Tony 
Realmente incrível. Pode dar as referências? É sempre bom ter alguns 
contra-exemplos na manga. A mulher é realmente incrível!!
D
________________________________
Decio Krause
Departamento de Filosofia
Universidade Federal de Santa Catarina
88040-940 Florianópolis, SC -- Brasil
deciokrause[at]gmail.com
www.cfh.ufsc.br/~dkrause
________________________________
"He [God] will never choose among indiscernibles"
(G.W.Leibniz)
[But] He (God) would never choose among discernibles too. (M. Franciotti)










Em 05/12/2011, às 10:18, Tony Marmo escreveu:

> Colocadas as coisas assim, fica mais claro.
> 
> Mas, voltando à Carla, que eu não conheço pessoalmente, parece ser do
> estilo dela escrever artigos como o citado. Aqui vai um trecho de outro
> artigo:
> 
> A metafísica seria uma forma de pensar o múltiplo a partir do um, o outro a
> partir do mesmo, o diferente a partir do idêntico, a alteridade como uma
> alteração do mesmo, o diferente como uma degradação da identidade. É sob
> essa inspiração que pretendo discutir a diferença sexual e a articulação
> entre feminino - esse outro pensado na tradição a partir do mesmo -,
> alteridade e ética.
> 
> Partindo de proposições formuladas por Elizabeth Grosz, Tina Chanter e
> Drucilla Cornell e em diálogo com Emmanuel Lévinas e Jacques Derrida, este
> artigo articula feminilidade, neutralidade e o lugar da diferença sexual a
> fim de pensar como, se o neutro se confunde ao masculino, e é anterior à
> diferença sexual, então neutralidade e masculinidade se confundem e se
> sobrepõem. A partir desse suposto neutro - que carrega nele a marca
> implícita do masculino - a filosofia formula a pergunta "o que é", tomando
> o neutro (masculino) como padrão para definir o outro (feminino) numa
> perspectiva que essencializa o outro pelas suas diferenças. Ou, para ficar
> nos termos com que Sylviane Agacinski define a metafísica, a pergunta "o
> que é" se responde pensando o feminino (outro) como uma alteração do
> masculino (mesmo/neutro).
> 
> Postular a pergunta "o que é a mulher" já seria uma forma metafísica e
> essencialista de pensar sobre o feminino, como argumenta Chanter, para quem
> a origem dos essencialismos sobre o feminino se localiza nesta equação: ao
> tomar o neutro como masculino, a tradição precisa definir a mulher a partir
> da pergunta "o que é". Chanter seguirá os passos de Derrida ao dizer que a
> diferença sexual já nasce como uma forma de secundarizar o feminino e o
> pretensamente neutro aparece na tradição filosófica como masculino. Meu
> interesse aqui é pensar a neutralidade como um totalizador que elimina as
> diferenças, e pensar a diferença sexual como elemento que secundariza a
> mulher.
> 
> Lévinas buscou nas reflexões sobre diferença sexual a impossibilidade de
> afirmação do neutro como sinônimo de humano. Se mesmo assim o fez dentro de
> uma matriz androcêntrica, como tão bem aponta Derrida, isso não impede que
> se possa reconhecer a importância de um pensamento que, desde muito cedo,
> associou feminino, alteridade e ética.
> 
> O artigo dela segue por aí a fora. Parece que ela escreveu toda uma tese de
> doutorado assim! Como diria a Simone de Beauvoir, Sacré Coeur!
> 
> Em 5 de dezembro de 2011 10:07, Francisco Antonio Doria <[email protected]
>> escreveu:
> 
>> Explico: disse à moça, que, intuitivamente, no princípio da incerteza,
>> temos duas grandezas - fenômenos, etc - acoplados, e tais que, definindo-se
>> um deles, o outro se torna indefinido. E ela me deu exemplos, em
>> psicanálise, de tais entidades acopladas.
>> 
>> 
>> 2011/12/5 Tony Marmo <[email protected]>
>> 
>>> 
>>> Não entendo como o princípio da incerteza de Heisenberg possa ser
>>> interpretado figurativamente de modo a ajudar na psicanálise.
>>> 
>>> Mas, se ela insiste, quem sou eu para discordar?
>>> 
>>> Em 5 de dezembro de 2011 07:55, Francisco Antonio Doria <
>>> [email protected]> escreveu:
>>> 
>>> Tony,
>>>> 
>>>> Não concordo com vc nessa avaliação, mas deixa pra lá. Conheço cabeça de
>>>> jornalista porque sou filho de jornalista, e pai de jornalista - meu filho
>>>> Pedro é um dos editores executivos de O Globo. Esse texto é um artigo de
>>>> opinião, ensaio, e como ele, escrevi muita coisa assim, em 1968, no finado
>>>> Correio da Manhã, e em 1974, em Opinião.
>>>> 
>>>> Gênero esse artigo da Carla; vcs iam se horrorizar... Mas me diverti
>>>> muito; em 68 era pós adolescente, e era gostoso ser citado na praia de
>>>> domingo, e na antessala do Paissandu :))  Gloriosos tempos.
>>>> 
>>>> Há uns meses o Cesar Benjamin escreveu um artigo citando o teorema de
>>>> Goedel, a incompletude. Me ligou, expliquei pra ele. Não saiu perfeito, mas
>>>> saiu legal. Fui devidamente citado, e responsabilizado, no texto final.
>>>> (Cesar, editor da Contraponto e ex-candidato a vice da Heloisa Helena, é um
>>>> fascinado por filosofia da ciência.)
>>>> 
>>>> Conto um episódio recente, aliás descrito ao fim do livro com o Chaitin
>>>> e Newton. Estava saindo com uma psicanalista lacaniana que um dia me diz -
>>>> no meio de uma palestra minha - que o princípio da incerteza de Heisenberg
>>>> é relevante para a psicanálise.
>>>> 
>>>> Pensei um instante e expliquei, devagarinho, o Princípio da Incerteza.
>>>> Do técnico ao intuitivo - como um teorema de álgebra linear, como o
>>>> comutador não trivial de x e d/dx - e relacionei-o ~as variáveis canônicas
>>>> q e p em mecânica clássica, igualmente de comutador não trivial, e enfim
>>>> como algo intuitivo. E ela me sai com uma interpretação surpreendente e
>>>> rica de significado.
>>>> 
>>>> Foi divertido :))
>>>> 
>>>> 
>>>> 2011/12/5 Tony Marmo <[email protected]>
>>>> 
>>>>> Só fica uma pergunta: essa moça aceita que lhe expliquem direito as
>>>>> coisas ou não?
>>>>> 
>>>>> O que me parece é que a jornalista queria mesmo escrever algo que lhe
>>>>> pareceria interessante aos seus leitores e não algo que esclarecesse. Não
>>>>> se sabe de onde ela tirou as informações para fazer o artigo, se as
>>>>> informações estavam corretas ou não nas fontes que ela consulto, ou,
>>>>> supondo-se que estivessem corretas, se as entendeu. O que me parece é que
>>>>> ela colocou no artigo o que queria colocar, nem que para isso tivesse de
>>>>> mudar o que ouviu ou leu, ou de construir conclusões sem verificar se
>>>>> procediam mesmo do material que leu.
>>>>> 
>>>>> É uma pessoa que considera que a objetividade científica seja um mito e
>>>>> usou de uma figura de autoridade para criar um artigo em defesa de sua
>>>>> própria ideia. Como Goedel, Einstein e Heisenberg são figuras importantes
>>>>> do século passado, nada melhor que usar os três para construir a sua 
>>>>> versão
>>>>> de como a objetividade científica teria sido demolida.
>>>>> 
>>>>> Mas, é nesse tipo de artigo que os jornalistas acreditam para vender
>>>>> jornal ou atrair público. Provavelmente, supõe ela que falar de método
>>>>> axiomático, do debate entre Hilbert e Browser, e do que realmente os
>>>>> teoremas de Goedel tratam seja muito assunto pesado para um simples artigo
>>>>> e possivelmente afastaria uma ampla gama de leitores.
>>>>> 
>>>>> Alguém se lembra de uma controvérsia entre um artigo da professora
>>>>> Marilena Chauí e uma réplica de um professor do IMECC vários anos atrás? O
>>>>> professor do IMECC corrigiu a apresentação de vários conceitos e criticava
>>>>> o fato de que, ainda que aceites os conceitos do modo que ela os 
>>>>> formulara,
>>>>> não se entendia porque ela tirava certas conclusões deles.
>>>>> 
>>>>> Em 5 de dezembro de 2011 01:04, Francisco Antonio Doria <
>>>>> [email protected]> escreveu:
>>>>> 
>>>>> Ela me escreveu e vamos nos encontrar.
>>>>>> 
>>>>>> 
>>>>>> 2011/12/2 Tony Marmo <[email protected]>
>>>>>> 
>>>>>>> Li-o e considere-o uma crônica de ficção científica, quase a um estilo
>>>>>>> borgeano! :D
>>>>>>> 
>>>>>>> Em 1 de dezembro de 2011 15:11, Décio Krause <[email protected]
>>>>>>>> escreveu:
>>>>>>> 
>>>>>>>> Caros lógicos
>>>>>>>> Vejam o texto em http://carlarodrigues.uol.com.br/index.php/570
>>>>>>>> sobre os teoremas (de incompletude, claro) de Gödel e tirem suas
>>>>>>> próprias
>>>>>>>> conclusões. A autora é de uma capacidade incrível para dizer
>>>>>>> tolices sobre
>>>>>>>> o que certamente não conhece.
>>>>>>>> D.
>>>>>>>> 
>>>>>>>> ------------------------------------------------------
>>>>>>>> Décio Krause
>>>>>>>> Departamento de Filosofia
>>>>>>>> Universidade Federal de Santa Catarina
>>>>>>>> 88040-900 Florianópolis - SC - Brasil
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>>>>>> fad
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>>>>>> ahhata alati, awienta Wilushati
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