Meus dois centavos.... 2009/2/16 Márcio Vinícius Pinheiro <[email protected]>
> Por que eu atuaria em favor dos fundadores de um site "The Pirate Bay" em > clara alusão aos produtos (softwares, CDs, DVDs, etc.) piratas. Não é a > liberdade de expressão e de informação que o Pirate Bay ajuda a propagar > por > aí. Desde quando distribuir jogos de vídeo-game, filmes de cinema e albuns > musicais sem o consentimento de seus produtores é exercer liberdade de > informação??? > Também não concordo com o uso de material pirata. Por isso mesmo estou no mundo do software livre > Deixe que eles respondam por seus atos. Algum de vocês já se deram ao > trabalho de ler as respostas irônicas que eles dão aos questionamentos > legais que lhes fazem? Eles publicam com todo orgulho: > http://thepiratebay.org/legal Eles não pareciam muito preocupados com isso > nas cartinhas, por que eu devo me preocupar? Já li. É até cômico! Mas o pior é que estão certos. Eles não são um servidor de conteúdo, apenas dos torrents, e estes são enviados pelos usuários... > > A tecnologia está aí, o bit-torrent veio pra ficar e não é o julgamento de > atos irresponsáveis realizados através dessa tecnologia que vai ameaçá-lo. > Por favor não confundam as coisas. Acabaram com o Napster, mas a tecnologia > que eles desenvolveram ainda está aí. A pirataria está no ato, não nas > ferramentas com que o ato é consumado. O julgamento e possível condenação > dos responsáveis pelo Pirate Bay ameaça a pirataria, não o Bit-torrent. Só que neste caso não há um servidor de conteúdo para a pirataria. Antes a pirataria acontece pelos milhares de usuários do site. Por que não se julga o google, por exemplo? Se você fizer uma pesquisa no google (ext:torrent), vai vir 2.300.000 arquivos, aproximadamente. É o google responsável se eu clicar em algum dos .torrent que ele me der de resultado e eu passar a baixar, por exemplo, um filme? Não vejo diferença substancial entre o o resultado de uma busca no google ou o site TPB, exceto que este último armazena os .torrent enquanto o google não. Agora caberia a pergunta, o .torrent é o conteúdo? Creio que não, no máximo pode ser considerado como um meta-dado do conteúdo. Comete pirataria quem escreve uma resenha para um filme? Creio que não, e este é um exemplo simples de meta-dado sobre um conteúdo. Neste caso específico o julgamento é importante não pela pirataria em si, mas pela tecnologia, porque pela primeira vez vai se julgar se o meta-dado equivale ao dado em si, ou seja, se informações técnicas são equivalente ao conteúdo em si. Se for considerado estarão derrubando a tecnologia torrent em si mesma e não apenas o site em questão. Se não for considerado abre-se um antecedente perigoso para os que vivem da indústria de direitos autorais. -- André Cavalcante Porto Alegre, RS. Ubuntu User number # 24370
