Oi Carlos.

> Uma especulação como a criticada, que pretende refutar Cantor mas está
atacando a matemática aceita nas
> universidades do mundo, não tem nenhum valor, não é assim que deve ser
feita a coisa.

Pois é, eu estava tentando encontrar o erro do enfoque do Olavo sobre o
Teorema de Cantor, dentro da teoria matemática aceita.  Depois de ler e
reler (ele joga com as palavras, e não é nem direto, nem claro, nem
explicita os princípios a que segue, nem define os termos que usa), cheguei
às seguintes conclusões:

a) Cantor não obriga nem proíbe a existências de conjuntos atualmente
infinitos. Seu teorema mostra que os reais são incontáveis (inexistência da
bijeção entre reais e naturais) sem se referir à natureza do infinito.

b) O argumento de Olavo se opõe à esta neutralidade, exigindo que o
infinito atual seja proibido de saída.  Tenta argumentar esta posição
alegando um problema na noção de bijeção.  Como a definição de Cantor é
perfeitamente razoável, ele insiste numa argumentação sobre Cantor jogar
com "duplo sentido" de alguma noção de conjuntos.

c) Mas quem não define claramente do que está falando é ele, Olavo.  Ou
seja, ele critica no seu oponente justamente o defeito que sua própria
argumentação possui, mas que o problema como apresentado por Cantor não
contém, de forma nenhuma.

Neste ponto (c) Olavo é muito ATUAL, executando muito daquilo que se faz no
âmbito da negação da verdade em diversos outros contextos.  Não há dúvidas
de que ele encontrou companheiros de peso.

E fica a pergunta: como combater esse tipo de argumentação que tenta grudar
no seu oponente o defeito que o próprio argumentador possui?

[]s


On Sat, Nov 3, 2018 at 1:39 AM Carlos Gonzalez <[email protected]> wrote:

> Prezados colegas,
>
> Eu não queria me envolver mais com esse cara Olavo do Carvalho, mas dadas
> as circunstâncias quero fazer alguns comentários, pedindo desculpas à lista
> pela obviedade de muitas coisas que falo.
>
> 1) Desconhecer ou minimizar os adversários; "Cantor e seus epígonos"
>   A prova de Cantor, reescrita na forma matemática moderna, é aceita em
> universidades de diversas partes do mundo. Desta maneira, o senhor Olavinho
> está enfrentando o grosso dos matemáticos da atualidade em universidades
>  como Harvard, Cambridge e Paris, os livros usuais de teoria de conjuntos.
> Mas se o grosso dos matemáticos são tão burros como para não ver o erro na
> prova assinalado por Olavinho, então a matemática deles deve ter grandes
> erros e a engenharia que usa essa matemática deve herdar esses erros e
> prédios devem estar caindo toda hora, fábricas explodindo, etc. Mas a
> solução mais simples é que Olavinho não entendeu nada e tem um complexo de
> superioridade, pelo menos.
>  Por outra parte, se alguém tivesse realmente um gênio tal como para dizer
> aos matemáticos do mundo em que estavam errando, então teria demonstrado
> grandes resultados, p.e. o Teorema de Fermat. Mas o que parece é que
> Olavinho "refuta" o que não entende. O falecido professor Comesaña, em
> Argentina dizia: "todo o que eu não entendo, é falso". Por ai vai Olavinho.
>
> 2) "Mas isso é confundir os números com seus meros signos, fazendo
> injustificada abstração das propriedades matemáticas que definem e
> diferenciam os números entre si e, portanto, abolindo implicitamente também
> a distinção mesma entre pares e ímpares, na qual se baseia o pretenso ar-
> gumento. “4” é um signo, “2” é um signo, mas não é o signo “4” que é o
> dobro de 2, e sim a quantidade 4, seja ela representada por esse signo ou
> por quatro bolinhas. O conjunto dos números inteiros pode conter mais
> signos numéricos do que o con- junto dos números pares— já que abrange os
> signos de pares e os de ímpares—, mas não uma maior quantidade de unidades
> do que a contida na série dos pares. A tese de Cantor escorrega para fora
> dessa obviedade mediante o expediente de jogar com um duplo sentido da
> palavra “número”, ora usando-a para designar uma quantidade definida com
> propriedades determinadas ( entre as quais a de ocupar um certo lugar na
> série dos números e a de poder ser par ou ímpar ), ora para designar o mero
> signo de número, ou seja, a cifra."
>
> Cantor (mais ou menos) falou que conjunto era o que podíamos reunir com a
> mente. Gödel falo da operação "conjunto dos ..." como a operação que reunia
> objetos num conjunto.  A palvra grega para razão, lógos (λὀγος) reunir
> coisas, como o verbo latino lego. Quando reunimos coisas formamos uma nova
> unidade, sem fazer uma "abstração injustificada", seja o isso signifique
> (=abstração não entendida por Olavinho?). Tinha uma sapataria com falta de
> caixas de sapatos. Os pares de sapatos ficavam em estantes e na tábua
> escrito "1" por primeiro par, "2" por segundo par, etc. A sapataria tinha
> 200 sapatos em 100 pares. Mas não podemos falar de 100 pares de sapatos,
> porque é uma "abstração injustificada" dos 200 sapatos, ou seja 200
> unidades. Suponha agora que fazemos a seguinte bijeção f(x): a cada sapato
> esquerdo fazemos corresponder o par do qual forma parte (obrigado Russell).
> Então temos a mesma quantidade de sapatos esquerdos que de pares. Para
> Olavinho, falar de conjunto par, i.e {a,b}, é uma abstração injustificada
> porque está desconsiderando que o par de sapatos tem dois elementos. Assim,
> a bijeção f(x) está mal definida e não podemos dizer que temos a mesma
> quantidade de sapatos esquerdos que de pares. Se colocarmos agora tanto uma
> enumeração dos pares de sapatos (primeiro par, segundo par, etc.) como uma
> outra numeração para os sapatos (sapatos esquerdos serão ímpares), Temos
> que f(x) = 2.x - 1. Por exemplo, ao terceiro par corresponde o sapato
> número 5, ou seja, o terceiro sapato esquerdo.
> >>>>
> O conjunto dos sapatos pode conter mais rótulos de sapatos do que o
> conjunto dos sapatos esquerdos — já que abrange sapatos esquerdos e
> direitos—, mas não uma quantidade igual de unidades do que a contida na
> sequência de sapatos onde estão os sapatos esquerdos. A tese de Cantor
> escorrega para fora dessa obviedade mediante o expediente de jogar com um
> duplo sentido da palavra “par de sapatos”, ora usando-a para designar um
> conjunto definido com propriedades determinadas ( entre as quais a de
> ocupar um certo lugar na série dos números e a de conter um esquerdo e um
> direito), ora para designar o mero rótulo embaixo de cada par.
> <<<<
> Se tiver feito um pouquinho de álgebra seriamente não falaria semelhante
> disparate. Rejeitando especulativamente bijeções dessa maneira, cai a
> definição de "sequència de Cauchy" e quase toda a matemática atual
>
> Um comentário final.
> Eu penso que existem só duas alternativas:
> 1) Ou se rejeita uma teoria matemática e a sua lógica.
> 2) Ou aceita-se a lógica e os princípios da teoria e mostra-se um erro com
> esse recursos.
>
> Especular livremente dessa maneira tem pouco valor para a matemática per
> se. Pode ser inspirador, metafórico, etc. Um matemático pode acordar as
> duas da manhã fruto de um pesadelo e ver que o pesadelo solucionou um
> importante problema matemático. No caso "1)" Olavinho deveria simplesmente
> dizer o que rejeita da lógica de primeira ordem ou que axioma de ZF
> rejeita. Caberia uma certa especulação para fundamentar porque é rejeitado
> um axioma. No caso "2)" deveria pegar o livro de conjuntos de Levy e
> mostrar onde está o erro formal.
>
> Uma especulação como a criticada, que pretende refutar Cantor mas está
> atacando a matemática aceita nas universidades do mundo, não tem nenhum
> valor, não é assim que deve ser feita a coisa.
>
> Carlos
>
>
> On Thu, Oct 25, 2018 at 10:02 PM Joao Marcos <[email protected]> wrote:
>
>> Obrigado por compartilhar o "polêmico" texto, Manuel.  Não comentarei
>> a respeito do "5o princípio de Euclides", com o qual não tenho
>> qualquer compromisso.  Seguem críticas simples que poderiam ser
>> formuladas por qualquer um de nós (isto é, pelas "pessoas que não
>> sabem ler" que são membros desta lista):
>>
>> 1 - A "crença" no infinito atual não é necessária ao citado resultado
>> de Cantor; os conjuntos em questão são recursivos e a bijeção pode ser
>> definida recursivamente.
>>
>> 2 - A bijeção pode ser estabelecida tanto entre os signos (numerais)
>> quanto entre suas denotações (números).  São duas demonstrações
>> distintas, claro, e qualquer uma das duas leva ao mesmo "assombro".
>>
>> 3 - A definição da bijeção não precisa depender de uma ordem imposta
>> sobre os conjuntos subjacentes.
>>
>> 4 - Os pares podem ser facilmente definidos usando os naturais (ou
>> mais propriamente os inteiros), tanto recursivamente quanto em forma
>> fechada; reciprocamente, os naturais também podem ser "definidos", se
>> alguém preferir como "as metades dos pares"; a escolha de quem é o
>> domínio e de quem é o contra-domínio da bijeção é uma mera questão de
>> conveniência, que não faz nenhuma diferença do ponto de vista do
>> resultado e da teoria cantoriana.
>>
>> 5 - O "problema da parte e do todo" pode ser evitado reformulando a
>> demonstração como uma bijeção que é apresentada, digamos, entre os
>> números naturais e os números racionais da forma n/2, com n natural;
>> nenhum dos dois conjuntos é uma "parte" do outro.  Ao terminar a
>> demonstração, se quiser, você pode trocar todas as ocorrências de n/2
>> por ocorrências de 2n.  Voilà.
>>
>> Para o benefício do alegado filósofo, não estou aqui apresentando
>> "demonstrações" (nem muito menos "refutações"), mas apenas sugestões
>> de estudo para que ele possa eliminar suas confusões, que são de fato
>> bastante simples.  Se o Olavo não entender esta matemática "profunda",
>> contudo, sempre pode pedir a seu irmão matemático para lhe ajudar a
>> entender.
>>
>> Joao Marcos
>> On Thu, Oct 25, 2018 at 8:22 PM Manuel Doria <[email protected]>
>> wrote:
>> >
>> > Prezado João Marcos,
>> >
>> > Segue aqui o trecho onde Olavo alega ter revelado raciocínios
>> falaciosos por parte de Georg Cantor:
>> >
>> > Só para dar um exemplo: O célebre Georg Cantor acreditou poder refutar
>> o 5º princípio de Euclides ( de que o todo é maior que a parte ) pelo
>> argumento de que o conjunto dos números pares, embora sendo parte do
>> conjunto dos números inteiros, pode ser posto em correspondência biunívoca
>> com ele, de modo que os dois con- juntos teriam o mesmo número de elementos
>> e, assim, a parte seria igual ao todo: 1, 2, 3, 4..... n 2, 4, 6, 8..... 2n
>> = n Com esta demonstração, Cantor e seus epígonos acreditavam estar
>> derrubando, junto com um princípio da geometria antiga, também uma crença
>> estabelecida do senso comum e um dos pilares da lógica clássica,
>> descortinando assim os horizontes de uma nova era do pensamento humano.
>> Esse raciocínio baseia-se na suposição de que tanto o conjunto dos números
>> inteiros como o dos pares são conjuntos infinitos atuais, e ele pode
>> portanto ser re- jeitado por quem acredite, com Aristóteles, que o infinito
>> quantitativo é só potencial, nunca atual. Mas, mesmo aceitando-se o
>> pressuposto dos infinitos atuais, a demons- tração de Cantor é apenas um
>> jogo de palavras, e bem pouco engenhoso no fundo. Em primeiro lugar, é
>> verdade que, se representarmos os números inteiros cada um por um signo (
>> ou cifra ), teremos aí um conjunto ( infinito ) de signos ou cifras; e
>> se,nesse conjunto, quisermos destacar por signos ou cifras especiais os
>> números que representem pares, então teremos um “segundo” conjunto que será
>> parte do primeiro; e, sendo ambos infinitos, os dois conjuntos terão o
>> mesmo número de ele- mentos, confirmando o argumento de Cantor. Mas isso é
>> confundir os números com seus meros signos, fazendo injustificada abstração
>> das propriedades matemáticas que definem e diferenciam os números entre si
>> e, portanto, abolindo implicitamente também a distinção mesma entre pares e
>> ímpares, na qual se baseia o pretenso ar- gumento. “4” é um signo, “2” é um
>> signo, mas não é o signo “4” que é o dobro de 2, e sim a quantidade 4, seja
>> ela representada por esse signo ou por quatro bolinhas. O conjunto dos
>> números inteiros pode conter mais signos numéricos do que o con- junto dos
>> números pares— já que abrange os signos de pares e os de ímpares—, mas não
>> uma maior quantidade de unidades do que a contida na série dos pares. A
>> tese de Cantor escorrega para fora dessa obviedade mediante o expediente de
>> jogar com um duplo sentido da palavra “número”, ora usando-a para designar
>> uma quantidade definida com propriedades determinadas ( entre as quais a de
>> ocupar um certo lugar na série dos números e a de poder ser par ou ímpar ),
>> ora para designar o mero signo de número, ou seja, a cifra. A série dos
>> números pares só é composta de pares porque é contada de dois em dois, isto
>> é, saltando-se uma unidade entre cada dois números; se não fosse con- tada
>> assim, os números não seriam pares. De nada adianta aqui recorrer ao
>> subter- fúgio de que Cantor se refere ao mero “conjunto” e não à “série
>> ordenada”; pois o conjunto dos números pares não seria de pares se seus
>> elementos não pudessem ser ordenados de dois em dois numa série ascendente
>> ininterrupta que progride pelo acréscimo de 2, nunca de 1; e nenhum número
>> poderia ser considerado par se pudesse livremente trocar de lugar com
>> qualquer outro na série dos inteiros. “Pari- dade” e “lugar na série” são
>> conceitos inseparáveis: se n é par, é porque tanto n+1 como n-1 são
>> ímpares. Nesse sentido, é unicamente a soma implícita das unidades não
>> mencionadas que faz com que a série de pares seja de pares. Portanto— e eis
>> aqui a falácia de Cantor—, não há aqui duas séries de números, mas uma
>> única, contada de duas maneiras: a série dos números pares não é realmente
>> parte da série dos números inteiros, mas é a própria série dos números
>> inteiros, contada ou nomeada de uma determinada maneira. A noção de
>> “conjunto” é que, desta- cada abusivamente da noção de “série”, produz todo
>> esse samba-do-alemão-doido, dando a aparência de que os números pares podem
>> constituir um “conjunto” inde- pendentemente do lugar de cada um na série,
>> quando o fato é que, abstraída a posi- ção na série, não há mais paridade
>> ou imparidade nenhuma. Se a série dos números inteiros pode ser
>> representada por dois conjuntos de signos, um só de pares, outro de pares
>> mais ímpares, isto não significa que se trata de duas séries realmente
>> distin- tas. A confusão que existe aí é entre “elemento” e “unidade”. Um
>> conjunto dex uni-dades contém certamente o mesmo número de “elementos” que
>> um conjunto dex pares, mas não o mesmo número de unidades. O que Cantor faz
>> é, no fundo, substancializar ou mesmo hipostasiar a noção de “par” ou
>> “paridade”, supondo que um número qualquer possa ser par “em si”, inde-
>> pendentemente de seu lugar na série e de sua relação com todos os demais
>> números (inclusive, é claro, com sua própria metade), e que os pares possam
>> ser contados como coisas e não como meras posições intercaladas na série
>> dos números inteiros. No seu “argumento”, não se trata de uma verdadeira
>> distinção entre todo e par- te, mas sim de uma comparação meramente verbal
>> entre um todo e o mesmo todo, diversamente denominado. Não se tratando de
>> um verdadeiro todo e de uma verda- deira parte, não se pode falar então de
>> uma igualdade de elementos entre todo e parte, nem, portanto, de uma
>> refutação do 5º princípio de Euclides. Cantor erra o alvo por muitos metros.
>> >
>> > Em qui, 25 de out de 2018 17:46, Joao Marcos <[email protected]>
>> escreveu:
>> >>
>> >> Como este assunto em princípio nada tem a ver com o "Dia Internacional
>> >> da Lógica"
>> >>
>> https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/d/msg/logica-l/lKvBQm5eOg8/JXqHZkv0BgAJ
>> >> inicio outra thread para os interessados.
>> >>
>> >> On Thu, Oct 25, 2018 at 4:45 PM A***** N*** wrote:
>> >> >
>> >> > Acho que a questão é ignorar o Olavo (concordo com tudo que disseram
>> acima dele).
>> >>
>> >> A*****, aí bem pertinho de você, em SC, uma advogada eleita deputada
>> >> federal há três semanas com mais de 100 mil votos fez toda sua
>> >> campanha se auto-descrevendo como "aluna do Olavo de Carvalho desde
>> >> 2006".  Não dá para ignorar.
>> >>
>> >> * * *
>> >>
>> >> O alegado filósofo já é discutido ---e desmontado--- na LOGICA-L ao
>> >> menos desde 2012 (discussão comentada aparentemente com cinco anos de
>> >> atraso pelo Olavo no video que o Yuri enviou).  Exemplo:
>> >>
>> https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/d/msg/logica-l/QFRRpcVLPnc/bA9vvh7Jer0J
>> >> Também outros colegas nossos já dispenderam seu tempo com boçalidades
>> >> que tinham a mesma origem, noutros lugares:
>> >> http://adonaisantanna.blogspot.com/2015/02/olavo-de-carvalho.html
>> >>
>> >> Aparentemente o principal argumento apresentado por Olavo no dito
>> >> video para se defender é de que "todos os membros da lista, um por um"
>> >> são "pessoas incultas e incapazes de lidar com os problemas da
>> >> realidade", pessoas que "não têm domínio da gramática do seu idioma" e
>> >> que por isso "não têm o sentido da linguagem", e não são capazes de
>> >> realizar uma "formalização lógica" por terem falhado em aprender antes
>> >> a boa "formalização gramatical".  Afirma ali Olavo: "o uso
>> >> inapropriado da linguagem comum e corrente expressa uma deficiência de
>> >> percepção".
>> >>
>> >> Olavo afirma "se as pessoas estudam Lógica, é evidente que a ocupação
>> >> delas diz respeito a provas e refutações", e sustenta que "ao longo da
>> >> tradição filosófica [as provas e refutações] sempre significaram muito
>> >> pouca coisa".  Em particular, no video, Olavo dá a impressão de
>> >> reconhecer que _não_ teria tentado *refutar* a teoria dos Conjuntos
>> >> Transfinitos de Cantor, "ao ter escrito apenas uma página e meia sobre
>> >> o assunto em um livro de quatrocentas páginas" [alguém poderia postar
>> >> aqui este trecho completo?], e diz que de fato não pode ter tentado
>> >> refutar a teoria de Cantor, pois, segundo ele, qualquer "refutação
>> >> cabal" demanda _centenas de páginas_, e consiste em "um trabalho muito
>> >> mais sistemático e muito mais meticuloso".
>> >>
>> >> Por fim, no video o descrédito completo dos participantes da
>> >> discussão, neste fórum (e de "todos os representantes da classe
>> >> universitária brasileira", pessoas que são "despreparadas [...] mas
>> >> não têm cultura"), se dá ao apontar que:
>> >> "nenhum deles é autor de algum trabalho monumental nesta coisa [a
>> >> Lógica], nenhum deles tá na altura, sei lá, do Newton da Costa ou do
>> >> Alexandre Costa-Leite".
>> >>
>> >> * * *
>> >>
>> >> Joao Marcos
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 Marcelo Finger
 Departament of Computer Science, IME
 University of Sao Paulo
 http://www.ime.usp.br/~mfinger
 ORCID: https://orcid.org/0000-0002-1391-1175
 ResearcherID: A-4670-2009

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