2009/8/24 Elomar França <[email protected]>:
>> A questão em pauta é a regulamentação da profissão. Creio que a maioria, se
>> não todos, concordam que se for para não haver a regulamentação, então não
>> seria necessário que perdessemos tempo em um graduação nem tão pouco em um
>> mestrado ou doutorado.
>
> Discordo completamente. Uma pessoa vai (ou pelo menos deveria ir) pra
> uma faculdade, mestrado ou doutorado pra adquirir *conhecimento*, não
> um pedaço de papel que diz que você assistiu 5 anos de aula.

Grande, Elomar. Ia dar essa resposta, mas você se adiantou. Perfeito.

Então, para complementar, relato meu caso. Passei alguns anos
trabalhando como administrador de redes, o que não é necessário nem
diploma nem nada. E desisti da profissão por que? Para fazer uma
gradução! E não me arrependo. Não é as 1000 maravilhas, mas também não
é uma experiência que se deva jogar fora. E qualquer um que disser que
não aproveitou nada do seu curso superior, ou não foi as aulas ou
apenas pagou as mensalidades. Ninguém é tão gênio que não possa
aprender mais um pouco.

Desculpe e por favor não se ofenda (Charles), mas acho o pensamento
exposto por você bastante medíocre e com certeza não é o que pensa a
maioria.

> E a propósito, o Artigo 1 da versão aprovada pela CCJD
> (http://legis.senado.gov.br/mate-pdf/64268.pdf) diz:
>
> "É livre, em todo o território nacional, o exercício das
> atividades de *análise de sistemas e demais atividades relacionadas com a
> informática*, observadas as disposições desta Lei."
>
> Numa definição aberta como essa, muito provavelmente colaboração com
> software livre vai ser enquadrada como atividade de análise de
> sistemas e, por isso, exigir carteirinha e anuidade em dia.

Aqui a analogia seria o seguinte.

Digamos que um sujeito estude por conta própria em casa, adquira um
vasto conhecimento em eng. elétrica e consiga inventar um novo sistema
de armazenamento e utilização de energia solar. Conselho nenhum pode
prender ou processar esse sujeito. Nem mesmo pode processar o vizinho
que está utilizando da mesma ideia. Porém, caso o inventor deseje
comercializar sua ideia, a coisa muda totalmente de figura.

Aqui podemos compara com o Software Livre. Enquanto você estiver
desenvolvendo para seu uso próprio, disponibilizando para a
comunidade, você não está indo contra nenhuma lei. Porém, quando você
for na empresa XYZ para vender seu serviço, você estará numa relação
comercial, o que, se aprovado, estará sujeito as regras do PL.

-- 
PEdroArthur_JEdi

Nunca acredite num sistema que você não conhece o código fonte!
Never trust a system you don't have sources for!

"A unica condição na qual a inteligência, a dignidade e a felicidade
podem se desenvolver é na liberdade."

-- Mikhail Bakunin
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