Adolfo Neto
Associate Professor - Federal University of Technology, Paraná
Web: *https://adolfont.github.io/ <https://adolfont.github.io/>*
Mestrado em Computação Aplicada: http://www.ppgca.ct.utfpr.edu.br


Em seg., 14 de set. de 2026, 09:03, Márcio Palmares <
[email protected]> escreveu:

> Bom dia, pessoal!
>
> Uma equipe do MIT destinada a analisar a realidade atual da instituição
> frente à emergência da IA generativa divulgou um relatório que pode ajudar
> nessa discussão que fazíamos aqui:
>
> https://aiandeducation.mit.edu/report/
>
> Já li 2/3 desse relatório... É um pouco comprido para o nosso vício atual
> em textos curtos... Mas vou ler tudo.
>
> Destaco os seguintes pontos, até agora:
>
> 1) Eles reconhecem que a revolução já aconteceu (embora não usem a palavra
> "revolução");
>
> A IA está presente em todos os níveis, é uma realidade. Já penetrou na
> mente e na prática das pessoas. Já existe a hibridizaçāo. Eles reconhecem o
> poder da IA generativa e em momento algum tratam a coisa como mera
> "previsão do próximo token".
>

Eu realmente não entendo essa insistência em dizer que não é "mera"
'previsao do próximo token' quando as empresas deixam claro que a
arquitetura toda dos sistemas baseados em LLMs atuais utiliza o fato de que
LLM trabalha com previsão do próximo token e constrói, através de
guardrails, harness, skills, formato de prompt, loop, sistemas
relativamente úteis

Uma boa explicação aqui, já do GPT-6

https://youtu.be/Nf4NdV8m28I





> 2) Identificaram um aspecto que eu não havia ainda percebido:
>
> A IA penetra nas instituições de ensino presencial ANTES que a essas
> instituições tenham se recuperado plenamente do efeito desagregador que a
> pandemia teve.
>
> E somando a isso os desafios que já existiam sobre convivência,
> pertencimento, bem-estar, saúde mental, o resultado inicial da penetração
> da IA é desagregador, promove a erosão das relações sociais e de
> aprendizagem.
>
> Este é um fato a ser considerado.
>
> 3) Reconhecem que precisam incorporar a IA, em vez de tentar combatê-la.
>


Isso é coisa de gente fraca, gente frouxa.
Se a pessoa gosta, acha que é útil (acho que seu caso, Márcio), OK. Não
estou falando destes.

Estou dizendo que se a pessoa acha que IA é prejudicial para o ensino, a
pesquisa, o aprendizado, o ambiente, o mundo... e não combate, esta pessoa
é fraca.



> Ou seja, me parece que quem está num estado de "negação" não terão nenhum
> ponto de apoio no futuro próximo...
>

Olha, conhecendo a comunidade anti-IA, não tem quase ninguém em negação. O
que há é luta.



> Essas são as minhas primeiras impressões...
>
> Abraços!
>
> M.
>
> Em quarta-feira, 26 de agosto de 2026, Daniel Durante <[email protected]>
> escreveu:
>
>> Oi, Eduardo, Anderson e colegas,
>>
>> Entendo perfeitamente a postura do Eduardo. Eu, por exemplo, não usaria
>> de modo algum um chatbot no ensino fundamental; e no ensino médio, só em
>> pouquíssimas ocasiões especiais, onde o letramento digital fosse parte
>> importante da atividade formativa. Para todo o resto, acho que não convém.
>> Mas na universidade, talvez equivocadamente, tendo a tratar estudantes
>> como adultos. E o robô monitor me parece um recurso didático útil para
>> pessoas adultas.
>>
>> Na minha disciplina, os estudantes não têm nenhum incentivo avaliativo
>> para interagir com o robô monitor. Nada do que eventualmente o robô faça
>> por eles vale nota. Então, não vejo nenhum "pequeno mal" no seu uso. Claro
>> que sempre há os "grandes males" da IA e de sua disseminação
>> indiscriminada. E bom, aí eu assumo o risco e um centavo de
>> responsabilidade. Se eu tivesse mais tempo, prepararia um ambiente com
>> skills para lidar com os livros e materiais didáticos e usaria como "motor"
>> algum modelo opensource. Mas, enfim...
>>
>> Saudações,
>> Daniel.
>>
>> Em terça-feira, 25 de agosto de 2026 às 19:56:13 UTC-3, anderaujo
>> escreveu:
>>
>>> Caras(os) colegas,
>>>
>>> Penso que as perspectivas, diferentes, do Eduardo e do Daniel
>>> representam uma outra diretiva mais geral:
>>>
>>> (d) O uso de modelos de linguagem no ensino universitário depende das
>>> características dos estudantes, dos professores, das disciplinas e das
>>> instituições.
>>>
>>> É por isso que, para mim, faz sentido a postura do Daniel de usar um LLM
>>> como uma ferramenta de monitoria suplementar pro seu curso de lógica --
>>> muito bom por sinal! --, assim como faz sentido o Eduardo não usá-lo porque
>>> seus alunos têm deficiências de formação básica, o que pode ser agravado
>>> com o uso desse tipo de ferramenta. O problema real é a massificação do seu
>>> uso, sem avaliação do que é cabível em cada contexto -- isso sem falar dos
>>> problemas éticos, cognitivos e econômicos envolvidos...
>>>
>>> João Marcos, pensei um pouco mais sobre sua defesa de que existe uma
>>> componente interativa e recursiva no uso de LLMs que é diferente de outros
>>> sistemas de interação humana. Acho que você tem razão. Talvez uma distinção
>>> entre "agente epistêmico" e "agente epistemológico" possa ajudar -- nos
>>> moldes da distinção Heideggeriana entre ôntico e ontológico, algo que
>>> também aparece em trabalhos de fundamentos da física. Um modelo de
>>> linguagem pode ser visto como um agente epistêmico, no sentido de ser uma
>>> ferramenta dinâmica que auxilia na construção de conhecimento, mas não o
>>> direciona (intencionalidade) nem o estrutura (intensionalidade) -- estou me
>>> referindo aqui à diferença entre contextos extensionais e intensionais do
>>> Quine -- ou seja, não é um agente epistemológico. Essa diferença permite
>>> fundamentar, penso, uma outra sugestão pro uso de modelos de linguagem no
>>> ensino:
>>>
>>> (e) Apresentar relatório dos prompts usados nas pesquisas com auxílio de
>>> modelos de linguagem
>>>
>>> O Adolfo já mencionou algo nessa direção, e agora me parece que é algo
>>> essencial. O estudante pode usar modelos de linguagem nos seus trabalhos,
>>> como ferramentas epistêmicas, mas a construção do conhecimento precisa ser
>>> explicitada na forma de um relatório do direcionamento e da estruturação
>>> que fez. Daí a importância do relatório dos prompts: é onde se passa do
>>> âmbito epistêmico para o epistemológico.
>>>
>>> O mesmo tipo de problema surge no uso de assistentes de prova na
>>> pesquisa em matemática. Não basta fazer a verificação. É preciso garantir
>>> que a formalização está correta. Afora isso, existem questões associadas à
>>> compreensão do trabalho realizado, a parte epistemológica. É assim que vejo
>>> uma uniciativa recente do Tao, Avigad, e outros pesquisadores, chamada
>>> Palomar <
>>> https://terrytao.wordpress.com/2026/08/18/palomar-a-registry-of-lean-verified-mathematics/>.
>>> Se concordamos sobre esse ponto (e) e o estendemos também pro uso de
>>> assistentes de provas, surgem várias questões sobre como usar assistentes
>>> de prova no ensino e pesquisa matemática que vão muito além do seu uso como
>>> ferramenta de verificação. Algo a ser discutido.
>>>
>>> Abraços,
>>>
>>> *Anderson*
>>>
>>>
>>> On Mon, Aug 24, 2026 at 6:32 PM Eduardo Ochs <[email protected]> wrote:
>>>
>>>> Oi Lista,
>>>>
>>>> Os alunos que eu costumo ter estão num nível muito mais básico do que
>>>> os do Daniel, e praticamente nenhuma das idéias de como usar IA na
>>>> eduacação que o Sidorkin menciona nesse draft aqui,
>>>>
>>>>
>>>> https://anggtwu.net/tmp/sidorkin__ai-enhanced_pedagogies_rethinking_learning_curriculum_and_human_potential_in_the_age_of_intelligent_machines.pdf
>>>>
>>>> se aplica aos meus alunos.
>>>>
>>>> Vou tentar dar um resumo do que eu pretendo explicar pros meus alunos.
>>>> Por enquanto essas idéias estão em vários textos bagunçados, então
>>>> acho que vai ser melhor - pra mim e pra vocês - eu tentar resumi-las
>>>> de um jeito novo. Lá vai - aliás, aqui vão só algumas das historinhas
>>>> principais...
>>>>
>>>> --snip--snip--
>>>>
>>>> Os alunos estão chegando nas minhas turmas sem terem uma noção clara
>>>> de que "entender", "decorar" e "copiar" são processos mentais bem
>>>> diferentes, e que usam "músculos mentais" diferentes.
>>>>
>>>> Pra quem tem bastante prática com esses processos, como a gente, a
>>>> diferença entre eles é tão gritante como a diferença entre "braço" e
>>>> "perna" - por exemplo, imagina que duas pessoas estão cada uma do lado
>>>> de um skate no chão, e uma delas levanta o skate abaixando pra pegar
>>>> ele com a mão e a outra levanta ele pisando na ponta dele com o pé...
>>>> MUITA GENTE NÃO CONSEGUE VER ESSA DIFERENÇA.
>>>>
>>>> A minha historinha preferida sobre alguém que não consegue ver uma
>>>> diferença que pra gente é óbvia é essa aqui. O `P'edrinho está na fase
>>>> `P'ré-silábica, e um dia a professora passa um ditado, uma das
>>>> palavras é "ÁRVORE", e o Pedrinho escreve "VROOEA". Quando ele vê no
>>>> teste corrigido que ele errou ele cai no choro - porque ele ainda não
>>>> tem as estruturas mentais necessárias pra entender que a ordem das
>>>> letras importa.
>>>>
>>>> Agora imagina que o Alex e a Thamy vão fazer prova pra Polícia
>>>> Federal, e essa prova tem uns testes de aptidão física. Os dois moram
>>>> perto de uma pista de corrida, e uma das coisas que o Thamy faz pra se
>>>> preparar pra essa prova é que todo dia ela vai na pista e corre várias
>>>> voltas. O Alex faz algo parecido mas ao invés de correr a pé ele dá
>>>> várias voltas em torno de pista de Uber. Aí quando chega o dia da
>>>> prova de aptidão física a Thamy passa nela e o Alex não.
>>>>
>>>> --snip--snip--
>>>>
>>>> Acho que eu tou meio obcecado por um problema que é difícil demais, e
>>>> que imagino que vocês lidem com ele dizendo "ah, só uns 25% dos alunos
>>>> são assim, então a gente só reprova eles e pronto"...
>>>>
>>>> Então: 25% dos meus alunos, ou talvez mais do que isso, não têm as
>>>> estruturas mentais necessárias pra entenderem o que é uma pessoa, o
>>>> que é conversar com uma pessoa, o que é explicar coisas pra uma pessoa
>>>> de um modo que ela entenda, e como eles não têm prática suficiente de
>>>> se colocarem no lugar dos outros eles não conseguem comparar isso com
>>>> a versão espelhada disso, em que uma outra pessoa te explica algo, e
>>>> ela pode te explicar de um jeito que você entenda ou de um jeito que
>>>> você não entenda, e você pode fazer perguntas pra ela - se você souber
>>>> perguntar, claro...
>>>>
>>>> Aqui tem uns textinhos bem bons sobre como é difícil aprender a falar
>>>> em público na universidade, e como isso geralmente é um processo de
>>>> anos:
>>>>
>>>> https://news.ycombinator.com/item?id=49224294
>>>>
>>>> https://anggtwu.net/tmp/hacker_news__danish_high_schoolers_will_have_to_verbally_defend_written_assignments_49224294.pdf
>>>>
>>>> E olha esse texto aqui, que fala bastante sobre "shared knowledge":
>>>>
>>>> "what is publicly shared knowledge defines the granularity of
>>>> acceptable mathematical reasoning within a given context"
>>>>
>>>> https://anggtwu.net/tmp/phillips__constructivism_in_education_opinions_and_second_opinions_on_controversial_issues.pdf#page=220
>>>>
>>>> Imagina um aluno que só conversa com IAs. Pra ele o custo psicológico
>>>> de falar com outras pessoas da turma, seja por voz ou nos canais de
>>>> chat, é tão alto que ele vai ficar quase que totalmente de fora da
>>>> construção de "shared knowledge", e ele vai ter muito mais dificuldade
>>>> que os outros pra saber se um passo numa conta dele é claro ou não, se
>>>> uma justificativa dele é boa ou não, e coisas assim...
>>>>
>>>> Aí eu tou pretendendo dizer pros meus alunos que: gente, esse curso
>>>> aqui é principalmente sobre técnicas de descobrir coisas sozinho, e
>>>> pra "aprender a descobrir" vocês vão ter que aprender a fazer
>>>> perguntas boas, o que é bem difícil, e no processo vocês vão ter
>>>> aprender a fazer perguntas ruins, e vão ter que aprender a falar, que
>>>> pra muitos de vocês vai ser a coisa mais difícil da vida de vocês,
>>>> tipo que vocês vão ficar tão nervosos que vocês vão chegar em casa e
>>>> vão vomitar sangue, e não adianta vocês tentarem ajustar a dose dos
>>>> remédios pra vocês ficarem "normais", porque não tem como a gente
>>>> ficar normal quando a gente tá aprendendo a coisa mais difícil da vida
>>>> de gente...
>>>>
>>>> Eita, vou ter que sair, então vou mandar isso como está. Acho que eu
>>>> deixei claro porque é que eu não vou fazer chatbots pros meus cursos,
>>>> né...
>>>>
>>>>   [[]],
>>>>     Eduardo
>>>>
>>>> On Mon, 24 Aug 2026 at 15:04, Daniel Durante <[email protected]> wrote:
>>>> >
>>>> > Colegas,
>>>> >
>>>> > Sobre o uso de IA no ensino, eu tento estimular estudantes a brincar
>>>> com LLMs; quem sabe isso melhora a motivação para estudar lógica?
>>>> Configurei um (Gemini) Notebook para ser um robô monitor de uma disciplina
>>>> minha bem básica de introdução à lógica para estudantes de ciências
>>>> humanas. Fiz alguns testes com o Notebook e, avaliando suas respostas às
>>>> minhas perguntas, se ele fosse candidato em uma seleção de monitores
>>>> humanos, eu o teria aprovado. Então disponibilizei para a turma e estimulo
>>>> o uso. Quem quiser pode dar uma olhada aqui:
>>>> >
>>>> >
>>>> https://notebook.google.com/notebook/1f011f9b-b10c-44ef-b0aa-8d6589c47fb4
>>>> >
>>>> > No caso da minha disciplina, não há muita pressão sobre possíveis
>>>> trapaças dos estudantes. Eles têm que fazer 2 provas presenciais sem
>>>> consulta.
>>>> >
>>>> > Sobre as questões mais profundas da IA, eu não tenho muito a
>>>> acrescentar. Não sei se os LLMs são (ou serão) entidades conscientes, ou se
>>>> são e sempre serão meros papagaios probabilísticos. Seja lá o que forem, o
>>>> que ninguém pode negar é que eles têm competência linguística: reagem às
>>>> nossas perguntas como se as compreendessem e nos dão respostas (a nós)
>>>> compreensíveis. Às vezes erram, alucinam e dizem besteiras? Bem, e nós
>>>> mesmos não fazemos isso?
>>>> >
>>>> > Eu acho que meu robô monitor tem plena competência para tirar dúvidas
>>>> das minhas alunas e alunos, e o risco dele dizer alguma bobagem errada não
>>>> me parece muito maior do que o risco de eu mesmo dizer alguma bobagem
>>>> errada para a turma.
>>>> >
>>>> > Mas eu deixei o link aí em cima. Se alguém estiver com tédio, insônia
>>>> ou procurando algum motivo para procrastinar algum trabalho importante,
>>>> pode torturar o robozinho e depois me conta se ele passou no teste ou não.
>>>> Eu agradeço.🙂
>>>> >
>>>> > Saudações,
>>>> > Daniel.
>>>> > ─────────────────────────
>>>> > Departamento de Filosofia - (UFRN)
>>>> > https://www.danieldurante.net.br
>>>> >
>>>> >
>>>> > Em sexta-feira, 21 de agosto de 2026 às 10:31:32 UTC-3, Joao Marcos
>>>> escreveu:
>>>> >>
>>>> >> PessoALL:
>>>> >>
>>>> >> Também esta lista é um bom fórum público para discutirmos a *educação
>>>> >> do futuro*, nem que seja do ponto de vista muito específico de
>>>> >> formadores e educadores com interesse em _Ensino de Lógica_.
>>>> >>
>>>> >> Todo mundo já teve professores que são meros enganadores: não
>>>> >> compreendem minimamente o que estão se colocando na função de
>>>> ensinar.
>>>> >> (Em algum momento, confesso, eu me regozijei com a invenção das LLMs,
>>>> >> pois ela torna muito mais fácil ---bem, ao menos para os
>>>> >> especialistas--- expor tais tipos de farsantes.)
>>>> >>
>>>> >> Muitos dizem que com as LLMs tudo isto vai mudar: sempre poderemos
>>>> >> aprender mais fora da sala de aula, a partir de uma ferramenta capaz
>>>> >> de elaborar uma síntese linguística capaz de simular (muito bem) o
>>>> >> discurso de um especialista. Mais ainda, poderemos conversar
>>>> >> _diretamente_ com um "especialista instantâneo artificial", no nível
>>>> >> que desejarmos.
>>>> >>
>>>> >> Sob esta perspectiva, entendo que um dos objetivos da educação atual,
>>>> >> em um "mundo inteligente", seria, em dois passos:
>>>> >>
>>>> >> (1) Preparar os estudantes para fazer "perguntas inteligentes".
>>>> >>
>>>> >> (2) Equipar os estudantes com conhecimento técnico, conceitual e
>>>> >> metodológico suficiente para estes serem capazes de avaliar (buscando
>>>> >> fontes, reconstruindo argumentos e procedimentos, indo atrás de
>>>> >> contra-exemplos e explicações alternativas) e compreender uma
>>>> resposta
>>>> >> recebida, de modo a retornar de forma produtiva ao passo (1),
>>>> >> recursivamente, caso ainda haja interesse.
>>>> >>
>>>> >> Resta-nos esclarecer, evidentemente, o que são "perguntas
>>>> >> inteligentes" (o que envolve identificar problemas relevantes,
>>>> >> formular perguntas cada vez melhores, decompor questões complexas), e
>>>> >> descobrir de que formas podemos manter o interesse dos estudantes
>>>> >> vivo.
>>>> >>
>>>> >> Muito importante, em um mundo em que a _aparência de conhecimento_ se
>>>> >> tornou muito barata, os estudantes precisam ser capazes de *assumir
>>>> >> compromissos epistêmicos próprios*, ao invés de simplesmente
>>>> >> copiar-e-colar a resposta de uma LLM ("because the master said so").
>>>> >> Quem determina, afinal, o que merece ser perguntado, e o que conta
>>>> >> como boa evidência? Como lidar de forma honesta com dúvidas e erros?
>>>> >> E quem é o _responsável epistêmico (e moral)_ pelas *conclusões* dos
>>>> >> nossos argumentos?
>>>> >>
>>>> >> O que pensam os colegas sobre estas coisas?
>>>> >>
>>>> >> Saudações lógicas,
>>>> >> João Marcos
>>>> >>
>>>> >> --
>>>> >> https://sites.google.com/site/sequiturquodlibet/
>>>> >
>>>> > --
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