, Tauler, etc - dizem que se
pode intuir Deus, a totalidade, a unidade das coisas. Mas - qualquer
alucinógeno vagabundo induz tal estado, inda que imensamente agradável e
reconfortante...

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